quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Lição 05 - 4º Trimestre 2017 - A Obra Salvífica de Jesus Cristo - Adultos.

Lição 5

                                     A Obra Salvífica de Jesus Cristo  4° Trimestre de 2017
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ESBOÇO DA LIÇÃOINTRODUÇÃO
I – O SACRIFÍCIO DE JESUS
II – A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI
III – A REDENÇÃO ETERNA
CONCLUSÃO
OBJETIVO GERAL 
Explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de Pai.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
I – Apresentar o significado do sacrifício de Cristo;
II – Explicar como se deu a nossa reconciliação com Deus;
III – Discutir a respeito da redenção eterna.
PONTO CENTRAL
A obra salvífica de Jesus Cristo foi única e perfeita.

A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI
Pastor Claiton Ivan Pommerening
A palavra “reconciliação” provém do verbo grego katallasso e significa “mudar de inimizade para amizade”, “reconciliar”. Para expressar uma reconciliação completa, usa-se o verbo apokatallasso, utilizado em Efésios 2.16 (“e, pela cruz, reconciliar ambos [judeus e gentios] com Deus em um corpo”) e Colossenses 1.20 (“[...] por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas”). O substantivo katallage (Rm 5.11; 11.15) dá a ideia de mudar de um lugar para o outro. Reconciliação implica em estabelecer, por iniciativa de Deus, uma relação sadia com Ele.

A reconciliação é uma obra da graça de Deus somente possível como consequência da obra de Cristo. Ela é necessária porque nosso relacionamento com Deus estava rompido, pois o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5). A reconciliação é consequência da conversão, da regeneração e da justificação, pois o pecado tornou o homem hostil e repugnante para com Deus, e foi assim que uma inimizade foi estabelecida (Cl 1.21; Tg 4.4), e nem mesmo com os sacrifícios do Antigo Testamento poderia haver uma reconciliação, pois eles apenas apaziguaram o problema. Por isso, foi necessário o sacrifício de Cristo, que se tornou inimizade (Ef 2.15-16) em nosso lugar para que Deus viesse a agradar-se de nós (Rm 5.10), eliminando, assim, a causa da inimizade e abrindo-nos um novo e vivo caminho para o Pai (Hb 10.20).

A expiação é a própria oferta de Cristo a Deus pelo pecado; a reconciliação é o resultado prático humano da expiação efetuada por Cristo; logo, a reconciliação é consequência da expiação. Todavia, não é Deus quem se reconcilia com o homem; é o homem que precisa reconciliar-se com Deus, pois sua comunhão foi interrompida por causa do pecado. O problema da hostilidade era do homem para com Deus, cujo problema foi resolvido com a obra de Cristo. O autor da reconciliação do homem com Deus é o próprio Deus; é Ele quem toma a iniciativa; e o agente da reconciliação é Cristo através de sua obra.

A reconciliação é necessária por causa do estado de alienação (separação) de Deus. No estado de alienação, o ser humano encontra-se fora de seu centro divino do qual seu próprio centro pertence de forma dependente. Quando a serpente enganou o homem no Jardim do Éden, este foi induzido a achar que poderia viver fora deste centro divino e centrar-se em si mesmo, o que alguns teólogos chamam de hybris 1. Assim, o homem tentou autoelevar-se à esfera do divino. O homem foi tentado a ser maior do que o centro divino do qual dependia, e essa tentativa quebrou a dependência humana deste centro divino e alienou-o da presença de Deus. Como a existência humana plena só é possível a partir de Deus, é essencial que o estado de alienação seja revertido para o estado de reconciliação.

Dentro da reconciliação que Jesus fez para com o homem pecador, está também o seu ministério intercessor, o qual Ele exerceu quando andou na terra e que ainda exerce por nós diante do Pai (Hb 7.25; Rm 8.27). Ele orou para que a alegria dos discípulos fosse completa (Jo 17.13); para que não fossem tirados do mundo, mas, sim, guardados do mal (Jo 17.15); para que formassem uma unidade (Jo 17.21) e também por aqueles que viriam a crer, abrangendo a todos nós (Jo 17.20). Atualmente, Ele defende-nos das acusações de quem quer que seja e intercede por nós diante do Pai, não permitindo que nada nos separe do seu amor (Rm 8.33-35), compadecendo-se de nossas fraquezas (Hb 4.15; 9.24).

A partir da reconciliação, o crente experimenta os benefícios dela, que são: no sentido vertical, a comunhão com Deus; no sentido horizontal, a benção de ser um novo ser que se reconcilia também com os seus semelhantes; e também com a própria natureza, não sendo mais hostil a ela no sentido de depredá-la ou explorá-la de forma inconsequente. “Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação” (Rm 5.10-11).

A eliminação da causa da inimizade aquieta e apazigua nosso coração, pois toda acusação e culpa são eliminadas e removidas, estabelecendo-se uma amizade com Deus através de Cristo. Os reconciliados por Cristo recebem o ministério da reconciliação, e de suas bocas procedem palavras de reconciliação (2 Co 5.18-19). Ela é tão abrangente que todo o Universo, céus e terra estão envolvidos (Cl 1.20).

Pelo fato de que agora estamos reconciliados com Deus, é-nos permitido estar vivificados (Ef 2.1, 5; Rm 5.17). Esse é o estado em que, dentro de nós, o Espírito Santo opera produzindo vida espiritual que se converte em fonte transbordante (Sl 84.6). Essa vivificação produz no crente sede e desejo ardente pela presença de Deus (Sl 42.1-2; 63.1; 143.6), faz dele uma fonte de água viva (Jo 4.10; 7.38), fá-lo produzir muitos frutos (Jo 15.5) e o desejo que todos conheçam a salvação que há em Cristo (Mt 5.20; Lc 4.19; At 5.42; 20.27; 1 Co 9.16).
Texto extraído do livro “A Obra de Salvação”, editada pela CPAD, 2017.

1Hybris é quando o ser humano perde sua centralidade em Deus e torna-se o “centro de si mesmo e de seu mundo”, autoelevando-se e estando enlevado em sua vaidade e orgulho; o contrário disso seria ter sempre a capacidade de reconhecer a “sua finitude, sua fraqueza, seus erros, sua ignorância e sua insegurança, sua solidão e sua angústia. [...] Hybris é o pecado em sua forma total” (TILLICH, 2005, p. 344-345). É o ser que tenta extrapolar o limite de sua finitude, além da medida natural, vangloriando-se e apoiando-se em sua finitude como se fosse infinito.
Marcelo Oliveira de OliveiraRedator do Setor de Educação Cristão (CPAD)
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Adultos. Nossos subsídios estarão disponíveis toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não se trata de uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

domingo, 22 de outubro de 2017

Lição 04 - 4º Trimestre 2017 - Aprendendo a Respeito do Livro de Deus - Jd. Infância.

Lição 4

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    Aprendendo a respeito do livro de Deus
4° Trimestre de 2017
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OBJETIVO: Os alunos deverão entender a importância de aprender sobre Deus e de estudar a Bíblia diariamente; e demonstrar atitudes de respeito para com a Palavra de Deus quando estiver sendo lida.
É HORA DO VERSÍCULO: “[...] A fé vem por ouvir a mensagem [...]” (Rm 10.17).

Nesta lição, as crianças irão entender a importância de aprender sobre Deus e de estudar a Bíblia diariamente; além de demonstrar atitudes de respeito para com a Palavra de Deus quando ela estiver sendo lida. Foi assim no Antigo Testamento quando Esdras leu o Livro da Lei para o povo e os ouvintes ficaram atentos e comportados.

Como atividade complementar, após a realização das atividades propostas na revista do aluno e do professor, e caso haja tempo, sugerimos que você imprima a folha abaixo, entregue uma para cada aluno e peça que escrevam a seguinte frase dentro do rolo: A FÉ VEM POR OUVIR A MENSAGEM.
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Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!
Verônica AraujoEditora Responsável pela Revista Jardim de Infância da CPAD
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas lições da Revista Jardim de Infância. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 04 - 4º Trimestre 2017 - A Corajosa Luta de Jônatas - Primários.

Primários

Lição 4

                                     A Corajosa Luta de Jônatas
4° Trimestre de 2017
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OBJETIVO: Que as crianças entendam que com Deus não precisamos ter medo.
PONTO CENTRAL: Estamos seguros com Deus.
MEMÓRIA EM AÇÃO: “[...] Seja forte e corajoso! Não fique desanimado, nem tenha medo [...]” (Js 1.9)
     
    Querido(a) professor(a), nesta próxima lição vamos abordar um tema muito importante, especialmente nesta faixa etária – vencer o medo! Todos nós temos nossos temores. Eles só variam de acordo com a idade, situação e pessoa. Por isso, é importante não desdenhar dos medos que os pequeninos têm, nem ensiná-los a ignorá-los, fingindo que eles não existem. Explique-os que “corajoso” não é a pessoa que não possui medos, mas aquela que mesmo os tendo, com fé em Deus os enfrenta e supera. 
    Os medos das crianças tendem a ser menos abstratos que os nossos, porém merecem a mesma atenção e consideração. Seja qual for o temor, a idade ou seu possuidor, todos precisamos enfrentá-lo, dominá-lo para não sermos dominados por eles. E o Senhor é conosco para isso.

  Converse com seus pequeninos, diga-os que você também tem medo, ilustre com exemplos concretos de coisas mais simples que possam ser compartilhadas com crianças da idade deles, como “medo de barata”, “de voar de avião”, etc. Seja honesto e conte-os como você os vence, orando e confiando no Senhor! Essa troca é muito especial. Seus alunos te admiram e se espelham em você. Ao saber como você vence seus temores eles seguirão o seu exemplo de fé em Deus para também vencer o deles.
A nova tarefa de Josué consistia principalmente em liderar mais de dois milhões de pessoas em uma estranha e nova terra, e conquistá-la. Que desafio – até para um homem do calibre de Josué! Todo novo trabalho é um desafio. Sem Deus ele pode ser assustador. Com Deus pode ser uma grande aventura. Assim como o Senhor esteve com Josué, Ele está conosco quando enfrentamos novos desafios. Podemos não conquistar nações, mas diariamente enfrentamos situações difíceis, pessoas atribuladas e tentações. Porém, Deus promete nunca nos abandonar ou deixar de nos ajudar. Ao pedir ao Senhor para que nos dirija, podemos vencer muitos desafios na vida.

[...] Quando Deus chamou Josué, por três vezes mandou que ele fosse forte e corajoso (Js 1.6,7,9). No verso 18 ele recebe o mesmo tipo de encorajamento das pessoas. Aparentemente, guardou a mensagem de Deus em seu coração, e encontrou a força e coragem necessárias neste relacionamento com o Senhor. Da próxima vez que você tiver medo de fazer o que é certo, lembre-se que aquela mesma força e coragem vindas de Deus estão disponíveis para todos os que confiam no Senhor. (Bíblia de Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 277-78)
 O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula!
Paula Renata SantosEditora Responsável pela Revista Primários da CPAD
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas lições da Revista Primários. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 04 - 4º Trimestre 2017 - O Que são os Evangelhos - Adolescentes.

Lição 4

O que são os Evangelhos 4° Trimestre de 2017
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ESBOÇO DA LIÇÃO:
QUEM ESCREVEU OS QUATRO EVANGELHOS
DE QUE FALAM OS EVANGELHOS
A BOA NOTÍCIA DA SALVAÇÃO
OBJETIVOSDestacar a singularidade dos Evangelhos;
Apontar a historicidade dos Evangelhos;
Explicar a importância de se ler e praticar os Evangelhos;
Caro professor, prezada professora,
     Na aula desta semana você terá a oportunidade ímpar de conscientizar seus alunos sobre a importância de lermos os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) presentes em o Novo Testamento. Comece a aula pontuando a singularidade destes quatros livros, destacando os seguintes pontos:
1. Os quatro Evangelhos são chamados assim porque referem-se aos registros escritos dos ensinos de Jesus acerca das boas novas do Reino de Deus;

2. Os quatro Evangelhos, se comparado às literaturas antigas, constituem tipos distintos, bem específicos de literatura;

3. Os quatro Evangelhos, embora tenham histórias e narrativas sobre a vida de Jesus, não podem ser classificados como biografias completas do nosso Senhor;

4. Os quatro Evangelhos têm a finalidade de expressar a mensagem básica que os primeiros cristãos criam e instruíam os crentes na certeza da fé. Por isso esses escritos são predominantemente doutrinários;

5. Nesse contexto, aponte e especifique a importância do Evangelho de Lucas para nós, os pentecostais, que juntamente com o livro de Atos, formam uma unidade que estrutura o cerne da nossa identidade pentecostal: O derramamento do Espírito Santo para capacitar o crente a executar uma tarefa.
     Procure introduzir a aula desta semana com esses apontamentos, pois estes serão de muita importância para que os nossos adolescentes leiam as Escrituras Sagradas da maneira mais competente possível.
Boa aula!
Marcelo Oliveira de OliveiraRedator do Setor de Educação Cristã da CPAD
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições da Revista Adolescentes Vencedores. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 04 - 4º Trimestre 2017 - O Propósito da Igreja - Juvenis.

Lição 4

O Propósito da Igreja
4° Trimestre de 2017
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ESBOÇO DA LIÇÃO1. PREGAR O EVANGELHO: A MISSÃO BASILAR DA IGREJA
2. UMA COMUNIDADE DE ADORAÇÃO
3. UMA COMUNIDADE DE EDIFICAÇÃO ENTRE OS IRMÃOS

OBJETIVOS
Destacar
 a pregação do Evangelho como missão primordial da Igreja;
Salientar que a Igreja é uma comunidade de irmãos;
Ratificar que a Igreja, Corpo de Cristo, é uma comunidade de adoradores.
     Querido (a) professor (a), nesta próxima aula daremos continuidade aos ensinamentos sobre a instituição divina chamada Igreja e suas dimensões presentes e futuras. 
     O Senhor não faz nada sem um propósito e nenhum de seus propósitos pode ser frustrado (Jó 42.2). Então, qual foi o objetivo dEle instituir a Igreja na terra? Para qual propósito Ele a criou? Ela tem cumprido estes propósitos? Essas são algumas questões que serão respondidas ao longo desta aula.

     Proponha aos seus alunos algumas reflexões acerca dos tópicos no esboço desta lição, sempre trazendo a responsabilidade para o âmbito individual. Afinal, podemos somar e influenciar no coletivo. Contudo, no Grande Dia cada um, enquanto Igreja do Senhor, responderá por si perante o Altíssimo. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal” (2 Co 5.10).

A igreja não é uma galeria para exibição de cristãos eminentes, mas uma escola para educação dos incultos, uma creche para cuidar dos débeis e um hospital para a recuperação dos enfermos espirituais – Henry W. Beacher.

Neste capítulo o leitor vai ser desafiado a refletir sobre sua igreja e a perceber que ela pode ser muito melhor, se cada crente se esforçar para mudar e melhorar a realidade atual. Somos desafiados a realizar a nossa parte em nossa geração, a abrir os olhos à realidade e entender que a igreja está como um gigante adormecido em muitas áreas de ação.
A igreja brasileira cresceu tremendamente. Hoje somos mais de trinta milhões. Temos estatísticas mais otimistas que falem em quarenta milhões. Estamos, sem dúvida, vivendo um grande avivamento. Igrejas surgem e crescem a cada dia, e muitos milagres acontecem. A igreja está nas metrópoles, vilas e aldeias. Está nos meios de comunicação, no Congresso Nacional, nas Câmaras e nos tribunais. Sem dúvida, estamos numa fase bastante progressiva. Templos suntuosos, emissoras de rádio e televisão. Porém, [...] apesar de todo o progresso, há muitas crises a serem vencidas e superadas para que a Igreja enfrente este milênio de cabeça erguida e cheia de autoridade para derrotar o diabo e transformar este país pelo poder de Deus.

1. Crise de identidade

Atualmente, um dos sérios problemas que a igreja brasileira enfrenta é uma crise de identidade, isto é, temos grandes dificuldades de cumprir o papel para o qual estamos neste mundo.

Precisamos nos identificar primeiro com o Senhor Jesus Cristo, parecer com Ele no amor, no trato com as pessoas, nas estratégias de trabalho, no aproveitamento das oportunidades, no uso da autoridade para libertar os oprimidos e na compaixão pelas pessoas. Enfim, identificar-se com Cristo é ser parecido com Ele no projeto de transformar o mundo, e disso podemos afirmar que a Igreja está muito longe.

Precisamos também de identificação entre nós mesmos, ou seja, precisamos entender e praticar o que é ser Igreja, Não me refiro a uma comunidade com estatuto e CGC, endereço e liderança, que faz que quer, como quer e quando quer. Uma comunidade burocrática e fria, cheia de deveres e direitos, sem vida nem poder. Igreja não é um lugar onde uma multidão chega triste e sai vazia, nem tampouco um meio através do qual se possa ganhar dinheiro, explorando a boa fé alheia. Igreja não é uma facção dividida por um grupo de radicais e outro de liberais, onde só há confronto e não há vida. Igreja não é lugar de promessas mirabolantes, mas um lugar de vida onde Jesus se manifesta, onde há sinceridade, onde acontecem maravilhas, onde o amor tem liberdade de atuar, onde há comunhão e onde há poder.

(FERREIRA, Israel Alves. Igreja: lugar de soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp. 11-13).

     O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula!
Paula Renata SantosEditora Responsável da Revista Juvenis
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Juvenis. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Lição 4 - 4º Trimestre 2017 - Será que é? - Juniores.

Lição 4

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                Será que é? — Mateus 13.24-30.
4° Trimestre de 2017
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Prezado(a) professor(a),

Na aula desta semana seus alunos aprenderão a discernir a diferença entre aqueles que servem a Deus e os que não servem, porquanto a árvore se conhece pelos frutos (Lc 6.43,44). Na parábola do trigo e do joio é preciso entender o que Jesus quis ensinar aos seus discípulos quando afirmou que era necessário que ambas as sementes crescessem juntas.
Quando observamos as duas sementes podemos identificar que há várias semelhanças. As diferenças só podem ser notadas quando elas estão crescidas e amadurecidas. São aspectos da parábola que nos trazem muitas lições.

“A parábola do trigo e do joio salienta o fato de que há uma semeadura da má semente de Satanás paralela à da Palavra de Deus. O ‘campo’ é o mundo e a ‘boa semente’ são os fiéis do reino (v. 38). (1) O evangelho e os crentes verdadeiros serão plantados em todo o mundo (v. 38). Satanás também plantará os seus seguidores, ‘os filhos do Maligno’ (v. 38), entre o povo de Deus, para se contraporem à verdade divina (vv. 25, 38, 39). (2) A obra principal dos emissários de Satanás no reino dos céus na presente era é solapar a autoridade da Palavra de Deus (ver Gn 3.4), e promover a iniquidade e as falsas doutrinas (cf. At 20.29,30; 2 Ts 2.7,12). Cristo falou noutra ocasião, de um grande logro entre seu povo por causa desses que se apresentam como verdadeiro crentes, quando na realidade são falsos mestres (ver Mt 24.1). (3) Este fato da coexistência do povo de Satanás com o povo de Deus, na dimensão visível atual do reino dos céus (que é a igreja), terminará quando Deus destruir todos os ímpios, no fim da presente era (vv. 38-43). Para outras parábolas que enfatizam a atual condição da mistura de crentes e descrentes (ver Mt 22.1-14; 25.1-13,14-30; Lc 18.10-14)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1415).

É importante que seus alunos aprendam que há uma diferença notória entre aqueles que servem a Deus de todo o coração e os que não servem. Mostre aos seus alunos que o evangelho não é apenas ensino, mas, principalmente, um estilo de vida que louva e adora a Deus. Para que seus alunos aprendam a discernir melhor a diferença entre os que servem e os que não servem a Deus, sugerimos a seguinte atividade:

Prepare dois copos (é importante que os copos sejam transparentes de modo que seja possível identificar os elementos contidos neles), um deverá estar com água até a metade, no outro deve conter uma pequena porção de óleo. Derrame o óleo no copo com água e mexa com uma colher de modo que os elementos se misturem. Logo após isso seus alunos verão que a água e o óleo não se misturam, permanecendo o óleo na superfície da água. Esta dinâmica nos mostra que os verdadeiros filhos de Deus não permitem que o pecado domine suas vidas e permanecem puros na presença de Deus.
Thiago SantosEducação Cristã - Publicações CPAD
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas lições da Revista Juniores. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 4 - 4º Trimestre 2017 - Enfrentando a Pressão - Pré Adolescentes.

Lição 4

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    Enfrentando a Pressão
4° Trimestre de 2017
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A lição de hoje encontra-se em: 1 Reis 12.1-24

Caro(a) professor(a),

Na aula desta semana seus alunos aprenderão o que a Palavra de Deus ensina no tocante a lidar com as pressões. Obviamente ninguém se sente confortável quando está sendo pressionado por alguma circunstância ou por alguém. No caso dos seus alunos a situação acaba sendo um pouco mais difícil pelo fato deles ainda estarem aprendendo a lidar com as emoções.
Por conta disso, é tão importante que estudem a Palavra de Deus e aprendam a lidar com as frustrações, porquanto a vida cristã não é feita somente de vitórias, mas, também de muitas aflições (cf. Jo 16.33).
Há uma grande dificuldade que surge na mente de muitos pré-adolescentes pelo fato de serem criados em um ambiente onde há excesso de proteção. Muitos pais, por conta do controle demasiado ou mesmo preocupação com os filhos, acabam privando-os de passarem por alguma decepção ou frustração. Não sabem eles que, em vez de ajudá-los, estão prejudicando o amadurecimento de suas emoções. Crianças e adolescentes que não aprendem a lidar com as frustrações desde cedo acabam se tornando adultos sensíveis demais ou mesmo tímidos, despreparados para a vida. Estes, quando se deparam com algum infortúnio da vida ou quando não são reconhecidos por suas qualidades e habilidades, acabam entrando em depressão ou apresentam um comportamento agressivo para com os que estão ao seu redor.

O escritor aos Hebreus afirma que Deus nos corrige porque nos ama, porquanto, nos trata como filhos e não como bastardos (cf. Hb 12.5-8). A função da disciplina é fazer com que as pessoas se comportem de maneira adequada dentro de cada segmento onde está inserida, seja na escola, na empresa onde trabalha ou mesmo na igreja.
Este autor afirma ainda que os nossos pais nos corrigiam conforme o que bem lhes parecia a fim de que nos tornássemos pessoas de respeito e boa índole. Mas a disciplina do nosso Deus vai além, porquanto, seu intento é que tenhamos parte em sua santidade, isto é, plena comunhão com Ele (cf. 1 Pe 1.15,16). Deus sempre tem o melhor para cada um de nós e espera que entendamos o porquê dEle não nos conceder todas as bênçãos que pedimos ou almejamos. Além do mais, o tempo de Deus não é como o nosso tempo, Ele realiza o que quer e quando quer da Sua maneira.

O Senhor afirma em sua Palavra que Ele é quem sabe o que pensa a nosso respeito, pensamentos de paz e não de mal, para nos dar o fim que desejamos (cf. Is 29.11). Tais pensamentos de Deus a nosso respeito refletem aspectos da natureza divina pelos quais o Senhor se revela a nós, e que devemos conhecer, pois são fundamentais para que aprendamos a obedecê-Lo com total submissão. Dentre eles está a onisciência e presciência de Deus.
Saber que Deus conhece todas as nossas necessidades assim como o nosso futuro (se porventura fizermos escolhas erradas), nos leva a refletir que somente o Senhor sabe realmente o que é melhor para cada um de nós.

O exemplo da lição de hoje revela a história de um jovem que não soube lidar com a pressão de outros à sua volta. Roboão, filho de Salomão, não tinha seu coração perfeito para com Deus, e por que deu ouvidos aos maus conselhos de seus amigos o Senhor permitiu que ele sofresse com as consequências das suas escolhas erradas (cf. 1 Rs 12.1-24).

Converse com seus alunos a respeito da educação que receberam. Ensine que mesmo que seus pais não sejam cristãos (se for o caso) eles devem obedecê-los com a mesma disposição. Informe que a disciplina dos pais é o preparo para a vida. Mostre-lhes que é preciso aprender lidar com as pressões do mundo como os apelos para iniciar um namoro prematuro, frequentar certas festas, seguir modismos e outros. Somente conhecendo e aplicando a Palavra de Deus podemos distinguir a maneira correta como devemos nos comportar frente aos apelos do mundo.
Boa aula!
Por Thiago SantosEducação Cristã - Publicações CPAD
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Pré-Adolescentes. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 4 - 4º Trimestre 2017 - O Cristão Diante da Pobreza e da Desigualdade Social - Jovens.

Lição 4

                       O Cristão Diante da Pobreza e da Desigualdade Social
4° Trimestre de 2017
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INTRODUÇÃO
I - A ASCENSÃO ECONÔMICA E O CUIDADO COM O POBRE
II - JUSTIÇA SOCIAL E PROFETISMO
III - A POLÍTICA ECONÔMICA E A DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL
CONCLUSÃO
Professor(a), a lição deste domingo tem como objetivo central ajudar os jovens a refletirem a respeito da relação entre justiça social e profetismo bíblico. Para ajudá-lo(a) na sua reflexão, leia o subsídio abaixo:
“Existem vários tipos de pobreza, mas o que temos em mente aqui é a pobreza no seu sentido material. Nesse aspecto, pobre é a pessoa cuja renda anual é insuficiente para arcar com as despesas básicas de sua família, vivendo abaixo da linha da pobreza. Esta é a pobreza extrema, a situação de miséria. O Banco Mundial estima que tal condição existe quando se recebe menos de US$ 1,9 dólares por dia. Mas a pobreza também pode se referir às pessoas de classe social inferior que, por causa da vulnerabilidade, sofrem vários tipos de opressão.

No Antigo Testamento, encontramos as palavras ãnî, ebyôn e rãs para se referir à pessoa pobre, fraca, necessitada ou desamparada em termos financeiros. O ãnî vive do ganho de cada dia e é socialmente indefeso, estando sujeito à opressão 1. Outra palavra empregada é dal, referindo-se a alguém empobrecido ou de meios reduzidos; descreve aqueles que são as contrapartes dos grandes (Lv 19.15; Am 2.7). Dal sugere algum tipo de aflição, ebyôn enfatiza necessidade e rãs indica destituição 2. Em o Novo Testamento, a palavra ptõchos tem o sentido amplo de pobre, miserável ou impotente (Mt 11.5; 26.9,11; Lc 23.1).

Como vimos no capítulo anterior, a raiz primária da escassez foi a maldição decretada por Deus no Éden. A pobreza, igualmente, veio à existência após este evento. Aaron Armstrong observa que ‘a Queda fez da pobreza a configuração padrão, uma atração gravitacional com a intenção de nos arrastar para baixo. Isso é assim não só porque agora é mais difícil produzir riqueza material, mas também porque a Queda provocou uma cascata constante de desafios relacionais, caracterizada por desculpas e transferência de culpa pelo nosso pecado, bem como por um desejo contínuo em cada um de atuar como Deus uns sobre os outros’ 3. Biblicamente, portanto, devemos compreender que vivemos em um mundo caído, e a pobreza, assim como a doença e a morte, resulta da rebelião do homem contra o Criador.

Uma vez que a Queda é a raiz mais profunda da pobreza, a sua causa primária, as demais causas responsáveis pela miséria e má distribuição de renda são simples galhos que surgem daquela raiz, as quais podemos chamar de fatores externos da pobreza. 
Existem vários fatores econômicos e sociais que podem levar alguém a essa condição, tais como opressão e sistema judiciário favorável aos poderosos (Lv 19.15), juros altos (Êx 22.25-27), salários baixos injustificáveis (Jr 22.13), dívidas (2Rs 4.7; Pv 22.26), falta de emprego, política econômica inadequada e até mesmo preguiça (Pv 19.15; Ec 10.18).
A permanência da pobreza
Em decorrência desses fatores, a Bíblia declara a constância da pobreza sobre a face da terra (Mc 14.7). Contudo, longe de indicar uma postura de conformismo e indiferença, e servir como desculpa contra a ação social, tal afirmação tem o propósito de nos conduzir ao cuidado permanente dos necessitados, enquanto eles existirem (Rm 15.25, 26; Gl 2.10; 1Jo 3.17).

É preciso observar o contexto em que tal afirmação foi dita pelo Senhor Jesus (Mc 14.7). Os discípulos estavam repreendendo a mulher que havia acabado de despejar um vaso de alabastro repleto de unguento nos pés do Mestre, como sinal de adoração. Para eles, tal ação era um verdadeiro desperdício. Na opinião dos discípulos, a mulher deveria vender o unguento e distribuir o dinheiro entre os pobres. Jesus, então, afirma: “Deixai-a, por que a molestais? Ela fez-me boa obra. Porque sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes” (Mc 14.6,7).
O que Jesus está afirmando é que aquela era uma oportunidade única, momentânea, que a mulher não poderia deixar passar. Enquanto o cuidado com os pobres poderia ser realizado a qualquer momento, ante a permanência da pobreza (cf Dt 15.11). Adolf Pohl capta o ensino subjacente da afirmação de Cristo ao dizer: “Para fazer o bem não é preciso só ter dinheiro, mas também o tempo e a oportunidade certa. O bem não se pode fazer seguindo um princípio rígido, mas submetendo-se ao tempo e ao plano de Deus” 4.
O pobre e o amor ao próximo
Portanto, Jesus não estava a menosprezar o cuidado com os pobres, tanto que destaca que os discípulos poderiam fazer-lhes o bem quando quisessem. Afinal, o amor pelo pobre e o cuidado pelos vulneráveis foram dimensões importantes do ministério terreno de Cristo, tendo Ele próprio estabelecido o mandamento de amarmos o próximo como a nós mesmos (Mt 22.39).

Os evangelhos retratam com fidelidade que Jesus de fato conviveu com os carentes. Ele andou entre os pobres e marginalizados (Mt 9.13). Anunciou a chegada do Reino, efetuou milagres e ensinou o plano de Deus aos menos favorecidos. Incitou os seus discípulos a ajudarem os pobres, ao mesmo tempo em que elogiava a generosidade dos menos afortunados (Mc 12.42,43). Em Lucas 14 vemos o Nazareno aconselhando as pessoas a abrirem suas casas e carteiras aos pobres, aos cegos e aos aleijados. Quando deres um jantar, disse o Mestre, não convides teus amigos, nem teus irmãos, tem teus parentes, nem os vizinhos ricos, para que não aconteça que eles também te convidem, e recebas isso como retribuição. Mas, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos (Lc 14.12,13).
Segundo Timothy Keller, o conselho de Jesus parecia mais um suicídio econômico. Pois ele estava mandando que os discípulos fizessem amizade não com as pessoas da classe alta, as quais poderiam trazer-lhes benefícios, e sim com os pobres, que não poderiam retribuir a mesma gentileza. Em outras palavras, afirma Keller, “Ele está dizendo que devemos gastar muito mais dinheiro e bens com os pobres do que com nosso próprio divertimento, seja em férias, seja em restaurantes, seja em reuniões com gente importante”5.

Ao interpretamos tais palavras, não é adequado olharmos para o povo daquela época como se tivessem sido uma massa homogênea que vivia apenas da religião 6, como bem lembrou David Fiensy ao citar H. Kreissing. De acordo com Fiensy, é necessário apreciar a história bíblica, nesse caso o Novo Testamento, também pelo prisma socioeconômico. Nesse aspecto, é importante ter em conta que Jesus viveu em condições típicas das antigas sociedades agrárias e interagiu com diversas classes econômicas. Fiensy rememora que as parábolas de Cristo “não eram apenas imbuídas de ideias teológicas, mas também de conteúdo econômico. Seu estilo de vida não refletia simplesmente as necessidades da pregação itinerante; resultou também de escolhas socioeconômicas conscientes” 7.

De Gênesis a Apocalipse é nítida a preocupação de Deus com as pessoas carentes e necessitadas, que se encontram em situação de opressão e desigualdade:
  • Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta o aflito. (Pv 22.22)
  • O que dá ao pobre não terá necessidade, mas o que esconde os seus olhos terá muitas maldições. (Pv 28.27)
  •  Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, ele lhe pagará o seu benefício. (Pv 19.17)
  •  O que oprime o pobre insulta aquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado honra-o. (Pv 14.31)
  •  Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. (Êx 23.6).
  •  Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? (Tg 2.5)
  •  Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o seu coração, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. (1Jo 3.17,18)
Essa última passagem bíblica é contundente. A pergunta do apóstolo João nos leva a perceber que a ajuda ao necessitado é um teste da genuína fé cristã. Como podemos dizer que temos o amor de Deus em nossas vidas se, tendo condições, não ajudamos aqueles que precisam? João afirma, então, que não podemos amar de palavras, mas por obras e em verdade.

A declaração do apóstolo é importante para desfazer certa desconfiança evangélica em torno da palavra “obras”. Isso se deve em grande medida à interpretação equivocada de Gálatas 2.16: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada”. Obviamente, nenhuma pessoa é salva pelas obras da Lei, afinal, pela graça somos salvos, por meio da fé (Ef. 2.8). Contudo, é crucial perceber que Paulo está se referido às obras da Lei, e não às obras de caridade. Tanto uma quanto outra não são capazes de levar o homem a se restabelecer espiritualmente diante de Deus. Todavia, as obras de caridade refletem os frutos da salvação. Em outras palavras: a fé se manifesta em obras. Por esse motivo a declaração de Tiago: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2.17). A esse respeito, Alexandre Coelho afirma: “A fé sem obras é igualmente passível de ser extinta, de ser apenas um movimento intelectual. Pode haver teologia, mas sem prática da fé cristã demonstrada nas obras, a teologia será apenas um pensamento distante, mesmo que ortodoxo 8.
Apesar do cuidado com o pobre, não encontramos nas Escrituras respaldo para a Teologia da Libertação, corrente teológica de origem católica que centraliza na pobreza a ênfase do Evangelho, e interpreta as Escrituras com base no sofrimento do oprimido. Trata-se de uma doutrina revolucionária e humanista que interpreta as Escrituras a partir da ideologia marxista, dando ênfase exagerada à justiça social. Tal teologia não coaduna com perspectiva da ortodoxia cristã, uma vez que compreende o Reino de Deus como sendo um governo eminentemente político no tempo atual, que deve ser conquistado por meio da luta dos pobres contra a opressão. 
A Teologia da Libertação trata o pecado em termos de coletividade, e não como rebelião individual. A mensagem básica dos seus defensores “é a condenação dos ricos e dos opressores e a libertação dos pobres e dos oprimidos”, com se estes não pudessem pecar, contrariando assim o princípio bíblico da universalidade do pecado (Rm 3.23; 5.12).

Se a pobreza não é por si só uma virtude espiritual, como sinal de ausência de pecado, a riqueza também não corporifica em si a iniquidade. Ainda que sejamos advertidos para não ajuntarmos tesouros na terra (Mt 6.19), e também sobre os perigos do amor ao dinheiro (1Tm 6.7-10), não se pressupõe que os ricos tenham conquistado sua riqueza por meio desonesto.

Tanto o rico quanto o pobre carecem da graça de Deus (Pv 22.2), e devem igualmente ser tratados com equidade (Êx 23.3,6). Não obstante, os pobres precisam de maior proteção, porquanto se encontram em situação de maior vulnerabilidade econômica. Daí porque as Escrituras vão reiteradamente alertar para os perigos da opressão sobre aqueles que se encontram em situação de pobreza e contra a injustiça.
JUSTIÇA SOCIAL E O PROFETISMO
No Antigo Testamento, justiça — ao lado da Lei — é um dos temas centrais no relacionamento entre Jeová e seu povo, e significa de forma geral a virtude pela qual se age com retidão, justeza e integridade, de acordo com o padrão divino (Êx 9.27). Aqueles que assim procedem são chamados de justos (Jó 22.19, Sl 1.6; 14.5). Um dos termos hebraicos usados para justiça, sedhaqah, “descreve a postura e as ações que Deus possui e que espera que seu povo também preserve. Ele é inequivocamente justo; a justiça é inteiramente sua prerrogativa. Seu povo deve semear justiça e, como recompensa, receberá justiça (Os 10.12). Ele trata com seu povo segundo a irrepreensibilidade que eles demonstram (2Sm 22.21; Ez 3.20)”9. O termo refere-se ainda à punição do erro e à condição daqueles que foram justificados, isto é, considerados inocentes (Jó 11.2; Is 50.8).

Além desse aspecto, a justiça para Israel também possuía um aspecto social, envolvendo o cuidado com os pobres e vulneráveis (Mq 6.8; Zc 7.9; Sl 146.7). Nessas passagens bíblicas, justiça (hb. mishpat) denota a necessidade de tratamento igualitário aos menos afortunados, aos órfãos, às viúvas e aos estrangeiros (Jr 22.3). Enquanto povo escolhido, Israel deveria implantar uma cultura de justiça e paz, agindo com generosidade em relação ao próximo.

Em termos bíblicos, portanto, a justiça social parte do pressuposto que todas as pessoas devem ser tratadas com igual respeito e dignidade, observadas as suas diferenças. Nesse sentido, afirma-se que justiça é tratar de maneira igual os iguais e de modo desigual os desiguais, na medida de duas desigualdades. Uma vez que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn 1.26), a injustiça (Sl 92.15) e a acepção de pessoas (Rm 2.11) são rejeitadas por Ele.

Por esse motivo, Timothy Keller chama de justiça generosa a justiça que nasce da graça de Deus. Fazer justiça, diz ele, “inclui não apenas o conserto do que está errado, mas também generosidade e interesse social, especialmente em relação aos pobres e vulneráveis. Esse tipo de vida reflete o caráter de Deus”10.
Profetizado contra as injustiças
Vemos o interesse de Deus com a implantação da justiça por meio das mensagens proféticas do Antigo Testamento. Isaías bradou contra os príncipes da sua época por não fazerem justiça ao órfão e não se importarem com a causa das viúvas (Is 1.23). Obedecendo a ordem de Deus, Jeremias disse para o rei de Judá exercer o juízo e a justiça, livrar o espoliado da mão do opressor; não oprimir ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva (Jr 22.3). Cheio do poder do Espírito do Senhor Miquéias alçou a voz contra a corrupção dos poderosos e a subjugação do povo (Mq 3). Zacarias disse para o povo mostrar piedade e misericórdia para com os vulneráveis (Zc 7.9). Em um contexto difícil, Amós condenou o desprezo e a opressão dos ricos em relação aos pobres, que eram pisados (Am 5.11) e vendidos ao preço de sandálias (2.6). Contra essa situação desumana e degradante, o profeta saiu em defesa das pessoas carentes (4.2).

Como vemos, a função profética sobrepuja a tarefa de transmitir mensagens de bênçãos da parte de Deus. Ela envolve também a denúncia do erro e a exortação contra as injustiças. Em outras palavras, o profetismo bíblico é abrangente, pois compreende, além do aspecto eminentemente religioso, as esferas econômicas e política.
Conclusão
A igreja cristã brasileira tem diante de si um enorme desafio social. Afinal, o país em que vivemos é marcado pela desigualdade social. Enquanto existe enorme concentração de renda entre as pessoas mais ricas, milhares de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, em condições de miséria. Apesar dos avanços nas últimas décadas, o Brasil ainda é um país que apresenta diferença abissal entre ricos e pobres.

Vários fatores são responsáveis pela desigualdade social, um deles é a adoção de visões econômicas distorcidas. O termo economia origina-se das palavras gregas oikos (casa) e nomos (normas). Na Grécia antiga, Economia significava a arte de bem administrar o lar, levando-se em conta a renda familiar e os gastos efetuados durante um período. Modernamente, define-se Economia como a ciência que estuda o emprego de recursos escassos, entre usos alternativos, com o fim de obter os melhores resultados, seja na produção de bens ou na prestação de serviços 11. Em outras palavras, trata-se da “ciência humana que analisa os comportamentos individuais (micro) e coletivos (macro) na medida em que estes últimos se defrontam com o problema da escassez, da falta e, da frustração humana”12.

É papel da política econômica de uma nação avaliar os fatores que provocam as distorções sociais, e criar leis e mecanismos que possibilitem uma sociedade mais produtiva e justa. A economia, portanto, é um elemento importante para a vida das pessoas e das instituições públicas. Por essa razão, considerando que os princípios que norteiam a economia são vitais para o desenvolvimento sustentável da comunidade, adotar uma visão econômica coerente e que considere adequadamente a natureza humana (especialmente o seu estado decaído) é essencial para a redução da pobreza. 
R. W. Mackey explica que, além da eficiência produtiva, por meio do equilíbrio dos fatores de produção (território, trabalho e equipamento), ‘uma economia equilibrada produz emprego para todos aqueles que necessitam trabalhar e oferece treinamento adequado para desempenhar a contento a sua função’ 13 . Tal aspecto é importante, afinal, a melhor maneira de reduzir a pobreza e a desigualdade social é tratando das raízes sociais e econômicas do problema. A cultura de ajuda ao necessitado, embora tenha a sua importância, pode perpetuar a condição da pobreza, enquanto a adoção de uma política econômica adequada pode estancar o problema na sua raiz”.
*Este subsídio foi adaptado de NASCIMENTO, Valmir. Seguidores de Cristo: Testemunhando numa Sociedade em Ruínas. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp. 50-58.
Que Deus o(a) abençoe.
Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista Lições Bíblicas Jovens

1 VINE. W. E.; UNGER, M. F.; WHITE JR.; W. Dicionário Vine: o significado exegético e expositivo das palavras do Antigo e do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 232.
2 VINE; UNGER; WHITE JR., p. 233.
3 ARMSTRONG, 2015, p. 31-32.
4 POHL, A. O Evangelho de Marcos: Rio de Janeiro: Editora Esperança, 1998, p. 332.
5 KELLER, T. Justiça Generosa: a graça de Deus e a justiça social. São Paulo: Vida Nova, 2006, p. 64.
FIENSY, D. A. Christian Origins and the Ancient Economy. Oregon: Cascade Books, 2014, p. 5.
7 FIENSY, 2014, p. 6.
8 COELHO, A.; DANIEL, S. Fé e obras: ensinos de Tiago para uma vida crista autêntica. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 92.
9 BENTHO, E. C. (Coord.). Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. 3a ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, 1883.
10 KELLER, 2006, p. 36.
11RAMBALDUCCI, M. Fundamentos da economia. Disponível em http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/nilson/materiais/FUNDAMENTOS_DE_ECONOMIA.pdf. Acesso em 13/ago/2012.
12 VERVIER, J. Economia e ética: uma reflexão sobre as quatro últimas décadas no Brasil. Revista Eclesiástica Brasileira, número 247. 2002, p. 605.
13 MACARTHUR, 2005, p. 471.
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Jovens. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.