quarta-feira, 27 de maio de 2015

Lição 9 - 2º Trimestre 2015 - As Limitações dos Discípulos. Adultos.

Lição 9

 As Limitações dos Discípulos
2º Trimestre de 2015
capa-subsidio-lbaINTRODUÇÃO
I – LIDANDO COM A DÚVIDA

II – LIDANDO COM A PRIMAZIA E O EXCLUSIVISMO

III – LIDANDO COM A AVAREZA

CONCLUSÃO

“A AUTORIDADE ESPIRITUAL DO DISCÍPULO DE CRISTO” (MATEUS 20.25-28)
Nesta semana, estudaremos concernente ao comportamento dos discípulos de Jesus em relação aos seus ensinamentos. Veremos que a autoridade espiritual que Cristo concedeu aos seus discípulos está em contraste com os rudimentos deste mundo (Mt 20.25-28).
Jesus ensinou que os príncipes dos gentios dominam sobre eles com autoridade, mas não seria esta a maneira adequada com que os discípulos deveriam exercer a autoridade no Reino de Deus. Antes, a autoridade dos discípulos seria a espiritual, vinda do Alto, corroborada de poder e unção para que exercessem o ministério divino. Para isso, a humildade e a predisposição em servir seriam indispensáveis (1 Pe 5.1-3).

Além do mais, os que seguem as pisadas de Cristo, devem consagrar suas vidas no altar de Deus, a fim de que possam exercer o ministério divino com poder e autoridade. Uma vida de oração e obediência à Palavra de Deus é imprescindível para o crescimento e bom efeito da obra de Deus.

Caro professor, enfatize aos seus alunos que temos a responsabilidade de fazer a obra que Cristo nos outorgou com excelência e, para isso, devemos buscar ser humildes e ter uma vida consagrada a Deus. Visto que o Senhor deseja realizar muitas maravilhas por nosso intermédio, à medida que nos colocamos no altar de Deus.
I. A autoridade espiritual e a primazia terrena.
Em face disso, o ensinamento de Cristo contrasta com a concepção mundana a respeito do exercício da autoridade. No mundo, os que exercem autoridade, possuem as propriedades materiais e os meios de produção. Estes dominam literalmente sobre os que servem e não possuem recursos próprios para produzir. Dessa forma, há uma hierarquia que, por natureza, rege a ordem pública e organiza a sociedade em si, e conduz o funcionamento do mundo em que vivemos.

Nesse contexto, Cristo chama os seus discípulos para que sejam “Sal da terra” e “Luz do mundo”, dizendo-lhes como deveria ser a autoridade deles neste mundo: “Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser, entre vós, fazer-se grande, que seja vosso serviçal” (cf. Mt 20.26). Jesus concede aos seus discípulos uma lição de humildade, seguida de uma predisposição em servir que deve ser intrínseca daqueles que querem fazer parte do Reino e exercer autoridade nele.

O evangelho de Cristo não traz promessas de poder e status aos que aderem a fé. Os que querem alcançar posições mais altas a fim de exercer autoridade e domínio sobre as pessoas, certamente, estão equivocados com relação à proposta do Reino de Deus. De outro modo, devem dedicar suas vidas em favor de ajudar o próximo e trabalhar para o crescimento e edificação espiritual da Igreja de Cristo (cf. Jo 13.34; Cl 3.14; 1 Jo 3.14). Tais características são indispensáveis para o exercício do ministério divino.

II. Consagração a Deus para o exercício do ministério.
Semelhantemente, outro aspecto indiscutivelmente essencial para a vida cristã é a consagração a Deus. Os que seguem a Cristo e almejam por fazer a obra de Deus, devem consagrar suas vidas no altar do Senhor. A orientação divina aos seus servos da Igreja Primitiva consistia em que não realizassem a obra de qualquer maneira (cf. Fp 3.17; 1 Ts 1.6; 1 Tm 4.6,12-16).

Consagrar-se aqui, significa dedicar-se a Deus. O Senhor exorta a que nos purifiquemos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus (2 Co 7.1). O Dicionário Vine classifica o termo “aperfeiçoar (gr. epiteleo) como um processo em andamento” (CPAD, 2009, p. 406). A consagração a Deus deve ser algo contínuo na vida do cristão. O zelo pela realização da obra ministerial é um diferencial no Reino de Deus.

É bem verdade que o trabalho realizado pela igreja consiste em ações éticas, morais e sociais, mas o objetivo principal é espiritual. Neste âmbito encontra-se a missão de proclamar o evangelho a toda criatura, sabendo que teremos de enfrentar as investidas do inferno contra nós, que tentam impedir o alcance dos mais carentes de salvação.

Por esta razão, todo cristão deve consagrar a vida ao Senhor e encher-se do Espírito Santo, a fim de utilizar das armas da justiça para destruição das fortalezas e de toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus (2 Co 10.4-6). O crente deve ter uma vida devocional de oração e estudo da Palavra de Deus para que possa se fortalecer, pois em tudo deve se mostrar santificado (1 Ts 5.23).

Dado que, a autoridade divina, diferentemente da secular, não consiste em tempo de Igreja ou em fartura de conhecimento, e sim na obediência de um coração puro e verdadeiro para com Deus e a sua igreja. Esta é a verdadeira consagração a Deus.
Considerações finais
Finalmente, entendemos que a autoridade concedida aos discípulos de Cristo, em momento algum atendeu à ambição pessoal de qualquer um deles, ou mesmo teve por crédito, promovê-los individualmente. Antes, a graça do evangelho transformou homens indignos e discriminados pela sociedade em pescadores de homens (Mt 4.19). O evangelho de Cristo trouxe a regeneração dos corações arrependidos e constituiu apóstolos de um ministério divino, cuja marca oficial é a humildade.

Sendo assim, a autoridade a eles concedida deveria ser seguida de uma vida de oração e obediência à Palavra de Deus. Porquanto, disso depende o crescimento e edificação da igreja (1 Co 12.12-14).

Do mesmo modo, o exercício do ministério na igreja moderna também deve ser realizado com primor. Além disso, a nossa motivação em fazer a obra deve ir além de um simples encargo a nós dispensado. Isso explica o porquê de muitas vezes, não testemunharmos tantos milagres na igreja atual. O apóstolo Paulo afirma: “Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente; [...] Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisto me regozijo e me regozijarei ainda” (Fp 1.15,18).

Portanto, que possamos refletir na maneira como temos feito a obra, pois desfrutamos de um mesmo Espírito, mas a nossa convicção e motivação para realização da obra de Deus devem ser repensadas.
Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações CPAD.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lição 8 - 2º Trimestre 2015 - Jesus e as Minorias - Jovens.

Lição 8

Jesus e as Minorias2° Trimestre de 2015
capa-subsidio-lbjINTRODUÇÃO
I - JESUS, OS POBRES E OS ENFERMOS
II - JESUS,  AS MULHERES, AS CRIANÇAS E OS SAMARITANOS
III - COMO TRATAR AS MINORIAS
CONCLUSÃO

BEM-AVENTURADOS VÓS, OS POBRES, PORQUE VOSSO É O REINO DE DEUS (LUCAS 6.20)
Na lição desta semana, estudaremos acerca da compaixão que Cristo demonstrou pelos menos favorecidos da sociedade. O Reino de Deus é diferente do reino humano, porque está disponível a todos que o buscam com um coração humilde e dependente da graça divina (Mt 6.19-21).
Nesse Reino, não há acepção de pessoas, pois o amor de Deus é manifesto a todos que o aceitam e desejam fazer parte dele. A provisão desse Reino vai ao encontro das maiores necessidades da natureza humana, sejam elas de âmbito espiritual, emocional ou mesmo material (Mt 5.1-12).

A compaixão de Cristo excedeu e muito a compreensão humana do que significa apieda-se do sofrimento do próximo. Antes, Cristo, por sua morte vicária, assumiu o nosso lugar no sofrimento da cruz, a fim de nos garantir uma vida de paz e a confiança da vida eterna. Por essa razão, o Reino de Deus compreende e supre as maiores das necessidades da humanidade, visto que Deus se solidariza com a sua carência (Mc 6.34).

Sendo assim, caro professor, destaque nesta lição, o papel primordial da Igreja em apresentar um evangelho que se importa com a carência das pessoas. Além disso, destaque a qualidade do Reino de Cristo em condenar qualquer tipo de opressão ou discriminação ao próximo, seja em função de força política ou ideológica. Boa aula!

1. A compaixão de Cristo pelos menos favorecidos.
Uma das qualidades mais intrínsecas e louváveis de Cristo é a compaixão. Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeceu puramente de todos aqueles à sua volta que o suplicavam por uma cura ou algum milagre de qualquer natureza. Quando se refere aos pobres como bem-aventurados, Cristo ensina que aqueles que têm a fé, já não estarão sem provisão. Pois mostram em seu espírito, a dependência humilde da graça de Deus (Mt 6.25-34).

Assim, a provisão do Reino de Cristo está disponível a todos os que creem, pois em Cristo, não há acepção de pessoas. Antes, sua graça é poderosa para suprir as maiores necessidades da humanidade, seja no âmbito espiritual, no que diz respeito à salvação, visto que Ele já pagou o preço com a sua morte vicária em que levou os nossos pecados sobre si para a nossa justificação (Rm 5.1,2); seja de cunho emocional, pelo fato de interceder por nossas necessidades emocionais, a fim de que tenhamos o Consolador para nos amparar e fortalecer mediante as aflições deste mundo (Jo 14.16-18); ou mesmo pelas necessidades materiais, que precisamos que sejam supridas durante o tempo da nossa peregrinação, mas que não devem ser prioridade, pois os que buscam o Reino de Deus em primeiro lugar, de nada têm falta (Mt 6.33).

Portanto, o Reino de Cristo está fundamentado em amor para que os pobres, ou mesmo aqueles que reconhecem a sua pobreza, encontrem neste Reino, a verdadeira bem-aventurança que desfrutam os que recebem a Palavra do evangelho com humildade.
2. O Reino de Deus e a pobreza humana.
Em face disso, quando discorremos a respeito da bem-aventurança que desfrutam os pobres no Reino de Deus, devemos ter em mente que a pobreza humana, destacada por Cristo, não se detém somente aos que se esvaziam de si mesmos, a fim de serem cheios de Cristo e possuem a sua satisfação na provisão divina, mas também aos carentes da provisão material.

Jesus não apresenta um evangelho que prioriza um discurso teórico em detrimento da necessidade material humana. Antes, Ele ordenou aos seus discípulos que ajudassem os pobres deste mundo, pois Deus também se preocupou com que o cuidado mútuo e a comunhão fizessem parte da cultura da Igreja Primitiva que estava por surgir através dos apóstolos (Lc 9.11-17; At 3.42-46).

Um exemplo de sua graça e misericórdia é manifesto nas duas multiplicações dos pães e peixes, em que, aproximadamente dez mil pessoas foram alimentadas. O texto diz que Jesus sentiu compaixão pela multidão.

De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, “O termo original é splagchnizomai, o qual descreve uma emoção que comove a pessoa até o íntimo do seu ser. Fala da tristeza que alguém sente pelo sofrimento e infortúnio do próximo, justamente com o desejo de ajudá-lo. É uma característica de Deus (Dt 30.3; 2 Rs 13.23; Sl 78.38; 111.4) e do seu Filho Jesus Cristo (Mc 1.41; 6.34; 8.2; Mt 9.36; 14.14; 15.32; Lc 7.13). Em todas as épocas, e particularmente nestes dias de indiferença ante o sofrimento dos outros. Jesus espera que semelhante atitude motive atos compassivos dos seus seguidores (Mt 18.33; Lc 10.33)” (CPAD, 1995, p. 1473).

Portanto, a bem-aventurança está disponível a todos que, com um coração humilde, recebem o Reino de Deus e tornam-se participantes de sua graça.

Considerações finais
Em vista do que podemos observar, os valores do Reino de Deus são opostos ao que presume a concepção humana. A compaixão expressa em Jesus excede as boas intenções do homem natural e vai ao encontro das maiores carências da humanidade.

Em cristo, encontramos a provisão, não somente de nossos anseios espirituais para com o divino, mas também o conforto e descanso para as nossas emoções, além do cuidado divino em nossas necessidades materiais. De fato, temos um evangelho que é pleno e atende a plenitude humana (Mt 11.28-30).

De forma alguma o Reino de Cristo, compartilha das práticas de interesse político ou ideológico, a fim de se apropriar da potencialidade do homem. Pelo contrário, seu Reino aflora o que tem de melhor na natureza humana, a fim de que sejamos para sua glória (Jo 18.36).

Que possamos aprender e levar os ideais de Cristo em nosso viver, de modo que o mundo conheça e experimente das bem-aventuranças que Deus coloca à disposição dos que reconhecem humildemente suas carências e necessidades diante do Criador, que é compassivo e amoroso para com as suas criaturas.


Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações. CPAD.

Lição 7 - 2º Trimestre 2015 - Jesus, o Mestre da Justiça - Jovens.

Lição 7

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Jesus, o Mestre da Justiça2° Trimestre de 2015
INTRODUÇÃO

I - JESUS, O MESTRE QUE CUMPRIU TODA A JUSTIÇA (Mt 3.15)

II - JESUS ENSINA A PRÁTICA DA JUSTIÇA (Mt 6.33)

III - A JUSTIÇA QUE AGRADA A DEUS (Mt 5.6; Is 58.6)
CONCLUSÃO

O CARÁTER DA JUSTIÇA DIVINA (EFÉSIOS 4.24)
Na aula desta semana, estudaremos concernente a justiça aplicada pelo Mestre dos mestres, a partir do seu caráter moral e espiritual. Em relação ao seu aspecto moral, Cristo nos ensina que a justiça divina rege a conduta dos justos, a fim de ensiná-los em que consiste a vontade de Deus, de modo que confronta os nossos erros e aponta a retribuição para o pecado (Mt 8.12).
Do mesmo modo, o aspecto espiritual da justiça divina, mostra-nos a sua capacidade restaurativa, em que Deus perdoa o pecador e restabelece o homem à condição de filho de Deus (Jo 8.11).

Cristo é o nosso maior exemplo de justiça, pois ele mesmo apontou para o homem o caminho que devia seguir, mostrando que a justiça divina não consistia no cumprimento de preceitos e ordenanças seguidas por uma tradição, e sim na justiça que ajuda o pobre e o necessitado, cuida das viúvas e exorta a guardar-se da corrupção do mundo.
Caro professor, que nesta lição, você possa levar a sua classe a compreender os aspectos moral e espiritual da justiça divina, de modo que os jovens compreendam sobre o que há de mais importante na justiça de Deus.

1. O caráter moral da justiça divina.
Em vista disso, a justiça divina possui o aspecto moral pelo fato de ser intrínseca ao caráter de Deus a moralidade. Quando Cristo ensinava mandamentos que eram contrários ao que era ensinado e distorcido pelos doutores da lei, na verdade, Ele quis mostrar a essência do que realmente Deus espera de seus servos (Mt 5.17).

O Senhor confronta os nossos erros não porque quer ver a nossa condenação, ou mesmo deixar um sentimento de culpa em nós, e sim para nos convencer a um sincero arrependimento para que alcancemos perdão por meio da sua graça (Mt 4.12; Lc 5.31,32).

Dicionário Bíblico Wycliffe, aponta o aspecto moral da justiça divina: “A justiça de Deus é um correlato necessário de sua santidade ou excelência moral. Uma vez que Deus é infinitamente perfeito, Ele deve ser imparcial em seus juízos e sempre tratar as suas criaturas com equidade. [...] A doutrina da justiça de Deus tem muitas ramificações, mas ela é mais frequentemente discutida em relação ao pecado do homem, e nesta relação é mais próxima em significado à severidade de Deus. Severidade é o modo pelo qual o pecador sente a justiça de Deus” (CPAD, 2010, p. 1122).

Portanto, tal exigência moral da justiça só poderia ser satisfeita, por intermédio de uma consciência transformada pelo poder do evangelho que regenera o homem pecador, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 12.2).
2. O caráter espiritual da justiça divina.
Além do mais, a justiça divina também possui o caráter espiritual, pelo fato da morte vicária de Cristo satisfazer às exigências do juízo divino com relação ao pecado do homem (Hb 9.13-15).

Dicionário Bíblico Wycliffe, continua a discorrer: A respeito da justiça divina ou retidão de Deus, Paulo declara: ‘Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus’ (Rm 3.23-26). Esta passagem tem sido felizmente chamada de ‘a acrópole do evangelho’, as boas novas de que através de Cristo, os requisitos da justiça divina foram atendidos. As Escrituras não ensinam que a justiça de Deus seja puramente corretiva. Ela não é uma expressão da benevolência de Deus. É a qualidade que faz parte de Deus, e que garante a todas as suas criaturas, que o pecado deve ser castigado por causa de sua inerente apostasia, e que a retidão deve ser reconhecida e recompensada por causa do seu mérito e dignidade intrínsecos” (CPAD, 2010, pp. 1122-23).

Isso nos faz entender que a justiça de Deus foi feita em Jesus. Sua morte na cruz pagou o preço pelo pecado, e dessa forma, todos os que creem no ato vicário de Cristo, alcançam a justificação e a remissão de seus pecados perante Deus, o que qualifica a justiça divina como o cumprimento pleno de uma reivindicação espiritual (Rm 3.21-26). Dessa forma, ao homem é concedida a graça de ter a sua condição restaurada à de filho de Deus.

Considerações finais
Consideramos que a justiça divina possui os aspectos moral e espiritual necessários, para que o homem obtenha o conhecimento de Deus e tenha uma vida correta. Do mesmo modo, Ele providenciou o meio pelo qual possamos ser salvos e tornarmos à condição de filhos de Deus por intermédio da morte vicária de Cristo sobre a cruz.

Sabemos que Cristo satisfez a justiça divina, não somente pelo fato de viver e ensinar a essência do ensinamento da lei de Deus, mas também por entregar a própria vida, a fim de se tornar a justiça de todo pecador arrependido e justificá-lo diante de Deus. Que a partir do estudo desta lição, seus alunos possam conhecer melhor os aspectos da justiça divina e sua maravilhosa graça restauradora, disponível aos homens em Jesus Cristo.

Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações. CPAD.

Lição 8 - 2º Trimestre 2015 - O Poder de Jesus Sobre a Natureza e os Demônios - Adultos.

Lição 8

O Poder de Jesus Sobre a Natureza e os Demônios
2º Trimestre de 2015
capa-subsidio-lbaINTRODUÇÃO
I – JESUS E AS FORÇAS SOBRENATURAIS
II – JESUS E A REALIDADE DOS DEMÔNIOS
III – JESUS E A OBRA DOS DEMÔNIOS
CONCLUSÃO

“A DEIDADE DE CRISTO PRESENTE EM SEUS MILAGRES” (FILIPENSES 2.9-1)
Na aula desta semana, estudaremos acerca do poder que Cristo exerceu sobre a força da natureza e o mundo espiritual. Dado isso, observaremos a manifestação das duas naturezas de Cristo: a divina e a humana, que Ele manifestou por intermédio das maravilhas que operou.
Sua natureza divina é visivelmente constatada nos milagres que operou e na autoridade de sua palavra. Até mesmo a tempestade e os espíritos imundos não podiam resistir ao seu poder, visto que Ele é antes de todas as coisas e tudo subsiste sob o seu domínio (cf. Cl 1.17).
Do mesmo modo, sua graça era manifesta em sua personalidade, pois mesmo sendo em forma de Deus, não teve a vaidade de usar indevidamente deste direito para atrair glória para si. Antes, em tudo foi obediente ao Pai e se humilhou a condição de servo, sendo fiel até a morte, e morte de crucificação (cf Fl 2.6-8). Por conseguinte, Deus exaltou a Cristo e o deu o pleno poder sobre os céus e a terra (vv. 9-11). Todas as forças, naturais ou sobrenaturais, estão sujeitas à autoridade e soberania de Cristo.

Sendo assim, caro professor, nesta aula você poderá enfatizar esses dois aspectos da natureza de Cristo que se mostraram presentes nas manifestações milagrosas que ocorreram durante o seu ministério terreno. Explique também, de que forma a duas naturezas de Cristo se coadunam. Tenha uma boa aula!
I. A natureza divina manifesta nas obras de Cristo.
A deidade de Cristo nunca esteve oculta. De fato, suas obras e maravilhas operadas, evidenciavam claramente que um homem comum não poderia realizar tantos milagres se do Alto não lhe fosse concedido. A grande dificuldade do povo judeu em aceitar a deidade de Cristo, levava-o a uma profunda incredulidade que obscurecia o seu entendimento, a fim de que não chegasse ao conhecimento da verdade. Até mesmo os discípulos tiveram dificuldade para reconhecer a autoridade divina de Cristo.

Os grandes milagres que relatam o domínio de Cristo sobre a força da natureza, na travessia da tempestade que se levantou contra o barco em que estavam Jesus e os seus discípulos, no lago de Genesaré (Mc 4.35-41); a libertação do endemoninhado que estava possuído de uma legião de demônios (5.1-20); a cura da mulher que tinha uma hemorragia a doze anos, depois de ter passado por vários médicos (5.25-34); e a ressurreição da filha de Jairo, principal da sinagoga (5.22-24,35-43), são algumas dentre muitas outras evidências claras da manifestação da autoridade e presença divina em Cristo.

Certa vez, Ele mesmo declarou: “Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” (Jo 14.10,11). Portanto, Cristo é a imagem do Deus invisível que habitou entre nós (cf. Cl 1.15).

II.Mesmo sendo Deus, assumiu a forma de servo obediente e fiel.
Embora a graça divina fosse notória na personalidade de Cristo, em momento algum, o Filho de Deus permitiu com que a vaidade dominasse o seu coração, a ponto de usar indevidamente do seu privilégio para atrair glória para si. Mesmo sendo um com o Pai, ele assume a forma humana e se humilha a posição de servo, a fim de ser obediente em tudo até a morte.

O Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento discorre a respeito da declaração do apóstolo Paulo aos filipenses, no capítulo 2, versículos 2 ao 8: “Jesus, que em sua própria natureza é Deus, não considerou que esta condição devesse estar patente demais, de modo a trazer-lhe alguma vantagem pessoal. Observe novamente o impacto que estas palavras causariam nos ouvintes de Paulo, que orgulhavam-se de sua cidadania romana com todos os seus direitos e privilégios intrínsecos. Ao invés de reunir e exercer seus privilégios, Jesus aniquilou-se, deu a si mesmo até a morte. A solução para os problemas da unidade dos filipenses estava na adoção deste mesmo propósito de Jesus.

[...] O ministério da encarnação começa a se esclarecer — Jesus, o segundo membro da Trindade, não deixou de lado a sua divindade. Deus não pode separar-se ou divorciar-se de sua própria natureza. Antes, a aniquilação de Jesus deveria ser vista no fato de que Ele, como Deus, tomou a forma de servo. Isto é bem subentendido por Paulo através do uso da palavra ‘tomando’. A ‘natureza’ (utiliza-se a palavra grega morphe) que Cristo escolheu assumir exatamente a forma de um escravo. Aqui temos alguém que tinha ‘a própria natureza de Deus’ e que tomou verdadeiramente’, a natureza adicional de ‘servo’. Isto resume a dupla natureza da encarnação. Cristo foi, simultaneamente, completamente Deus e completamente humano” (CPAD, 2004, p. 1293).

Dessa forma, Ele manifestou aos homens o seu intenso amor divino, a fim de que servisse de modelo para a edificação espiritual e comunhão dos crentes. Seu poder está acima de todas as forças e dominações, sejam elas, naturais ou sobrenaturais (cf. Fl 2.9-11; Ef 6.12; Cl 1.16,17). Em seu nome, que está acima de todos os nomes, há poder e autoridade para operação de milagres e maravilhas (Mc 16.17,18).
Considerações finais
Finalizamos em dizer que é incontestável a afirmativa de que nEle, o Filho de Deus, habita toda a plenitude do Pai. Os milagres que operou, sua autoridade sobre as forças da natureza e o poder exercido sobre as hostes espirituais do império de Satanás, evidenciam claramente a cerne da sua natureza divina, representada em sua natureza humana.

Além do mais, o que ratifica a sua soberania é a capacidade que tem de não manifestar as riquezas do seu privilégio, a fim de ser o exemplo de humildade e amor para os seus seguidores, quando na verdade, abre mão de sua forma divina e assume não somente a humana, mas também se apresenta como o servo obediente e fiel em tudo, sem reclamar, pois “Ele não abriu a boca” (Is 53.7).

Por esta razão, seu nome está exaltado acima de todas as coisas, e nele exercemos também a autoridade ministerial. Que a partir da reflexão no exemplo de Cristo, possamos repensar a nossa postura em relação aos nossos irmãos, a fim de cumprirmos a maior missão: ser uma igreja relevante nestes últimos dias.
Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações CPAD.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Lição 7 - 2º Trimestre 2015 - Poder Sobre as Doenças e a Morte - Adultos.

Lição 7

Poder Sobre as Doenças e a Morte
2º Trimestre de 2015
capa-subsidio-lbaINTRODUÇÃO
I – DOENÇAS, PERDÃO E CURA
II – RAZÕES PARA CURAR
III – AUTORIDADE PARA CURAR
IV – A REDENÇÃO DO NOSSO CORPO
CONCLUSÃO


“POR SUAS PISADURAS, FOMOS SARADOS” (ISAÍAS 53.4,5)
Nesta semana, aprenderemos acerca do bom efeito que a morte vicária de Cristo trouxe à humanidade, no tocante a cura de enfermidades, sejam elas de âmbito físico, emocional ou espiritual. O profeta Isaías declara: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.4,5).
A morte vicária de Cristo nos trouxe a restauração da comunhão com Deus, e a cura das enfermidades causadas em razão da queda do homem no jardim do Éden. Mas Deus que é rico em misericórdia traçou um plano de cura e regeneração para o homem, mediante a fé em Jesus Cristo. Seu propósito é firme e não falha. Ele prometeu curar todas as moléstias do povo e Cristo cumpriu esta profecia durante o tempo do seu ministério terreno (Is 61.1; Lc 4.18).

Do mesmo modo, o Espírito Santo continua a agir nos dias atuais para que o homem encontre a cura e o perdão divino, e por fim tenha a sua saúde plenamente restabelecida em todas as áreas.

Portanto, caro professor, enfatize em sua aula, o bom efeito do sacrifício de Cristo no Calvário em relação à cura do homem, e apresente o propósito divino para restabelecer a saúde da humanidade nos aspectos físico, emocional e espiritual. Boa aula!
I. A morte vicária de Cristo nos trouxe “cura”.
Em virtude da morte vicária de Cristo, o homem teve uma nova oportunidade de estar em comunhão com Deus. Além disso, agora pode receber a cura de todas as moléstias que assolam a sua saúde física, emocional e espiritual. Por meio da graça de Cristo, as enfermidades que debilitam o corpo são curadas, as dores da alma e as feridas do coração, os traumas emocionais, além de toda opressão espiritual oriunda da atuação de espíritos malignos são removidas. Enfim, “Ele levou sobre si, todas as nossas enfermidades” (Is 53.4).

Bíblia de Estudo Pentecostal discorre: “Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus (cf. Sl 22.16; Zc 12.10; Jo 19.34; 1 Co 15.3). Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados — a penalidade da morte (Rm 6.23). Por isso, podemos ser perdoados por Deus e ter a paz com Ele (cf. Rm 5.1). ‘Pelas sua pisaduras fomos sarados’. Esta cura refere-se à salvação, com todas as suas bênçãos, espirituais e materiais. A doença e a enfermidade são consequências da queda adâmica e da atividade de Satanás no mundo. ‘Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo’ (1 Jo 3.8). Cristo concedeu dons de cura à sua igreja (1 Co 12.9) e ordenou a seus seguidores curar os enfermos como parte da sua proclamação do Reino de Deus (Lc 9.1,2; 10.1,8,9,19)” (CPAD, 1995, p. 1054).

Com isso, podemos entender que a graça redentora opera de maneira plena na natureza do homem, a fim de que tenha saúde em toda a sua existência (cf. Jo 10.10).

II. O propósito divino para a cura do homem.
Por sua infinita misericórdia, o Senhor estabeleceu o caminho para a regeneração e cura do homem, mediante a fé em Jesus Cristo. Sua vida, obra e ministério terreno, constataram que o propósito divino em Cristo é restaurar todas as coisas e restabelecer o homem à sua posição de excelência diante de Deus. Durante o seu ministério terreno, Cristo curou as moléstias do povo e restabeleceu a saúde do homem, a fim de demonstrar que a justiça de Deus traz vida em contraste com o pecado que tem a morte como salário. A Bíblia de Estudo Pentecostal continua a discorrer acerca da vontade de Deus no tocante a cura divina:

“(1) A declaração do próprio Deus. Em Êx 15.26 Deus prometeu saúde e cura ao seu povo, se este permanecesse fiel ao seu concerto e aos seus mandamentos (Ver Êx 15.26). Sua declaração abrange dois aspectos: (a) ‘Nenhuma das enfermidades porei sobre ti [como julgamento], que pus sobre o Egito’; e (b) ‘Eu sou o SENHOR, que te sara [como Redentor]’. Deus continuou sendo o Médico dos médicos do seu povo, no decurso do AT, sempre que os seus sinceramente se dedicavam a buscar a sua face e obedecer à sua Palavra (cf. 2 Rs 20.5; Sl 103.3).

(2) O ministério de Jesus. Jesus, como o Filho encarnado de Deus, era a exata manifestação da natureza e do caráter de Deus (Hb 1.3; cf. Cl 1.15; 2.9). Jesus, no seu ministério terreno (4.23,24; 8.14-16; 9.35; 15.28; Mc 1.32-34,40,41; Lc 4.40; At 10.38), revelava a vontade de Deus na prática (Jo 6.38; 14.10), e demonstrou que está no coração, na natureza e no propósito de Deus curar todos os que estão enfermos e oprimidos pelo diabo.

(3) A provisão da expiação de Cristo. (Is 53.4,5; Mt 8.16,17; 1 Pe 2.24). A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total — espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde (cf. Sl 103.3; Tg 5.14-16). O crente deve prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.

(4) O ministério contínuo da igreja. Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus (Lc 9.1,2,6). Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazer a mesma coisa (Lc 10.1,8,9,19). Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho (At 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; cf. Mc 16.18; 1 Co 12.9,28,30; Tg 5.14-16). O NT registra três maneiras como o poder de Deus e a fé se manifestam através da igreja para curar: (a) a imposição de mãos (Mc 16.15-18; At 9.17); (b) a confissão de pecados conhecidos, seguida da unção do enfermo com óleo pelos presbíteros (Tg 5.14-16); (c) os dons espirituais de curar concedidos à igreja (1 Co 12.9). Note que são os presbíteros da igreja que devem cuidar desta ‘oração de fé’” (CPAD, 1995, pp. 1402-03).
Considerações finais
Concluímos que é a graça de Deus manifesta em Cristo, o único meio que pode tornar o homem saudável novamente em todo o seu aspecto físico, emocional e espiritual. Embora haja em nossos dias muitos métodos e maneiras de cuidar da saúde, a nossa existência depende exclusivamente da graça redentora e regeneradora que somente o Filho de Deus pode proporcionar por intermédio da fé.

O Senhor Deus já estabeleceu um plano de cura e providenciou o meio, pelo qual, a culpa do pecado e a assolação do mal que causam tantas enfermidades, sejam erradicadas da vida humana. Sua obra perfeita, Ele realizou na cruz do Calvário, levando sobre si, todas as nossas enfermidades e nos concedendo uma nova vida, mediante a fé no Filho de Deus (Is 53). Em conformidade, o Espírito Santo rege a sua igreja e atua nos crentes a fim de que tenham uma vida saudável em todos os aspectos da sua existência. Porquanto, são as pisaduras de Cristo que nos proporcionam a cura que tanto precisamos.
Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações CPAD.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Lição 6 - 2º Trimestre 2015 - As Mulheres que Ajudaram Jesus - Adultos.

Lição 6

Mulheres que Ajudaram Jesus
2º Trimestre de 2015
capa-subsidio-lbaINTRODUÇÃO
I – JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES
II – MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER
III – MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR
IV – MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR
CONCLUSÃO


O PAPEL DA MULHER NA IGREJA (1 TIMÓTEO 2.4,5) 
Na aula desta semana, estudaremos a respeito do importante papel realizado pela mulher na Igreja primitiva, assim como apresentar sua relevância nos dias atuais. Embora a mulher tenha sido profundamente discriminada nas culturas antigas, com o advento do Messias, ela teve a sua dignidade reconquistada. Como podemos ver na lição, o papel feminino teve suma importância para a propagação do evangelho.
O ministério de Cristo contou predominantemente com o auxilio de mulheres que além do apoio serviçal a Jesus e aos seus discípulos, também patrocinavam a obra de Deus doando os seus bens. Por esses motivos, a graça do evangelho trouxe à mulher a dignidade merecida e fez com que encontrasse lugar de honra entre o povo de Deus.
Nos dias atuais não é diferente, a graça de Cristo continua a alcançar todas as mulheres que se predispõem em servir ao Senhor com comprometimento. Em razão disso, a Igreja tem sido abençoada pelo excelente trabalho realizado por muitas servas de Deus, contribuindo assim, para que o evangelho seja proclamado até os confins da terra.

Professor, nesta lição, enfatize que o evangelho dignificou o potencial feminino no Reino de Deus, e mostre, de forma paralela, como a mulher era considerada na Igreja primitiva e como a Igreja moderna entende o papel da mulher na obra de Deus.
I. O trabalho realizado pela mulher na Igreja Primitiva.
Nas culturas antigas, a mulher era tratada de forma depreciativa e, em alguns casos, até mesmo como um objeto. Com a implicação da Lei mosaica, esta situação não mudou muito. Ainda nos tempos de Jesus, como vemos o relato dos evangelistas, é possível notar a subserviência da mulher na sociedade daquela época (Mt 8.14,15; Lc 10.38-40; Jo 4.7). Entretanto, a vontade de Deus para com a mulher não era, de forma alguma, tratá-la com desprezo ou mesmo reduzir a sua importância na sociedade, e sim chamá-la a posição de importância para o evangelho, para a família, para a Igreja, enfim, para que a mulher exerça um papel importante no Reino de Deus.

Na Igreja do século I, não era diferente, o apóstolo Paulo deixou algumas recomendações com relação ao trabalho realizado pela mulher na igreja. A Bíblia de Estudo Pentecostal discorre que “O Homem e a mulher são igualmente amados e preciosos à vista de Deus (Gl 3.27,28). Porém, foi ao homem que Deus entregou a responsabilidade de direção da família e da igreja.

(1) 1 Tm 2.12-15 mostra que não é permitido na igreja a mulher ensinar de modo normativo, diretivo e terminante, como faz o dirigente da congregação (cf. 1 Co 14.34). Entretanto, isto não quer dizer que é proibido a mulher cristã ensinar a homens individualmente (como em At 18.26); profetizar no culto, sob o impulso direto do Espírito Santo (1 Co 11.5,6; 2 Tm 1.5; 3.14,15); evangelizar em sua casa, instruindo homens e mulheres no caminho do Senhor (At 16.14,40).
(2) O ensino de Paulo quanto à mulher não ensinar como dirigente da igreja vem dos princípios estabelecidos pelo Criador para o homem e a mulher, quando da sua criação original (Gn 2.18; 1 Co 11.8,9; 1 Tm 2.13 nota), e do efeito da entrada do pecado à raça humana (1 Tm 2.14)” (CPAD, 1995, p. 1866).

Portanto, isso significa dizer que, o evangelho não trata com menor relevância o potencial feminino, antes estabelece uma definição de papeis em que homens e mulheres exerçam de forma honrosa, a obra de Deus com alegria e determinação.

II. A importância do trabalho feminino para a Igreja Moderna.
Em vista disso, sabemos que a partir do século I até os dias atuais, muita coisa mudou, inclusive, os valores da sociedade em relação ao papel da mulher. Hoje, vemos que a mulher estuda, trabalha e, muitas vezes, até exerce o papel de pai e mãe ao mesmo tempo. Isso ocorre devido a constante desestruturação da família, são pais divorciados e filhos criados sem referenciais, o que obriga as mães a cumprirem a “dupla jornada”. Todavia, não era esta a vontade de Deus para a família, muito menos para a mulher.

Bíblia de Estudo Pentecostal afirma que “Deus tem um propósito específico para a mulher em relação à família, ao lar e à maternidade.

(1) O desejo e o propósito específico de Deus para a esposa e mãe, é que a sua atenção e dedicação se focalizem na família. O lar, o marido e os filhos precisam ser o centro dos interesses da mãe cristã; essa é a maneira que Deus lhe determinou para honrar a sua Palavra (cf. Dt 6.7; Pv 31.27; 1 Tm 5.14).
(2) As tarefas específicas que Deus deu à mulher, no que diz respeito à família, incluem: (a) cuidar dos filhos que Deus lhe confiou (v.4; 1 Tm 5.14) como um serviço ao Senhor (Sl 127.3; Mt 18.5; Lc 9.48); (b) ser auxiliar e fiel companheira do seu marido (vv. 4,5); ver Gn 2.18 nota); (c) ajudar o pai a formar no filho um caráter santo, e adestrá-los nas coisas práticas da vida (Dt 6.7; Pv 1.8,9; Cl 3.20); (d) ser hospitaleira (Is 58.5-8; Lc 14.12-14; 1 Tm 5.10); (e) usar da sua capacidade prática para atender às necessidades do lar (Pv 31.13,15,16,19,22,24); e (f) cuidar dos pais idosos no seu lar (1 Tm 5.8; Tg 1.27).
(3) As mães que desejam cumprir o plano de Deus para sua vida e para sua família, mas que, devido às necessidades econômicas, são obrigadas a ter um emprego em que trabalham longe dos filhos pequenos, devem confiar nas circunstâncias às mãos do Senhor, enquanto oram a Deus por condições de ocupar o seu lugar e de cumprir as funções e a posição que Deus lhe deu no lar com os seus filhos (Pv 3.5,6); ver também Ef 5.21-23 notas; 1 Tm 5.3)” (CPAD, 1995, p. 1889).

Assim, a mulher exerce o seu duplo papel na sociedade, além de se dedicar à obra de Deus com comprometimento e capricho, a fim de que a Palavra de Deus seja proclamada até os confins da terra.
Considerações finais
Convenhamos que, muito embora a mulher tenha sido tratada de forma depreciativa no passado, é indiscutivelmente digno de ser reconhecido o importante papel realizado por muitas servas de Deus nos dias atuais. Cristo dignificou o papel da mulher, antes menosprezado pela ordem humana e por valores de uma sociedade arrogante e machista. O próprio ministério do Mestre em excelência foi predominantemente auxiliado por mulheres que se dispuseram com alegria em servi-lo.

Desse modo, a igreja atual também tem sido abençoada por muitas servas de Deus que se empenham no ministério da oração e do ensino, conforme a instrução da Palavra, além do cuidado com os afazeres domésticos, com os filhos e a atenção ao esposo. Temos visto que muitas, além do trabalho e dos estudos (como é vista a mulher moderna), ainda se dedicam com primor à obra de Deus.

Sendo assim, que possamos reconhecê-las e honrá-las da forma devida, assim como Cristo as dignificou, e também pelo excelente trabalho que têm realizado e contribuído para o Reino de Deus.
Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações. CPAD.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Lição 5 - 2º Trimestre 2015 - JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS - ADULTOS.

Lição 5

Jesus escolhe seus discípulos
2º Trimestre de 2015
capa-subsidio-lba
Quem eram os discípulos escolhidos por Jesus? Pessoas simples, habitantes de uma cidade sem importância para a antiga Palestina. Pessoas que não tinham alto grau de instrução, mas que acreditaram na mensagem do meigo nazareno. Na presente aula, devemos ressaltar que o nosso Senhor não chamou os doze homens para serem apóstolos objetivamente, mas, primeiramente, para discípulos. Pessoas disponíveis a aprender, e igualmente, desaprender os equívocos aprendidos ao longo da vida religiosa e, principalmente, ansiosos em imitar o Mestre de Nazaré. 
O discipulado de Jesus é assim. Chama pessoas, do ponto de vista humano, incapazes de desenvolver algum projeto de vida. E mostra-lhe o maior projeto que ser humano algum pôde imaginar: o Reino de Deus. Quando fomos chamados por Jesus a viver o Evangelho, percebemos que não estávamos prontos a dizer “sim” para o seu projeto. O nível do Evangelho é alto de mais para a nossa natureza caída. Mas ao despirmo-nos de nós mesmos e procurarmos ser mais parecido com Jesus, o Evangelho será parte da nossa vida e ficará impregnado à nossa natureza. Então passamos a ser uma nova criação, ter outra mente e outra perspectiva de vida que só encontramos com o meigo nazareno.

O chamado de Jesus é um convite para não mais olhar para si mesmo, uma convocação para olhar para o outro. Uma decisão de renunciar aos próprios anseios e uma atitude de viver a vida que não é mais sua, mas de Deus.

A mensagem do Reino de Deus é absolutamente oposta ao modo de o mundo comunicar seus valores às pessoas. O Reino de Deus não faz violência para convencer alguém de alguma ideia, enquanto que o sistema de vida mundano é violento, arrogante e predatório em convencer o outro acerca dos seus valores. Embora saibamos que os valores do mundo são destruidores para um projeto de vida digna, não fazemos terrorismo ou algo do tipo. Simplesmente somos chamados a sermos pescadores de homens, de almas, de sentimentos, de pessoas. Levar vida, onde há morte; paz, onde reina a guerra; alegria, onde reina a tristeza; bondade, onde reina a perversidade; esperança, onde reina a ausência dela.

Em Jesus, somos chamados a sermos arautos do Evangelho para pessoas sem Deus, sem dignidade, sem alegria de viver. Nele, todo dia somos estimulados a testemunhar com a vida a verdade daquilo em que acreditamos e cremos. Sim, Jesus, a nossa razão de ser. É o sentido último da nossa vida. Podemos dizer “sim” ao seu convite? — Vem e segue-me!