sexta-feira, 26 de março de 2021

Lição 13 - 1º Trimestre 2021 - Voltados os olhos para a Bendita Esperança - Adultos.

 

Lição 13 – Voltados os olhos para a Bendita Esperança 

ESBOÇO GERAL I – BREVE O SENHOR VIRÁ
II – A NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA
III – VIVENDO COM FIDELIDADE

BREVE O SENHOR VIRÁ
Esequias Soares

As profecias messiânicas do Antigo Testamento apontam para dois eventos: a aparição de Jesus como homem para realizar a grande obra da redenção1 e a sua segunda vinda, no fim dos tempos, escatológica, que envolve o arrebatamento da igreja e a sua vinda em glória. Os profetas Isaías, Ezequiel, Zacarias, dentre os demais anunciaram essas promessas. O slogan de Daniel Berg terminava com o “breve voltará”, que diz respeito ao arrebatamento da igreja. Tanto os primeiros missionários como os líderes nacionais que Deus levantou em nossa terra deram continuidade à escatologia pentecostal com equilíbrio e prudência. Não se vê qualquer extravagância escatológica em nenhum deles, pois desde então muitos grupos já surgiram com crenças exóticas, alguns chegaram até a marcar a data da vinda de Cristo. Nossos pais se pautaram pela Bíblia e isso mostra a seriedade do fundamento da nossa denominação.

Nós aprendemos deles as advertências do Senhor Jesus: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24.36) e na passagem paralela (Mc 13.32);2 “Não cabe a vocês conhecer tempos ou épocas que o Pai fixou pela sua própria autoridade” (At 1.7). Parece que muitos líderes e grupos religiosos não prestaram atenção às palavras de Jesus, pois arriscaram marcar a data da segunda vinda de Cristo.

Somente Deus sabe o dia e a hora do arrebatamento da igreja. Mas, há muitos sinais que mostram que a vinda de Jesus se aproxima e muitos deles se encontram em Mateus 24.1-14 como o aparecimento de muitos falsos cristos (vv. 4,5), não é incomum alguém se apresentar como o Cristo. Guerras e calamidades (vv. 6,7) são uma referência aos distúrbios mundiais e uma crise na política internacional. A crescente onda de violência nas principais capitais do mundo, a expansão do terrorismo e do narcotráfico acontecem nos dias atuais porque a iniquidade está se multiplicando (v. 12). Estamos vivendo na época do “princípio de dores” (v. 8). Todos os acontecimentos da atualidade apontam para esta realidade. A fome generalizada em muitos países e a pandemia da Covid-19 têm ceifado muitas vidas e muitos estão em desespero. A crise religiosa (v. 12) e o crescimento da apostasia nos últimos tempos têm alcançado proporções estarrecedoras.

Os principais sinais são a efusão do Espírito Santo, uma promessa para os últimos dias (Jl 2.28-32; At 2.16-21), que, a partir do avivamento da Rua Azusa, tem se espalhado pelo mundo inteiro. Os Pentecostais são o maior movimento protestante do mundo. O outro sinal evidente é a fundação do Estado de Israel. Jesus disse: “Olhem para a figueira e todas as árvores. Quando veem que começam a brotar, vocês mesmos sabem que o verão está próximo” (Lc 21.29-31). A figueira, na Bíblia, representa a
nação de Israel (Os 9.10; Jl 1.6,7). A figueira perde suas folhas no inverno e só na primavera, que antecede o verão, os ramos começam a se encher de botões. Quando isso acontece todos ficam sabendo que o verão já está se aproximando. Essa metáfora é usada como um dos sinais da vinda de Jesus. Quando as Nações Unidas aprovaram a fundação de um estado judeu em Eretz Israel, em 27 de novembro de 1947, era cumprimento de inúmeras profecias bíblicas (Is 66.8; Ez 36.24; 37.21; Am 9.14-15). É sobre isso que Jesus está falando nessa profecia da Figueira. A data de 14 de maio de 1948 foi o dia a publicação do primeiro Diário Oficial de Israel e o dia em que as tropas britânicas deixaram o país.

A restauração da nação de Israel, conforme as profecias bíblicas, deve acontecer em duas etapas, primeiro, a restauração nacional e depois a espiritual. Isto está claro na visão do profeta Ezequiel sobre o vale de ossos secos no capítulo 37. A figueira já começou a brotar (Mt 24.32-33). Isso mostra que estamos na primavera, estação em que a figueira começa a ficar com os ramos novos e as folhas começam a brotar, anunciando que o verão se aproxima. Essa é uma das razões pelas quais sabemos que a vinda de Jesus está próxima. Pregamos por toda a parte que Jesus breve vem, essa mensagem está em nossos hinos congregacionais e nos diversos cânticos inspirados nas Escrituras. Ninguém sabe o dia e nem a hora, mas o Senhor Jesus deixou sinais claros e evidentes que mostram que esse dia está próximo. Os apóstolos que viveram no período da primeira hora já anunciavam que a vinda do Senhor se aproximava (1 Pe 4.7; Ap 1.3; 22.10), que não diremos nós que somos a igreja da última hora?

Texto extraído da obra “O Verdadeiro Pentecostalismo”, editada pela CPAD.

Lição 12 - 1º Trimestre 2021 - A Urgência do Discipulado - Adultos.

 

Lição 12 – A Urgência do Discipulado 

ESBOÇO GERAL I – O QUE É O DISCIPULADO
II – O TRIPÉ DO DISCIPULADO: PALAVRA, COMUNHÃO E SERVIÇO
III – O DISCIPULADO E O CRESCIMENTO SADIO DA IGREJA

O TRIPÉ DO DISCIPULADO: PALAVRA, COMUNHÃO E SERVIÇO
Esequias Soares

A Grande Comissão na qual estamos incumbidos conforme ordem do Senhor Jesus é a tarefa de pregar e fazer discípulo. A Palavra, a comunhão e o serviço são a base para o discipulado, a oração é tanto coletiva como também individual faz parte do desenvolvimento e crescimento espiritual.

A “Palavra” é uma referência às Escrituras. Sabemos que a Bíblia chama a si mesma por diversos nomes como: Escritura de Deus: “também a escritura era a mesma escritura de Deus” (Êx 32.16 - ARC); Livro da Verdade: “eu direi a você o que está expresso no Livro da Verdade” (Dn 10.21), ou Escritura da Verdade, “eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade” (ARC); Palavras de Vida: “o qual recebeu as palavras de vida” (At 7.38 - ARC); Sagradas Letras: “desde a infância, você conhece as sagradas letras” (2 Tm 3.15); Palavra de Deus: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4.12). A expressão “Palavra de Deus”, para se referir a Bíblia, é mais frequente (Mc 7.13; Ef 6.17). Às vezes, nos referimos às Escrituras simplesmente como “a Palavra”.

O próprio Deus é a fonte de autoridade das Escrituras. A autoridade divina da Bíblia deriva de sua origem em Deus. A chancela de autoridade espiritual é vista de maneira cristalina nas Escrituras como: “assim diz o SENHOR Deus de Israel” (Êx 5.1); “Assim diz o SENHOR Deus” (Is 7.7); “a palavra do SENHOR veio a ele” (Jr 1.2); “Como está escrito na profecia” (Mc 1.2). O Senhor Jesus Cristo chama as Escrituras Sagradas de “a Palavra de Deus” (Mc 7.13). Todas essas expressões revelam a fonte dessa autoridade (1 Pe 1.23-25).
Nenhum livro na história da humanidade influenciou tanto as nações como a Bíblia. Isso nos vários aspectos da vida humana, nos relacionamentos, no lar, no trabalho, na sociedade e na igreja, na forma de governo de praticamente todos os países do planeta. É o livro mais traduzido no mundo, está disponível em 3.988 línguas, segundo relatório de janeiro de 2019 das Sociedades Bíblicas Unidas, com sede em Londres, que congrega 148 sociedades bíblicas do mundo. A Bíblia completa está disponível em 692 idiomas, falados por 5,6 bilhões de pessoas. O Novo Testamento está traduzido em 1.547 línguas, faladas por 805 milhões de pessoas, além das porções ou seleções bíblicas traduzidas em 1.123 línguas, faladas por 411 milhões de pessoas (Sl 19.4-6).7 Não é de estranhar o nosso grande amor, respeito e dedicação pela Bíblia.

Com os recursos da mídia virtual, o alcance da Palavra ultrapassa a faixa de 6,5 bilhões de pessoas: “Ele envia as suas ordens à terra, e a sua palavra corre velozmente” (Sl 147.15). E, dessa forma, o evangelho pode alcançar o mundo inteiro (Mt 24.14; Lc
24.47). A primeira coisa que uma igreja deve fazer quando alguém vem a Jesus é dar-lhe uma Bíblia de presente. É importante o novo convertido ser inteirado do valor da Bíblia e da necessidade de sua leitura diária. Isso faz parte do discipulado.

Concernente à comunhão, isso é de vital importância. Quando alguém recebe a Jesus Cristo em um de nossos cultos, essa pessoa não é mais chamada de senhor José ou dona Maria, agora é “irmão” ou “irmã”, é assim que nós os costumamos tratar. Isso acontece porque essa pessoa agora pertence a família de Deus (Ef 2.19), somos irmãos. É aí que começa o nosso laço de amizade com essas pessoas, isso é comunhão. Lucas descreve numa linguagem pitoresca esse padrão de vida entre os primeiros cristãos que devemos imitar (At 2.42-47).

A palavra grega para “comunhão” é koinonia, “compartilhamento, comunhão, participação, solidariedade”. Era um termo favorito do apóstolo Paulo que entre nós é o “vínculo com um propósito e devoção comum que une os cristãos entre si e os une a Cristo”.8 A comunhão no cristianismo envolve tanto o relacionamento entre os irmãos como também com o Pai, com o Filho (1 Jo 1.3) e com o Espírito Santo (2 Co 13.13).

Temos nessa passagem lucana de Atos uma demonstração de comunhão e serviço. Comunhão, portanto, significa compartilhar ou participar mutuamente de algum evento comum ou acordo: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma” (At 4.32). “Coração” diz respeito ao centro da vida, à mesma inclinação. “Alma” é a sede das emoções, fala dos mesmos afetos e sentimentos (Fp 2.3; Jo 3.16-18). Todos os crentes tinham o mesmo propósito, a mesma esperança, servindo o mesmo Senhor. É isso que Deus espera de cada um de nós no cumprimento da Grande Comissão.

Texto extraído da obra “O Verdadeiro Pentecostalismo”, editada pela CPAD.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Lição 13 - 1º Trimestre 2021 - Quero Agradar ao Papai do Céu - Maternal.

 

Lição 13 - Quero Agradar ao Papai do Céu 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Incentivar a criança a oferecer a Deus o perfeito louvor. 

Para guardar no coração: “[...] Samuel continuava a crescer; e tanto o SENHOR como as pessoas gostavam cada vez mais dele.” (1 Sm 2.26)

É hora de preparar-se

“Agradar ao Senhor é não apenas um dever cristão, mas o alvo de nossas vidas. Escrevendo aos tessalonicenses, Paulo afirmou pregar com ousadia o evangelho, ‘não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração” (1 Ts 2.4). Obreiros que somos, sempre experimentamos a tentação de agradar aos homens, pois a nossa natureza humana carece de aceitação e aprovação e... Por que não confessar? Um pouco de glória faz bem ao nosso ego. Daí, é muito fácil escorregar para aquela cômoda posição, onde só falamos ou ensinamos aquilo que não causa “comichão nos ouvidos’.

Provavelmente este não chega a ser o problema dos obreiros do departamento infantil, uma vez que a humildade e a simplicidade natural da criança levam-na a crer e aceitar, sem discussão, aquilo que lhe é dito ou ensinado. Ainda assim, permanece o risco de fazermos para agradar aos homens, e não a Deus. Sejamos sinceros: Quantos visuais deixaríamos de fazer, se soubéssemos que o superintendente da Escola dominical não passaria pela classe no domingo? Oxalá a sua resposta seja, “Nenhum!” O que queremos exemplificar com isto é que, nem sempre, damos o melhor de nós para o reino de Deus com a intenção única de agradá-lo. E isto deve doer no coração do Deus zeloso.

E quanto à nossa vida pessoal, à parte do ministério que exercemos?  O versículo a ser memorizado não diz que Samuel fazia coisas que eram agradáveis a Deus, mas que ele próprio o era. Fazer ago que agrada alguém é diferente de ser agradável a alguém. Um pedido que sempre faço ao Senhor é que eu viva, pense e sinta, de tal maneira, que Ele possa sentir-se agradado quando olhar lá dentro do meu coração, naquele ‘cantinho’ que ninguém, a não ser Ele, pode ver. Agradar a Deus com a nossa aparência e atitudes exteriores até que não é difícil; mas e quanto ao recanto interior mais secreto de nosso ser, que alguns chamam de ‘os porões da alma’, e outros de ‘santo dos santos’? Aí, Pai, onde só o teu olhar pode penetrar, quero que vejas algo capaz de te fazer sorrir de contentamento” (Marta Doreto).

Perfil da criança do maternal

“Uma criança desta idade não possui inibições. Ao contrário do adulto, ou de uma criança mais velha, ainda não aprendeu a dissimular suas emoções. Se determinada atividade não lhe parecer atraente, ela não fingirá interesse a fim de agradar ao professor. Mas se gostar, mostrará isto com toda a vibração e participação. Se, por algum motivo, irritar-se com um colega ou com o professor, não se dará ao trabalho de esconder sua zanga.

O professor deve estar preparado para lidar com situações embaraçosas, lembrando que a criança não faz isto por mal, mas por reagir obedecendo apenas aos impulsos do seu temperamento” (Marta Doreto).

Oficina de ideias

“Distribua papel, lápis e giz de cera, e peça que os alunos façam um desenho representando algo que eles fazem para agradar ao Papai do Céu. Fale das coisas que agradam a Deus, mencionado também aquelas que não estão na história. Exemplo: ajudar a mamãe, guardar os brinquedos, ouvir com atenção a história bíblica, tratar bem o irmãozinho, etc” (Marta Doreto).

Até logo

Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em 1 Samuel 1.20-28; 2. 18-20.  

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal 

Lição 13 - 1º Trimestre 2021 - Amizade: uma coisa boa - Adolescentes.

 

Lição 13 - Amizade: uma coisa boa 

 1º Trimestre de 2021

Texto Bíblico: Filemom VV. 8-21

Destaque: Eu, Paulo, prisioneiro por causa de Cristo Jesus, junto com o irmão Timóteo, escrevo a você, Filemom, nosso amigo e companheiro de trabalho. (Fm v.1)

Objetivos
# Demonstrar o papel da verdadeira amizade;
# Reafirmar a importância da amizade para o ser humano;
# Enfaztivar a bênção de fazer e ser um verdadeiro amigo.

Querido professor (a),

A Paz do Senhor Jesus!

Nesta semana vamos encerrar o trimestre estudando a carta de Paulo a Filemom. Esta carta foi escrita em uma prisão romana, aproximadamente em 60 d.C., na mesma ocasião que Efésios e Colossenses.

Os destinatários desta carta eram Filemom e a igreja local. Ele era o líder da igreja local em Colossos. Evidentemente era um rico proprietário de escravos que tinha se convertido a Cristo por intermédio do ministério de Paulo.

Paulo escreve para Filemom para tratar da situação de um bom amigo: Onésimo. Ele era um escravo que pertencia a Filemom. Onésimo tinha roubado o seu senhor e fugido. Ele foi para Roma, onde encontrou Paulo, e ali respondeu às boas novas e veio à fé em Cristo. Com muito tato, Paulo pediu a Filemom que o aceitasse de volta e que o perdoasse como seu irmão em Cristo.

Este é uma carta que demonstra profunda confiança entre amigos: Paulo era amigo de Filemom e também um grande amigo de Onésimo. Nesta situação Paulo agiu como um conciliador de um grave conflito, com o objetivo de restabelecer a conexão através do perdão e da verdade.

Esse é o comportamento bíblico de um bom amigo. Nesta aula, destaque as características da verdadeira amizade, que podemos observar nessa história!

Deus lhe abençoe!

Flavianne Vaz
Editora Responsável pela Revista Adolescentes Vencedores da CPAD

Fonte: Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, CPAD.

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - Compromissados com a Evangelização - Adultos.

 


Lição 11 – Compromissados com a Evangelização 

ESBOÇO GERALESBOÇO GERAL
A EVANGELIZAÇÃO COMO PRIORIDADE
JESUS MORREU PARA SALVAR TODOS OS SERES HUMANOS
A EVANGELIZAÇÃO LOCAL E TRANSCULTURAL

A EVANGELIZAÇÃO COMO PRIORIDADE
Esequias Soares

A maioria da igreja sabe e reconhece que o termo “evangelho” é sinônimo de “boas novas”, e, muitas vezes, essas palavras são usadas alternadamente nos púlpitos. Realmente, trata-se de uma palavra composta de um advérbio e um substantivo gregos, eu, que quer dizer, “bem”, e aggelia, que significa “mensagem, notícia, novas”. De modo que euaggelion quer dizer “boas novas, boas notícias”. O Antigo Testamento emprega o termo hebraico bessorah, “mensagem, boas notícias” (2 Sm 18.20, 25, 27; 2 Rs 7.9), ou “recompensa de mensageiro” (2 Sm 4.10), que a Septuaginta traduz por euaggelion. Com o passar do tempo, o vocábulo passou a ganhar novo significado no mundo romano, de fala grega, em virtude do culto ao imperador, para anunciar o nascimento do imperador ou de sua subida ao trono.

Esse vocábulo só aparece no singular em todo o Novo Testamento, 76 vezes; o verbo, euaggelizô, “evangelizar”, 54; e euaggelistês, “evangelista”, três vezes (At 21.8; Ef 4.11; 2 Tm 4.5). O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo do evangelho: sua vinda, seu ministério terreno, seu sofrimento, sua morte e sua ressurreição (Rm 1.1-7). É a mensagem de Cristo que salva o pecador (Jo 3.16; Rm 1.16). É o meio empregado por Deus para a salvação de todo aquele que crer (1 Co 15.2). Só através do evangelho é que o ser humano conhece a salvação na Pessoa de Jesus. O evangelho de Jesus Cristo é a única resposta para este mundo que perece por causa do pecado. A evangelização é o ato de comunicar as boas novas de salvação a todas as pessoas por meio de palavras e ações. É o que Jesus fez (Mt 4.23) e nos mandou que fizéssemos também (Mc 16.16,17).

“Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: ‘O seu Deus reina!’” (Is 52.7). O portador ou anunciador dessas boas novas (Is 40.9; 41.27) é o mensageiro que comunica a paz, coisas boas e a salvação, ou seja, “O seu Deus reina!”. O apóstolo identifica essa mensagem com o evangelho de Jesus Cristo e o anunciador de boas novas, de pés formosos, com os pregadores do evangelho (Rm 10.15). No Novo Testamento, o evangelho são as boas novas que falam do reino de Deus, da salvação e do perdão dos pecados na Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. É o evangelho da graça de Deus (At 20.24). O evangelho é a mensagem transformadora do Calvário e não é algo de improviso, pois Deus havia prometido desde “antes dos tempos dos eternos” (Tt 1.2). Essa promessa se tornou conhecida pelos profetas do Antigo Testamento (Rm 1.2) e concretizada nos evangelhos (Lc 2.11; Jo 1.14).

Jesus salva, cura, batiza no Espírito e breve voltará, esse slogan dos nossos pioneiros, Daniel Berg e Gunnar Vingren, é o resumo do evangelho de Jesus Cristo. Jesus é o único Salvador. A palavra grega para “salvador”, sôtêr, “salvador, libertador, preservador”, diz respeito a alguém “que salva de perigo e destruição e conduz a um estado de prosperidade e felicidade; assim em escritores gregos para o libertador e benfeitor de um estado”.1 A declaração de que não há salvação debaixo do céu, a não ser em Jesus (At 4.12), esmagava as religiões pagãs, pois elas atribuíam o título grego de sôtêr a seus governantes e a suas divindades. Somente Jesus é o Salvador de todos os seres humanos, é Ele “que salva o povo da morte eterna, da punição e miséria em consequência do pecado, e lhes dá vida eterna e felicidade em seu reino”.2 Jesus já nasceu Salvador (Lc 2.11). Deus o exaltou a Príncipe e Salvador, “a fim de conceder a Israel o arrependimento e remissão de pecados” (At 5.31). O texto sagrado está dizendo que Deus, ao nomear o Senhor Jesus como Salvador, está dando aos pecadores oportunidade para o arrependimento. Se isso não acontecesse, não teríamos salvação. Esse exclusivismo cristão ainda hoje afronta o mundo pagão e deixa em desconforto até mesmo as religiões monoteístas, que não têm Cristo e nem o Espírito Santo, que esperam a salvação fora da pessoa de Jesus.

A salvação em Cristo é acompanhada da libertação: “Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado” (Cl 1.13). A liberdade cristã oferecida por Jesus é diferente da liberdade apregoada hoje pela imprensa e pelos políticos. É o ato de libertar a nossa consciência da culpa do pecado e das amarras de Satanás. O Senhor Jesus fez essa promessa a todas as pessoas (Jo 8.31-36), ela continua valendo para os dias atuais: “Se, pois, o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres” (Jo 8.36). Devemos permanecer nessa liberdade (Gl 5.1). O aparecimento de Jesus trouxe transformação a um número incontável de vidas, mudou a Galileia e alterou todo o curso da história da humanidade. Jesus tem e é a solução de todos os problemas (Mt 11.28- 30). Ele, e somente Ele, pode dar sentido à vida humana. O mundo está em desespero, mas infelizmente Satanás cegou esses sofredores de uma maneira tal que muitos não conseguem reconhecer Jesus como seu Salvador e Libertador, mas como um concorrente de seus deuses (2 Co 4.4). Hoje, temos de combater o materialismo, o paganismo, a imoralidade, a corrupção e destruir todas as fortalezas do diabo. As pessoas, vítimas dessas coisas, estão gemendo, elas clamam, estão no vale da sombra da morte. Mas, para que a luz do evangelho resplandeça sobre elas, você precisa falar de Jesus, mostrar que Ele é a solução, essa incumbência é nossa. O Senhor Jesus delegou essa tarefa aos seus discípulos, portanto, a cada um de nós (Mt 28.19, 20) e não aos anjos (1 Pe 1.12). Esse é o evangelho que pregamos.

(Texto extraído da obra “Verdadeiro Pentecostalismo”, editada pela CPAD)

quarta-feira, 17 de março de 2021

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - A história de Simeão e Ana - Berçário.

 

Lição 11 - A história de Simeão e Ana 

 1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Evidenciar, através das atividades e exposições, a felicidade de Simeão e Ana de terem visto o Messias, Jesus. Objetivo da lição: Evidenciar, através das atividades e exposições, a felicidade de Simeão e Ana de terem visto o Messias, Jesus.


É hora do versículo: “Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação” (Lucas 2.30).


Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história de Simeão e Ana, que as pessoas que conhecem Jesus são felizes. E também devemos falar com todas as pessoas que o Papai do Céu é bom porque nos enviou um Salvador, Jesus.
Após realizar todas as atividades propostas no manual do professor e caso haja tempo, imprima a folha abaixo e distribua para as crianças colorirem o desenho de Simeão e Ana. Peça para as crianças localizarem o bebê Jesus na imagem e circula-lo. Disponibilize lápis de cor ou giz de cera para as crianças realizarem a atividade.


Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Editora da Revista Berçário

Lição 10 - 1º Trimestre 2021 - A história do Nascimento de Jesus - Berçário.

 

Lição 10 - A história do Nascimento de Jesus 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Ensinar às crianças que Jesus nasceu para ser o nosso Salvador.

É hora do versículo: “Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus [...]” (Mateus 1.21).

Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história do nascimento de Jesus, que Ele é o Filho do Papai do Céu. Jesus também é o nosso Salvador. Foi para nos salvar que Jesus nasceu. Quando Jesus nasceu, alguns sábios de um lugar bem distante ficaram sabendo que alguém muito especial havia nascido porque havia uma estrela muito brilhante no céu. Aquela estrela guiou aqueles homens até o lugar onde Jesus estava com seu papai e sua mamãe.
Após realizar todas as atividades propostas no manual do professor e caso haja tempo, imprima a folha abaixo e distribua para as crianças colorirem o desenho da estrela brilhante que guiou o caminho dos homens sábios até o lugar onde Jesus estava. Disponibilize papel laminado amarelo picado para as crianças colarem na estrela, enfeitando-a.

 

 


Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo
Editora da Revista Berçário

Lição 12 - 1º Trimestre 2021 - Papai do Céu Recebe a Minha Oferta - Maternal.

 

Lição 12 - Papai do Céu Recebe a Minha Oferta 

1º Trimestre de 2021 

Objetivo da lição: Que a criança compreenda que o Papai do Céu aceita a oferta que é dada de boa vontade. 

Para guardar no coração: “[...] Deus ama quem dá com alegria [...].” (2 Co 9.7)

É hora de preparar-se

“A lição da oferta da viúva é clara: Deus, que não usa as nossas medidas nem para valores humanos, muito menos para os espirituais, não avalia o montante da nossa contribuição, mas a intenção com que o fazemos. Para Deus, o que conta numa oferta é a sinceridade, o sacrifício, a fé e o amor que a acompanham. E seria tão falho achar que só a oferta pequena envolve estas coisas, quanto o seria considerar que apenas a de grande volume traz em si tais sentimentos. Não se pode negar que a oferta da viúva envolvia grande sacrifício, mas, e se ela a tivesse entregado apenas por mero dever, e murmurando no íntimo? Não teria merecido o elogio do Senhor. Nenhuma oferta – pequena ou grande, advinda do pobre ou do rico – terá valor para Deus se for feita por obrigação, ou visando algum reconhecimento terreno.

Este princípio aplica-se não apenas a donativos materiais, mas a tudo o que oferecemos a Deus, seja tempo, talentos ou serviço. Notemos que a mulher possuía duas moedas, e poderia ter retido uma para si. Mas entregou ambas, embora fossem as últimas que possuísse. Temos dado tudo de nós a Deus, ou temos nos poupado, recusando-nos a gastarmo-nos em seu serviço? Sigamos o exemplo do apóstolo Paulo que, pela salvação dos crentes de Corinto, afirmou: ‘De muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar’” (2 Co 12.15) (Marta Doreto). 

Perfil da criança do maternal

“Além de bastante emotiva, a criança desta idade é sensível às emoções das outras pessoas com quem se relaciona. Tanto, que acaba copiando medos, gostos, preferências, etc. Professores e pais devem ter o cuidado de não influenciá-las para o mal; antes, devem procurar exercer boas influências e, com o seu exemplo, conduzir aos bons hábitos” (Marta Doreto).

Oficina de ideias

“Distribua folhas de papel, giz de cera e algumas moedas de tamanhos diferentes (que depois serão recolhidas de volta). Mostre aos alunos como pôr o papel sobre a moeda, e esfregar nele o giz de cera deitado, fazendo aparecer o desenho da moeda. Chame-lhes a atenção para a diferença entre as duas faces da moeda, e mande que imprimam ambas no papel. Converse sobre os diferentes valores das moedas. Pergunte, por exemplo, o que eles conseguem comprar com uma moeda de um real, com uma de cinqüenta centavos, de vinte e cinco, de dez, etc. Nem todas as crianças do maternal estão familiarizadas com o valor monetário, mas algumas já costumam comprar balas e doces, e já possuem alguma noção. Encaminhe a conversa para a oferta da viúva, perguntando: O que você acha que dava para comprar com a oferta da viúva? E a oferta do homem rico? A oferta da viúva foi pequena ou grande? Por que Jesus disse que a moedinha da viúva valia mais que as ofertas dos outros? Reforce a ideia de que o valor, para Deus, não está na quantidade, mas no sentimento com que ofertamos. A oferta da viúva era pequena, mas ela deu tudo o que tinha, porque amava ao Papai do Céu e confiava que Ele não lhe deixaria faltar nada” (Marta Doreto). 

Até logo

Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em Marcos 12.41-44.  

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - Papai do Céu Fala Comigo - Maternal.

 

Lição 11 - Papai do Céu Fala Comigo 

1º Trimestre de 2021 

Objetivo da lição: Que a criança compreenda que Deus fala conosco por intermédio de sua Palavra. 

Para guardar no coração: “[...] A Palavra de Deus é viva e poderosa [...].” (Hb 4.12)

É hora de preparar-se

“Expressando admiração pela fé do jovem Timóteo, o apóstolo Paulo afirmou que ele, ‘desde a infância’, conhecia as sagradas letras. No original grego, o termo para ‘infância’ é brephos, que tanto designa ‘feto’, como ‘bebê’. Você percebe o que isto significa? Que desde a mais tenra idade Timóteo vinha recebendo os ensinamentos divinos. Posso imaginar a mamãe Eunice sussurrando um salmo, enquanto o ninava; posso vê-la pronunciando palavras de agradecimento ao Aba Pai, que o pequenino Timóteo repetia diante do prato de ensopado.

E quanto à vovó Lóide? Você pode vê-la sentada nos degraus da casa, com o netinho sobre os joelhos, pasmando-o com as maravilhosas histórias da travessia do mar Vermelho, do carro de fogo que arrebatou Elias, e de Daniel na cova dos leões?

A fé que Paulo admirava em Timóteo nascera primeiro em sua avó, Lóide, e em sua mãe, Eunice. Você pode perceber a fé passando de geração a geração? Você tem tido, em seu lar, o cuidado de transmitir aos filhos o conhecimento de Deus? E você os está conscientizando de que deverão, por sua vez, transmiti-lo aos próprios filhos, seus netos? Faça isto, e você terá uma geração espiritualmente sadia!

Como judias piedosas, Lóide e Eunice instruíram Timóteo na lei divina, e, quando mais tarde, conheceram o Evangelho, avó, mãe, e neto estavam prontos a receber a Cristo como Salvador. O pai de Timóteo era gentio (At 16.1), portanto, Eunice, a mulher devota, viu-se com a responsabilidade de ensinar ao filho “as sagradas letras que o tornaram sábio para a salvação” (2 Tm 3.15). A mãe cujo esposo não é crente tem uma responsabilidade maior: a de, sozinha, encaminhar seus filhos a Cristo. Com sabedoria e graça, deve fazer em casa o culto doméstico, levá-los à igreja, e plantar em seus corações a fé autêntica, não fingida.

E você, que ainda não tem filhos... Bem, você é professor de uma classe de pequeninos! Olhe para cada um deles como um filho espiritual. Você tem nas mãos a oportunidade de conduzi-los à salvação e alicerçar-lhes a fé que os susterá por toda a vida”  (Marta Doreto).

Perfil da criança do maternal

“Devido ao seu vocabulário limitado, a criança desta idade não consegue expressar tudo o que aprendeu. Lembre-se disso ao fazer perguntas sobre a história ou o ensino dado. Ainda que uma história lhe seja contada várias vezes, ela não será capaz de repeti-la integralmente. Contudo, recorda-se dos fatos da história” (Marta Doreto).

Oficina de ideias

“Dê a cada aluno dois palitos de churrasco e uma tira de papel com o versículo escrito. Mostre-lhes como colar as extremidades do papel nas varetas e fazer um ‘rolo’ igual ao usado na memorização do versículo.

Converse sobre como era a Bíblia no tempo do menino Timóteo, e como seria difícil a gente ter de ir para a igreja levando um monte de rolos. Ainda bem que hoje temos a Bíblia em forma de livro, e podemos levá-la a toda parte. Recorde: E quem fala com você quando você lê a Bíblia? Sim, o papai do Céu. E hoje, quando aprendemos o nosso versículo, ouvimos o Papai do Céu dizer uma coisa muito importante em sua Palavra: que aquele que ouve e obedece a sua Palavra é muito feliz!” (Marta Doreto)

Até logo

Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em Atos 16.1-3; 2.  

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - Na Casa do meu Amigo Estudo a Bíblia - Jd. Infância.

 

Lição 11 - Na Casa do meu Amigo Estudo a Bíblia 

 1º Trimestre de 2021

Objetivos: Os alunos deverão ter desejo de aprender da Bíblia; e entender que os ensinamentos bíblicos são para todas as idades.

 

É hora do versículo: “Quem guarda a lei de Deus é feliz.” (Pv 29.18)

 

Nesta lição, as crianças aprenderão que devemos estudar sempre a Palavra de Deus. E é na igreja o lugar ideal para aprendermos mais sobre o Papai do Céu. Na história de hoje as crianças vão aprender que Esdras leu a Palavra de Deus para o povo e todos ficaram quietinhos para ouvir e aprender. Naquela época a Bíblia deles tinha o formato de um rolo.
Como atividade complementar, após a realização das atividades propostas na revista do aluno e do professor, e caso haja tempo, sugerimos que imprima a imagem abaixo, uma para cada criança, e peça que escrevam algum versículo que já tenham memorizado, no rolo. Auxilie aquelas crianças que ainda não forem alfabetizadas. Mostre a sua Bíblia e diga que antigamente as Bíblias não tinham o formato que têm hoje.

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo

Editora da Revista Jardim de Infância

Lição 10 - 1º Trimestre 2021 - Na Casa do meu Amigo Eu Tenho Amigos - Jd. Infância.

 

Lição 10 - Na Casa do meu Amigo Eu Tenho Amigos 

 1º Trimestre de 2021

Objetivos: Os alunos deverão entender a importância da amizade e; valorizar as amizades cristãs.

É hora do versículo: “O amigo ama sempre [...]” (Pv 17.17).

Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história de Rute e Noemi, que a amizade deve ser muito valorizada, principalmente dentro da igreja com os amigos-irmãos. Rute foi muito abençoada pela amizade sincera e verdadeira que ela teve com Noemi. Rute não abandonou Noemi, pelo contrário, a ajudava e a amava muito.
Como atividade complementar, após a realização das atividades propostas na revista do aluno e do professor, e caso haja tempo, sugerimos que imprima a imagem abaixo, uma para cada criança, e peça que pintem a espiga de milho. Em seguida disponibilize algumas sementes de milho de pipoca para serem coladas no papel. Lembre as crianças que como Noemi era bem velhinha, Rute ia até o campo colher espigas para elas se alimentarem. Reforce que um amigo deve sempre ajudar o outro naquilo que for possível, demonstrando amor e união.

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Verônica Araujo

Editora da Revista Jardim de Infância

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - Estêvão, um herói até o fim - Primários.

 

Lição 11 - Estêvão, um herói até o fim 

 1º Trimestre de 2021

Objetivo: Que o aluno entenda que um herói não abandona Cristo, mesmo nas horas mais difíceis.Objetivo: Que o aluno entenda que um herói não abandona Cristo, mesmo nas horas mais difíceis.

Ponto central: Aquele que permanecer fiel até o fim ganhará a coroa da vida.

Memória em ação: “[...] Quem ficar firme até o fim será salvo” (Mt 24.13)

Querido (a) Professor (a), a Paz do Senhor Jesus.

A Bíblia está repleta de heróis e heroínas de verdade. Precisamos ensinar aos nossos alunos que para ser um herói nem sempre é preciso estar com uma espada na mão ou lutar com vários inimigos, como ocorre nos filmes, desenhos animados ou games.

Os heróis da Bíblia eram pessoas comuns. Então como foi que se tornaram heróis? Eles se tornaram heróis porque confiaram em Deus e obedeceram. Você tem sido também um herói ou uma heroína da fé para de seus alunos? Lembre-se de que eles têm você como um herói!

Sente-se com seus alunos em círculo no chão da classe. Depois faça a seguinte pergunta: “Você tem um herói? Qual o nome do seu herói? Incentive a participação e ouça com atenção as respostas dos alunos.
Depois espalhe o alfabeto no chão da classe. Dê algumas pistas para os alunos do herói que vamos estudar hoje (monte uma charadinha) e peça que eles, utilizando as letras, montem o nome do herói que será estudado: ESTÊVÃO.

Boa aula.

Material necessário: Quadrados de papel com o Alfabeto.

Fonte: BUENO, Telma. Boas Ideias para Professores de Educação Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, p. 56.

Lição 12 - 1º Trimestre 2021 - Falando o que Convém - Adolescentes.

 

Lição 12 - Falando o que Convém 

1º Trimestre de 2021

Texto Bíblico: Tito 2.1-10Texto Bíblico: Tito 2.1-10

Destaque: Use palavras certas, para que ninguém possa criticá-lo e para que os inimigos fiquem envergonhados por não terem nada de mau a dizer a nosso respeito. (Tt 2.8)

Objetivos
# Enfatizar a necessidade de pregarmos a verdade;
# Demonstrar que a vida deve ser um reflexo da pregação;
# Incentivar a espera na vida de Jesus Cristo.

Querido professor (a),

A Paz do Senhor Jesus!

Nesta semana vamos aprender as lições que encontramos na carta de Paulo a Tito. Você pode introduzir o estudo aprofundando a mensagem expressa no versículo destaque da lição, Tito 2.8, com o comentário bíblico abaixo:

Tito foi incentiva a ser exemplo para os jovens das igrejas que liderava (veja também 1 Tm 4.12). As suas palavras, que trazem a autoridade de Deus, não teriam impacto se não fossem apoiadas por uma vida irrepreensível de boas obras. O ensino de Tito deveria enfatizar uma vida prudente, e, ao mesmo tempo, o seu próprio modo de vida deveria ser um exemplo disto.

A vida de Tito deveria mostrar a incorrupção e a gravidade daquilo que ele ensinava e contrastá-lo com os falsos ensinadores, que ensinavam mentiras. Esta qualidade de incorrupção viria de um cuidadoso estudo da Escritura e da oração. Isso seria especialmente importante quando Tito ensinasse ou confrontasse outros sobre questões espirituais e morais.

Paulo aconselhou Tito a estar acima de quaisquer críticas sobre a maneira que ele ensinava. Devido ao seu papel exclusivo em Creta, a sua vida deveria exibir um grau admirável de correção.
Deus lhe abençoe!


Flavianne Vaz
Editora Responsável pela Revista Adolescentes Vencedores da CPAD


Fonte: Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal, CPAD.

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - Combatendo o bom combate - Adolescentes.

 

Lição 11 - Combatendo o bom combate 

 1º Trimestre de 2021


Texto Bíblico: 2 Timóteo 2.1-15

Destaque: Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus, como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina corretamente a verdade do evangelho. (2 Tm 2.15)

Objetivos
# Destacar a necessidade de batalhar pela fé.
# Enfatizar a importância de se conhecer a fé cristã.
# Salientar o compromisso que temos com a verdade diante de Deus e dos homens.

Querido professor (a),

A Paz do Senhor Jesus!

Na próxima aula vamos estudar o tema da constância da fé. Quando falamos de permanecer firme na fé, estamos falando de FIDELIDADE. E nesta questão, como sempre, o nosso melhor exemplo é Jesus. Ele foi fiel a todos nós quando morreu pelos nossos pecados. Paulo foi um ministro fiel mesmo quando esteve na prisão. Ele insistiu para que Timóteo mantivesse não só a sã doutrina, mas também a lealdade, a diligência e a perseverança.

Podemos enfrentar oposições, sofrimentos e dificuldades à medida que servimos a Cristo. Mas isso mostrará que a nossa fidelidade influencia a vida de outros. A medida que confiamos em Cristo, Ele nos considera dignos de sofrer por amor a ele. E nos dá a força de que precisamos para permanecer firmes.

Para aprofundar esse tema com seus alunos, selecionamos as seguintes perguntas provocativas abaixo. Você pode utilizá-las no momento da aula que julgar ser mais apropriado.
1. Como Paulo desafiou Timóteo a manter-se fiel a Deus?
2. Que razões você tem para ser fiel a Deus?
3. Que dificuldade você enfrenta ao procurar ser fiel?
4. Quando percebe que está se afastando de Deus, o que você faz para manter seu compromisso de fidelidade com ele?
5. Você está sendo fiel hoje?

Deus lhe abençoe!

Flavianne Vaz
Editora Responsável pela Revista Adolescentes Vencedores da CPAD

Fonte: Bíblia do Estudante de Aplicação Pessoal, CPAD.

Lição 11 - 1º Trimestre 2021 - A Igreja e suas denominações - Juvenis.

 

Lição 11 - A Igreja e suas denominações 

 1º Trimestre de 2021


ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A IGREJA NO NOVO TESTAMENTO
2. VARIEDADE DE DENOMINAÇÕES
3. FRONTEIRA DENOMINACIONAL

OBJETIVOS
Ressaltar a importância de conservar as doutrinas bíblicas;
Explicar porque existem várias denominações cristãs;
Esclarecer como deve ser o nosso relacionamento com outras denominações.

Querido (a) professor (a), vivemos em um momento de grandes polaridades e intolerância em nosso país. Seja no âmbito político, religioso, social, racial, esportivo, etc. Os discursos de ódio se propagam com naturalidade espantosa, especialmente nas redes sociais, ambiente tão rotineiro para os nossos juvenis. Faz-se urgente, enquanto sociedade, repensarmos o respeito, o discordar sem ofender, sem maltratar, sem excluir. Como cristãos ainda mais, pois é vital que em meio a tanta cólera, as pessoas ainda possam encontrar o caráter amoroso e equilibrado de Cristo em seus seguidores. Como Ele mesmo há muito predisse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35). Desta forma, na próxima aula, ao estudar sobre a variedade denominacional entre os evangélicos, leve aos seus juvenis esta mensagem.

Sugerimos que após a lição você bata um papo com seus alunos sobre essa característica social atual. Pergunte-os o que pensam dessas discussões agressivas, troca de ofensas quando não há concordância, se acreditam ser possível conversar pacificamente com pessoas de opinião diferente da nossa, o que fazer caso a pessoa não saiba ou queira dialogar desta forma respeitosa, etc. Deixe que falem, contem exemplos pessoais, etc.

Este debate já é um exercício para trabalhar justamente a habilidade no assunto discutido, dialogar respeitosamente. Também é mais uma oportunidade de estreitar laços com seus alunos, conhecer melhor o cotidiano, as situações enfrentadas por eles, seus círculos sociais, forma como se expressam, etc. Esteja atento, pois possivelmente surgirão casos mais
complexos, que possam requerer mais da sua atenção. Uma conversa particular, posteriormente, pode ser interessante.

Proponha também o assunto das diferenças entre as denominações e a importância de zelarmos pela sã doutrina. Mas, claro, frisando sempre que para tal não podemos infringir o mandamento tão enfatizado por Jesus, de amar ao próximo como a ti mesmo. Ou seja, combater uma falsa ideologia ou heresia, não pode significar atacar aos que equivocadamente crêem nela. De outra forma, estaríamos “defendendo” a doutrina bíblica, transgredindo outro ponto dela. Assim, o que nos diferenciaria daqueles que agridem e até mesmo matam em nome de seu deus e de sua fé!? Não é isso que Jesus Cristo pede de nós. Sejamos suas fiéis testemunhas, não apenas transmitindo suas palavras, como também o seu amor e suas ações.

O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula!

Paula Renata Santos
Editora Responsável da Revista Juvenis

Lição 10 - 1º Trimestre 2021 - Jesus e a oração do pai-nosso - Jovens.

 

Lição 10 - Jesus e a oração do pai-nosso 

1º Trimestre de 2021

JESUS E A ORAÇÃO DO PAI-NOSSO

Pr. Marcos Tedesco

INTRODUÇÃO

O Mestre amado, ao longo do seu ministério na face da Terra, deixou grandes exemplos para que nos servissem de direcionamento nos mais diversos momentos e desafios do nosso dia a dia. Entre os seus ensinamentos, há um que nos orienta acerca de como devem ser as nossas orações, tanto na forma quanto no conteúdo. Na oração do Pai-Nosso, encontramos um perfeito exemplo da simplicidade e da sinceridade com que devemos nos dirigir ao nosso Deus. O diálogo é direto, pessoal, amplo e acessível. Sua mensagem abraça plenamente todas as áreas que devem envolver a relação entre o crente e o seu Senhor. Nessa oração, o Mestre nos mostra o quão importante é separarmos “tempo de qualidade” para estarmos diante do Pai abrindo nossa alma e declarando, com integridade e sinceridade, as nossas mais íntimas impressões, súplicas e manifestações de adoração. A oração do Pai-Nosso nos mostra o valor do altruísmo e a relevância do princípio da reciprocidade, bem como a necessidade magna de glorificarmos a Deus com toda a nossa vida. Essa oração é um convite a vivermos com intensidade o verdadeiro cristianismo, seguindo a Jesus de forma integral e convicta.


I – JESUS ENSINA A RESPEITO DA ORAÇÃO


Frequentemente, encontramos relatos sobre a disciplina de oração na vida de Jesus. Os evangelistas nos descrevem Cristo como alguém que fazia da oração uma prática constante em sua vida, desde os momentos mais simples até os episódios mais desafiadores. Diante dessa maravilhosa verdade, temos no Mestre amado o referencial por excelência para uma vida de oração e dependência da voz de Deus. Em certo momento, Jesus chamou a todos e começou a explicar como deveria ser a postura do crente ao fazer suas orações e, na sequência, ensinou a oração mais conhecida de todos os tempos: a oração do Pai-Nosso. Se atentarmos para a oração do Pai-Nosso, podemos aprender muito em relação ao cristão e a sua espiritualidade. Jesus nos ensina a respeito da forma como devemos nos portar ao fazer uma oração, bem como sobre o próprio conteúdo da prece. Em resumo, na oração que agrada a Deus, o ser humano se permite celebrar uma forma de viver que encontra nas palavras pronunciadas uma harmonia preciosa.


Uma verdade maravilhosa na vida do cristão é o fato de poder ter em Cristo o seu referencial por excelência. Se somos seguidores do Mestre, devemos sempre fazer todas as coisas do mesmo jeito que Jesus faria em nosso lugar. Veja bem: os Evangelhos são repletos de histórias vividas pelo Mestre que nos dão parâmetros exatos relacionados a seus procedimentos, de
suas orientações e de como Ele agia em cada momento de sua trajetória. Assim também é para com a vida de oração de Jesus: em cada história, uma valorosa lição para a nossa alma. Quando o assunto é oração, Jesus torna-se o referencial por excelência. Antes mesmo de iniciar a oração do Pai-Nosso, o Mestre, com uma preocupação didática e instrutiva, dá uma ordem, destacando o exemplo que se seguiria.
No modelo deixado pelo Mestre, todas as coisas tinham o seu devido lugar, bastava ao crente seguir o precioso modelo, buscando adaptar as palavras aprendidas ao estilo próprio de cada pessoa e, nesse sentido, permitir-se conversar com o Pai celeste, entregando-se totalmente em um maravilhoso diálogo. Um curioso exemplo em relação às marcantes orações do Mestre amado pode ser encontrado em uma das histórias narrada por Lucas: o encontro de Jesus com dois discípulos que iam pelo caminho de Emaús (Lc 24.13-35). A identidade do Mestre passou despercebida pelos dois homens ao longo de todo o caminho até o momento da ceia. Eles somente perceberam quem era o forasteiro no exato momento em que Jesus orou dando graças pelo pão. Cristo era referência em tudo, inclusive no orar.


Jesus nos ensinou uma oração acompanhada de uma série de importantes orientações acerca de como devemos proceder nos mais diversos momentos, ensinando-nos a viver em conformidade com a vontade divina. No entanto, são palavras que vão além de uma simples pronúncia, pois são carregadas de um sentido riquíssimo, expressando como devemos perceber a própria santidade de Deus, o seu Reino, a sua misericórdia e o cuidado para conosco. É uma oração formada por conjuntos de palavras a nos revelarem verdades bíblicas maravilhosas e que nos orientam quanto a como devemos proceder no dia a dia, e também, como deve ser o nosso relacionamento com Deus. Nos seis pedidos constituintes da oração, três são direcionados à santidade e à vontade de Deus, e três são referentes às necessidades pessoais nossas. Primeiro: santificado seja o “teu” nome; venha o “teu” Reino; seja feita a “tua” vontade. Segundo: o pão “nosso”; as “nossas” dívidas; “livra-nos” do mal. Seis pedidos, seis expressões que muito têm a nos ensinar. O Mestre inicia sua fala com observações precisas quanto aos procedimentos envolvidos na oração: primeiro, devemos orar evitando a publicidade do ato; segundo, não fazer o uso de repetições vãs apenas para “esticar” as orações. Tanto a oração em oculto quanto a oração sem repetições vãs são conselhos que evidenciam o zelo de Deus para com o exercício da “oração verdadeira”, sendo a busca da alma do homem pela plena comunhão com o Deus que tudo criou. É na oração que o homem, por iniciativa própria, abre seu coração se expõe completamente ao olhar divino, o qual se inclina e ouve. É a intencionalidade do ato de orar, algo precioso! A oração feita com fidelidade consiste na busca do ser humano em comunicar-se com Deus e receber, em seu coração, o toque da graça divina. A prática da oração cumpre importantes papéis e permite que o homem, de forma direta, possa dirigir-se a Deus e ser alvo de uma série de bênçãos especiais: na oração, percebemos, com maior clareza, as nossas necessidades espirituais; na oração, aprendemos a depender de Deus; na oração, o espírito é desenvolvido ao buscar insistentemente pelo Senhor; na oração, a nossa fé é acrescentada na medida em que sentimos o mover do Espírito em nossa vida; na oração, tornamo-nos mais sensíveis à voz de Deus e aprendemos sobre a importância de obedecer à vontade divina em todos os momentos da vida.


Talvez você esteja se perguntando: como assim “oração secreta”? Não estamos nos referindo a uma oração que deve ser feita às escondidas para que seu conteúdo não seja ouvido por ninguém e nem invalide seus efeitos. A oração não é secreta por seus argumentos, muito menos por ser algo que cause constrangimento ou nos coloque em risco de vida (embora, em outros tempos, muitos foram perseguidos e jogados aos leões por, simplesmente, orarem). A oração é secreta por se tratar de algo muito íntimo e pessoal, uma necessidade nossa de termos um tempo exclusivo para o nosso relacionamento com Deus. Essa oração secreta é aquela que desenvolvemos com o nosso Deus, movida pelo desejo ardente de termos uma maior intimidade espiritual. Jesus, ao longo de seus dias na terra, viveu muitas vezes a experiência dessa forma de orar: no monte durante a tarde (Mt 14.23; Lc 6.12), em lugares desertos (Mc 1.35; Lc 4.42), em um jardim (Mt 26.36) e em tantos outros espaços, na busca por uma total imersão na prática da oração. Há momentos em que oramos em lugares com muitas pessoas, como em nossas igrejas e também em reuniões, aniversários e tantos outros. Mas também precisamos separar os momentos da oração solitária e secreta, aquela em que há apenas espaço para o cristão e o Deus que nos ama e nos ouve: de manhã cedinho, a fim de dedicarmos o nosso dia a Deus; ao final do dia, em ação de graças; e sempre que nosso coração for impulsionado a orar, atendendo ao chamado do Espírito Santo de Deus.


Outra questão ainda merece ser destacada ao falarmos a respeito do caráter secreto da oração: a necessidade que alguns tinham de manifestar publicamente a sua religiosidade. Já nos tempos antigos, era comum algumas pessoas buscarem a manifestação pública de sua religiosidade com a finalidade de serem admiradas e exaltadas. Deixemos claro que a oração em público tem o seu devido espaço e é também necessária, todavia não da forma como alguns viam antigamente, como os fariseus, por exemplo. A prática da oração visando à admiração das pessoas é uma evidência de que a real intenção não é agradar ao Senhor, e sim à opinião pública. Tal prática, infelizmente, pode ser encontrada com frequência em nossos dias. Impulsionadas pelas redes sociais, há uma grande geração que se levanta, aparentemente, com a finalidade de orar, adorar e buscar a Deus, anunciar as boas novas, no entanto, verdadeiramente desejam as visualizações, os likes, os lucros e a fama. São os fariseus do século XIX.


II – OS PRINCIPAIS ENSINOS DA ORAÇÃO DO PAI-NOSSO


Na oração do Pai-Nosso, encontramos preciosos ensinamentos. Entre eles, podemos destacar alguns relacionados à vida cotidiana dos crentes: ênfase em uma vida altruísta, a compreensão da relevância da reciprocidade e a confiança no cuidado de Deus para a nossa vida. Nessa oração, somos levados a uma visão altruística da vida, buscando sempre o bem do nosso próximo, manifestando na prática o amor de Deus. Norteados por essa visão, somos levados a uma postura de comprometimento com as demais pessoas, focando sempre em uma coletividade. Já o princípio da reciprocidade nos permite tratar as demais pessoas do mesmo modo que desejamos ser tratados. Como almejar o perdão de Deus se não temos compaixão pelas pessoas que nos cercam? Se dispensarmos ao próximo aquilo que temos de melhor, demonstraremos, na prática, um sentimento de compaixão inspirados no amor divino. Finalmente, aprendemos que servimos a um Deus cuidador de cada um de nós e que nos permite o livramento das mais diversas investidas do Inimigo de nossa alma. Basta nEle confiarmos e descansarmos sob sua bênção.
A palavra “altruísmo” não é tão usada em nosso vocabulário, porém tem um significado muito interessante, veja: bondade, abnegação, beneficência, desapego, desprendimento, caridade, desinteresse, entrega, generosidade, humanitarismo, longanimidade, renúncia, entre outros sinônimos. Esses sentidos são necessários ao caráter do cristão comprometido com o Reino de Deus. Na oração do Pai-Nosso, Jesus nos ensina a orar de um modo a evidenciar o coletivo, o humanitário e o desprendimento do benefício próprio. Os pronomes utilizados indicam sempre o foco no coletivo, e não no individual: Pai “nosso”, venha a “nós”; o pão “nosso”; “nos” dá; perdoa “nossas”; não “nos” deixe cair


Em uma rápida leitura, essa sequência de pronomes poderia passar despercebida, no entanto, revela muito sobre quem os pronuncia. Uma pessoa que usa com muita frequência as palavras “meu”, “minha” e “mim” facilmente passa a ideia de ser muito possessiva. São em palavras e gestos simples que a personalidade dos sujeitos envolvidos vem à tona.
Quais são as expressões mais usadas por cada um de nós? Gostamos de falar “meu”, ou temos prazer em compartilhar e falar “nosso”? Uma boa questão para refletirmos. Jesus, por intermédio de sua caminhada diária, mostrava, no ministério terreno, o valor do altruísmo. Falar em amar é fácil, amar na prática já é outra história. Motivado pelo amor, em uma prática altruísta, vemos Jesus diversas vezes abençoando vidas que ninguém queria ajudar, entre elas, a mulher do fluxo de sangue (Mc 5.24-34), o paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.1-15) e o cego Bartimeu (Mc 10.46-52). Vamos seguir o exemplo de Jesus e viver o altruísmo em nossas vidas, promovendo o bem-estar do nosso próximo (Mt 22.37-39).


A aplicação do princípio da reciprocidade é um elemento da oração do Pai-Nosso que representa um grande desafio para o ser humano imperfeito e tentado a pensar sempre em si mesmo. A nossa natureza humana é propensa a não perdoar, a não ceder e a não compartilhar. Mas Jesus incisivamente nos ensinou a perdoar, a ceder e a compartilhar o que possuímos com o nosso próximo. Na oração, encontramos as seguintes palavras: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Na sequência, o Mestre explica que, se perdoarmos as ofensas dos homens, o Pai celestial nos perdoará também. Todavia, se não perdoarmos aos que nos ofendem, também não seremos perdoados por Deus. Precisamos colocar em prática esse ensinamento todos os dias da nossa vida; o perdão é uma importante chave para que o Pai celeste nos abençoe com a sua ação curadora e nos perdoe pelas faltas (Mt 18.21-22; Ef 4.32; Cl 3.13). Aquilo que desejamos para a nossa vida antes precisamos buscar levar à vida dos nossos próximos, sempre (Lc 6.37; Mt 7.12). Se buscamos a presença de Deus em nossa vida, precisamos exercer um constante arrependimento de nossas faltas. Enquanto estivermos vivendo neste mundo, estaremos sempre sujeitos à nossa natureza pecaminosa. Só em Cristo encontramos forças para vencer o pecado. Como crentes, temos em Deus alguém que pode nos perdoar e livrar do jugo do pecado. Por isso, devemos constantemente confessar nossas faltas ao Senhor e pedir o seu perdão. É importante frisar que, ao perdoarmos as faltas de alguém para conosco, exercemos uma espécie de gratidão pela graciosa misericórdia de Deus em nossa vida. Por outro lado, se não perdoarmos o nosso próximo em suas faltas, estamos sendo incoerentes, pois somos
agraciados pelo perdão divino. A oração do Pai-Nosso apresenta-nos um grande desafio: perdoar os nossos devedores com um coração sincero e sem esperar nada em troca para, por coerência (e jamais por merecimento). O perdão que liberamos ao próximo deve ser um reflexo intencional do crente acerca da própria ação do Espírito Santo em nossa vida. Perdoamos porque vivemos direcionados pelo Espírito e amamos os nossos próximos. Quem perdoa com desprendimento e sem esperar algo em troca manifesta ter entendido o quão precioso é ser abençoado com o perdão libertador. Por outro lado, o perdão de Deus é envolto em graça e não pode ser alvo de merecimento. Não há nada que possamos fazer com a finalidade de merecermos o perdão ou ainda a salvação, porém tanto o perdão quanto a maravilhosa salvação são acessíveis através da obra de Cristo na cruz do calvário ao dar a sua vida por cada um de nós, pagando o alto preço.


Deus permite que passemos pelas provas e adversidades, entretanto não nos tenta; pelo contrário, fortalece-nos a fim de vencermos as tentações (Tg 1.2; 1 Co 10.13). Jesus, no aramaico, buscou enfatizar o sentido permissivo do verbo, e não o ativo. Ele permite que passemos pelo vale, mas jamais nos deixa só, e sempre estará conosco se o buscarmos em sincera oração. Quando somos guiados pelo Espírito Santo, as tentações se transformam em experiências que nos fortalecem (Lc 22.32) e nos permitem caminhar com mais convicção em relação à ação divina em nossa vida (Cl 1.11). No entanto, se permitirmos que o nosso inimigo encontre brechas em nossa vida, as tentações são prenúncios de derrotas avassaladoras (Jz 16). Muitas vezes passamos por lutas e provações necessárias para o amadurecimento e o fortalecimento do crente. Nossa natureza humana facilmente nos chama para a acomodação, para o benefício próprio e para a falta de coragem durante nossa trajetória. Diante de tal quadro, as adversidades se fazem presentes; em contrapartida, quando somos conduzidos pelo Senhor, caminhamos confiantes de que Ele nos sustenta e nos guia até o nosso alvo. Um excelente exemplo sobre essa questão pode ser encontrado na vida dos apóstolos de Jesus Cristo, os quais, durante os anos em que seguiram o Mestre, passaram por muitas dificuldades, restrições e perseguições. Notemos bem que essas condições adversas contribuíram para que eles fossem preparados para o período que viria após a ascensão de Jesus aos céus. A trajetória daqueles homens foi vitoriosa e eles conseguiram, fortalecidos pelo Espírito Santo, levar o evangelho aos mais distantes lugares do mundo conhecidos de então. Nas mais diversas oportunidades, foram guiados pelo Senhor e assim foram livres do mal. O fruto do trabalho daqueles homens pode ser visto em cada um de nós que confessa a Cristo como o seu Senhor e Salvador. Lembremos: o nosso Mestre amado nos revela que a vitória sobre as dificuldades só é possível orando e vigiando (Mt 26.41). Logo, façamos dessas práticas uma rotina diária de devoção e permitamo-nos ser conduzidos pelo Santo Espírito.


III – A GLÓRIA E O PODER PERTENCEM A DEUS


A oração do Pai-Nosso aponta para uma verdade maravilhosa: Deus é o Soberano e a Ele pertence toda honra e glória. Quando meditamos nas palavras que compõem essa oração, deparamo-nos com a soberania divina derramando a sua bênção sobre toda a criação e levando vida plena aos que aceitam a mensagem de salvação. Uma nova vida é ofertada a todos os que reconhecem, no sacrifício de Cristo, a soberania de um Deus que ama e se deixa
envolver por esse amor. Deus é santo e, ao reconhecermos esse fato, nossa vida é impulsionada a adorá-lo, buscando um modo de vida santificado, não por nossas forças, mas pelo Espírito de Deus que em nós opera. Quando buscamos esse modo de vida que reflete Deus, todas as pessoas que encontramos e com as quais nos relacionamos são envolvidas por uma preciosa bênção e sentem-se impelidas a também buscarem a presença do Senhor. Nesse movimento abençoador, podemos perceber claramente o Reino de Deus já presente entre nós. Ao anunciarmos que Deus ama e quer derramar sobre todos o seu amor e a sua salvação, o Reino se faz conhecido por todos. Que possamos, diante de tais verdades, anunciar a todos a soberania de Deus e o seu maravilhoso amor.


Deus Como já vimos, a oração modelo apresentada por Jesus traz seis pedidos: três contemplando a Deus e três relacionados às nossas necessidades pessoais. Porém todos os seis são pedidos feitos ao Pai soberano e revelam uma importante questão: em primeiro lugar, sempre, Deus. Os primeiros três tópicos da oração contemplam a santidade e a vontade de Deus: santificado seja o “teu” nome; venha o “teu” Reino; seja feita a “tua” vontade. Esta deve ser sempre a nossa maior preocupação: buscar a Deus e glorificá-lo em todos os momentos da nossa vida cumprindo os seus propósitos e servindo-o (Ef 1.11; Rm 11.36). Devemos ter vidas santificadas, permitindo-nos ser usados pelo Espírito para promovermos o Reino deixando que a vontade dEle se cumpra plenamente em nossa existência (Sl 143.10). Devemos sempre reconhecer a primazia de Deus, o nosso Pai celeste. Quando o colocamos em primeiro lugar, todas as outras coisas são uma consequência natural da ordem previamente estabelecidançados pela graça), sermos alvos do perdão divino para com as nossas próprias faltas.
Também os pedidos relacionados às nossas necessidades pessoais colocam Deus como quem age e provê o milagre diário da vida (Mt 6.25-34): o pão “nosso”; as “nossas” dívidas; “livra-nos” do mal. São petições dirigidas ao Pai e que são expressões de dependência satisfeita pela presença divina em nossas vida. Permitamos sempre que Deus ocupe o lugar de primazia em nossa vida e, consequentemente, as demais coisas nos serão acrescentadas, no tempo certo, segundo a vontade divina (Mt 6.33).


Quando Jesus iniciou a oração, as seguintes palavras foram proferidas: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Essa expressão revela uma impressionante profundidade, já que na língua hebraica, o nome revela muito acerca do seu possuidor. Quando falamos “santificado seja o teu nome”, estamos nos comprometendo com a ação de santificação do nome precioso do Pai-Nosso. Há apenas uma forma coerente e respeitosa de proferirmos essas palavras: vivendo-as em nossas próprias histórias de vida (Jo 17.18-19; Ef 1.4). Quando falamos com integridade “santificado seja o teu nome”, estamos assumindo um compromisso vivo com o nosso Deus (Hb 12.14): nossas palavras, nossas atitudes, nossas decisões, nossos pensamentos, nossas amizades e tudo o mais com que podemos nos relacionar precisam viver um processo de santificação: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 20.7). Quando vivemos uma vida santificada, muitas vidas são também abençoadas. Como Corpo de Cristo, nós (que somos Igreja) precisamos impactar o mundo mediante a mensagem das boas novas. Todavia, para anunciarmos a todos as boas novas de salvação, devemos buscar uma vida de santificação para que o nome do Senhor seja, através de nossa existência, glorificado (1 Co 10.31).
O Reino de Deus é a demonstração do poder divino em ação. Aqui, os dois aspectos do Reino podem ser observados: a dimensão presente e a futura. Quando refletimos acerca do aspecto presente, vemos que o Reino se manifesta onde quer que Deus seja adorado e seguido. Já no aspecto futuro, o Reino será completo quando Cristo voltar (2 Ts 2.8; 1 Co 15.23-28). É importante destacarmos que somente Deus pode estabelecer o seu Reino, e a nós cabe a tarefa de nos colocarmos sob a direção divina para anunciá-lo ao mundo.


Diante dessa verdade, devemos orar para que o Reino de Deus venha a se manifestar diante de todos os homens. À medida que a igreja avança em sua missão, o Reino de Deus se faz presente promovendo a justiça e a ação do Espírito Santo sobre o seu povo a fim de destruir as obras do Inimigo, curar os doentes e anunciar a salvação dos perdidos. Também é nosso dever orar constantemente para que Cristo volte e, em uma total manifestação da glória de Deus e do seu poder, estabeleça, no tempo certo, o Reino de Deus por toda a eternidade.

Lição 10 - 1º Trimestre 2021 - O Senhor Jesus Cura Hoje - Adultos.

 

Lição 10 - O Senhor Jesus Cura Hoje 

1º Trimestre de 2021

O SENHOR JESUS CURA HOJE

ESBOÇO GERAL I – A CURA DIVINA NA BÍBLIA
II – A CURA DIVINA COMO PARTE DA SALVAÇÃO
III – A CURA DIVINA E OS DESAFIOS ATUAIS

A CURA DIVINA COMO PARTE DA SALVAÇÃO
Esequias Soares

Um dos assuntos centrais na lição desta semana é uma doutrina clássica do Movimento Pentecostal: a cura física e espiritual como parte da salvação. Baseada em Isaías 53 com a confirmação do Novo Testamento (Mateus 8; 1 Pedro 2) como cumprimento do Antigo, essa doutrina mostra que salvação e cura divina caminham juntas na vida da igreja. Para aprofundar mais a respeito dessa doutrina, disponibilizamos um trecho da obra do pastor Esequias Soares:


“A ideia de salvação na Bíblia é ampla, ‘As diversas ações de Deus no Antigo Testamento em favor de Seu povo, como o livramento da escravidão, da fome, da espada e das enfermidades, são chamadas de salvação de Javé’.5 Mas, no contexto soteriológico, define a nossa confissão de fé: ‘a salvação é o livramento do poder da maldição do pecado, e a restituição do homem à plena comunhão com Deus, a todos os que confessam a Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal, precedidos do perdão divino’.6


Os evangelhos tornam realidade as expectativas messiânicas do Antigo Testamento. Cura e salvação já estavam no radar do Espírito Santo desde os profetas: ‘Cura-me, SENHOR, e serei curado; salva-me, e serei salvo’ (Jr 17.14); ‘Ele é quem perdoa todas as suas iniquidades; quem cura todas as suas enfermidades’ (Sl 103.3). Geralmente o perdão dos pecados vem antes da cura física. Isso se evidencia também na cura do paralítico de Cafarnaum, Jesus primeiro perdoou seus pecados e só depois é que efetuou a cura física (Mt 9.1-8; Mc 2.1-12; Lc 5.18-26).


A combinação desses dois temas é visível no discurso profético de Isaías 53. Isso fica ainda mais evidente no Novo Testamento. A passagem do profeta: ‘Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido’ (Is 53.4) é aplicada à cura física por ocasião do ministério de cura do Senhor Jesus, ‘expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes’ (Mt 8.17). Temos nessa passagem cura e libertação como cumprimento da profecia de Isaías: ‘para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías: ‘Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças’’ (Mt 8.17). Mas, essa cura é também espiritual, ou seja, diz respeito à salvação. O apóstolo Pedro cita a continuação da mensagem de Isaías, ‘o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados’ (Is 53.5), que explica de maneira categórica essa cura como salvação, ‘carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados’ (1 Pe 2.24). De modo que a cura de enfermidades é um dos benefícios da obra redentora do Calvário. Dos 36 milagres específicos de Jesus registrados nos evangelhos, 27 deles envolvem cura e libertação, ou seja, salvação.7


A Bíblia nos ensina que o propósito principal da vinda de Jesus ao mundo foi a redenção humana (1 Tm 1.15). Apesar disso, o Senhor Jesus jamais deixou de socorrer os necessitados e aflitos, pois se compadecia deles: ‘Jesus viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos’ (Mt 14.14). Ele tinha compaixão dos enfermos, dos oprimidos e de todos os de espírito abatido, porque andavam como ovelhas que não têm pastor (Mt 9.36; Mc 6.34). Ele veio para salvar os pecadores, no entanto, por causa da miséria humana, operou muitos milagres, prodígios e maravilhas.


Assim como Jesus fez no passado, Ele deseja nos dias atuais curar e libertar os enfermos e os oprimidos. Ele demonstrou misericórdia e compaixão ao tomar sobre si as nossas enfermidades e dores. O caráter e a compaixão de Jesus permanecem imutáveis na atualidade. Deus é fiel para curar as nossas enfermidades. A cura de enfermidades era essencialmente milagrosa, principalmente das doenças graves sem tratamento pelos recursos médicos da época.”


Notas
5 SOARES, Esequias & SOARES, Daniele. Teologia Sistemática em Diálogo. Recife, PE: Editora Bereia Acadêmica, 2019, p. 124.
6 SOARES, Esequias (organizador). Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 109.
7 A cura do paralítico de Cafarnaum (Mt 9.1-8); o homem da mão aleijada (Mt 12.9-14); o endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22-37); os dois cegos (Mt 9.27-31); o mudo endemoninhado (Mt 9.32-34); o leproso (Mc 1.40-45); o paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12); os endemoninhados gadarenos (Mc 5.1-20); a filha de Jairo (Mc 5.21-43); a mulher que tinha hemorragia (Mc 5.25-34); a filha da mulher Siro-fenícia (Mc 7.24-30); o surdo-mudo (Mc 7.31-37); o cego de Betsaida (Mc 8.22-26); o menino epilético (Mc 9.14-29); o cego Bartimeu (Mc 10.46-52); a libertação do endemoninhado de Cafarnaum (Lc 4.31-37); a cura da sogra de Pedro (Lc 4.38, 39); o empregado do oficial romano (Lc 7.1-10); o filho da viúva de Naim (Lc
7.11-17); Maria Madalena (Lc 8.2); a mulher encurvada (Lc 13.10-17); o hidrópico (Lc 14.1-6); os dez leprosos (Lc 17.11-19); a orelha de Malco (Lc 22.50,51); a cura do filho de um oficial (Jo 4.46-54); o paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1-5); o cego de nascença (Jo 9.1-41); a ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-44). Não apresentamos as passagens paralelas desses milagres nos demais evangelhos por julgarmos os exemplos citados como suficientes.
Texto extraído da obra “O Verdadeiro Pentecostalismo”, editada pela CPAD.


Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Adultos. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo. 

segunda-feira, 1 de março de 2021

Lição 10 - 1º Trimestre 2021 - Papai do Céu me Dá um Coração Bondoso - Maternal.

 

Lição 10 - Papai do Céu me Dá um Coração Bondoso 

1º Trimestre de 2021

Objetivo da lição: Que a criança compreenda que devemos amar o próximo. 

Para guardar no coração: “[...] Ame o seu próximo como você ama a você mesmo.” (Lc 10.27)

É hora de preparar-se

“A bondade é uma das virtudes do fruto do Espírito — aquelas virtudes do próprio Cristo que, implantadas em nós pelo Espírito Santo, tornam-nos semelhantes ao Senhor (Gl 5.22,23). Podemos dizer que a bondade é a manifestação exterior da benignidade, que é outro aspecto do fruto do Espírito. A benignidade é aquela qualidade que nos impede de sermos duros e amargos, mesmo quando tratados com rudeza e injustiça; que nos confere uma fala mansa e uma atitude gentil, reveladas no modo como tratamos as crianças, os idosos e os menos capacitados. Acho perfeita a definição de Matheu Henry para benignidade: “Doçura de temperamento, sobretudo para com os inferiores, predispondo-nos a uma atitude afável e cortês, deixando-nos facilmente abordáveis, quando alguém nos magoa”. E a bondade, repetimos, manifesta exteriormente o caráter benigno.

Bondade é enfrentar o fogão no dia daquele almoço especial, sem queixas ou exibicionismo; é carregar pedras para a construção do templo, sem grosserias ou murmurações; é assoar narizes, pôr band-aid em joelhos, e deixar-se tocar por mãozinhas pegajosas, com um sorriso nos lábios; é ajudar no que for preciso em casa, na vizinhança, ou na igreja, sem que o seu nome figure num boletim ou faça parte de uma comissão. A ausência de bondade tira o brilho de qualquer trabalho. Mas a presença da bondade abre espaço para um ministério” (Marta Doreto). 

Perfil da criança do maternal

“A criança do maternal descobre que pode tomar decisões próprias, e às vezes mostra-se teimosa. Devemos estar atentos para não confundir com rebeldia o que na verdade é o simples exercício da vontade. Dizer não a tudo, e tudo proibir, pode acabar gerando revoltas e conflitos desnecessários. Quando for possível permitir que a criança faça uma escolha, devemos deixar que o faça. Nem sempre a sua escolha nos agradará, mas se não representar prejuízos físicos, nem morais ou espirituais, para ela ou para outra pessoa, tudo bem. É até importante que lhe proporcionemos oportunidades de decidir-se e fazer escolhas, tanto para que desenvolva a faculdade da vontade, como para que aprenda a controlar-se e avaliar melhor as coisas antes de tomar uma decisão. 

A vontade pode e deve ser moldada. Uma boa maneira de se lidar com isto é usar o “você pode”, em vez de “não pode”. Por exemplo, se ela deseja brincar com um objeto frágil ou perigoso, em vez de dizer-lhe: “Você não pode brincar com isto”, diga-lhe: “Você pode brincar com o quebra-cabeça” (ou outra coisa). Em vez de repreender: “Você não pode espalhar os brinquedos pela sala toda”, consinta: “Você pode brincar em cima deste tapete” (ou neste canto). Assim, você estará impondo limites, sem suscitar um ataque de rebeldia” (Marta Doreto).

Oficina de ideias

“Com lençóis e toalhas, improvise as vestimentas dos personagens, e incentive as crianças a representar a história do bom samaritano. Repita a representação algumas vezes, para que todos tenham a oportunidade de participar. Atenção: o assalto ao viajante não convém ser representado. Pule esta parte, e comece com o homem já caído à beira da estrada” (Marta Doreto).

Até logo

Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em Lucas 10.25-37.  

Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!

Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal