terça-feira, 10 de julho de 2012

LIÇÃO 3 - 3º TRIM. 2012 - A MORTE PARA O VERDADEIRO CRISTÃO.


Lição 03
A MORTE PARA O VERDADEIRO CRISTÃO 
15 de julho de 2012  

TEXTO ÁUREO  

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”  (Fp 1.21)


VERDADE PRÁTICA  
Para o crente, a morte não é o fim da vida, mas o início de uma plena, sublime e eterna comunhão com Deus.  

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO  

Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”  (Fp 1.21) 
O texto áureo (Fp 1.21) está inserido num contexto claro para os cristãos, a morte do corpo, leva a alma na presença do Senhor Jesus, neste sentido o morrer é lucro, vejamos o contexto:
“Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne” (Filipenses 1.20-24).
       A menos que Paulo tivesse o conceito da imortalidade e consciência da alma, é impossível que ele considerasse a morte como um lucro. Pois entrar na extinção ou no sono eterno dificilmente pode ser chamado lucro.
O apóstolo Paulo nos ensina que após a morte do crente em Cristo, a alma consciente está num lugar muito melhor, a morte nos introduz a um estado superior de vida, é o ...estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.23) e jamais em algum estado dormente ou, pior ainda, de extinção, ou a esperar a ressurreição ou simplesmente ficar extinto para todo o sempre.
 Paulo declara: Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.23) e em 2 Co 5.1-2, 6,8 declara: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu;...Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé, e não por vista).Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes”.
Que valor, que lucro seria este ao morrer se a alma estivesse sem consciência? Que valor teria essas declarações paulinas, se o crente não estivesse consciente na presença do Senhor Jesus? Se o cristão, na sua morte, estivesse dormindo, como saberia que estaria com Cristo? Como poderia declarar que o “morrer é ganho ou lucro?”
Qual é a esperança dos mártires desde a igreja primitiva até aos dias de hoje, ao enfrentaram as feras, fogueiras, decapitações, torturas indescritíveis, senão que após a morte do corpo, estão na presença do Senhor? Ou não estão na presença do Senhor, na companhia do Senhor Jesus? Claro que sim. Paulo sabia disso por isso declara: “...tenho desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” é nesse sentido que  ...o morrer é ganho”.
Paulo em 2 Coríntios 5 ensina que “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu” (2 Co 5.1,2), quem partiu deste mundo, isto é, quem morreu, cuja alma deixou o corpo, o tabernáculo, a tenda ou casa em que viveu sua vida terrena, está com Cristo, na companhia dele, enquanto o corpo está frio ou em estado de decomposição no túmulo. O tabernáculo da sua casa se desfez e agora está revestido da nova habitação que é do céu. Agostinho de Hipona no século IV declarou: “Oh! Deus, Tú nos criastes para Ti mesmo, e a nossa alma só encontrará repouso quando voltares para Ti”.
Portanto, quem viveu em Cristo e vir a morrer, sua alma separou-se do corpo e imediatamente é unida as miríades de santos de todas as eras, como os profetas, patriarcas, apóstolos e demais justos e cristãos de todos os tempos. Não é isso que ensina o apóstolo inspirado? A resposta é sim: “... tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.23). Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho (Fp 1.21)

INTERAÇÃO 

A morte é um fenômeno que se abate sobre a pessoa de qualquer sexo, classe social ou idade. A morte vem! Você já pensou nisso hoje? Não queremos usar de terror psicológico ao abordar esse tema, mas é importante, num mundo materialista onde vivemos, ao menos uma vez, darmo-nos conta de que a qualquer momento teremos de enfrentar esse inevitável fenômeno. Pode ser hoje, amanhã ou daqui alguns anos. Não importa; a “dama enigmática” nos cercará e, fisicamente, nos consumirá. Então, onde estará a nossa esperança? Como nos comportaremos frente à iminência dessa suprema realidade? Leia 1 Tessalonicenses 4.13,14,18. O Espírito Santo é aquEle que consola os corações.  

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·   Conceituar técnica e biblicamente o evento da morte.
·   Explicar a morte no Antigo e Novo Testamento.
·   Saber que a morte, apesar dos pesares, é o início da vida eterna.  

COMENTÁRIO 

introdução 
Palavra Chave
Morte:
Interrupção definitiva da vida terrena. 
Numa sociedade materialista, evita-se falar sobre assuntos negativos. No entanto, a morte é um fenômeno real que se abate sobre os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religiões. Afinal de contas, quem pensa em morrer? Há alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o desespero vem tomando conta das pessoas, até mesmo das que professam a fé cristã. É uma pena que alguns púlpitos não estejam preocupados em preparar as suas ovelhas, através das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que pode chegar a qualquer família, sem avisá-la ou pedir-lhe licença. Por isso, nessa lição, demonstraremos que Deus se preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se trata de um tema tão laborioso e delicado.  
I. O QUE É A MORTE  
1. Conceito. Não é tarefa fácil definir a morte. Como fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos. 
2. O que as Escrituras dizem? “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo” (Gn 35.18). 
3. É a separação da alma do corpo. A base bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta” (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.  
SINOPSE DO TÓPICO (I) 
Tecnicamente a morte é o cessa mento clínico, cerebral e cardíaco irreversível do organismo. Biblicamente, porém, é a separação entre o corpo e a alma.  
II. A VIDA APÓS A MORTE 

1. O que diz o Antigo Testamento. “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14.14a). Essa é uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” São questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos. Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas. 
a) Sheol. Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é “sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido por “inferno” e “sepultura”. Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa representa o âmago das expressões do salmista. 
b) A esperança da ressurreição. O patriarca Jó, após muito padecer, expressou-se confiantemente: “E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf. vv.23-25,27). O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11). Os profetas Isaías e Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus após a morte. Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que há vida e consciência após a morte.
 c) Mas o que é a alma? A alma é uma substância incorpórea e invisível do homem. Inseparável do espírito, embora distinto dele, formada por Deus dentro do homem, imortal e consciente mesmo fora do corpo. Ela é a sede das emoções, desejos e paixões cuja comunicação com o mundo exterior é manifesta através do corpo. a partir dela que o homem sente, goza e sofre tudo através dos órgãos sensoriais. É algo inerente ao ser humano e é o centro de sua vida afetiva, volitiva e moral. É ela que presta conta a Deus dos atos humanos.
Há teólogos e estudiosos que afirmam ser o homem dicótomo, isto é, com natureza constituída de duas partes (corpo e alma), sendo alma e espírito uma mesma coisa. Mas a Bíblia mostra claramente que o homem é tricótomo e essa tricotomia está revelada em várias passagens da Bíblia, dentre elas Hebreus 4.12 e 1 Tessalonicenses 5.23. A palavra hebraica para “alma” é nephesh e aparece 754 vezes no Velho Testamento, e na língua grega a palavra é psyché e aparece mais de 100 vezes no Novo Testamento. 
d) Alma na Bíblia tanto no hebraico como no grego a palavra “alma” tem um significado vasto e abrangente. Ela diz respeito ao princípio da vida, dos animais e dos aspectos espirituais e psíquicos, de modo que não é honesto estabelecer uma definição rígida e dogmática da palavra “alma”. Na Bíblia encontramos: 
- a alma como pessoa em si mesma (Gn 2.7; Gn 1.20,24; 1 Co 15.39; Ez 18.4; Ex 1.5); 
- a alma como sangue (Lv 17.14; vide Dt 12.23; Gn 9.4; Lv 17.10-14); 
- a alma como expressão psíquica.
- sede do apetite físico (Nm 21.5); Dt 12.20; Ec 2.24; Jô 33.20; Sl 107.18; Mq 7.1).
- origem das emoções (Jô 30.25; Is 1.14; Sl 86.4; Ct 1.7);
- a alma está associada à vontade e à ação moral (Dt 4.29; Jó 7.15; Gn 49.6). 
- a alma como vida (Gn 2.7; Jó 12.10; 
- a alma como alma  (Mt 10.28);
- as almas dos mortos debaixo do altar de Deus (Apc 6.9-11),  e O rico e Lázaro – Lc 16.19-31)
- o que Paulo ensinou sobre a alma após a morte do homem (Fl 1.23; 2 Co 5.1-2, 6-8);
- os patriarcas foram totalmente extintos na sua morte? (Mt 22.31-32; 1 Rs 17.21-22);
- a esperança dos discípulos de Jesus (Jo14.3; 13.36; 17.24; 1 Co 15.19);
- o malfeitor da cruz está inconsciente? Lc 23.43; (Ef 4.8-10, 1 Pd 3.18-20);
- O que a história do rico e Lázaro nos podem ensinar? (Lc 16.19-31). O texto nos revela o seguinte:
a)     Quando morre um servo de Deus, os anjos o levam ao paraíso (v.22) cumprindo o que está escrito em Eclesiastes 12.7);
b)     Os mortos conservam o sentido da vista (v. 23);
c)      Os mortos (incrédulos) conservam a compaixão pelos parentes (v. 23);
d)     Os mortos têm sentimento de dor (v.23);
e)     Os mortos lembram-se das coisas terrenas (v. 28);
f)       Os mortos conhecem os outros mortos que na vida lhes eram conhecidos (v. 23);
g)     Os pedidos dos incrédulos após a morte não são atendidos (vs. 26-31). 
e) as citações de Eclesiástes 3.19-21;9.10 , Salmos 6.5 e 115.17 e João 11.1-45, são constantemente citadas pelas seitas para justificarem suas crenças da inconsciência da alma.
No entanto, essas citações estão inseridas num contexto próprio, ou seja, aqueles que querem negar a existência da vida após a morte e a consciência da alma se apegam a estas passagens bíblicas ignorando o contexto das mesmas: 
- Nas citações de Eclesiastes (Ec 3.19-21; Ec 9.10) estes versículos estão ligados aos acontecimentos “debaixo do Sol”:
O livro de Eclesiastes é o relato sobre as reflexões de um grande sábio que filosofa sobre as coisas “debaixo do sol”.
Quando Salomão diz que o que sucede ao homem isso também sucede ao animal, e que ambos vão para o mesmo lugar na sua morte (Ec 3.19-21) não contradiz a doutrina bíblica da sobrevivência da alma por duas razões principais, a saber:
a)     o texto em foco não faz menção da palavra alma, o que revela a morte física, que é comum tanto ao homem como ao animal, e isso não diz respeito ao além;
b)     porque o tema é sobre as coisas que Salomão viu “debaixo do sol”. Em Eclesiastes 9.5 lemos: Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento”. Observe agora o versículo 3 do mesmo capítulo 9:Este é o mal que há entre tudo quanto se faz debaixo do sol; a todos sucede o mesmo;” 
- Nas citações dos Salmos 6.5 e 115.17 -  referem-se aos corpos em decomposição
- Na  ressurreição de Lázaro – Jo 11.1-45 – ver Jo 12.9-11;
- palavras “sono” e “dormir” (Jo  11.11,13), Jesus empregou essas expressões para suavizar e reduzir ao mínimo a seriedade ou os efeitos duradouros da morte física.
- Para o Senhor Jesus a morte não passava de um sono superficial do corpo, que de forma alguma afetaria a vitalidade da alma ou suas expressões pessoas.
- É como se o sono fosse uma morte periódica, e como se a morte fosse meramente o “sono do corpo”.
- Eis aí a explicação à luz da Bíblia, sobre a questão da imortalidade da alma. 
f) A constituição do homem:
1.- Espírito parte imaterial do homem, está ligada a espiritualidade, adoração e fé;
2.- Alma  (ver definições acima);
3.- Corpo – nosso tabernáculo (2 Co 5), é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.18-20). 

2. O que diz o Novo Testamento. 
A base bíblica neotestamentário da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes:
“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. (Mateus 10.28);
 E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lucas 23.43);
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11.25-26);
“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14.30);
Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. (2 Coríntios 5.1).
Essas porções bíblicas ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15.1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).
Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.  
SINOPSE DO TÓPICO (II) 
As Escrituras denotam o dom da vida como uma existência infinita e, após o evento da morte, o início de uma história eterna de comunhão com Deus.  
III. MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA 

1. Esperança, apesar do luto. É natural que a experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial: “[...] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25). 
2. A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna. 

3. A morte: o desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13). Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15.55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17)!  
SINOPSE DO TÓPICO (III) 
Apesar da dor e do luto, para o cristão, a morte é o início do desfrutar da vida eterna. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Precisamos ter consciência de que a nossa vida é semelhante à flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”. Portanto, não se prenda às questões passageiras e efêmeras. Na peregrinação existencial, preencha sua mente com o Evangelho. Assim, ao final de sua vida poderá jubiloso, entoar o que o apóstolo Paulo declarou no final da sua carreira: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperança, porque Ele é a ressurreição e a vida.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RHODES,Ron. Porque coisas ruins acontecem se Deus é bom? 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. GEISLER, Norman. Teologia Sistemática: Pecado,Salvação, A Igreja e As Ultimas Coisas. 1 ed. Vol. 2 , Rio de Janeiro: CPAD, 2010. SEAMANDS, Stephen. Feridas que curam: Levando nossos sofrimentos à Cruz. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

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