sábado, 30 de janeiro de 2021

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado - Adultos.

 

Lição 5 - Fruto do Espírito: o Eu Crucificado 

1º Trimestre de 2021

ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – O FRUTO DO ESPÍRITO NA VIDA DO CRENTE
II – DIFERENÇA E RELAÇÃO ENTRE O FRUTO E OS DONS DO ESPÍRITO
III – O ESPÍRITO SE OPÕE À CARNE 
CONCLUSÃO

OBJETIVO GERAL
Demonstrar que o Fruto do Espírito é um dos temas mais vibrantes da vida cristã.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I – Conceituar o Fruto do Espírito;
II – Distinguir e relacionar Fruto do Espírito e dons espirituais;
III – Conscientizar que o Espírito se opõe à Carne.

PONTO CENTRAL
O Fruto do Espírito tem como fonte o próprio Espírito Santo.


Vejamos o que o comentarista da lição, pastor Esequias Soares, discorre sobre O Fruto do Espírito na Vida do Crente

Não é por acaso que o tema sobre o fruto do Espírito aparece em Gálatas. As igrejas da Galácia viviam uma experiência que o assunto exigia. Os opositores de Paulo na região eram os legalistas dentre os judeus que se juntaram ao grupo de Jesus, os chamados judaizantes,2 mas que não abriram mão de certas práticas judaicas, como a circuncisão, o khasherut3 e a guarda do sábado entre outros rituais. Eles ensinavam que os gentios convertidos à fé cristã deviam observar a lei de Moisés como condição para salvação (At 15.1, 5). É a doutrina da salvação por meio das obras defendida pelas religiões não cristãs e por alguns ramos da religião cristã. O sacrifício de Jesus Cristo na cruz mostra que o ser humano é completamente incapaz de se salvar, incapaz de ir ao céu, à presença de Deus, por sua própria bondade e força. Jesus deixou isso claro quando disse: “porque sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15.5). O orgulho humano faz que a pessoa se rebele contra a sentença de Deus. Tais pessoas se ofendem porque Deus não aceita seus esforços pessoais como condição para a salvação. Os membros do corpo de Cristo praticam as boas obras porque já são salvos e não para serem salvos. A proposta disseminada pelos judaizantes era a fé em Jesus e mais as obras da lei, a morte de Jesus não é suficiente para a salvação e por isso precisava de um reforço adicional. Era essa forma de doutrina que estava sendo divulgada na Galácia. Tão logo Paulo retornou de sua viagem missionária ficou sabendo que os irmãos da Galácia estavam agora envolvidos com essa doutrina legalista, e isso o deixou estupefato e atônito: “Estou muito admirado com vocês, pois estão abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo e estão aceitando outro evangelho” (Gl 1.6 - NTLH). O verbo grego metatísth¯emi, “deixar, abandonar, desertar, mudar de pensamento, virar a casaca”, era usado na antiguidade quando alguém desertava do exército ou quando se rebelava contra ele. Significa também mudança de partido político, de filosofia e de religião. Em outras palavras, aqueles irmãos estavam abandonando a fé. O apóstolo usa a palavra grega heteros, que significa “outro”, de natureza diferente, que não é a mesma coisa que allos, que quer dizer “outro”, mas de mesma natureza. Isso afasta a hipótese de que o evangelho pregado pelos seus opositores seja meramente um evangelho “corrompido, distorcido ou pervertido”, mas outra coisa, coisa ainda pior. Ele foi categórico ao chamar a doutrina desses legalistas de “outro evangelho” (Gl 1,8,9), isto é, sem vínculo com o Cristo ressuscitado, revelado no Novo Testamento. 

Então, esses falsos doutrinadores estavam levando os membros das igrejas da Galácia a buscar a retidão por meio de esforço próprio, por si mesmos, quando, na verdade, o apóstolo os havia ensinado que a retidão é uma dádiva concedida por Deus em Cristo por ocasião da conversão (Gl 3.2, 5). O Espírito Santo renova todas as pessoas que vêm a Jesus e coloca nelas o desejo de fazer o que é bom e agradável a Deus. O fruto do Espírito é o resultado natural de um processo de amadurecimento e a consequência de um desenvolvimento natural de crescimento espiritual. Ele surge paulatinamente dentro de cada crente como resultado da regeneração do Espírito Santo de forma instantânea e também gradativa por meio do crescimento na graça de nosso Senhor Jesus Cristo, como acontece com a santificação. Os gálatas receberam esse ensino desde o início, quando o apóstolo esteve com eles. Eles ouviram isso na pregação de Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (At 13.14-41). 

O que estava acontecendo nas igrejas da Galácia é típico de comunidades religiosas legalistas. “A religião legalista frequentemente gera desavença e competição espiritual; é egocêntrica e motivada somente pela carne, ou seja, pelo ego (Gl 5.13-15, 19-21).”4 Esse é o retrato das igrejas galacianas. Mas, a mensagem apostólica que vale para todas as épocas e em todos os lugares continua atual: “Digo, porém, o seguinte: vivam no Espírito e vocês jamais satisfarão os desejos da carne” (Gl 5.16). “Viver no Espírito” é uma expressão que indica viver corretamente em humildade, submissão e santidade, para a glória de Deus (Ef 5.9, 10; Fp 1.11; Cl 1.10).Segue a lista com nove virtudes: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22, 23 - ARA). Não se trata de uma lista exaustiva. Essas nove virtudes contrapõem as obras da carne mencionadas nos vv. 19-21, de modo que tanto as virtudes como as “obras da carne” são representativas. As palavras “e coisas semelhantes a estas” (Gl 5.21); “Contra tais coisas não há lei” (v. 23 - TB) indicam a existência de outros pecados e outras virtudes. Há outras listas do fruto do Espírito (Rm 12.9-21; Cl 3.12, 13). Assim como cada lista dos dons espirituais foram para situações específicas para aplicação conforme o contexto, da mesma forma, a lista do fruto do Espírito segue essa mesma estrutura (Gl 5.15, 26). Esta questão não está clara na maioria dos teólogos e expositores bíblicos pentecostais. Alguns expositores estranham o fato de Paulo contrapor “as obras da carne” (v. 19) com o “fruto do Espírito” (v. 22), singular, quando era de se esperar “frutos”. Há diversas explicações sobre esse detalhe. Segundo o pastor Antônio Gilberto, “O uso da forma singular fruto em Gálatas 5.22 sugere a unidade e harmonia do caráter do Senhor Jesus Cristo, as quais são reproduzidas no crente mediante as nove qualidades do fruto do Espírito Santo vistas na citada referência”.5 Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento, o singular mostra a unidade essencial do fruto do Espírito: “o crente cheio do Espírito deve demonstrar todas as características do Espírito, não apenas esta ou aquela virtude”.6 Alguns expositores bíblicos pulam essa parte. Para Gordon Fee, Paulo não tinha esse contraste em mente, mas “imaginava o fruto como um ramalhete com flores de características diversas formando um conjunto”.7 O missionário Eurico Bergstén compara esse singular com uma flor de nove pétalas e também ilustra o “fruto” como uma laranja e seus gomos. O “fruto” que aparece logo em seguida é o amor (caridade), diz o missionário, as outras virtudes seguintes são os reflexos do amor.8 A forma singular sugere que nessas virtudes se produz a unidade de caráter de Cristo, as nove graças mencionadas em Gálatas 5.22, todas elas em contraste com as confusões das obras da carne. É o fruto individualizado. Donald Gee chama essas graças ou virtudes de modalidades do fruto.9 A maioria dos teólogos e expositores bíblicos pentecostais usa com frequência o número nove para as virtudes mencionadas em Gálatas 5.22, mas não deixa claro se é uma referência apenas ao v. 22 ou a ideia de uma lista completa. Gordon Fee é direto: “É um engano referir-se a essa lista como o fruto de nove facetas. A lista não tem o propósito de ser exaustiva, mas representativa, exatamente como a lista precedente de pecados, em Gálatas 5.5-21”.10 O mais importante é que cada membro do corpo de Cristo conheça o significado do “fruto do Espírito” e viva essa realidade. É verdade que vida abundante brota do Espírito, mas não cresce naturalmente, precisa ser cultivada, a Bíblia não ensina um modo de vida passivo. Vivemos essas coisas porque somos salvos e não para sermos salvos.


2 Palavra proveniente do verbo grego ioudaizo, “viver como judeu” (Gl 2.14).
khasherut são preceitos dietéticos estabelecidos na lei de Moisés, prescrições judaicas tradicionais acerca do ritual e dos preparativos de alimentos e refeições. O termo vem da palavra hebraica khasher, cuja ideia é: “apropriado para comer, limpo”. 
4 KEENER, Craig S. O Espírito na Igreja – O que a Bíblia ensina sobre os dons. São Paulo: Vida Nova, 2018, p. 83. 
5 GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito – A Plenitude de Cristo na Vida do Crente. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 10. Essa obra é uma das mais completas sobre o fruto do Espírito, publicada originalmente em inglês, nos Estados Unidos em 1984, sob o título, Abundant Living.
6 FRENCH, Arrington L. e STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 1182.
7 FEE, Gordon D. Paulo, o Espírito e o Povo de Deus. São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 147.
8 BERGSTÉN, Eurico. Introdução à Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.108. 
9 GEE, Donald. Ibidem, p. 57. 
10 FEE, Gordon D. Ibidem, p. 145.  


 

Texto extraído da obra “O Verdadeiro Pentecostalismo: A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo”.

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - A história de Rute - Berçário.

 

Lição 05 - A história de Rute 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Demonstrar através das atividades e exposições, que devemos sempre ajudar uns aos outros.

É hora do versículo: “[...] Deixe que eu vá até as plantações para catar as espigas [...]” (Rute 2.2).

Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história de Rute, que o Papai do Céu abençoa as pessoas que gostam de ajudar. As crianças podem ajudar a mamãe guardando seus brinquedos depois de brincar com eles.

E nessa história os bebês saberão que Rute saía para catar espigas para ela e sua sogra poderem se alimentar.

Imprima a folha abaixo e distribua para as crianças colorirem a espiga de milho. Em seguida, distribua alguns grãos de milho para que colem na espiga. Diga que as espigas que Rute colhia para comer eram parecidas com essa da imagem. Cuide para que as crianças não coloquem os milhos no nariz ou na boca e se engasguem. Faça esta atividade depois de realizar todas as atividades propostas no manual do professor e caso haja tempo.

licao5 milho bercario

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Responsável da Revista Berçário

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Papai do Céu me Dá Inteligência - Maternal.

 

Lição 5 - Papai do Céu me Dá Inteligência 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Que o aluno compreenda que a inteligência é um presente de Deus. 

Para guardar no coração: “[...] É Ele quem dá sabedoria aos sábios [...].” (Dn 2.21)


Bem-vindo
“Ao receber cada aluno, faça-o sentir-se especial e amado. 

Convide as crianças a usar a inteligência que o Papai do Céu nos dá, e aprender um cântico bem bonito para louvá-lo. Cante o corinho sugerido para a aula de hoje.

Sugestão de oração

“Papai do Céu, obrigado pela inteligência e a sabedoria que o Senhor me dá. Com elas, eu posso aprender a Bíblia e muitas outras coisas! Em nome de Jesus, amém”. (Marta Doreto)

Pense...
“Quando o império babilônico precisou de homens cultos, que governassem ao lado do rei, os escolhidos para os cargos foram os jovens “instruídos em toda a sabedoria, sábios em ciência, e entendidos no conhecimento” (Dn 1.4). Não pense que a coisa está mais fácil hoje; ao contrário, o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, requerendo profissionais especializados. Terá mais chance quem estiver melhor preparado.

Há quem diga que o estudo mata a espiritualidade, mas tal idéia não encontra respaldo na Bíblia. Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios — língua, escrita, tecnologia, etiquetas da corte, política, estratégias de guerra, etc (At 7.22). Entretanto, esse homem preparadíssimo foi fiel até o fim. Ao mencionar o seu preparo intelectual, a Bíblia destaca também a sua fé e fidelidade (Hb 11.23-27). Além disso, todo o seu saber foi colocado à disposição de Deus, e os seus conhecimentos ajudaram-no a conduzir os israelitas através do deserto. Portanto, leve a sério os seus estudos; dedique-se a ler e estudar. E acima de tudo, conte com Deus e busque sua bênção para os seus estudos” (Marta Doreto). 

Perfil da criança do maternal
“Afirmam os especialistas que uma criança desta faixa etária aprende mais através das emoções que pelos processos da mente. Então, faça de suas emoções um recurso para o aprendizado. Alcance-lhes a mente e o coração através de cânticos vibrantes, histórias cheias de suspense, e com um clímax realmente tocante. Coloque na sua voz e nas expressões corporais e faciais toda a emoção dos personagens da história. Nada é demasiadamente exagerado para a turma do maternal.” (Marta Doreto)

Sugestão para o versículo
Faça dois retângulos de cartolina de cor alegre, de aproximadamente 45 x 25 cm. Una os retângulos, colando três lados, formando uma espécie de envelope horizontal. Decore o envelope com figuras de lápis coloridos, a fim de que pareça uma caixa de lápis de cor. Com retalhos de cartolina de cores vivas e variadas, faça seis lápis de vinte centímetros de altura por sete de largura. Faça cada lápis com duas lâminas de cartolina coladas uma à outra, para que fiquem firmes. Em cada lápis, escreva uma palavra do versículo. Na “caixa”, escreva a referência. Ao memorizar o versículo, vá tirando os lápis um a um, e depois torne a guardá-los da mesma forma. Repita a operação quantas vezes forem necessárias. Depois embaralhe os lápis, e deixe que alguns voluntários os coloquem na ordem certa, dentro da caixa.

Explicação do versículo: A Bíblia está dizendo que é o Papai do Céu quem nos dá sabedoria. Nós precisamos de sabedoria e inteligência para aprender as coisas e para fazer tudo certinho. Você já sabe escovar os dentes sozinho? Que bom! Isto significa que você tem inteligência e sabedoria. Você entende a história bíblica que a tia conta, e aprende o versículo, porque é inteligente. É o Papai do Céu quem lhe dá inteligência e sabedoria. E agora, vamos usar a inteligência que o Papai do Céu nos dá para aprendermos o versículo da Bíblia. (Mostre o visual e memorize o verso). (Marta Doreto)

Até logo
Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em Daniel 1.1-21. 

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Na Casa do meu Amigo eu Ajudo - Jd. Infância.

 

Lição 5 - Na Casa do meu Amigo eu Ajudo 

1º Trimestre de 2021

Objetivos: Os alunos deverão identificar a unidade entre os irmãos; e buscar querer ajudar os irmãos. 

É hora do versículo: “Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste” (Mt 5.42).

Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história dos primeiros cristão pertencentes à Igreja Primitiva, que a união de todos no partir do pão e nas orações, faziam com que todos fossem muito abençoados.

Após realizar todas as atividades propostas na revista do professor e caso haja tempo, imprima a folha abaixo com a palavra AJUDA escrita nela. Entregue para as crianças decorarem a palavra. Incentive seus alunos a serem ajudantes na obra do Senhor, ajudar as pessoas idosas, doar aquilo que não estiver mais usando, desde que esteja em bom estado.

Sobre a seção FIXANDO A APRENDIZAGEM, observe que a intenção dessa atividade é reforçar a importância de um ajudar o outro. Caso contrário, a brincadeira não terá sucesso. Assim é na igreja e na vida, sempre um ajudando o outro para termos sucesso em tudo que nos propormos fazer. 

licao5 ajuda jardim


Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Responsável pela Revista Jardim de Infância

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Abigail, a Heroína que Deus Tornou Rainha - Primários.

 

Lição 5 - Abigail, a Heroína que Deus Tornou Rainha 

1º Trimestre de 2021

Objetivo: Que o aluno compreenda que Deus abençoa quem promove a paz e não brigas.

Ponto central: Os filhos do Príncipe da Paz são pacificadores e muito abençoados.

Memória em ação: “Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos” (Mt 5.9).     

Querido (a) professor (a), em meio a um momento tão bélico e caótico em nossa sociedade, há ainda maior urgência de anunciar o genuíno ensino de Jesus de sermos pacificadores, isto é, pessoas que trabalham pela paz. Com tanto discurso de ódio, muitas vezes vindo até de pessoas que se dizem cristãs, nós somos convocados pelo Senhor a nos levantarmos como pacificadores em nossa geração (Cf. Mt 5.9).     

Não basta apenas dizermos que desejamos a paz, precisamos diariamente promovê-la, trabalhar por ela, em palavras, evidentemente, mas, sobretudo com ações. Uma delas é esta de ensinar, desde já, a estes pequeninos a serem verdadeiros emissários do Senhor na Terra, semeando seu amor e sua paz, que excede todo entendimento (Cf. Jo 14.27; Fp 4.7).     

Que grande privilégio você tem de ensinar algo tão nobre e necessário da Palavra de Deus para os seus primários! E, como sempre reforçamos aqui, não há forma mais eficaz de ensinar do que com o exemplo. Conforme frisa Provérbios 22.6, não basta “apontar o caminho”, dizer o que é certo; é preciso instruir “andando” nele.     

Propomos que após o momento de memorização do versículo, com a atividade proposta em sua revista, você pergunte para as crianças alguns exemplos, situações, formas que podemos ser pacificadores, ou seja, maneiras de fazer algo em prol da paz: ajudar amiguinhos que estão “de mal” a voltarem a se falar; falar do amor de Deus para as pessoas brigonas, etc.     

Em seguida, havendo tempo hábil, como sugerimos na sessão “Oficina Criativa”, permita que eles mesmos confeccionem suas bandeiras em TNT branco. Ofereça materiais que você tenha disponível para que enfeitem com criatividade, da maneira que cada um desejar, mas todas precisam ter o versículo aprendido hoje: “Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos” (Mt 5.9).     

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD 

Lição 04 - 1º Trimestre 2021 - Raabe, a Heroína que Salvou sua Família - Primários.

 

Lição 4 - Raabe, a Heroína que Salvou sua Família 

1º Trimestre de 2021

Objetivo: Que o aluno decida, em seu coração, servir ao Senhor com a sua família.

Ponto central: Precisamos compartilhar a nossa fé para a salvação da nossa família.

Memória em ação: “[...] eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor” (Js 24.15).

Querido (a) professor (a), você gosta de histórias de superação?! Provavelmente já vivenciou algumas, não é mesmo?! Tente se lembrar, trazer à memória o que hoje pode lhe dar esperança (Cf Lm 3.21). Tudo parecia perdido, sem perspectiva, quase que predestinado ao fracasso. Parecia! Até o Deus Todo-Poderoso entrar na história. Essa é uma das muitas características marcantes do Altíssimo. Que autor magnífico! Quando você acha que está tudo acabado, Ele age e transforma esse fim no mais belo e abençoado recomeço.

Quantos não foram os personagens bíblicos a experimentarem isto?! O próprio Adão e Eva, que após pecarem poderiam ser exterminados, marcando o fim da raça humana. Noé, em meio a uma geração decadente e cruel que caminhava apressadamente à perdição. Abrão, que tinha tudo para viver e morrer na sua terra, estéril, sem virar o pai de “constelações”. José, traído e vendido como escravo, que sem uma poderosa intervenção divina teria morrido esquecido na prisão. Moisés, que caminhava para ser o braço direito de Faraó, ampliando o império egípcio à custa da escravidão dos hebreus... 

A esta altura, você certamente já lembrou de outros. Mas uma das histórias de virada mais impactantes da Bíblia é a de uma estrangeira, prostituta que não apenas teve sua vida preservada em meio a um extermínio completo da sua cidade, mas ainda veio a se tornar uma das duas únicas mulheres mencionadas na genealogia do grande Messias, o nosso Salvador. Que virada! Soaria como absurda loucura para muitos. Uma afronta para outros. Impossível para todos. Contudo, possível e realizado pelas mãos do Senhor. E é dessa heroína que vamos falar na nossa próxima aula.

Permita que a rica mensagem da Palavra de Deus sobre a vida e família de Raabe ministre primeiro à sua. Se para você há alguma área que parece não ter mais solução, algum fracasso que parece incontornável, desafio insuperável, sonho inalcançável, família irreparável, creia que o Deus que realizou o impossível na história de Raabe, é o mesmo que pode operar na sua! Recobre o ânimo! Erga seus olhos a esse Escritor que tem todo poder, amor e prazer de mudar o rumo da sua história, reconstruir qualquer ruína, ressuscitar qualquer projeto, restaurar sua família, fazer brotar rios no deserto, Ele é o Deus que criou TUDO do NADA! O caos para Ele é só matéria-prima.

Que esta próxima aula seja para você um tratar do Pai, um renovo da sua fé e esperança. Enquanto você cuida da obra e pequeninos dEle, esteja certa que Ele está cuidando de você e dos seus!

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula. 

Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD

Lição 04 - 1º Trimestre 2021 - Felizes os que choram - Juniores.

 

Lição 4 - Felizes os que choram 

1º Trimestre de 2021.

Texto bíblico: Lucas 6.21b; Mateus 26.69-75.

Prezado(a) professor(a),

Na lição desta semana seus alunos estão convidados a aprender sobre a importância de um arrependimento sincero. O Senhor promete consolar a todos os que choram, a trazer novamente alegria a todos os tristes de Sião, conforme afirma o profeta Isaías (cf. Is 61.1-3). A promessa de consolo é destinada a todos os que se apresentam diante de Deus com sincero arrependimento. O choro não é uma demonstração para Deus de que o pecador está verdadeiramente arrependido e nem deve ser usado para tal objetivo, antes é a consequência de um quebrantamento que já aconteceu no coração arrependido.

Há muitas crianças que tentam convencer seus pais de que estão arrependidos por meio do choro, mas os pais que conhecem seus filhos sabem que o verdadeiro arrependimento conduz a uma mudança de atitude, de comportamento. Da mesma maneira o Senhor conhece os seus servos e sabe quando o choro é sincero. Ele deseja consolar toda e qualquer tristeza que alcançar o coração de seus servos, mas espera também que reconheçam seus pecados quando, de fato, errarem.

O Senhor Jesus prometeu que após a sua ascensão enviaria o Espírito Santo, também chamado de Consolador, a fim de que estivesse conosco sempre para nos orientar e confortar durante a caminhada na fé. Esta é uma oportunidade para você ensinar seus alunos a confiarem no amigo que está presente em todos os momentos. Ele é quem nos conforta nas horas mais difíceis.

A. Um arrependimento sincero. A Palavra de Deus nos ensina que Deus sonda o nosso coração e conhece o que se passa dentro dele. Não há nada encoberto aos olhos do Senhor, nem pensamentos nem sentimentos estão ocultos diante dEle (cf. 139.1-13). Na história de hoje, encontramos Pedro vivendo um dos momentos mais difíceis da sua vida. Mesmo após ser alertado pelo Senhor de que seria tentado a negá-lo três vezes antes de o galo cantar, Pedro não vigiou e acabou pecando contra o seu melhor amigo (cf. Mt 26.33-35,69-75). A Bíblia descreve que Pedro chorou amargamente por haver negado o Filho de Deus. Mas após este episódio, ele se arrependeu profundamente e tornou a obedecer a voz do Mestre: “apascenta as minhas ovelhas” (cf. Jo 21.15-17). A atitude de Pedro revela que ele não apenas chorou amargamente como prova do seu sincero arrependimento, mas também demonstrou um comportamento diferente daquele que antes demonstrara. Pedro amava o Senhor Jesus e desejava honrá-lo na mesma proporção. Ele fizera isso cumprindo a missão que lhe foi outorgada pelo Mestre: apascentar as suas ovelhas. Aprendemos com Pedro que toda a vez que nos arrependemos e trabalhamos pelo bem do próximo, também estamos demonstrando uma mudança sincera e obediente a Deus.

B. O Senhor deseja transformar a tristeza em alegria. A Palavra de Deus apresenta uma promessa firme para todos aqueles que confiam no Senhor: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (cf. Mt 5.4). O Senhor deseja transformar a nossa tristeza em alegria e, para isso, prometeu enviar o Consolador para nos confortar, fortalecer e alegrar o coração. Há muitas pessoas tristes porque não têm um amigo para conversar, alguém para dividir uma dificuldade ou mesmo para desabafar. Mas o Espírito Santo é o amigo de todas as horas, Ele está disponível a ajudar todos os que confiam em Jesus Cristo como Salvador. Ele não nos salva somente da morte eterna, mas também nos livra das calamidades e situações difíceis que pensamos não haver saída. Pedro recebeu uma segunda chance do seu melhor amigo. Tudo o que ele precisava fazer era se arrepender de todo o seu coração e crer que o Mestre cumpriria a sua promessa de que não deixaria seus discípulos sozinhos (cf. Mt 28.20). Depois de reencontrar com Jesus, Pedro reconheceu que precisava amar e dedicar a sua vida completamente ao Senhor. Da mesma maneira, quando nos arrependemos dos erros que cometemos, devemos dedicar nossas vidas integralmente ao Senhor, crendo que o pecado ficou para trás e que o Senhor torna nova todas as coisas (cf. 2 Co 5.17).

Considere a história bíblica de hoje e apresente-a aos seus alunos como um exemplo de verdadeiro arrependimento. Mostre aos seus alunos que, assim como Pedro recebeu uma nova chance de fazer o que é correto, o Senhor também concede uma nova oportunidade a cada um de nós de tornarmos a fazer a sua vontade. E para fixar o ensinamento da aula de hoje, prepare cartões com frases expressam os erros cometidos por personagens bíblicos e cartões com frases que mostram o seu arrependimento. Prenda fita adesiva no verso do cartão e fixe no quadro aleatoriamente. Os alunos deverão organizar, lado a lado, o nome do personagem, seu comportamento antes da fé e seu comportamento depois da fé. Você pode utilizar outros nomes que achar interessante.

Mentiu para seu pai e seu irmão — JACÓ — se arrependeu e pediu perdão ao irmão.

Foi um rei idólatra — MANASSÉS — se arrependeu e reedificou o altar do Senhor. 

Negou Jesus — PEDRO — se arrependeu e declarou seu amor pelo Mestre.

Perseguia os cristãos — PAULO — pregou o evangelho, sofreu prisões e açoites, mas cuidou da igreja.

Foi incrédulo — TOMÉ — creu no Senhor Jesus e persistiu na pregação do evangelho.

Boa aula!

Lição 04 - 1º Trimestre 2021 - Já sou Independente? - Pré Adolescentes.

 

Lição 4 - Já sou Independente? 

1º Trimestre de 2021

Texto bíblico: Provérbios 29.15; Lucas 15.11-24.

Prezado(a) professor(a),

Na lição desta semana seus alunos aprenderão que ainda não são independentes. Apesar de não serem mais crianças, e nem devem ser tratadas como tais, ainda assim precisam entender que a independência completa virá apenas na fase adulta e, com ela, as responsabilidades. Enquanto esse momento não chega, é preciso compreender que devem ser submissos aos seus pais e responsáveis. Pode até parecer incômodo o fato de terem de prestar contar do que fazem ou mesmo aceitar o limite que lhes são impostos. Todavia, o que estão aprendendo nesta fase da vida será fundamental para que se tornem pessoas disciplinadas e responsáveis na juventude e na fase adulta.

Muitos adultos, nos dias atuais, são frágeis, inseguros, não sabem ter a iniciativa para resolver problemas ou não conseguem arcar com os compromissos, justamente, porque não aprenderam a exercer seus deveres na adolescência. O problema de muitos pais é não perceberem que na hora da repreensão, seja um castigo ou mesmo uma advertência, devem explicar a seus filhos o motivo pelo qual estão sendo penalizados. A falta de diálogo ou explicação compromete o aprendizado e, muitas vezes, o aluno ou filho torna a cometer o mesmo delito. Não significa dizer que haverá resposta satisfatória para todas as ocasiões, mas o exercício da disciplina, certamente, aumentará a capacidade dos seus alunos entenderem os limites entre a dependência e a independência.

1. Uma fase de aprendizado e preparação. A fase que seus alunos estão vivenciando é de muitas mudanças e aprendizado. Para muitos, pode até parecer complexa demasiadamente, porém a orientação é fundamental para que aprendam a lidar com os limites e dificuldades. A submissão aos pais e responsáveis em casa é fundamental para que aprendam a respeitar os professores e colegas na escola, às autoridades de segurança, e saibam respeitar as regras impostas nos ambientes que frequentam. A disciplina é fundamental em qualquer época da vida, no entanto, pré-adolescentes que aprendem a respeitar os limites da independência tornam-se adultos mais equilibrados (cf. Pv 22.6). Infelizmente, nos dias atuais, o que mais encontramos são adultos que não respeitam às autoridades nem os limites da vida em sociedade, causas principais de tanta desordem no mundo. São pessoas mal educadas que, por conseguinte, criam filhos mal educados e originam um ciclo vicioso. Mas Deus espera algo melhor de seus filhos, que façam a diferença em meio a uma geração que não teme a Deus e compartilhem as verdades do evangelho a todas as famílias.

2. Os limites da responsabilidade. Muitos pré-adolescentes ou mesmo adolescentes reclamam que não têm a liberdade para fazer o que querem. Entretanto, este limite imposto pelos pais e responsáveis serve para consolidar a capacidade de lidarem com as regras da convivência em sociedade. Por isso é tão importante que se permitam serem moldados pela repreensão e disciplina que, muitas vezes, incomoda, porém servirão para ajustá-los ao equilíbrio adequado. Evidentemente que encontramos, em alguns casos, o extremismo de ambas as partes. Se por um lado há filhos que não querem ter limites e fazem o que bem entenderem, por outro, há pais super protetores de seus filhos. Os extremos são um grande problema, mas nada que a disciplina, seguida de um bom diálogo resolva (cf. Ef 6.4). Explicar por qual razão determinadas coisas devem ser, exige um esforço de pais e responsáveis, porém é o melhor caminho para que haja um bom relacionamento e obediência dos filhos. É preciso conversar sobre os motivos pelos quais os filhos e alunos precisam seguir regras ao longo da vida. Deus deseja sarar a forma como pais e filhos, alunos e professores se relacionam a fim de que o aprendizado seja sadio, o crescimento como cristão seja notório e todos possam contribuir de alguma maneira para que os valores Reino de Deus sejam compartilhados com as pessoas na sociedade.

Com a finalidade de consolidar o ensinamento desta aula, compartilhe com seus alunos histórias e notícias de adolescentes e jovens que, por não obedecerem a seus pais, trouxeram más consequências para suas vidas. Tome cuidado para não apresentar notícias que sejam muito além da capacidade de seus alunos entenderem. Você pode passar um filme cristão que esteja conectado a esta temática ou mesmo contar um testemunho. Convide os pais para assistir a atividade juntamente com seus filhos. 

Boa aula e que Deus abençoe o seu trabalho.

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Efésios: A Carta da Fé, do Amor e das Virtudes - Adolescentes.

 

Lição 5 - Efésios: A Carta da Fé, do Amor e das Virtudes 

1º Trimestre de 2021

TEXTO BÍBLICO: Efésios 2.1-10

ESBOÇO DA LIÇÃO   
1. QUEM NÓS ÉRAMOS ANTES DE ESTAR EM CRISTO?   
2. SALVOS PELA GRAÇA MEDIANTE A FÉ   
3. UMA VIDA DE AMOR E DE BOAS OBRAS

OBJETIVOS
Salientar nossa condição espiritual antes da salvação;
Enfatizar que a salvação é pela graça de Deus;
Destacar que o cristão foi salvo para praticar boas obras;

A SALVAÇÃO PELA GRAÇA

Marcelo Oliveira de Oliveira     

Uma acusação comum aos pentecostais é que não conhecemos a graça de Deus. Acusa-nos de legalistas porque em pleno século XXI preservamos costumes − como os que de quaisquer igrejas evangélicas também são conservados, embora diferente dos nossos − em detrimento da graça de Deus, dizem eles.   

Nesse assunto, os pentecostais também concordam com a teologia arminiana, em que o fundamento essencial na dinâmica da salvação é o da graça preveniente e que toda salvação é fruto inteiramente da graça de Deus. Retomando mais uma vez o auxílio do teólogo arminiano Roger Olson, passamos a conceituar graça previniente.

A graça preveniente é uma doutrina elevada da graça     

Com graça preveniente se quer dizer o chamado de Deus no sentido de ser dEle a iniciativa do começo de relação com uma pessoa que é livre para responder a esse chamado com arrependimento e fé. Esse processo preveniente da graça, segundo Roger Olson, inclui ao menos quatro aspectos: chamada, convicção, iluminação e capacitação. Por isso, alinhado à visão arminiana, o pentecostal não tem dificuldade de pregar a graça de Deus e, ao mesmo tempo, reconhecer que a chamada para a salvação pode ser rejeitada pela pessoa. É muito claro para o pentecostal que nenhuma pessoa pode arrepender-se, crer e ser salva sem o auxílio sobrenatural do Espírito Santo. Este age do início ao fim do processo salvífico. Entretanto, é preciso que a pessoa não resista ao Espírito, como fizeram os fariseus ao resistirem arduamente à mensagem de Jesus Cristo (Mt 12.22-32), mas coopere com o Espírito reconhecendo a própria condição de pecador e crendo no único Salvador.

O que pensava Armínio acerca da graça de Deus na salvação?     

Segundo Roger Olson, a teologia de Armínio sempre foi compromissada com a graça de Deus e o teólogo holandês jamais atribuiu qualquer eficácia salvífica à bondade ou à força de vontade do ser humano. Isso é importante destacar, pois é um equívoco pensar que quem afirma que o ser humano pode resistir a graça de Deus está dizendo que o que define a salvação é a vontade humana. Nada mais injusto!     

Não havia dúvida para Armínio que a salvação era de graça, provinha de Deus, era um presente incomensurável do Altíssimo para o homem. Entretanto, o problema para Armínio, e o mesmo para os pentecostais, era que “de acordo com as escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que é oferecida”. (Texto extraído da revista Ensinador Cristão, editada pela CPAD.)

Boa Aula!

Flavianne Vaz 
Editora responsável pela Revista Adolescentes da CPAD. 

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - As Ordenanças à Igreja - Juvenis.

 

Lição 5 - As Ordenanças à Igreja 

1º Trimestre de 2021

ESBOÇO DA LIÇÃO
1. ORDENANÇAS DO SENHOR
2. PROPÓSITO DO BATISMO
3. PROPÓSITO DA CEIA DO SENHOR

OBJETIVOS
Refletir sobre as ordenanças bíblicas para a Igreja;
Explicar a simbologia e propósito do batismo;
Ensinar sobre a simbologia e propósito da Ceia do Senhor.

Querido (a) professor (a), nesta próxima lição vamos nos aprofundar no estudo de duas ordenanças do Senhor a sua Igreja: Batismo e Santa Ceia. No decorrer da aula abordaremos estes assuntos, de forma dinâmica, visando esclarecer possíveis dúvidas e salientar o chamado do Senhor aos nossos juvenis para uma nova vida nEle e o convite de assentarem-se à sua mesa. 

Mais do que meros ritos, estas ações falam de vínculo, aliança e intimidade perpétuas. Para experimentá-la é necessária uma decisão individual e intransferível, a qual os adolescentes de sua classe já estão capacitados a tomar. Converse com eles sobre os grandes privilégios e bênçãos advindas desta Aliança, simbolizada no batismo e Ceia do Senhor. Assim também como as responsabilidades trazidas por este compromisso.

Esta fase da vida, de 15 a 17 anos, é marcada por grandes decisões e consequentemente significativas transições. Através de você, professor (a), e de todo o conhecimento transmitido das Sagradas Escrituras, impressos em seu próprio testemunho, seus alunos estão sendo inspirados e direcionados por Deus rumo às escolhas assertivas.

É na adolescência (fase que significa crescer) que o indivíduo passa de criança para a vida adulta, com mais responsabilidades. Durante essa transição, além das mudanças físicas, o adolescente também passa por mudanças comportamentais que podem ser consideradas por alguns como rebeldia.

As forças vitais e a capacidade intelectual do adolescente estão relacionadas com as mais variadas situações de conflitos, pois é nessa fase que tudo aquilo que o adolescente aprendeu com os pais, com a igreja, com a escola, vai ser analisado e visto como verdadeiro ou não. É nesta fase que se constituirá sua personalidade levando em conta todas as sua experiências vividas durante a sua vida. Ele decidirá por uma personalidade sua, pois anteriormente, quando criança, vivia, como se diz, com uma personalidade “emprestada”, se assim posso chamar, porque quem decidia a maioria das coisas eram os pais. A partir do momento que vai crescendo e tornando-se adulto, o adolescente passará a tomar suas próprias decisões, adquirindo mais responsabilidades. Por isso, aproveite esta aula para incentivar ao Batismo àqueles que ainda não tomaram essa decisão!

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula!

Paula Renata Santos
Editora responsável pela Revista Juvenis 

Lição 05 - 1º Trimestre 2021 - Neemias: A oração de um construtor - Jovens.

 

Lição 5 - Neemias: A oração de um construtor 

1º Trimestre de 2021 

Para ajudá-lo(a) na sua reflexão, e na preparação do seu plano de aula, leia o subsídio de autoria do pastor Marcos Tedesco, comentarista do trimestre:

INTRODUÇÃO

Ao estudarmos a oração de Neemias, deparamo-nos com princípios admiráveis e que devem fazer parte da vida de todos nós. São lições acerca da oração, da sensibilidade para com a dor do nosso próximo, da disponibilidade em ajudar a quem precisa, da fidelidade à soberania do Senhor e da integridade do homem que serve a Deus. Neemias estava em uma condição muito confortável e que lhe garantia uma relativa segurança: ser copeiro pessoal do monarca mais respeitado de sua época lhe proporcionava muitos privilégios. Porém ele tinha prioridades mais elevadas, e seu olhar era direcionado por Deus. Com plena convicção, Neemias deixou o conforto e estabilidade da corte e foi em direção a uma Jerusalém em ruínas, rodeada por povos pagãos, sedentos por terras e poder. Vamos, com alegria no coração, abraçar o exemplo de vida deixado por Neemias: um homem que, em constante oração, se permitiu ser usado por Deus para abençoar vidas, construir uma verdadeira fortaleza, restaurar a identidade de um povo e produzir frutos em abundância.

I – A Tristeza de Neemias diante da Miséria de seu Povo 

No ano de 445 a.C., o irmão de Neemias, Hanani, retornou de Judá juntamente com alguns companheiros (Ne 1.1-3). Da terra desolada trouxeram, na bagagem, mais do que pertences pessoais: vívidas nas memórias vieram as imagens de desgraça, desapontamentos e desesperança. A respeito do que viram em Jerusalém, aqueles jovens relataram destruição e tristeza por todos os cantos da cidade.

A reconstrução é um processo envolvendo diversas ações e memórias nem sempre felizes. Em primeiro lugar, se algo é reconstruído, é porque um dia já estivera em plena forma. É um elemento que, por diversos fatores, foi desfragmentado e perdeu a sua função e vigor. Aquilo que cumpria uma função, já não a cumpre mais. Segundo, a destruição de algo traz também a tristeza e o sofrimento daqueles que ali depositaram seus esforços. Essa “destruição” vem carregada de memórias e perdas, e as pessoas envolvidas também precisam ter seus sentimentos restaurados. Terceiro, e último, o próprio processo de reconstrução requer um grande esforço, pois é um trabalho feito sobre algo já existente. Restaurar uma casa antiga, por exemplo, é bem mais trabalhoso do que construir uma nova. Quando falamos da reconstrução dos muros de Jerusalém, não podemos tratar esse episódio como uma simples obra de engenharia civil. Na verdade, tratava-se da reconstrução da identidade de um povo sofrido e já sem esperanças. Aqueles que haviam permanecido em Judá, eram pessoas tristes e desgastadas pelas investidas inimigas. A glória de séculos atrás apenas sobrevivia nas histórias contadas envolta em lágrimas. Ao povo, restava a oração, a fé e a esperança de dias melhores, de renovação espiritual e da retomada da consagração a Deus. No livro de Neemias, encontramos o relato em relação aos fatos ligados ao retorno a Judá no ano de 444 a.C. (o terceiro de três retornos sucessivos). Essa história começa quando o povo de Judá é levado cativo para o exílio e passa a viver um dos períodos mais tristes de sua longa história. Conforme o relato: “Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo” (Ne 1.3). Jerusalém é destruída e o povo que ficou em Judá passa a ser cada vez mais humilhado, explorado e ameaçado pelos povos vizinhos. Não bastasse, entre os próprios judeus havia aqueles que, por serem mais ricos, exploravam e impunham sofrimento aos mais pobres e desfavorecidos. As injustiças eram muitas e traziam grande pesar ao coração dos que serviam ao Senhor e sonhavam com o retorno à grandiosa e histórica Jerusalém de outrora, agora rodeada apenas em sombras e amargas lembranças. A restauração era uma necessidade latente e o tempo finalmente havia chegado.

Ao analisarmos os nomes bíblicos e seus significados, percebemos que eles possuem uma relação muito curiosa: eles revelam muito acerca das pessoas que os possuem. Vejamos alguns exemplos: Abraão — pai de multidão; Moisés — tirado das águas; Ana — cheia de graça; Samuel — pedido ao Senhor; entre tantos outros. O mesmo acontece com Neemias, cujo nome significa “Yahweh [o Senhor] tem compaixão”. Que preciosa é essa tradução e o seu sentido! Não só o nome, mas o exemplo deixado por esse homem também impressiona e mostra-nos como deve ser um governante que serve a Deus: sábio, corajoso, com fé, sensível ao sofrimento dos próximos, íntegro, determinado, justo e humilde. Aos olhos de muitos, Neemias não deveria se envolver com os problemas e dramas vividos em Judá e Jerusalém. Por que preocupar-se com algo tão distante se a vida no palácio trazia tantos confortos? Como copeiro do rei, Neemias gozava de muita comodidade e estabilidade. Essa função era desejada por muitos e era a “garantia” de uma vida longe das confusões, com privilégios e status dos quais poucos podiam usufruir. Entretanto, Neemias pensava muito diferente. Ele possuía duas qualidades extremamente preciosas e que devem fazer parte da vida de todos os servos de Deus: sensibilidade e empatia. A sensibilidade é a condição desenvolvida pelo ser humano de captar informações do universo que o cerca, atribuindo sentido a esses dados, sendo então orientado a interagir com esse meio. Podemos dizer ainda que sensibilidade é a habilidade de possibilitar o ato de sentir e, a partir desse sentimento, expressar-se e agir. Já a empatia é a capacidade de desenvolver em si mesmo a sensibilidade do outro. Através da empatia, o ser humano pode colocar-se no lugar de seu próximo e, em certa medida, viver em si o sentimento de quem está a sua frente. A sensibilidade permitia a Neemias olhar as coisas que o cercavam e percebê-las em seus detalhes e nuances, atribuindo uma sólida reflexão sobre delas. Já a empatia lhe dava a capacidade de sentir a dor do outro e, prontamente, disponibilizar-se em auxiliá-lo na solução do sofrimento pelo qual se está passando. Foram essas duas qualidades, associadas às características acima citadas a respeito de como deve ser um governante que serve a Deus, que fizeram Neemias tomar uma importante decisão: pedir ao rei a permissão para deixar o conforto, a solidez e a opulência da corte para ir até Jerusalém viver uma nova história entre as ruínas que sobraram e as pessoas que sofriam e clamavam por misericórdia.

Assim como no tempo de Neemias e da Jerusalém desolada, a atualidade também é marcada por eventos dramáticos e histórias lamentáveis. Ao abrirmos um site de notícias, ao assistirmos a um jornal ou, simplesmente, ao andarmos pelas ruas, deparamo-nos com um mundo surpreendentemente caótico. Nos dias hodiernos, o mundo agoniza e clama diante das multidões vitimadas pelas doenças e epidemias, da violência nas ruas alcançando números inéditos e impressionantes, da miséria e fome tragando vidas sem esperança, dos abismos socioeconômicos ampliados descontroladamente e do desespero motivado pelas doenças da alma, promovendo o isolamento, a desesperança e a morte. Outro terrível problema dos dias atuais que provoca grandes danos é com relação ao estilo de vida pecaminoso que tem se multiplicado de forma assombrosa em todos os lugares. Muitas são as formas encontradas pelo nosso inimigo para destruir vidas: a sexualidade deturpada; o uso das drogas destruindo corpos, mentes e almas; o vício em jogos, bebidas e inúmeras práticas que ampliam um abismo afetivo, moral e espiritual; o hedonismo; a ganância e a soberba; entre tantas outras. Diante de um quadro tão assustador, qual tem sido a nossa postura? Conseguimos, diante de tanta miséria e sofrimento, sensibilizar-nos com o cenário apresentado? A empatia nos permite uma mudança de olhar partindo do prisma que está a nossa frente? É importante frisar que, como Corpo de Cristo, nós somos chamados a fazer a diferença em um mundo sofredor e anunciar o Reino de Deus em palavras e ações. Não podemos ficar trancados dentro dos templos apenas vivendo uma rotina de cultos e encontros “saudáveis”. Se assim procedermos, em pouco tempo não mais perceberemos que devemos ser “sal e luz” (Mt 5.13-14) e fazer a diferença. Somos chamados por Jesus para frutificar (Jo 15.1-8) e trazer uma mensagem de amor e esperança às pessoas que sofrem neste mundo. Todavia, lembremo-nos de uma importante questão: devemos falar de amor, como também manifestar o amor.

II – Neemias Ora e Jejua em Favor do seu Povo 

Uma prática muito comum de nosso tempo é a busca pelo empoderamento do “eu”. Ao olharmos as redes sociais, encontramos, com grande frequência, palavras como “Coaching” e “Coach”, e também convites em frases de efeito com letras destacadas dizendo: “Acredite em você”, “Querer é poder”, “Você é um vencedor”. À primeira vista, são teorias e convites legítimos, bons e bem-vindos, no entanto, se formos fazer uma análise mais criteriosa, perceberemos que eles não são efetivos e representam um grave problema da atualidade. Uma tendência do ser humano é mostrar sua autonomia e independência de decisões e posturas, contudo há algo errado nessa postura: ela exclui Deus do processo. Não fomos criados para nos separar do Senhor, mas sim para andarmos com Ele e, com nossa existência, glorificar o seu santo nome (1 Co 10.31). Quando tentamos fazer as coisas do nosso jeito, somos levados a uma série de insucessos. Somos falhos e imperfeitos e, quando fazemos as coisas do nosso jeito, elas, frequentemente, saem repletas de falhas e imperfeições. Sigamos o exemplo de Neemias, que, diante de um grande desafio, trouxe Deus para “linha de frente”. Ao ouvir o relato relacionado a Judá e Jerusalém, ele jejuou e orou buscando direção divina e, no tempo certo, levantou-se e foi cumprir exatamente aquilo que Deus havia colocado em seu coração.

Assim que retornou de Judá, Hanani, irmão de Neemias, trouxe informações as quais causaram uma tristeza muito grande. A miséria e o desprezo do povo somavam-se à situação lamentável da cidade cujos muros estavam destruídos e com as portas queimadas. A gloriosa cidade de outrora agora agonizava em cinzas e pó. Os cânticos das vitórias e celebrações dos tempos de Davi e Salomão, agora cediam espaço ao pranto e ao desconsolo. Diante desse relato, seguiu-se no copeiro um grande e profundo pesar, levando-o a chorar muito e lamentar por alguns dias (Ne 1.4). Podemos constatar, ao lermos a Bíblia, que Neemias era um homem de muita oração e de atitude. Não obstante, há algo muito importante que precisa ser destacado aqui: ele era também alguém que sabia o valor das lágrimas e do pranto. O ser humano tem um lado emocional bastante desenvolvido e precisa dar liberdade para essa área. A necessidade de abrir o coração e se entregar ao choro é tão importante quanto seguir em frente e agir, mas tudo no tempo certo! No período atual, é comum as pessoas afirmarem ser o choro um sinal de fraqueza, incapacidade e descontrole. Esse é um dos maiores e mais injustos enganos. A Bíblia nos ensina que, para todas as coisas, há um tempo determinado: nascer, morrer, plantar, colher o que plantou, ferir, curar, derrubar, edificar e, inclusive, tempo de chorar e de prantear (Ec 3.1-8). No Novo Testamento, há relatos das vezes em que Jesus também chorou. Ele chorou junto ao túmulo de Lázaro, quando presenciou a dor de Marta e Maria, expressando a sensibilidade para com o sofrimento daquela família (Jo 11.17-37). Outro momento em que Jesus chorou foi sobre Jerusalém, a cidade amada e impenitente, que em breve passaria por grandes problemas e perseguições com um alto custo de vidas humanas (Lc 19.41-44). Ainda há o registro sobre as lágrimas e súplicas de Jesus durante a agonia do Getsêmani (Hb 5.7) onde, além do suor de sangue, o peso da culpa humana já castigava o Cordeiro que estava na iminência do sacrifício. Que possamos, semelhantes a Neemias, também chorar e lamentar as injustiças do mundo que nos rodeia, as dores das pessoas sofredoras e a miséria daqueles que mal têm o que comer (Mt 5.4). Assim como Jesus, que possamos ter o coração dilatado ao sofrimento do próximo e, simplesmente, chorar (Jo 11.32-36)! O choro e o lamento são sinais de que somos sensíveis ao sofrimento do próximo e também que estamos prontos para sermos impelidos por Cristo a estender a mão (Sl 126.5-6).

Como já falamos anteriormente, há tempo para todas as coisas. Sobre isso, é preciso entender a necessidade de viver o tempo de cada etapa, como também devemos destacar que esse período sempre deve se findar no momento certo com prudência e equilíbrio. O choro ocupou um período necessário na narrativa de Neemias, porém logo uma nova etapa teve início: o tempo de jejum e oração. Não podemos fazer do choro e do lamento um estilo de vida, isso não agrada a Deus e não nos levará a lugar algum. Há pessoas que passam a vida chorando, lamentando-se e não chegam a lugar algum. Passado esse primeiro momento, chegou a vez da ação e, para um homem de Deus, a verdadeira ação começa com o jejum e a oração. Além da oração, Neemias jejuou se preparando para a demanda que se aproximava. Diversas dúvidas sobre o jejum surgem em muitas rodas de conversa, entretanto, como deixar de lado a alimentação poderá influenciar na qualidade da nossa vida espiritual e do nosso relacionamento com Deus? O motivo é simples: quando jejuamos, submetemos nossas vidas a uma dependência total de Deus e passamos a nos alimentar apenas da ação do Espírito Santo em nosso ser. Ao abrirmos mão da ingestão de alimentos, nosso ser não recebe mais o maior alvo dos desejos da carne, que é a comida, e então nossos anseios são redirecionados para as necessidades espirituais. É a nossa vida buscando vida no alimento espiritual, e não na comida física. Jesus nos deixou importantes instruções acerca do jejum: “Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mt 6.17-18). O jejum é algo íntimo, pessoal e que, preferencialmente, só deve ser falado ao nosso Deus em oração. Se jejuamos, buscamos o Espírito. A informação da prática do jejum apenas deve ser compartilhada quando se trata de uma campanha de jejum coletivo, como acontece com frequência nas igrejas, onde todos nós, por um período determinado, fazemos juntos o jejum por um propósito único. Há alguns jejuns bem conhecidos na Bíblia. Vejamos: Jesus, no deserto, por 40 dias e 40 noites (Mt 4.2); Moisés, no monte, dois jejuns de 40 dias e 40 noites (Dt 9.9-18); Elias, apenas com dois pães e duas botijas de água dadas por um anjo, por 40 dias e 40 noites (1 Rs 19.3-8); Daniel, parcial só com legumes e água, por três anos (Dn 1.3-20); Josafá e todo o Judá (2 Cr 20.3); Esdras no rio Aava (Ed 8.21); e tantos outros. É importante destacar que a oração deve fazer parte do período que estaremos em jejum. Você poderá separar momentos em que buscará um espaço para fazer suas orações mais à vontade e, nos demais horários, deverá estar conectado com Deus em uma constante disponibilidade para a ação do Espírito Santo em sua vida. Se, porventura, jejuarmos em um dia de trabalho normal, devemos permanecer em constante oração, porém, é ideal separar alguns momentos para estarmos mais “à vontade” com Deus em um devocional especial: pode ser em qualquer horário de intervalo previsto em seu dia a dia, por exemplo. Também devem ser observadas duas orações especiais: uma abrindo o jejum e afirmando o propósito em questão, e outra entregando o jejum. 

Na presença do rei Durante a audiência com o grande Artaxerxes I (464 a 424 a.C.), imperador da Pérsia, o monarca lhe faz uma pergunta: “Que me pedes agora?” (Ne 2.4). Esse fragmento do texto bíblico revela muito sobre a vida de Neemias: ele era um homem de oração. Veja bem: antes de fazer o seu pedido, o copeiro fez uma pausa. Em uma fração de segundos, ele fez mais uma “pequena oração” e, finalmente, fez seu pedido ao rei. Em constante oração, Neemias teve sua trajetória marcada também por orações espontâneas, revelando uma contínua dependência da direção divina. A oração é, sem dúvidas, uma disciplina espiritual essencial das pessoas que se permitem ser conduzidas por Deus. O momento específico narrado no versículo em questão aponta a prioridade dada à direção espiritual em todos os momentos da vida do copeiro. O rei, diante de sua corte, olha para o copeiro e o questiona, esperando uma resposta imediata, todavia, em questão de segundos, talvez na mais curta oração da Bíblia, Neemias ora ao Deus dos céus e responde à pergunta feita. Esse ato denota intimidade, prioridade e confiança de um homem para com o seu Deus. Quando fazemos da oração uma constante em nossas vidas, não existem desafios intransponíveis nem batalhas que não possam ser vencidas. Na presença do imperador, Neemias teve ousadia para fazer o seu pedido, e, fortalecido pelas orações que fizera antes, a vitória foi certa.

III – Os Resultados da Oração de Neemias 

A oração é um importante instrumento que evidencia o quanto o ser humano confia e depende de Deus. O fruto da oração será sempre diretamente proporcional ao real significado, atribuído por aquele que ora, ao seu relacionamento com o Senhor. Como esperar que a oração seja um diálogo se não buscamos a Deus com inteireza de coração? Será que a oração de um incrédulo é, de fato, uma “oração”? São perguntas importantes ao propormos essa reflexão! Neemias tinha um relacionamento pessoal com Deus, e a oração era algo real na vida desse servo valoroso; dessa forma, os resultados não poderiam ser diferentes.

Depois de um importante período de preparação com jejum e oração, chegara a tão esperada hora. Neemias finalmente estava diante do imperador Artaxerxes. Foi um dia de muita apreensão, contudo o copeiro real estava confiante. Como chegar diante do monarca e introduzir o assunto? Jamais poderia ser tão atrevido. Era necessário esperar a oportunidade e confiar em Deus. Chegado o grande dia, o rei olhou a face do simples copeiro e imediatamente se preocupou com o semblante triste. Por fim, perguntou: “Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isso senão tristeza de coração” (Ne 2.2). Neemias fez uma breve oração e abriu o seu coração. Como servo do Deus altíssimo, fez a sua parte. Já o Senhor soberano tocou o coração do imperador e o milagre aconteceu. O rei deu a permissão, colocou Neemias na função de governador sobre Judá e redigiu os decretos reais que viabilizariam a construção da obra.

O trabalho de Neemias não foi nada fácil diante das inúmeras dificuldades. Não só os povos vizinhos traziam problemas, bem como a própria comunidade judaica resistia, com furor, às ações de reconstrução e demais reformas necessárias.

No entanto, já no começo dos trabalhos, opositores se levantaram, entre eles: Tobias, Sambalate e Gésem. Inicialmente, zombaram de Neemias e seus ajudantes. Em um segundo momento, levantaram uma série de calúnias (Ne 2.10-20) que insinuavam a intenção de rebelião frente ao imperador persa, Artaxerxes. 

Qual a resposta de Neemias? Ele simplesmente orava e trabalhava com ainda mais intensidade. Havia uma grande obra a ser feita (Ne 6.3)! Também grande dificuldade foi encontrada dentro da própria comunidade judaica: a ambição dos ricos impunha a dor e o sofrimento aos mais pobres, que eram explorados e humilhados. Neemias combateu ardentemente essas injustiças e agiu com grande generosidade para com o povo (Ne 5.1-13). Neemias também se empenhou em uma reforma, buscando a purificação da nação quanto aos abusos do casamento misto.

Ao final da reconstrução do muro, era notória a surpresa e considerável a impressão causada tanto nos apoiadores quanto nos adversários do projeto. Uma tendência natural do ser humano seria colher os méritos para si, porém com Neemias era totalmente diferente. Ele sabia que toda a glória pertencia a Deus e enfatizou o reconhecimento da edificação como uma obra do Senhor. Sigamos esse exemplo e tenhamos sempre viva, em nossa mente, a convicção de que a “obra” é de Deus, assim como o nosso chamado, a capacitação, as condições e as forças. Louvado seja o nosso amado Deus! Além do muro, grandes outras restaurações foram realizadas nos tempos de Neemias. Deus o honrou e o usou de forma poderosa em Judá. Em conformidade com Bentho (2019, p. 302):

Neemias termina o seu livro fazendo um resumo de suas grandes contribuições para o bem-estar do seu povo (13.30,31). Além do marco que havia deixado, a reconstrução dos muros, também havia promovido profundas reformas civis, morais e religiosas.4

Neemias nos ensina com sua vida de oração e comprometimento com a obra de Deus que a verdadeira adoração não se restringe apenas ao exterior, mas, principalmente, é fruto de uma grande transformação no coração daqueles que buscam a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23). 

Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Jovens. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 04 - 1º Trimestre 2021 - A Atualidade dos Dons Espirituais -Adultos.

 

Lição 04 – A Atualidade dos Dons Espirituais 

1º Trimestre de 2021

ESBOÇO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
I – A NECESSIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS HOJE
II – A FUNÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS
III – OS DONS REVELAM A UNIDADE NA DIVERSIDADE 
CONCLUSÃO

OBJETIVO GERAL
Apresentar a atualidade dos dons espirituais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I – Apontar a necessidade dos dons espirituais hoje;
II – Situar a função dos dons espirituais;
III – Reconhecer que os dons revelam a unidade na diversidade.

PONTO CENTRAL
Os dons espirituais são atuais para a Igreja.


Vejamos o que o comentarista da lição, pastor Esequias Soares, discorre sobre A Função dos Dons Espirituais

A função dos dons espirituais é tornar a manifestação do poder de Deus cada vez mais real e dinâmica para a edificação do corpo de Cristo, e, antes de tudo, autenticar a obra de Cristo (At 2.33). O apóstolo Paulo apresenta cinco listas dos dons espirituais (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10; 1 Co 12.28; 1 Co 12.29, 30; Ef 4.11), mas nenhuma delas é completa, todas são diferentes, seu propósito não é descrever e nem definir nenhum deles, mas no caso dos coríntios, o objetivo é corrigir a percepção deles sobre o uso dos dons. O Novo Testamento não revela quantos dons espirituais existem. Como bem ensinou Stanley M. Horton: “O propósito de Paulo, porém, não é oferecer uma lista abrangente, nem descrever os dons”.3 Muita gente pensa que esses dons são nove com base na lista de 1 Coríntios 12.8-10. O apóstolo não está afirmando que são nove, antes eram esses os dons em que havia abusos pelos coríntios e por essa razão eles são mencionados nessa lista. A explicação deles vem em seguida e nos dois capítulos subsequentes. 

Na lista de Romanos 12.6-8 aparecem sete dons espirituais, entre os quais, especiais e normais, quais são eles? Profecia, ministério, ensino, exortação, contribuição, presidência e misericórdia. Podemos considerar os dons de Profecia e de ensino como milagres. 

Uma peculiaridade dessa lista é que cada dom é seguido de uma explicação, ainda que com uma simples frase. O dom de profecia é o único que aparece em todas as listas e é o que aparece com maior frequência nas epístolas paulinas, principalmente em 1 Coríntios nos capítulos 12 a 14. Esse tema será retomado mais adiante. Os charísmata, plural de chárisma, dessa lista, aparecem em dois grupos, o dom de profecia pertence ao grupo dos dons extraordinários e os outros como ordinários. O “ministério”, ou serviço, diakonia, em grego, de onde vem a nossa palavra, “diácono”. O dom de ensino não se constitui simplesmente num exercício intelectual sem depender do Espírito Santo, como disse Craig S. Keener: “se fosse assim, uma pessoa não salva poderia ter esse mesmo ‘dom’.

O dom de ensino é uma dádiva especial da graça que, como 1 Coríntios 12.8-11 mostra, também é uma concessão especial de poder do Espírito de Deus”.4 A exortação paráklesis, “consolação, conforto, exortação, admoestação”, lembra bem o Paracleto, o Consolador prometido por Jesus ( Jo 14.16). 

O que contribui, ou reparte, conforme a ARC, aquele que compartilha seus recursos pessoais para o bem dos demais, isso deve ser realizado com sinceridade “da maneira de Barnabé, e não de Ananias e Safira (Atos 4.36, 37; 5.1-3)”, como bem observou Stanley Horton, “Barnabé, conforme você se lembra, era cheio do Espírito Santo, ao passo que Ananias era mentiroso”.5 Ainda hoje há os que contribuem porque outros o fazem ou porque esperam alguma recompensa. O Espírito capacita os membros do corpo de Cristo para que cada um proceda de acordo com a vontade de Deus e seja uma bênção para a comunidade. Presidir é liderar, deve ser o mesmo chamado “administrar” (1 Co 12.28), ou “governos”, na ARC, visto que há certos graus de superposições entre os dons nessas diferentes listas. O dom de presidir deve ser exercido com cuidado, diligência e zelo. A misericórdia se parece com o dom de repartir, mas isso se refere ao cuidado de doentes, idosos e dos pobres. É um dom exercido com gozo no coração e alegria e não como um fardo pesado, as igrejas estão cheias dessas pessoas. O Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento observa bem que nessa lista, cada dom começa com um “se”; que significa, “se você tem um dom use”; os últimos dons da lista começam cada um com “o que”.6 Esses dons são dados segundo a graça que cada um recebeu. 

Há quem acredite que existem apenas nove dons espirituais, pois interpreta como únicos os apresentados em 1 Coríntios 12.8-10. Mas, o apóstolo apresenta mais duas listas de dons espirituais nesse mesmo capítulo, uma com oito dons (v. 28) e outra com sete, incluindo algumas repetições da primeira lista (vv. 29, 30). Isso sem contar a lista de Romanos 12.6-8, de Efésios (Ef 4.11) e uma lista petrina (1 Pe 4.11). Há quem afirme que a lista de 1 Coríntios 12.8-10 é completa e as demais seriam expressões ou explicações desses nove dons. Em nenhum lugar o apóstolo limita o número de dons, e nisto cremos e professamos: “Os dons espirituais são vários, e nenhuma lista deles no Novo Testamento pretende ser exaustiva; e nem mesmo existe a expressão “estes sãos os dons espirituais”.7 

Esta é a lista mais conhecida e mais disputada pelos pentecostais e se destaca das demais listas porque esses nove dons “pertencem a uma categoria exclusiva que demanda uma ação direta do Espírito Santo, independentemente da contribuição humana, embora se utilize do ser humano para se expressar”.8

Declaração de Fé das Assembleias de Deus, traz uma breve explicação sobre cada um desses nove dons no capítulo XX, intitulado: “Sobre os dons do Espírito Santo”. O propósito do apóstolo Paulo não é fazer uma exposição doutrinária sobre o assunto. O que ele está fazendo é uma correção de abusos desses dons na comunidade cristã de Corinto e dessa forma esses dons vêm à tona, essa é a razão do tema carismático aparecer na epístola. 

Na opinião de Gordon Chown,9 onde há vida exuberante ocorre alguma desordem, causada pelo crescimento poderoso, mas que isso não é razão para descartar o valor dos dons. O pensamento sobre a igreja de Corinto de acordo com os expositores do Novo Testamento: “o fogo do avivamento ardia em Corinto, e alguma centelhas caíam fora lareira, ameaçando o tapete. Paulo não pensou em chamar o corpo de bombeiros para apagar o fogo, apenas ofereceu a igreja um jogo de ferramenta para lidar com a lareira: as medidas disciplinares e as exortações para a busca dos dons”.10 Essa ilustração é esclarecedora e a estratégia paulina é atual para evitar a mornidão espiritual que já acontece em alguns lugares. 

Paulo revela a natureza desses dons e sua procedência divina, no Deus Trino e uno (1 Co 12.4-6) e nos instrui sobre o seu uso correto (1 Co 12.7, 11). Os nove dons desta lista estão classificados de diversas maneiras, mas se trata de classificações didáticas e posteriores, organizadas por teólogos ao longo dos séculos. Todas as diferentes classificações dividem os dons em três grupos. A divisão mais conhecida é a seguinte: a) dons de revelação, palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos; b) dons de poder, fé, dons de curar e operações de maravilhas; c) dons de inspiração, profecia, variedade de línguas e interpretação. Outros, como Gordon Chown, consideram o terceiro grupo como dons de inspiração e Walter Brunelli, como dons de locução.


3 HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p. 207. 
4 KEENER, Craig S. O Espírito na Igreja – O que a Bíblia ensina sobre os dons. São Paulo: Vida Nova, 2018, p. 113.
5 HORTON, M. Stanley. Ibidem, p. 209. 
6 FRENCH, Arrington L. e STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 895. 
7 SOARES, Esequias (organizador). Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 172.
8 BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais – Uma Teologia Sistemática Expandida. Volume 2. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2026, p. 249. 
9 Gordon Chown é um dos tradutores da Bíblia de Estudo Pentecostal e autor de várias notas de rodapé da Bíblia Vida Nova, que teve como editor o Dr. Russell P. Shedd, publicada em 1976. 
10 CHOWN, Gordon. Os dons do Espírito Santo. São Paulo: Editora Vida, 2002, p. 137.  


 

Texto extraído da obra “O Verdadeiro Pentecostalismo: A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo”.

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Setor de Educação Cristã

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Lição 04 - 1º Trimestre 2021 - A história do bebê Moisés - Berçário.

 

Lição 04 - A história do bebê Moisés 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Levar a criança a compreender, através das atividades e exposições, o cuidado e a proteção de Deus com o bebê Moisés.

É hora do versículo: “e ela viu a cesta no meio da moita de juncos [...]” (Êx 2.5).

Nesta lição, as crianças estudarão sobre a história do bebê Moisés. Embora os bebês não lembrem, mas já ouviram sobre o cuidado da mamãe Joquebede que se esforçou muito para proteger seu bebê e não deixar que ele fosse morto pelo malvado rei. Joquebede representa todas as mamães que amam e cuidam dos seus bebês fazendo com que eles entendam o cuidado do Papai do Céu sendo demonstrado pela mamãe. Os bebês já conheceram também a irmã de Moisés, Miriam, e o seu papel de também proteger o bebê para não ser morto pelo malvado rei. Miriam gostava muito da sua mamãe e do seu irmãozinho e por isso ficou na beira do rio observando para onde o cestinho seria levado. 

E nessa história os bebês saberão que a princesa, filha do Faraó encontra o bebê dentro do cesto no rio e passa a cuidar dele.

Enquanto Miriam vigiava o cestinho e seu irmãozinho, ela não podia ser vista e por isso ela se escondeu. Você pode achar a irmãzinha de Moisés?

Imprima a folha abaixo e distribua para as crianças procurarem onde a irmã de Moisés está escondida. Faça esta atividade depois de realizar todas as atividades propostas no manual do professor e caso haja tempo.

licao4 moises bercario

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Responsável da Revista Berçário