quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Lição 9 - 1º Trimestre 2017 - Fidelidade, Firmes na Fé - Adultos.

Lição 9

Fidelidade, Firmes na Fé
1° Trimestre de 2017
Topo Adultos 1T17
INTRODUÇÃO
I-O SIGNIFICADO DE FIDELIDADEII-IDOLATRIA E HERESIA: UM PERIGO À FIDELIDADE
III-SEJAMOS FIÉIS ATÉ O FIM 
CONCLUSÃO

Na lição de número 9, estudaremos a fidelidade, contrapondo com a idolatria, uma das obras da velha natureza. Fidelidade é uma característica daquele que é fiel, leal e que demonstra zelo pelo Senhor. Lealdade também está relacionada à fé, pois são duas palavras cognatas, ou seja, vem da mesma raiz. Podemos definir fé como o “firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). É a confiança que temos em Deus. Porém, o significado da palavra fé é amplo. Por isso, é importante destacar alguns aspectos da fé:
a) Fé natural – “Confiança desenvolvida em virtude da íntima comunhão que o crente mantém com o Espírito Santo (Gl 5.22). É uma fé constante e regular que independe das circunstâncias (Hb 3.17,18). Não é uma fé miraculosa; ela nasce como resultado de um relacionamento com o Senhor Jesus.”1
b) Fé salvadora – “Proveniente da proclamação do Evangelho, esta fé leva-nos a Cristo como o nosso único e suficiente Salvador (Jo 3.16). Ao contrário da fé natural, que brota através do labor filosófico, a fé salvadora só há de nascer no coração humano através da pregação do Evangelho (Rm 10.13). Sem a mensagem da cruz, não pode haver fé salvadora.2
c) Dom da fé – “Capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, através da qual o crente é levado a exercer a fé de maneira extraordinária (1 Co 12.9; 13.2), visando a expansão do Reino de Deus. O dom da fé induz o crente a fazer grandes petições, e a receber, de igual modo, grandes respostas. Esse carisma porém, não é para ser utilizado em favor de quem o possui; deve visar, antes de mais nada, à expansão do Reino de Deus”.3
d) Fruto da fé – Confiança desenvolvida em virtude da íntima comunhão que o crente mantém com o Espírito Santo (Gl 5.22). É uma fé constante e regular que independe das circunstâncias. Não é uma fé miraculosa; ela nasce como resultado de um singular relacionamento com o Senhor Jesus.”4
Essas definições nos ajudam a compreender que a fidelidade, fruto do Espírito, abrange a ideia de lealdade, sinceridade e integridade. A fé é o antídoto que nos preserva da idolatria.
Idolatria não se fere somente a imagens de escultura, mas é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossos corações. A palavra idolatria é oriunda de eidolon, e latreia, “serviço sagrado, culto, adoração. Tal prática é pecaminosa e quem a comete está roubando e negando a soberania de Deus. Por isso, o primeiro dos Dez Mandamentos é “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3). Os quatro primeiros mandamentos são uma referência ao nosso relacionamento com Deus e segundo o Comentário Bíblico Moody “o primeiro mandamento resguarda a unidade de Deus, o segundo a sua espiritualidade, e o terceiro sua divindade ou essência”. 
Para mostrar o quanto a idolatria é prejudicial à fé cristã, copia no quadro o esquema abaixo e leia com os alunos as referências.
Deus proíbe a fabricação de ídolos e deuses de fundição
Lv 19.4
A adoração a Deus deve ser sem imagens e sem figuras
Dt 4.12
Somente Deus deve ser adorado e a Ele devemos servir
Mt 4.10
Deus é espírito e deve ser adorado em espírito e em verdade
Jo 4.24

Deus não habita em templos feitos por mãos humanas
At 17.24,25
O combate à idolatria é mantido pelo apóstolo João
1 Jo 5.21
(Extraído de SOARES, Esequias. Os Dez Mandamentos: Valores divinos para uma sociedade em constante mudança. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 27).

Sugestão didática:
Explique aos alunos que o primeiro mandamento divino ensinava aos israelitas quanto à idolatria. Eles eram o povo escolhido por Deus para revelá-Lo às demais nações pagãs que estavam ao redor. Por isso, deveria adorar somente a Ele de todo o coração a fim de que todas as nações soubessem que o Todo-Poderoso é único. O povo de Deus jamais poderia esquecer que quem os resgatou da escravidão do Egito foi o Senhor. Agora suas vidas pertenciam não mais a Faraó, mas ao Criador e Libertador. Explique aos alunos que assim como Deus libertou Israel e tornou-se o seu Senhor, Jesus Cristo nos redimiu e nos libertou mediante o seu sacrifício na cruz. Agora pertencemos a Ele e devemos adorá-Lo em espírito e em verdade (Jo 4. 23).
Material: Figura de revistas usadas: casa, carro, filhos, líderes evangélicos, crianças.
Procedimento: Mostre as figuras, uma a uma, para a sua turma. Pergunte se estas figuras têm relação com idolatria. Incentive a participação e ouça os alunos. Em seguida pergunte: “O que é idolatria?” Ouça os alunos com atenção. Diga que idolatria é o amor excessivo por alguma pessoa ou objeto. Mostre a figura da casa e explique que sua casa pode se tornar um ídolo. Seu carro também pode se tornar um ídolo. (Mostre todas as figuras dizendo que podem se tornar ídolos.) Qualquer coisa que tome o lugar de Deus em nossos corações é idolatria. Muitos, erroneamente, pensam que idolatria é adorar somente imagens. Mostre que Deus tem aversão à idolatria, por isso encontramos várias referências tanto no Antigo como em o Novo Testamento que nos mostram que precisamos evitá-la. Conclua lendo com seus alunos os seguintes textos bíblicos: Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2 Rs 17.35,37,38; 1 Co 10.7,14; Cl3.5; Ap 22.15.

Telma BuenoEditora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos
1 ANDRADE, Corrêa de. Dicionário Teológico. 8.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 157.
2 Ibidem. 1999, p. 157.
3 Ibidem. 1999, p. 156.
4 Ibidem. 1999, p. 156.

Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Adultos. Nossos subsídios estarão disponíveis toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não se trata de uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Lição 7 - 1º Trimestre 2017 - Quem Responde Orações - Pre - Adolescentes.

Lição 7

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Quem responde orações
1° Trimestre de 2017
Topo Adolescentes. 1T17jpg
A lição de hoje encontra-se em Mateus 6.9-13.
Caro(a) professor(a). Seus alunos estão numa fase em que crescer espiritualmente é tão importante quanto fisicamente. Desse modo, alguns hábitos são necessários a fim de que esse desenvolvimento ocorra de maneira saudável. Um deles é o hábito de orar. Você sabe explicar aos seus alunos o que significa orar e a importância desse hábito para a vida deles com Deus?
Na aula de hoje seus alunos aprenderão que a oração é o meio pelo qual conversamos com Deus. E como toda conversa, assim como falamos com Deus Ele também deseja falar conosco. Será que ao término de nossas orações estamos sensíveis para ouvir a voz do Senhor falando conosco? Deus deseja ouvir e responder as nossas orações. Ele disse ao profeta: “— Jeremias, se você me chamar, eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece” (cf. Jr 33.3).
É comum ouvir de algumas pessoas, principalmente daqueles que são novos na fé, a respeito da dificuldade que enfrentam para orar. Mas tal dificuldade é contornada a partir do momento que seguimos o modelo de oração ensinado por Jesus no sermão do monte (cf. Mt 6.5-14).
De acordo com Laurence O. Richards:
[...] A oração é a expressão do nosso relacionamento familiar com Deus. E as respostas às orações não dependem de alguém ter ou não cometido um erro o recitar as palavras adequadas. Na verdade, as respostas à oração representam um transbordamento daquele permanente amor que Deus tem por nós, seus filhos.

Essa grande realidade nos dá a chave para entendermos aquilo que chamamos de Oração do Senhor (Lc 11.2-4).
- Pai. Nós nos aproximamos de Deus como de um Pai, profundamente conscientes de seu amor e compromisso conosco, e o respeitamos e amamos.

Santificado seja o teu nome. Exaltamos a Deus e o louvamos pelo que Ele é. Saboreamos o privilégio de nos aproximar daquele que é o Senhor do Universo com nosso louvor e ações de graças.

Venha o teu Reino. Afirmamos nossa submissão a Deus como Rei de um reino universal do qual somos cidadãos. Comprometemo-nos a viver aqui e agora em obediência ao Senhor, como se seu reino já tivesse sido estabelecido na terra.

Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Reconhecemos nossa dependência do Senhor e alegremente colocamos nele toda a nossa confiança. Não pedimos hoje o suficiente para atender às necessidades do amanhã, pois sabemos que Deus é o nosso Pai, e que podemos confiar plenamente nele.

Perdoa-nos nossos pecados. Reconhecemos as nossas imperfeições e fraquezas, e não dependemos dos supostos méritos de nossas obras, mas da disposição de Deus de nos perdoar. Demonstramos essa atitude através da boa vontade de tratar os outros como somos tratados por Deus; assim, “também perdoamos a qualquer que nos deve”.

Não nos conduza em tentação. Como Deus a ninguém tenta (Tg1.13), aqui essa palavra deve ser entendida no sentido de “testar”. Esse pedido não revela qualquer duvida de que Deus nos dará condições de vencer, e demonstra a nossa fé. Algumas pessoas são tão inseguras em seu relacionamento com Deus que procuram tentações para poder vencê-las, e assim se asseguram de que realmente pertencem ao Senhor. Deus permitirá que enfrentemos provas, e também dará o escape para que a possamos suportar (1 Co 10.13). Como confiamos que isso é verdade, não precisamos procurar nenhuma prova, mas expressar a nossa fé pedindo ao Senhor que nos livre das tentações (2007, págs. 167,168).
Aproveite a lição e esclareça aos seus alunos que na oração que o nosso Mestre nos ensinou podemos encontrar tudo o que precisamos para que a nossa comunicação com o Criador seja livre de qualquer motivação que não esteja de acordo com a sua boa, perfeita e agradável vontade (cf. Rm 12.2).

Por Thiago Santos
Educação Cristã - Publicações CPAD
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Lição 7 - Batismo no Espírito Santo - Adolescentes.

Lição 7

No Batismo no Espírito Santo
1° Trimestre de 2017
Topo Adolescentes 1T17
ESBOÇO DA LIÇÃO:I - O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
II - EVIDÊNCIA FÍSICA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
III - EU QUERO RECEBER....
OBJETIVOSConceituar o Batismo no Espírito Santo;
Entender o Batismo no Espírito Santo;
Estimular os adolescentes a que aspirem o Batismo no Espírito Santo.
OS PROPÓSITOS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
Prezado professor, a palavra-chave da lição desta semana é Batismo. Esta significa, de acordo com o original grego, mergulho ou submersão. O termo “batismo” está inserido na presente lição com o objetivo de compreender seu título: No Batismo no Espírito Santo. A ideia aqui é explicar a uma pessoa a importância de se mergulhar e encher-se com o Espírito Santo de Deus. 
O Batismo no Santo Espírito é promessa do Pai. É assim chamada porque Deus providenciou o derramamento prometido conforme o Senhor Jesus falou aos discípulos. A profecia de João Batista, registrada nos quatro Evangelhos, lembra este fato: “Jesus os batizaria com o Espírito Santo”.1 Essa operação denota a ação da Santíssima Trindade. O Pai envia o Espírito Santo e o Filho participa dessa obra como o batizador.2
O Batismo com o Espírito Santo possui uma relação tênue com a evangelização mundial. Em Atos 1.8 essa relação é patente. Por isso, é importante ressaltar que o Batismo no Espírito Santo tem propósitos claros e definidos:
  1. Ousadia para testemunhar Jesus Cristo (At 1.8,22);
  2. Poder para realizar milagres (At 5.1-11); 
  3. Carisma para ministrar à Igreja (At 6.3,5);
  4. Oração em língua para edificação espiritual (1 Co 14.2,4).
1. Testemunhando de CristoO Senhor Jesus disse aos discípulos: “... Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até confins da terra” (At 1.8). Note o pensamento evolutivo do texto! Os discípulos teriam de testemunhar primeiramente numa região pequena (Jerusalém), depois nos distritos maiores (províncias - Judeia e Samaria) e, logo após, ao mundo todo (confins da terra). Em que consistia o testemunho dos discípulos? O teólogo pentecostal, Antony Palma, ajuda-nos a responder:
Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas “testemunhas”, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição. A ideia do testemunho ocorre ao longo do livro de Atos; ela é aplicada geralmente aos discípulos (1.8,22; 2.32; 3.15; 5.32; 10.39,41; 13.31) e especificamente a Estevão (22.20) e a Paulo (22.15; 26.16). 3 
Os discípulos proclamariam a ressurreição de Jesus Cristo! Porém, para evangelizar o mundo eles careciam do auxílio poderoso do Espírito Santo: poder para realizar milagres! 
2. Poder para realizar milagresEm Atos dos Apóstolos, o poder do Espírito Santo é aplicado aos discípulos com o objetivo de legitimar a mensagem do evangelho a pessoas carentes de salvação e esperança:
At 3.1-10 → A cura do homem coxo;At 9.36-42 A → Ressurreição de mortos (Dorcas);
At 5.19; 12.7-10; 16.23-26 → As libertações milagrosas de Pedro e Paulo;
At 5.1-11; 12.23 → Ananias e Safira; Agripa I são fulminados.
Mas os discípulos, pelo poder do Espírito Santo, ministrariam também à Igreja. 
3. Ministrando à Igreja de CristoEm seu início, a igreja de Jerusalém estava em contínua expansão. Porém, seus primeiros anos eram marcados por circunstâncias que exigiam discernimento e sabedoria oriundos do Espírito Santo. Os assuntos da Igreja – o engano de Ananias e Safira (At 5.3,7,8); o desentendimento das mulheres de fala aramaica e grega (At 6.1-7); o concílio de Jerusalém (15.28) – não dependiam, somente de sabedoria humana, mas indelevelmente da sabedoria do alto. 
O poder do Espírito Santo concedido a Igreja serve, também, para ministrar aos santos individualmente. Por isso, o Santo Espírito disponibilizou um dom para a edificação espiritual do crente: a Glossolalia
4. Glossolalia: dom de DeusO termo “glossolalia” deriva do idioma grego glossa (língua) e lalia (falar). Logo, “glossolalia” é o falar em línguas desconhecidas. “É o dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos e de enaltecimentos a Deus em línguas que lhe são desconhecidas”.4  
De acordo com o teólogo pentecostal Anthony Palma, há pelo menos três razões para o fenômeno das línguas ser ordenado por Deus. A primeira é de cunho histórico. Os fenômenos meteorológicos e atmosféricos registrados em Atos marcam a inauguração da nova aliança de Deus com a humanidade. 
A segunda é a ocorrência de glossolalia no dia de Pentecostes, uma festa onde judeus oriundos de várias nacionalidades estavam presentes em Jerusalém. Esse evento marcou o “imperativo missiológico” de Jesus Cristo aos discípulos. 
A terceira razão, na perspectiva bíblica, consiste em edificação pessoal. O apóstolo Paulo afirma que a oração em “língua desconhecida” edifica o indivíduo. Segundo Palma, a glossolalia juntamente com o dom de interpretação, edifica a congregação. Porém, sem o dom de interpretação, a língua edifica apenas a pessoa que fala. Ela é um meio de auto edificação espiritual constituída numa oração individual auxiliada pelo Espírito Santo (Rm 8.26).5
Prezado professor, finalize a lição dessa semana dizendo que o Batismo no Espírito Santo tem um propósito bem amplo. Muito além das quatro paredes do templo em que cultuamos a Deus. O Senhor Jesus quer mergulhar, submergir e encher os crentes com o Santo Espírito para exercerem, com sabedoria e discernimento, o ministério ordenado por Ele. 
1HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.11.
2 Ibidem.
 PALMA, Anthony D. O Batismo no Espírito Santo e com Fogo: Os fundamentos Bíblicos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.86.
4 ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 201.
5 Ibidem, p.89-92. 

Por Marcelo Oliveira de Oliveira
Editor Responsável pela revista Adolescentes Vencedores
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Lição 7 - 1º Trimestre 2017 - Miqueias - A Misericórdia de Deus - Juvenis.

Lição 7

Miqueias - A misericórdia de Deus
1° Trimestre de 2017
Topo Juvenis 1T17
ESBOÇO DA LIÇÃO1. CONTEXTO HISTÓRICO
2. ESTRUTURA DO LIVRO
3. A MENSAGEM DE MIQUEIAS
OBJETIVOS
Associar o julgamento como exercício de amor;
Especificar que Deus quer obediência antes de sacrifício;
Valorizar o perdão e a compaixão.
O livro do profeta Miqueias contrasta o ritual religioso esvaziado por uma mente cauterizada com uma espécie de conforto psicológico. Ao se corromper com a idolatria, a nação ainda assim cumpria as suas obrigações ritualísticas e religiosas em nome da Religião. Entretanto, de acordo com o que Samuel disse ao rei Saul, Deus requer do ser humano obediência a sua vontade, em vez de sacrifícios tolos.

Nessa perspectiva, após expor o terceiro e último tópico, reproduza e distribua o texto abaixo acerca da forma do culto e da liberdade cristã do grande teólogo e pensador evangélico John Stott. Em seguida, debata com os alunos as principais ideias demonstradas no texto, feche o assunto mostrando a importância de o nosso culto ao Senhor refletir a verdade de nossa vida, e a sinceridade do nosso coração:
As estruturas seculares estão desmoronando em todos os lugares. Há uma rebelião mundial contra formas institucionais rígidas e um sentimento universal à procura de liberdade e flexibilidade. A igreja cristã, considerada em muitas partes do mundo como uma das principais estruturas do tradicionalismo, não pode escapar a este desafio de nossos tempos. Além disso, o desafio vem tanto de dentro como de fora. Muitos jovens crentes estão requerendo um novo e não estruturado tipo de cristianismo, despojado dos obstáculos eclesiásticos que têm sido herdados do passado.

Permiti-me classificar as três expressões principais desta onda. Referem-se à igreja e seu ministério, à direção de cultos públicos, e ao relacionamento com os outros crentes. É perigoso generalizar. Todavia, alguém pode dizer, em primeiro lugar, que muitos estão procurando igrejas que não tenham cerimônia fixa. Grupos de crentes estão, agora, reunindo-se em muitas partes do mundo, libertando-se da tradição e fazendo as coisas à sua maneira. Em segundo lugar, há um desejo por cultos informais, nos quais o ministro não mais domina, mas onde a participação da congregação é incentivada, onde o órgão é substituído pelo violão e uma liturgia antiga, pela linguagem de hoje, onde há mais liberdade e menos formalidade, mais espontaneidade e menos rigidez. Em terceiro lugar, há uma rejeição de denominacionalismo e uma nova ênfase em independência. A geração jovem está bastante contente em cortar laços que os prendem ao passado e mesmo a outras igrejas do presente. Eles querem chamar-se “crentes”, mas sem qualquer rótulo denominacional.

Sem dúvida, estas três exigências têm alguma lógica. Elas são fortemente sentidas e poderosamente manifestadas. Não podemos simplesmente considerá-las como irresponsabilidades loucas do jovem. Há uma ampla busca para o livre, o flexível, o espontâneo, o não-estruturado. A geração dos crentes mais velhos e tradicionais precisa entender isso, ser solidária e acompanhar, na medida do possível, o que está acontecendo. Todos nós concordamos em que o Espírito Santo pode ser (e às vezes tem sido) aprisionado em nossas estruturas e sufocado por nossas formalidades. Contudo, há algo a ser dito em relação ao outro extremo. Liberdade não é sinônimo de anarquia. Que argumento pode ser apresentado, então, em favor de alguns tipos de cerimônias e estruturas?
Primeiro: uma igreja estruturada. Os crentes pertencem a diferentes origens denominacionais e apreciam tradições diferentes. Contudo, a maioria (talvez todos nós) concorda em que o Fundador da Igreja tencionou que ela tivesse uma estrutura visível. [...] Ele mesmo insistiu no batismo como a cerimônia de iniciação na sua Igreja, e batismo é um ato visível e público. Ele também instituiu sua ceia como a refeição da comunhão cristã, pela qual a Igreja identifica a si mesma e exercita disciplina sobre os membros.

Segundo: adoração formal. Em particular, sou completamente a favor da adoração espontânea, exuberante, alegre e barulhenta do jovem, ainda que, algumas vezes, possa ser doloroso, como experimentei uma vez, em Beirute, quando o meu ouvido direito estava a apenas algumas polegadas do trombone. Alguns de nossos cultos são por demais formais, sérios e maçantes. Ao mesmo tempo, em algumas reuniões modernas, a quase total noção de reverência perturba-me. Parece que alguns acham que a principal evidência da presença do Espírito Santo é o barulho [...].

Terceiro: um princípio de conexão. A maioria de nós desejaria insistir em, pelo menos, um certo grau de independência para a igreja local que, em conformidade com o Novo Testamento, é uma manifestação local e visível da Igreja universal. [...] A unidade da Igreja é derivada da unidade de Deus. E porque há um só Pai, há uma só família; e um só Senhor, há uma só fé, uma só esperança e um só batismo; e porque há um só Espírito, há somente um corpo: Ef 4.4-6. Portanto, toda questão do relacionamento com outros crentes é controversa e complicada, e certamente as Escrituras não nos dão autoridade para procurar ou assegurar unidade sem verdade. Mas não nos dá, tampouco, autoridade para buscar a verdade sem unidade. Independência é conveniente. Mas também o é a comunhão na fé comum que professamos.

Mais uma vez meu argumento é que não polarizemos nesta questão. Há um lugar necessário na Igreja de Cristo, tanto para o estruturado como para o não-estruturado, tanto para o formal como para o informal, tanto para o sério como para o informal, tanto para o sério como para o espontâneo, tanto para a independência como para a comunhão.

[...] Os mais antigos membros tradicionais da igreja, que amam a liturgia, precisam experimentar a liberdade do culto no lar, ao passo que os mais novos, que amam o barulho e a espontaneidade, precisam experimentar a seriedade e reverência dos cultos formais da igreja. A combinação é muito saudável! (Texto extraído da obra “Cristianismo Equilibrado”, editada pela CPAD).
ERRATA:
No tópico 3 da lição 7, onde está escrito 3. A MENSAGEM DE OBADIAS leia-se: 3. A MENSAGEM DE MIQUEIAS
Marcelo Oliveira de OliveiraEditor Responsável da Revista Juvenis
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Lição 8 - 1º Trimestre 2017 - A Igreja e os Dons Espirituais - Jovens.

Lição 8

A Igreja e os Dons Espirituais
1° Trimestre de 2017
Topo Jovens 1T17
INTRODUÇÃOI - DEFININDO O QUE SÃO DONS ESPIRITUAISII - A DIVERSIDADE DOS DONS III - A CONTEMPORANEIDADE DOS DONSCONCLUSÃO


Prezado professor, na lição deste domingo estudaremos um tema extremamente relevante para os nossos dias: A igreja e os dons espirituais. Os dons são dádivas concedidas aos crentes pelo Espírito Santo e tem como propósito, edificar a Igreja do Senhor. Este tema é tão relevante para a igreja que Paulo dedica um capítulo inteiro na Epístola aos Coríntios para falar a respeito do assunto. Ele não queria que os irmãos fossem ignorantes a respeito dos dons (1 Co 12.1). Então, estude com afinco a lição e ajude os seus alunos a buscarem, com zelo, os melhores dons.
Para ajudar você no preparo da lição, apresentamos o texto de Lições Bíblicas Adultos, 2 Trimestre de 2014, cujo comentarista foi o pastor Elinaldo Renovato, autor de diversos livros publicados pela CPAD, líder da Assembleia de Deus em Parnamirim, RN, e professor universitário.
INTRODUÇÃO
Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal os dons “são manifestações sobrenaturais concedidas da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”. Estas manifestações sobrenaturais, Deus colocou à disposição da Igreja para que exerça sua missão integral — proclamar o evangelho de Cristo a toda criatura e glorificar a Jesus. Porém, os dons não somente auxilia a Igreja no cumprimento da Grande Comissão, eles também proporcionam subsídios para o aperfeiçoamento dos santos e a edificação de todos que chegam à unidade da fé (Ef 4.12,13).
I – OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo e Novo Testamento. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, existem diversas palavras no hebraico com o significado de “dádiva”. Estas palavras têm sua origem na raiz hebraica nathan, significando “dar”. No Antigo Testamento, os dons eram concedidos a pessoas específicas, chamadas por Deus para cumprir determinadas tarefas, como por exemplo, os reis, sacerdotes e profetas. Os dons não estavam à disposição de todo o povo de Deus como na Nova Aliança.
No Novo Testamento, a palavra “dom” tem significados diversos e segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, estão relacionadas ao verbo didomi e “podem ser usada com um sentido ativo de ‘dar’” (Fp 4.15). Na Nova Aliança, os dons estão à disposição da Igreja, com a finalidade de promover graça, poder e unção no exercício de sua missão, de modo que Cristo seja glorificado. Hoje todos os crentes têm acesso direto a Deus e podem receber os dons.
2. Dádiva divina para a Igreja. Na Palavra de Deus encontramos três listas principais quanto aos dons. Estas classificações se encontram nas Epístolas Paulinas de Romanos, Coríntios e Efésios. Paulo não somente faz uma classificação dos dons, mas ele explica à igreja como estes deveriam ser utilizados para a edificação do Corpo de Cristo, seu encorajamento, conforto, glorificação de Cristo e evangelização do mundo.
3. O conhecimento dos dons espirituais. Paulo desejava que as igrejas tivessem um conhecimento correto a respeito dos dons espirituais, em especial a igreja de Corinto (1 Co 12.1), pois segundo o Comentário Bíblico Beacon, “os coríntios tinham uma formação voltada à idolatria”. O Brasil também tem uma diversidade religiosa muito grande, muitos irmãos e irmãs que hoje são membros de nossas igrejas vieram de religiões idólatras, onde o uso de “poderes místicos” é comum. Precisamos muito estudar, a luz da Palavra de Deus, a respeito dos dons a fim de que venhamos discernir os verdadeiros dons do Espírito. A falta de ensino contribui para o fanatismo e o surgimento de muitas heresias. 
II – OS DONS DE SERVIÇO E MINISTERIAIS (Rm 12.3-8; Ef 4.11)
1.Paulo relaciona os dons de serviço. No capítulo 12 da Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo, antes de relacionar os dons ministeriais, exorta a igreja lembrando que nenhum membro do corpo de Cristo é auto suficiente. Dependemos de Cristo, assim como dependemos uns dos outros. Para que a Igreja, o corpo de Cristo, seja edificada pelos dons ministeriais é necessário que eles sejam utilizados para o benefício de todos. Os dons ministeriais não são para serem utilizados em beneficio próprio ou para grupos em particular. São para a edificação, consolo e exortação de todo o Corpo. Você tem usados os dons que Deus concedeu a você em beneficio da Igreja de Cristo?
A lista que Paulo apresenta aqui é completa? Segundo o Comentário Bíblico do Novo Testamento as listas de Paulo de dons, tanto em Romanos, como em Coríntios e Efésios não é exaustiva (1 Co 12.8-10,28; Ef 4.11). A Bíblia de Estudo Pentecostal também afirma que “a lista que Paulo dá em Romanos, dos dons da graça divina deve ser considerada um exemplo e não a totalidade deles (1 Co 12—14)”. Os dons de serviço relacionados por Paulo em Romanos são: profecia, ministério (ofício de diácono), ensino, exortação (encorajamento), repartir, presidir e exercer misericórdia. Os dons são vários e são distribuídos por todo o Corpo de Cristo.
2.Os dons ministeriais (Ef 4. 11). Encontramos na Epístola aos Efésios uma relação de dons ministeriais. O Senhor pela sua infinita misericórdia concede a sua Igreja dádivas a fim de que os crentes realizem a sua obra com excelência. Sem o Senhor e sem a sua capacitação nada podemos fazer. Muitos querem ser auto suficiente e os resultados negativos são sentidos por todo o Corpo.
Qual o propósito de Deus ao conceder a sua igreja os dons ministeriais? Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal estas dádivas divinas têm como objetivos: preparar o povo de Deus para o trabalho cristão (Ef 4.12), para o crescimento e desenvolvimento espiritual, segundo o plano de Deus (Ef 4.13-16).
Os dons ministeriais também ajudam a Igreja a vencer as muitas investidas do Inimigo. Em toda a sua história, a Igreja tem sido a instituição mais atacada pelas forças do mal, todavia Jesus edificou a igreja e afirmou que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Os ataques contra a da Igreja continuam, porém a Noiva do Cordeiro já tem sua vitória assegurada no Calvário. Os dons de poder de Deus e os dons ministeriais ajudam a igreja a vencer as mais diferentes investidas malignas.
III – DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Por que Paulo trata dos dons espirituais? Paulo faz questão de tratar a respeito deste assunto com os crentes de Coríntios, porque provavelmente alguns membros da igreja estavam supervalorizando certos dons em detrimento de outros. É importante ressaltar que na igreja de Corinto havia várias manifestações dos dons espirituais: “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7). Não existe um dom mais importante que o outro, todos veem diretamente de Deus e são úteis para a edificação do Corpo de Cristo (v. 7). De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal “os dons espirituais devem ser usados, não com orgulho, nem visando à exaltação pessoal, mas com o desejo sincero de ajudar o próximo, e com um coração que realmente se preocupa com os outros” (1 Co 13).
2. Diversidade de dons. Paulo apresenta na carta aos Coríntios uma diversidade de dons (vv. 8-10), concedidas pelo Espírito Santo à igreja. Paulo elaborou uma lista com nove dons, segundo o Comentário Bíblico Pentecostal, “talvez Paulo tenha selecionado estes nove dons por serem adequados à situação que havia em Corinto”. Se compararmos a relação de Corinto com a de Romanos e de Efésios veremos que outros dons são relacionados.
3. Dom e humildade. Os dons espirituais são concedidos à igreja pela graça de Deus. Não somos merecedores, por isso, jamais o crente que recebe um dom deve orgulhar-se e portar-se de modo arrogante ou autoritário, mas ao contrário, deve sempre agir com humildade e temor.
CONCLUSÃO
A Igreja de Cristo Jesus, nestes tempos que antecedem à sua vinda, necessita mais do que nunca dos dons de serviço, espirituais e ministeriais. O exercício dos ministérios sem a demonstração do poder de Deus pode transformar as igrejas em meras instituições religiosas.
Sugestão didática:
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Divida a classe em três grupos e peça que, em grupo, os alunos leiam e relacionem os dons apresentados em cada uma das listas elaboradas pelo apóstolo Paulo. Peça que eles também digam o total de dons relacionados em cada lista.
1ª lista – 1 Coríntios 12.8-10. (Um total de nove dons.)
2ª lista – 1 Coríntios 12.28. (Um total de oito dons.)
3ª lista-– 1 Coríntios 12.29,30. (Um total de sete dons.)
Reúna os alunos formando um único grupo. Ouça os grupos e conclua enfatizando que todos estes dons estão disponíveis para a igreja atual. Os dons não cessaram. Que venhamos a buscá-los com fé para a edificação do Corpo de Cristo.
Subsídio
Dons espirituais
“Os dons espirituais, que são pela graça, mediante a fé, encontra-se na palavra grega mais usada para descrevê-los: charismata, ‘dons livre e graciosamente concedidos’, palavra esta que se deriva de charis, graça, o imerecido favor divino. Os carismas são dons que merecemos sem os merecemos. Dão testemunho da bondade de Deus, e não da virtude de quem os receberam.
Uma das falácias que frequentemente engana as pessoas é a ideia de como Deus abençoa ou usa alguém; isso significa que Ele aprova tudo o que a pessoa faz ou ensina. Mesmo quando parece haver uma ‘unção’, não há garantia disso. Quando Apolo chegou a Éfeso pela primeira vez, não somente era eloquente em sua pregação; era também ‘fervoroso de espírito’. Tinha o fogo. Mas Priscila e Áquila perceberam que falta algo. Logo, o levaram (provavelmente, para casa, a fim de participar de uma refeição), e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus (At 18.25,26). Era, pois o caminho de Deus a respeito dos dons espirituais, que Paulo, como um pai, desejava explicar com mais exatidão aos coríntios. A esses dons ele dá o nome de ‘espirituais’ em 1 Coríntios 12.1 (a palavra dom não se encontra no grego). A palavra, por si mesma, inclui algo dirigido pelo Espírito Santo e expresso através de crentes cheios do poder. Nesta passagem, porém, Paulo limita a palavra no sentido dos dons gratuitos, ou carismas, que passam a ser mencionados repetidas vezes (12.4,9,28,30,31)” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2012, p. 225).
 Por Telma BuenoEditora responsável pela Revista Lições Bíblica Jovens

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Lição 8 - 1º Trimestre 2017 - A Bondade que Confere Vida - Adultos.

Lição 8

A Bondade que Confere Vida
1° Trimestre de 2017
Topo Adultos 1T17
INTRODUÇÃO
I-BONDADE: O FIRME COMPROMISSO PARA O BENEFÍCIO DOS OUTROS
II-HOMICÍDIO, A DESTRUIÇÃO DO PRÓXIMO
III-SEJAMOS BONDOSOS E MISERICORDIOSOS
CONCLUSÃO
Na lição de hoje estudaremos mais um aspecto do fruto do Espírito, a bondade. Em oposição a esse aspecto do fruto do Espírito, vamos refletir a respeito da maldade, mas especificamente a respeito do homicídio, que é a destruição do próximo. Temos visto a cada dia a maldade crescendo mais e mais. Falta amor e sobra rancor, ódio, ira, etc. A humanidade sem Deus caminha de mal a pior. Precisamos guardar os nossos corações, enchendo-o com a Palavra de Deus a fim de que venhamos rejeitar toda a forma de crueldade. Que jamais venhamos “acostumar-nos”, ou seja, nos tornarmos insensíveis diante da violência e da crueldade que assola a nossa sociedade. (Seria interessante levar alguns jornais e discutir com os alunos o avanço da violência, da maldade e do número de homicídios nos grandes centros urbanos.)
No livro de Provérbios, um livro prático, encontramos várias referencias a respeito da maldade. Tomemos como exemplo o texto de Provérbios 6.12, pois esse texto afirma que “o homem de Belial, o homem vicioso, anda em perversidade de boca”. O que significa “homem de Belial”? Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe significa homem inútil, sem valor, mau, iníquo. Esse texto nos mostra que a maldade está no falar e no agir. Podemos ferir as pessoas com nossas palavras e até “matá-las”. Jesus afirmou que aquilo que dizemos revela o que existe em nosso interior, coração (Mt 12.34-36). Suas palavras evidenciam um coração bondoso?
A maldade pode ser evitada? Sim! Se mantivermos um firme compromisso com Deus e com sua Palavra. Por isso, guarde a sua mente, não permitindo que seus pensamentos se fixem naquilo que é mal. E já que o tema da lição é bondade X maldade é interessante para a nossa reflexão, que venhamos fazer a seguinte indagação: “Qual é a origem da maldade?” “Como o mal entrou no mundo?” Segundo Charles Colson, importante teólogo, “as Escrituras ensinam que o mal entrou na criação pelas livres escolhas morais feitas pelos primeiros seres humanos, em resposta à tentação de Satanás, um anjo de luz caído. Como uma praga, este mal se espalha por toda a história em virtude das livres escolhas morais que homens continuam a fazer.”
A maldade é resultado da Queda e o primeiro homicídio aconteceu na família do primeiro casal. Abel tinha um caráter justo e oposto ao do seu irmão Caim. Adão e Eva devem ter dado a mesma educação aos dois filhos, todavia o ensino dos pais não foi e não é suficiente para moldar o caráter dos filhos. O ensino é importante, mas somente Jesus pode transformar o nosso verdadeiro eu. Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e pela inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado. Deus não olhou e não olha para a oferta em si, porque o mais importante é o coração, o caráter do ofertante. Por isso, Jesus declarou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta” (Mt 5.23,24). Jamais poderemos comprar a Deus ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e na Terra pertence a Ele. O Senhor não deseja apenas a nossa oferta, Ele almeja ser o primeiro em nossos corações. Somente quando Ele tem o primeiro lugar pode-nos transformar e fazer de nós pessoas melhores, bondosas, cujo caráter revele a sua glória.
Sugestão didática:
Converse com os alunos mostrando que a benevolência torna o crente uma testemunha do amor de Deus e evita que venhamos ferir ou magoar o próximo. Segundo o Senhor Jesus, podemos atentar contra a vida de uma pessoa com nossas palavras (Mt 5.21,22). Quantos não foram feridos e encontram-se espiritualmente mortos devido a uma palavra ou uma ação, ainda que não intencional, de um irmão(a)? Por isso, precisamos ter cuidado!
Peça que os alunos formem duplas. Em seguida, peça que as duplas, sem deixar que o outro veja, escrevam uma tarefa que gostaria que o irmão ou irmã executasse (cantar um hino, falar uma poesia, recitar o texto áureo de cor, etc.). Depois que todos escreverem, peça que formem um único grupo. Em seguida, peça que troquem os papéis (e as tarefas). Depois da troca e leitura das tarefas, pergunte aos alunos: “Se soubesse que a tarefa seria executada por você, teria pedido algo diferente, mais fácil? O objetivo é mostrar que precisamos ser benignos para com o nosso próximo. A bondade faz com que venhamos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Aquilo que não desejamos para nós, não podemos também desejar ao outro.

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Adultos
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