sábado, 6 de fevereiro de 2016

Lição 7 - 1º Trimestre 2016 - As Bodas do Cordeiro - Adultos.

Lição 07

As Bodas do Cordeiro
1° Trimestre de 2016
Capa-LBAP-1T16
INTRODUÇÃO
I - AS BODAS DO CORDEIRO
II-  A REJEIÇÃO AO CONVITE DO CORDEIRO
III – A NOIVA DO CORDEIRO
CONCLUSÃO


Após o episódio do julgamento das obras no Tribunal de Cristo, virá o tempo das Bodas do Cordeiro. Antes de prosseguir a explicação, dê uma relembrada no caminho que você já fez com a classe ao longo das seis lições anteriores. Por intermédio do gráfico, abaixo, mostre a dimensão linear dos acontecimentos, lembrando que a imagem é apenas para fins didáticos: 
ARREBATAMENTO DA IGREJA - GRANDE TRIBULAÇÃO
                                                             Tribunal de Cristo
                                                             Bodas do Cordeiro
Então, explique a classe que até o momento, apesar de não termos visto ainda o tema da Grande Tribulação, vimos um evento que ocorrerá paralelamente à Grande Tribulação, o Tribunal de Cristo, e, nesta lição, nos deteremos ao outro evento que ocorrerá simultaneamente a Grande Tribulação: As Bodas do Cordeiro.
A palavra “bodas” quer dizer: enlace matrimonial, casamento, festa ou banquete em que se celebram as núpcias. É um momento de festa e de alegria o noivo e a noiva que farão um voto de casamento até que a morte os separe. Na Escatologia Bíblica, o período que lembra esse momento íntimo entre o noivo e a sua noiva, isto é, Jesus Cristo e a sua Igreja. Em uma passagem dos Evangelhos, quando próximo da sua crucificação, na verdade em sua última Páscoa com os discípulos, nosso Senhor disse: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus” (Mc 14.25). É bem significativo que o apóstolo João escreva no livro do Apocalipse esta mensagem: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (19.9).
O cumprimento dessa bem-aventurança se dá exatamente no advento das Bodas do Cordeiro. Nas Bodas do Cordeiro, os crentes foram plenamente adornados de atos de justiça, pois já estiveram diante do Tribunal de Cristo, foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Assim como temos um momento de intimidade com Cristo por intermédio da comunhão da Ceia do Senhor, as Bodas do Cordeiro é o momento mais íntimo de Cristo com a sua Igreja. É o tempo de refrigério, de glória, de graça e de alegria. É um tempo que marcará a consumação da redenção dos santos. Portanto, de fato, é bem- -aventurado quem passa pelas Bodas do Cordeiro. O momento do nosso encontro com Jesus Cristo, o Rei dos reis, é o momento para além da história, em que todo crente estará para sempre com o Senhor. 
Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Lição 6 - 1º Trimestre 2016 - O Tribunal de Cristo e os Galardões - Adultos.

Lição 06

O Tribunal de Cristo e os Galardões
1° Trimestre de 2016
Capa-LBAP-1T16
INTRODUÇÃO
I - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES
II- AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO
III – A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES
CONCLUSÃO
“Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (1 Co 3.14). A doutrina do Tribunal de Cristo visa ensinar sobre como a Igreja prestará contas de tudo o quanto fez enquanto esteve presente no mundo. Ali, todas as obras se revelarão, desde as mais complexas às consideradas mais simples. Será um momento de julgamento divino acerca das ações e atitudes dos salvos em Cristo. Entretanto, é importante não confundir o Tribunal de Cristo com o Trono Branco.

Este será destinado aos ímpios que serão julgados no final do Milênio, e aquele se destina aos crentes vivos e mortos, que foram ressuscitados pelo Senhor no advento do Arrebatamento da Igreja, a fim de serem julgados e receberem cada um, conforme a verdade de suas ações, o seu galardão. O julgamento do Tribunal de Cristo se mostra tão sério que o texto base da lição da semana usa a imagem do “fogo” como elemento probatório à “verdade” e “valor” da obra julgada — é importante ressaltar que no Tribunal de Cristo serão julgadas as obras dos crentes. Conquanto a salvação de Cristo é pela graça mediante a fé, o galardão entregue a cada crente será distribuído mediante as obras.
Neste aspecto, as obras do crente são essenciais para justificá-los diante do Tribunal de Cristo. O texto de 1 Coríntios 3 mostra que acerca dos líderes, mas que pode ser plicado a toda comunidade de crentes, a maneira pela qual eles continuarão a edificar a Igreja de Cristo será julgada neste Tribunal. Aqui, se verificará que tipos de obras tais líderes fizeram: se edificaram o edifício de ouro, se de prata, se de pedras preciosas, se de madeira, feno ou palha. Então, o detalhe de cada obra será manifesto naquela oportunidade. Então, o “fogo” provará a essencialidade de cada obra. Se após a provação do “fogo”, a obra permanecer, o crente receberá o seu galardão; senão, não o receberá. O texto diz que a obra padecerá sofrimento, mas isso não interferirá na salvação do crente. Este será salvo como pelo fogo, ou em linguagem mais contemporânea, “como por um triz” ou “por um
fio” (1 Co 3.14).
Professor, estimule aos alunos a viverem o mandamento de Jesus: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mc 12.31). Explique-os que toda a boa obra na vida do crente deve se fundamentar no princípio mandatório de nosso Senhor: o amor. 
Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016. 

Lição 6 - 1º Trimestre 2016 - Bênçãos da Justificação - Jovens.

Lição 06

 BÊNÇÃOS DA JUSTIFICAÇÃO (5.1-11)
1° Trimestre de 2016 
CAPA-LBJP-1TRI-2016INTRODUÇÃOI – A BÊNÇÃO DA PAZ COM DEUS (Rm 5.1,2)
II – BÊNÇÃO DO REGOZIJO NAS TRIBULAÇÕES (Rm 5.3-5)
III – A BÊNÇÃO DA SALVAÇÃO PASSADA e PRESENTE (Rm 5.9-11) 
CONCLUSÃO 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
1. Valorizar as bênçãos da paz com Deus, graça e esperança da glória de Deus que acompanham a justificação pela fé;
2. Enfrentar as tribulações com mais confiança, certo do amor de Deus pela sua vida;
3. Reconhecer com gratidão as bênçãos da salvação passada, presente e futura;
4. Aplicar o conteúdo aprendido à sua vida pessoal.
Introdução: A justificação elimina a culpa e reconcilia o ser humano com Deus.Esta nova situação trás alguns benefícios, reforçados pelo correto sentimento motivador do amor de Deus, que não o envergonha o crente na sua esperança e nem nos sofrimentos em nome dele. 
Nesta lição vamos refletir sobre as bênçãos:
da paz com Deus, do acesso à graça e da esperança da gloria de Deus;
do regozijo nas tribulações; e
da salvação passada, presente e futura.
I – AS BÊNÇÃOS DA PAZ, DO ACESSO À GRAÇA E DA ESPERANÇA DA GLÓRIA DE DEUS (RM 5.1-2)
A bênção da paz com Deus
O ímpio não tem paz porque vive na prática do pecado (Is 57.21; 58.22; Sl 73.3; Sl 28.3).
O mal trará consigo os seus aborrecimentos, enquanto o ato de bondade trará consigo a recompensa da paz.
A pessoa que foi justificada, os seus pecados não lhe são mais imputados (2 Co 5.18-19); se torna amiga e herdeira de Deus; usufrui da paz que somente Cristo pode dar (Is 53.5).
A paz com Deus é somente para aqueles que conservam sua vida em constante comunhão com Deus (Is 26.3; Jo 14.27; Fp 4.7).
A bênção do acesso à graça de Deus
Somente em Jesus pode ser evidenciada a gratuidade da justificação (Rm 3.24).
A graça de Deus é acessada somente pela fé (Ef 2.18; Rm 4.12; Hb 4.16) e fortalece o crente por não estar mais debaixo da lei, nem do domínio do pecado (Rm 6.14-15).
Somos o que somos pela graça de Deus (1 Co 15.10).
O que o ser humano recebe gratuitamente e como presente não pode servir para sua vanglória, mas sim para reconhecer sua inteira dependência desta graça.
Esperança da glória de Deus
A pessoa justificadas é bem aventurada, pois nela repousa a grande esperança da manifestação da glória de Deus (Tt 2.13).
Os justificados são transformados de glória em glória (2 Co 3.18). Participantes da glória de Deus como herdeiros juntamente com Cristo, para também com ele serem glorificados (Rm 8.17).
A Bíblia informa que ainda não sabemos como haveremos de ser, mas clarifica que seremos semelhantes ao Cristo glorificado e adverte-nos para manter esta condição, possível somente por meio da manutenção da obediência (1 Jo 3.1-3).
II – BÊNÇÃO DO REGOZIJO NAS TRIBULAÇÕES (RM 5.3-5)
As tribulações conduzem à maturidade
No caminho para a glória, inevitavelmente estão as tribulações e aflições (Jo 16.33).
Existe uma grande diferença de como o ímpio e o salvo encaram as aflições e tribulações.
O crente que tem maturidade espiritual consegue passar por esses momentos dando exemplo de fé e superação.
Tiago (Tg 1.2-4,12) afirma que é motivo de alegria o passar por várias provações, pois por meio delas se obtém experiência, com vistas alcançar a coroa da vida, prometida aos que amam a Deus. 
O crente, nas tribulações, tem a certeza do amor de Deus
Um texto bem conhecido é Rm 8.35-39. Ele relaciona uma série de intempéries indesejáveis na vida de um ser humano, mas conclui que mesmo estas coisas não são suficientes para o salvo do amor de Deus. A galeria dos heróis da fé (HB 11) é um bom exemplo de pessoas que sofreram na certeza do amor de Deus. Os discípulos de Jesus, logo após a sua ascensão, experimentaram esse gozo no sofrimento. Quem mantém sua fidelidade à Deus, independente das circunstâncias, pode perceber o amor de Deus. Exemplo de Jesus no Getsêmane.
O amor de Deus é provado pela morte vicária de Cristo
O Espírito Santo nos faz perceber o amor de Deus para conosco (v. 5).
O apóstolo afirma que morrer por algum justo não seria considerado algo tão incomum (v. 7).
Por isso, a grande demonstração de amor de Deus pela humanidade é o fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (v.8).
A intensidade desse amor é definida pelo quanto custa a doação e o quanto o recebedor é digno da doação recebida.
Quem era o ser humano para tamanho presente?
III – A BENÇÃO DA SALVAÇÃO PASSADA, PRESENTE E FUTURA (RM 5.9-11)
A salvação no passado
Como é grande a satisfação de saber que um dia no passado tivemos o privilégio de ser justificado.
O que seria de nós se isso não tivesse acontecido conosco no passado?
Reconciliados gratuitamente, sem nenhuma condição prévia a não ser a fé em Jesus.
Algumas pessoas se esquecem das bênçãos do passado. Seja grato a Deus e não se esqueça de nenhum de seus benefícios do passado.
A bíblia está repleta de advertências para lembrar dos feitos de Deus no passado.
A salvação no presente
Paulo, constantemente, agradece pela mudança que o encontro com Cristo provocou em sua vida.
Ele já tinha mais de cinquenta anos de idade e uma experiência cristã de mais de vinte anos.
As experiências com Deus lhe dava a segurança que tanto almejava e nunca havia alcançado.
A garantia da salvação presente e da comunhão com Deus proporcionava ao apóstolo a convicção e segurança, pouco antes de sua morte (2 Tm 4.6-8).
Força p/ superar obstáculos e se sentir vencedor, mesmo antes da vitória ter sido alcançada.
salvação
A obra de Deus na vida do crente não acaba no presente, mas continua se aperfeiçoando até a vinda de Cristo (Fp 1.6). Esta convicção do salvo em Cristo incomoda muitas pessoas. Todavia, o conhecimento experiencial com Deus desenvolvido após a justificação dá esta segurança. Paulo, além de ter certeza de ter combatido um bom combate, também tinha a certeza da receber a coroa da justiça no futuro (2 Tm 4.8). Uma vida eterna com Deus.
III – A BENÇÃO DA SALVAÇÃO PASSADA, PRESENTE E FUTURA (RM 5.9-11)
A salvação no passado
Como é grande a satisfação de saber que um dia no passado tivemos o privilégio de ser justificado.
O que seria de nós se isso não tivesse acontecido conosco no passado?
Reconciliados gratuitamente, sem nenhuma condição prévia a não ser a fé em Jesus.
Algumas pessoas se esquecem das bênçãos do passado. Seja grato a Deus e não se esqueça de nenhum de seus benefícios do passado.
A bíblia está repleta de advertências para lembrar dos feitos de Deus no passado.
A salvação no presente
Paulo, constantemente, agradece pela mudança que o encontro com Cristo provocou em sua vida.
Ele já tinha mais de cinquenta anos de idade e uma experiência cristã de mais de vinte anos.
As experiências com Deus lhe dava a segurança que tanto almejava e nunca havia alcançado.
A garantia da salvação presente e da comunhão com Deus proporcionava ao apóstolo a convicção e segurança, pouco antes de sua morte (2 Tm 4.6-8).
Força p/ superar obstáculos e se sentir vencedor, mesmo antes da vitória ter sido alcançada.
salvação
A obra de Deus na vida do crente não acaba no presente, mas continua se aperfeiçoando até a vinda de Cristo (Fp 1.6).
Esta convicção do salvo em Cristo incomoda muitas pessoas. Todavia, o conhecimento experiencial com Deus desenvolvido após a justificação dá esta segurança.
Paulo, além de ter certeza de ter combatido um bom combate, também tinha a certeza da receber a coroa da justiça no futuro (2 Tm 4.8). Uma vida eterna com Deus.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta lição nos aprendemos que:
a justificação além de ser gratuita, traz consigo muitas outras bênçãos como a paz com Deus, uma vez que por meio da justificação somos reconciliados com Deus, mediante sua graça; estar justificado não significa ausência de tribulações, mas o conforto divino nas adversidades; desfrutamos das bênçãos desde a justificação, também no presente e que, ainda, desfrutaremos da glória maior que Deus tem preparado para cos crentes fiéis no futuro.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BALL, Charles Fergunson. A vida e os tempos do apóstolo Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
BARTH, Karl. Carta aos Romanos: Tradução e comentários Lindolfo K. Anders. São Paulo: Novo Século, 2003.
BRUCE, F.F. Romanos: introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: aprenda como servir melhor a Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CABRAL, Elienai. Romanos: o evangelho da justiça de Deus. 7a edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CALVINO, João. Romanos. 2a Edição. São Paulo: Edições Parakletos, 2001.
GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As doenças do Século. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
GILBERTO, Antônio. O fruto do Espírito: a plenitude de Cristo na vida do crente. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. Tradução: Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2002 JEREMIAS, Joaquim. A mensagem central do Novo Testamento. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2005
KASEMANN, Ernest. Perspectivas paulinas. 2a edição. São Paulo: Teológica, 2003.
KÜMMEL, Werner Georg. Sintese teológica do Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2003.
LOHSE, E. Contexto e Ambiente do Novo Testamento. 2ª ed. São Paulo: Paulinas, 2004.
LUTERO, Martin. Comentarios de Martin Lutero: Romanos. Volumen I. Traducción de Erich Sexauer. Barcelona: Editorial Clie, 1998.
MACARTHUR JR., John et all. Justificação pela fé somente: a marca da vitalidade esperitual da igreja. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2005.
MOODY. Comentário bíblico Moody: Romanos à Apocalipse. V. 5. São Paulo: Editora Batista Regular, 2001.
MURRAY, John. Romanos: comentário bíblico fiel. São Paulo: Editora Fiel, 2003.
POHL, Adolf. Carta aos romanos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 1999.
REGA, Lourenço Stelio e BERGMANN, Johannes. Noções do Grego Bíblico: gramática fundamental. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Tradução de Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
RIDDERBOS, Herman. A teologia do apóstolo Paulo: a obra definitiva sobre o pensamento do apóstolo dos gentios. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004.
RONIS, Osvaldo. Geografia bíblica. 3a Edição. Rio de Janeiro: SEGRAFE, 1978.
SANDERS, E. P. Paulo, a lei e o povo judeu. São Paulo: Edições Paulinas, 1990.
SCHNELLE, Udo. A evolução do pensamento paulino. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
STOTT, John. Romanos. São Paulo: ABU editora, 2000.
SCHRAGE, Wolfgang. Ética do Novo Testamento. São Leopoldo: Sinodal/IEPG, 1994.
STUHLMACHER, Peter. Lei e graça em Paulo: uma reafirmação da doutrina da justificação. São Paulo: Vida Nova, 2002.
TRASK, Thomas E.; GOODALL, Waide I. Um retorno à Vida Santificada. In: De volta para a Palavra: um chamado à autoridade da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, P. 187-205.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Lição 5 - 1º Trimestre 2016 - A Justificação Pela Fé - Jovens.

Lição 05

 A JUSTIFICAÇÃO 
1° Trimestre de 2016 
CAPA-LBJP-1TRI-2016INTRODUÇÃOI - A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ (Rm 3.21-26)
II -  A INSUFICIÊNCIA DA LEI PARA A JUSTIFICAÇÃO (Rm 3.27-31; Lc 18.9-14)
III- ABRAÃO COMO EXEMPLO DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ (Rm 4.1-25)
CONCLUSÃO 
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
1. Conceituar o que é a doutrina da justificação pela fé;
2. Conscientizar-se de que a Lei e nem obras meritórias são suficientes para a justificação;
3. Explicar o porquê Paulo utilizou a figura de Abraão para esclarecer a doutrina da justificação pela fé;
4. Aplicar o conteúdo aprendido à sua vida pessoal.
Introdução: 
Nesta lição iremos estudar sobre a doutrina da justificação pela fé, que foi o grande fundamento teológico utilizado pelo Lutero na Reforma Protestante. Para nivelar os conhecimentos, de início será:
a) apresentado os principais conceitos da doutrina da justificação pela fé;
b) ratificado a insuficiência da circuncisão e da lei para a justificação; e
c) apresentada a figura utilizada por Paulo para explicação didática da doutrina da justificação pela fé (Abraão).  Esta lição é muito importante para entender a Carta aos Romanos.
I – A doutrina pela fé (RM 3.21-26)
O que é a doutrina da justificação pela fé?
A DJF é o cerne da teologia paulina, utilizada especialmente quando em confronto direto com o ensino judaico. Paulo contra argumenta que basta ao ser humano ter fé na eficácia do sacrifício de Cristo na cruz para Deus o declarar justo. Paulo adverte os gálatas por desprezar este sacrifício e misturar a justificação com a santificação, confiando nas obras de justiça (Gl 1.6,9). Quem procura estabelecer sua própria justiça ou mistura a fé com as obras não alcança a justificação. A DJF é o princípio fundamental da reforma.
O aspecto forense da doutrina da justificação pela fé .
O termo forense = sistema e práticas judiciais . No que se refere à justificação pela fé, tem a ver com o conceito de declaração judicial e envolve não um tribunal comum, mas o supremo tribunal de Deus. Imputação da justiça de Cristo = cerne da justificação forense. Imagine o ser humano diante do tribunal do Criador! Para Lutero, quem é justificado é “ao mesmo tempo justo e pecador”. A graça tem como centro a cruz de Cristo para onde tudo se converge e os justificados são perfeitamente reconciliados.
Jesus e a doutrina da justificação pela fé
A doutrina da justificação pela fé está presente na mensagem propagada por Jesus e prática de vida. Paulo, que não andou junto com Jesus, demonstra que compreendeu melhor do qualquer outro personagem do NT, a mensagem de Jesus. Um dos exemplos clássicos é o relato de Jesus e o ladrão que estava ao seu lado na cruz (Lc 23.43). Outro exemplo é a parábola do fariseu e do samaritano (Lc 18.9-14), que será analisada no próximo tópico.
II – A insuficiência da lei e obras para a justificação (RM 3.27-31; LC 18.9-14)
A justiça do homem é como trapo de imundícia (v.27-30)
A justiça inerente do ser humano é insuficiente para a justificação, considerada como trapos imundícia (Is 64.6; Fp 3.8-9) Por isso, se faz necessária uma justiça superior que está fora do ser humano e que lhe seja atribuída. Essa justificação traz como efeito o perdão, a paz com Deus e a certeza da salvação. As boas obras não é a base, mas consequência da justificação. Antes da justificação, Deus é um juiz “irado” que exige justiça. Após a justificação, inocenta e trata o pecador como filho.
A parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14).
Os fariseus observavam os mais rigorosos padrões legalistas (jejuns, orações, esmolas e outros rituais que excediam a leis cerimoniais mosaicas). O ensino de Jesus chocou seus ouvintes. O publicano reconhecia que sua dívida era muito alta e não tinha condições de pagá-la – roga pela misericórdia de Deus. Não tentou justificar com obras. Por outro lado, o fariseu demonstrou arrogância, confiando que os jejuns realizados, dízimos e outras obras consideradas justas, o justificaria diante de Deus.
A justificação pela fé e a santificação (v. 31).
O apóstolo tem o cuidado para não ser entendido como um libertino, sem regras e disciplina. A justificação, como já vimos, é imediata, instantânea. No entanto, uma vez justificado o crente deve manter sua vida de comunhão e santificação. Alguns críticos da Bíblia afirmam que Paulo contradiz com Tiago, porque este assegura que a fé é comprovada pelas obras. È um equívoco! Enquanto, Paulo fala da justificação (instantânea), Tiago está falando da santificação (progressiva).
III – Abraão como exemplo didático da justificação pela fé (RM 4.1-25)
Como poderia um judeu com a crença milenar de que pertencia ao povo escolhido diretamente por Deus e com direito exclusivo de justificação aceitar a doutrina da justificação pela fé? Paulo precisava buscar no AT um exemplo para demonstrar que a doutrina da justificação que ele ensinava não era nenhuma novidade, mas estava presente na mesma escritura que era venerada pelos judeus. O apóstolo Paulo coloca Abraão acima de todas as figuras dominantes para o povo judeu e dedica todo o capítulo quatro para demonstrar que ele é uma figura adequada para explicar a DJF.
A justificação de Abraão não foi por obras meritórias, mas um presente divino (v. 1-8).
Paulo não evita o campo escolhido pelos seus adversários, ele refreia os judeus que se gloriavam por serem filhos de Abraão. Cita Gn 15.6 para demonstrar que Abraão foi justificado pela fé e não por qualquer obra efetuada. O que foi creditado na conta de Abraão não foi nada nenhuma obra que ele havia feito, mas unicamente a fé que ele demonstrou na Palavra de Deus. Ele é beneficiado pela imputação da justiça divina e não pela imputação das transgressões cometidas. Um presente de Deus.
A justificação de Abraão não foi por meio da circuncisão, nem da lei (v. 9-16).
O período em que Abraão foi declarado justo pela sua fé na palavra de Deus, conforme descrito em Gênesis 15.6, correspondia a uma época bem anterior à sua circuncisão.  Os v.13 a 16 trazem um novo elemento, a antítese entre a lei e a promessa. Esclarece que a lei mosaica foi estabelecida depois da promessa e justificação de Abraão pela fé (430 anos). Abraão foi justificado antes da circuncisão e do estabelecimento da Lei. Portanto, não serem requisitos necessários para a justificação.
O exemplo de Abraão demonstra que a justificação é para todos e por meio de Cristo (v. 17-25).
Paulo preparou todas as explicações anteriores para chegar a esse ponto, demonstrar que a justificação de Abraão está relacionada com Jesus e com sua obra na cruz. Abraão como pai da fé de todo aquele que crê em Cristo e em sua ressurreição, não somente e exclusivamente de uma nação (judaica). Abraão não foi justificado por obras meritórias, nem por rituais externos, mas pela fé, inclusive na ressurreição de seu filho Isaque, conforme Hb 11.18. Um protótipo da fé do verdadeiro cristianismo.
Considerações finais 
Nesta lição nos aprendemos que: a justificação pela fé é uma doutrina bíblica que acertadamente exclui a necessidade de obras meritórias para a salvação do ser humano, porém não abre possibilidade para o antinomismo e precede a santificação. O exemplo de Abraão demonstra, que nem mesmo ele foi justificado pelas suas obras e que a fé em Cristo e em sua obra é o único meio de justificação do(a) pecador(a) e de livramento da ira futura de Deus.
Referências
BALL, Charles Fergunson. A vida e os tempos do apóstolo Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
BARTH, Karl. Carta aos Romanos: Tradução e comentários Lindolfo K. Anders. São Paulo: Novo Século, 2003.
BRUCE, F.F. Romanos: introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: aprenda como servir melhor a Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CABRAL, Elienai. Romanos: o evangelho da justiça de Deus. 7a edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CALVINO, João. Romanos. 2a Edição. São Paulo: Edições Parakletos, 2001.
GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As doenças do Século. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
GILBERTO, Antônio. O fruto do Espírito: a plenitude de Cristo na vida do crente. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. Tradução: Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2002 JEREMIAS, Joaquim. A mensagem central do Novo Testamento. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2005
KASEMANN, Ernest. Perspectivas paulinas. 2a edição. São Paulo: Teológica, 2003.
KÜMMEL, Werner Georg. Sintese teológica do Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2003.
LOHSE, E. Contexto e Ambiente do Novo Testamento. 2ª ed. São Paulo: Paulinas, 2004.
LUTERO, Martin. Comentarios de Martin Lutero: Romanos. Volumen I. Traducción de Erich Sexauer. Barcelona: Editorial Clie, 1998.
MACARTHUR JR., John et all. Justificação pela fé somente: a marca da vitalidade esperitual da igreja. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2005.
MOODY. Comentário bíblico Moody: Romanos à Apocalipse. V. 5. São Paulo: Editora Batista Regular, 2001.
MURRAY, John. Romanos: comentário bíblico fiel. São Paulo: Editora Fiel, 2003.
POHL, Adolf. Carta aos romanos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 1999.
REGA, Lourenço Stelio e BERGMANN, Johannes. Noções do Grego Bíblico: gramática fundamental. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Tradução de Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
RIDDERBOS, Herman. A teologia do apóstolo Paulo: a obra definitiva sobre o pensamento do apóstolo dos gentios. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004.
RONIS, Osvaldo. Geografia bíblica. 3a Edição. Rio de Janeiro: SEGRAFE, 1978.
SANDERS, E. P. Paulo, a lei e o povo judeu. São Paulo: Edições Paulinas, 1990.
SCHNELLE, Udo. A evolução do pensamento paulino. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
STOTT, John. Romanos. São Paulo: ABU editora, 2000.
SCHRAGE, Wolfgang. Ética do Novo Testamento. São Leopoldo: Sinodal/IEPG, 1994.
STUHLMACHER, Peter. Lei e graça em Paulo: uma reafirmação da doutrina da justificação. São Paulo: Vida Nova, 2002.
TRASK, Thomas E.; GOODALL, Waide I. Um retorno à Vida Santificada. In: De volta para a Palavra: um chamado à autoridade da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, P. 187-205.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

Lição 5 - 1º Trimestre 2016 - O Arrebatamento da Igreja - Adultos.

Lição 05


1° Trimestre de 2016
Capa-LBAP-1T16
INTRODUÇÃO
I - TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS
II- O ARREBATAMENTO E A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
III – ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE
CONCLUSÃO

Caro professor, a doutrina da Segunda Vinda do Senhor tem dois aspectos que precisam ser destacados: o secreto e o público. São duas as etapas que constituem a Segunda Vinda do Senhor. A primeira é visível somente para a Igreja, mas invisível ao mundo; a segunda etapa é visível a todas as pessoas, pois “todo olho verá”. Na presente lição, o aspecto tratado será o primeiro, ou seja, a doutrina do Arrebatamento da Igreja.
Ao introduzir a lição desta semana na classe, defina o termo “arrebatamento”. Mostre aos alunos que o termo se origina da palavra grega harpagês omethaque significa “àquilo que é frequentemente chamado”. Refere-se à ideia de se encontrar com o Senhor para celebrá-lo como Ele é. A ideia de nos encontrarmos com o Senhor faz um paralelo com 1 Tessalonicenses 4.15, onde a palavra parousia aparece determinando os seguintes significados: “presença” e “vinda” do Senhor. Por isso, há algumas linhas de pensamentos distintas, em que outros irmãos em Cristo consideram que o Arrebatamento e a Vinda Gloriosa serão um só evento.
Entretanto, o contexto do Arrebatamento como um acontecimento distinto à Vinda Gloriosa está nos escritos do apóstolo Paulo. Este tinha em mente o arrebatamento quando exortava os crentes do Novo Testamento a terem esperança: “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). Textos como Colossensses 3.4; Judas 14 dão conta dos crentes voltando com Cristo para julgar os ímpios após o Arrebatamento da Igreja.
MÚLTIPLAS CORRENTES ESCATOLÓGICAS CONCERNENTES AO ARREBATAMENTO  
PRÉ-MILENISMO     AMILENISMOPÓS-MILENISMO
O Pré-Milenismo está dividido em Histórico Dispensasionalista.O Dispensasionalismo está dividido em: 
• Pré Tribulacionista 
• Meso-Tribulacionista• Pós-Tribulacionista
O Amilenismo tem um entendimento de que na Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a Parousia estarão conectadas, isto é, serão um só acontecimento, seguindo assim o Juízo Final.Igualmente, o  Pós Milenismo entende que  a Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a Parousia estarão conectadas, isto é, serão um só evento, seguindo assim o Juízo Final.
As Assembleias de Deus no Brasil adotam a corrente Pré-Milenista- Dispensacionalista- Pré-Tribulacionista, onde o Arrebatamento da Igreja ocorrerá antes dos sete anos de Grande Tribulação.
Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Lição 4 - 1º Trimestre 2016 - A Necessidade Universal - Jovens.

Lição 04

 A NECESSIDADE UNIVERSAL (3.9-20)
1° Trimestre de 2016 
CAPA-LBJP-1TRI-2016INTRODUÇÃOI - OS JUDEUS E GENTIOS NECESSITAVAM DE UM MEIO EFICAZ PARA SALVAÇÃO (Rm 3.9)
II -  A HUMANIDADE NECESSITA ENCONTRAR O CAMINHO DA PAZ (Rm 3.10-18)
III- A HUMANIDADE NECESSITA DA SOLUÇÃO PARA O PECADO (Rm 3.19,20) 
CONCLUSÃO 
Objetivos:
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
1. Discorrer sobre a incompetência humana de alcançar meio de salvação diante de Deus;
2. Reconhecer que o ser humano sem Deus é dominado pelo seu desejo pecaminoso;
3. Explicar a função da lei no plano de Deus para salvação da humanidade;
4. Aplicar o conteúdo aprendido à sua vida pessoal.
Introdução 
Neste estágio, o apóstolo demonstra que todas as pessoas, independente de raça, cor, gênero, classe social estão na mesma situação e necessitam de uma única solução para a justificação diante de Deus. O apóstolo afirma que nem os gentios com seu conhecimento natural e racional, nem os judeus com a lei e a circuncisão foram justificados diante de Deus. Paulo demonstra que o estado pecaminoso do ser humano é universal, a insuficiência da lei para justificação e aponta Cristo como solução.
I – A alternativa para salvação da humanidade (Rm 3.9)
A filosofia humana não apresentou o caminho da salvação (v.9)
Os filósofos trouxeram grandes contribuições tanto para a ciência como para a teologia, basta ver a influência destes nos pais da Igreja. Entretanto, a revelação divina esta acima do raciocínio humano, que apenas consegue obter “lampejos” da revelação maior (possível por meio do Espírito Santo). Século XX (computadores, penicilina, transplante do coração, clonagem de mamíferos , estrutura do DNA, energia nuclear, exploração espacial, fibra ótica, laser, internet, avião, pílula anticoncepcional, radar, televisão, entre outras) Vs. 2 guerras mundiais.
A lei e a circuncisão não libertou o povo judeu (v.9)
Os rituais judeus e as práticas de purificação e pretensa santificação não foram suficientes para alcançarem a tão sonhada justificação diante de Deus. A religiosidade e o legalismo não salvam. A dificuldade judaica de entender a verdadeira mensagem do evangelho fica evidente ao lermos nos relatos dos evangelhos os inúmeros conflitos entre os principais líderes judaicos com o ensinamento de Jesus.
Sentença igual para todas as pessoas (v. 9)
Pergunta interessante dirigida à Igreja: “Somos nós mais excelentes?”
Ele mesmo responde: “De maneira nenhuma!”
Coloca todas as pessoas “no mesmo barco”, debaixo da mesma sentença (Rm 1.20; 2.1).
Os conflitos entre os dois grupos da igreja romana, judeus e gentios, causaram dissenções e prejuízos para o bom andamento das atividades na igreja. Todas as pessoas são indesculpáveis diante de Deus e totalmente dependentes da graça de Deus.
II– Paz com Deus (Rm 3.10-18)Não há nenhum justo sequer (v. 10-12)
A partir deste verso, Paulo faz vários recortes do AT, chamando assim, a escritura judaica para testemunhar a culpa universal. Inicia citando Sl 14.1-3 para demonstrar que toda humanidade estava corrompida pelo pecado. Embasado pelo AT enfatiza que ninguém consegue ser justo por si mesmo, pois a natureza humana é má. O único justo por mérito foi Jesus e ele não se considerou superior ou desprezou as pessoas por isso. Tratou as pessoas como iguais, incluindo os que eram considerados excluídos no seu convívio.
O ser humano, sem Deus, não consegue vencer o poder da carne (v. 13-16).
O autor prossegue citando Sl 5.10 e 140.4 para falar sobre o perigo da língua e das trapaças. O ser humano que consegue domar os animais, as tecnologias, entre outras coisas, não consegue domar sua língua (Tg 3.1-12). O apóstolo continua citando o Sl 10.7 e Is 59.7 para falar sobre a boca cheia de maldições e de amargor e os pés velozes para derramar sangue e causar ruina e desgraça. Paulo demonstra que ser humano por si só não consegue dominar sua língua e nem o poder da carne
A humanidade não alcança a paz a não ser em Cristo (v. 17-18).
Referenciando o AT (Is 59.8; Sl 36,2), destaca a busca sem sucesso da humanidade pela paz por não terem aprendido a temer a Deus (Pv). Vida de paz somente com a reconciliação com Deus por meio de Cristo (AT 4.12). O ser humano sem Deus está na posição de inimigo de Deus. Como ter paz sendo inimigo do Soberano e Criador?
Caminho da paz, apesar dos conflitos e aflições (Jo 16.33). Tudo tranquilo? “Tranquilo não, mas em paz!”
III – Uma solução definitiva para o pecado (Rm 3.19-20)A lei tem a função de mostrar ao ser humano sua condição de pecador (v. 19)
A função da lei não era justificar ninguém, mas tornar o pecador consciente de sua condição de pecador e merecedor da ira de Deus. Paulo estava dizendo aos judeu-cristãos que insistiam em buscar a justificação mediante a lei, continuavam na mesma condição anterior. Esta afirmação de Paulo serve para calar os judeus que se vangloriavam por causa da lei. Exemplo da pessoa doente que vai realizar exames médicos. O resultado servirá somente para identificar a enfermidade.
O ser humano não pode se justificar pelas suas próprias obras (v. 20a).
Nenhuma obra humana poderá justificar o ser humano diante de Deus (Gn 4.1-8).
Os judeus, como alguns crentes atuais, se dedicam à oração, jejuns e sacrifícios para “barganhar” com Deus. Motivação errada! Algumas pessoas que fazem a obra de Deus na base do sacrifício não por amor, mas para compensar pecados cometidos, geralmente ocultos. A redenção do pecado se dá mediante a misericórdia e graça de Deus, por meio do sacrifício de Cristo.
A lei não liberta, mas serve de tutor para conduzir a Cristo (v. 20b)
O apóstolo vem desenvolvendo uma argumentação para demonstrar a principal função da lei, que ele explicita na epístola enviada aos gálatas (Gl 3.23-25): servir de aio para se chegar a Cristo.  O aio (tutor/pedagogo) tinha uma função transitória e não definitiva. Mostra o caminho e sai de cena. Voltando ao exemplo do doente que realizou os exames médicos. O resultado possibilitará ao médico receitar o remédio que será eficiente para a cura. A lei identifica a situação de pecador, Paulo apresenta o “remédio” para a cura: Cristo.
Considerações finais 
Nesta lição nos aprendemos que:
toda humanidade esta na mesma situação de culpabilidade diante de Deus, pois nem a Lei, a circuncisão nem a filosofia humana pode justificar o ser humano; devido ao efeito do pecado o ser humano não tem paz, que é possível somente por meio de Cristo;  que o ser humano não tem como se justificar com obras, por isso a lei serviu como um tutor provisório para conduzir até Cristo.
Referências 
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BARTH, Karl. Carta aos Romanos: Tradução e comentários Lindolfo K. Anders. São Paulo: Novo Século, 2003.
BRUCE, F.F. Romanos: introdução e comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: aprenda como servir melhor a Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CABRAL, Elienai. Romanos: o evangelho da justiça de Deus. 7a edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CALVINO, João. Romanos. 2a Edição. São Paulo: Edições Parakletos, 2001.
GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As doenças do Século. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
GILBERTO, Antônio. O fruto do Espírito: a plenitude de Cristo na vida do crente. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. Tradução: Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2002 JEREMIAS, Joaquim. A mensagem central do Novo Testamento. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2005
KASEMANN, Ernest. Perspectivas paulinas. 2a edição. São Paulo: Teológica, 2003.
KÜMMEL, Werner Georg. Sintese teológica do Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2003.|
LOHSE, E. Contexto e Ambiente do Novo Testamento. 2ª ed. São Paulo: Paulinas, 2004.
LUTERO, Martin. Comentarios de Martin Lutero: Romanos. Volumen I. Traducción de Erich Sexauer. Barcelona: Editorial Clie, 1998.
MACARTHUR JR., John et all. Justificação pela fé somente: a marca da vitalidade esperitual da igreja. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2005.
MOODY. Comentário bíblico Moody: Romanos à Apocalipse. V. 5. São Paulo: Editora Batista Regular, 2001.
MURRAY, John. Romanos: comentário bíblico fiel. São Paulo: Editora Fiel, 2003.
POHL, Adolf. Carta aos romanos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 1999.
REGA, Lourenço Stelio e BERGMANN, Johannes. Noções do Grego Bíblico: gramática fundamental. São Paulo: Editora Vida Nova, 2004.
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Tradução de Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
RICHARDS, Lawrence O. Guia do leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
RIDDERBOS, Herman. A teologia do apóstolo Paulo: a obra definitiva sobre o pensamento do apóstolo dos gentios. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004.
RONIS, Osvaldo. Geografia bíblica. 3a Edição. Rio de Janeiro: SEGRAFE, 1978.
SANDERS, E. P. Paulo, a lei e o povo judeu. São Paulo: Edições Paulinas, 1990.
SCHNELLE, Udo. A evolução do pensamento paulino. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
STOTT, John. Romanos. São Paulo: ABU editora, 2000.
SCHRAGE, Wolfgang. Ética do Novo Testamento. São Leopoldo: Sinodal/IEPG, 1994.
STUHLMACHER, Peter. Lei e graça em Paulo: uma reafirmação da doutrina da justificação. São Paulo: Vida Nova, 2002.
TRASK, Thomas E.; GOODALL, Waide I. Um retorno à Vida Santificada. In: De volta para a Palavra: um chamado à autoridade da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, P. 187-205.
ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

Lição 4 - 1º Trimestre 2016 - Esteja Alerta e Vigilante, Jesus Voltará - Adultos.

Lição 04

Esteja alerta e vigilante, Jesus voltará
1° Trimestre de 2016
Capa-LBAP-1T16
INTRODUÇÃO
I - A VINDA DE JESUS SERÁ REPENTINA
II – COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
III – A CORRUPÇÃO GERAL NA TERRA
CONCLUSÃO

A nação brasileira nunca esteve mergulhada num vale de corrupção como se encontra hoje. As manchetes são vastas. A corrupção está entranhada nas esferas pública e privada. E as notícias do aumento da violência?! E o confronto entre as pessoas, o desejo de fazer “justiçamento” com as próprias mãos?! De um lado, um poder público acuado, atordoado; do outro, menores e adultos, agentes do crime galgando os “louros” para suas próprias vantagens. A sensação é de total insegurança: a polícia rende, mas a justiça solta.
Há a agenda do doutrinamento do Homossexualismo na tentativa de promovê-lo à normalidade, como se a heterossexualidade fosse exceção. Igualmente, a agenda da Ideologia de Gênero empurrada à força para dentro das escolas pelos intelectuais das secretarias estaduais e municipais de Educação — e claro, sob a tutela do Ministério da Educação, o MEC.
O mundo está perplexo com a crise dos refugiados na Síria, o avanço do Estado Islâmico e os desentendimentos diplomáticos entre EUA, Rússia, Irã e Israel, as ditaduras na América Latina, as ameaças de invasão da Venezuela à Guiana e a busca do confronto com a Colômbia. Cada vez mais os acordos diplomáticos são ignorados e o respeito aos pactos internacionais são completamente ignorados. Este é o quadro nada positivo do mundo hoje. 
A Bíblia relata que nos dias de Ló e de Noé os acontecimentos estavam assim. Índices altíssimos de corrupção, a violência praticada em números desproporcionais, as ameaças contra os mais fracos e o predomínio da imoralidade daquelas sociedades. Como elemento surpresa, ambas as sociedades foram julgadas e destruídas pelos juízos de Deus. O Altíssimo é justo e o ato da sua justiça se mostra contra toda a injustiça. A primeira vinda de Jesus Cristo foi um “brado” da justiça de Deus contra a injustiça dos homens (Jo 1.4,5). Desde muito tempo, o ser humano se aprofunda em suas mazelas e pecados (Rm 1.18-32).
A condenação injusta da pessoa de Jesus de Nazaré demonstra o quanto o ser humano é mau e capaz de cometer as maiores atrocidades — principalmente em nome de Deus. Portanto, haverá um dia em que o nosso Senhor julgará grandes e pequenos, ricos e pobres (Mt 25.31-46). O Filho retribuirá cada um conforme a verdade das suas ações. A Segunda Vinda de Jesus Cristo demonstrará a sua grandiosa justiça. Embora, ninguém saiba dia e hora! 
Fonte: Revista Ensinador Cristão, ano 17 - nº 65 – Janeiro/Fevereiro/Março de 2016.