quarta-feira, 4 de julho de 2012

LIÇÃO 2 - 3º TRIM. 2012 - A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE.


Lição 02

A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE

08 de julho de 2012  

TEXTO ÁUREO  


O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41.3 - ARA)
“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;”. 
(Tiago 5.14
)




VERDADE PRÁTICA


Deus nem sempre cura as nossas enfermidades, mas concede-nos forças para que, mesmo no leito de dor, continuemos a glorificar o seu nome.  

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO  


O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41.3 - ARA)
O texto áureo desta lição 2 está inserido no livro dos Salmos - Salmo 41. O Salmo 41 é de autoria de Davi, o rei de Israel. O Salmo 41 inicia enaltecendo e declarando ser abençoado aquele que atende ao pobre. No versículo 2, declara que o Senhor livra e conserva em vida, quem acolhe o necessitado e então vem o nosso texto áureo, que parafraseado fica assim: “O Senhor cuida dele no leito da enfermidade; na doença, o Senhor lhe restaura a saúde”.
Assim nos três primeiros versículos do Salmo 41 temos sete bênçãos encartas a favor dos que atendem  aos pobres:

1.- será bem aventurado; 2.- será livre no dia do mal; 3.- será conservado em vida; 4.- será abençoado na terra;
5.- não será entregue a vontade dos seus inimigos; 6.- será sustentado no leito da enfermidade; 7.- a sua saúde será restaurada. 
A Bíblia Anotada da Editora Mundo Cristão em sua nota sobre o Salmo 41 declara: “Este desenvolvimento davídico da bem-aventurança mais tarde registrada em Mateus 5.7, inclui a instrução da congregação, quanto ao fato de que os misericordiosos receberão misericórdia (vv. 1-3), relembrando sua experiência com aqueles que não lhe mostraram misericórdia (vv. 4-9) e louvando a Deus, que o fez (vv. 10,12)”. 
O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama (Sl 41.3 - ARA)Em muitas situações o Senhor, nosso Deus e Pai, permite que a doença bata a porta de nossa vida para que em nós “se manifestem as obras de Deus” (Jo 9.3). O importante não é simplesmente conhecer as causas bem como os por quês, mas saber que na hora da enfermidade podemos contar com o conforto divino, com o Espírito Santo, nosso Consolador: “O Senhor o assiste no leito da enfermidade”, essa é a maravilhosa promessa do Pai.

“Tu lhe afofas a cama” - a palavra hebraica hafak, usada na tradução como “afofas”, quer dizer literalmente “virar”, “trocar”. A idéia, sugerida aqui pelo termo original, é o conforto que o doente experimenta quando lhe é trocada a cama.  Um dos atos mais admiráveis na atuação de um enfermeiro e seus ajudantes é quando eles trocam a roupa de cama de um paciente deitado, sem que este sofra desconforto.
Podemos irmão compreender o que o Pai está dizendo? Ele transformará o leito do sofrimento. Ele não promete sempre curar, mas promete proporcionar alívio, conforto, carinho e atenção ao doente e seus familiares. “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejas tentado acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio da saída, para que possais suportar” (1 Co 10.13).  

RESUMO DA LIÇÃO 02  


       A ENFERMIDADE NA VIDA DO CRENTE  

I. A ORIGEM DAS ENFERMIDADES

1. A queda e as enfermidades.

2. Provados pelas enfermidades.

3.- Enfermidades de origem maligna.  

II. AS DOENÇAS DA VIDA MODERNA

1.- Depressão.

1.2.- Testemunho sobre a depressão.

2.- Síndrome do medo.

3.- As doenças psicossomáticas.  

III. O QUE FAZER DIANTE DA DOR E SOFRIMENTO

1. Não culpar ou questionar Deus.

2. Confiar em meio à dor.

3. A esperança de um milagre.

INTERAÇÃO  


Quem não gostaria de desfrutar de uma vida saudável e livre de enfermidades? Sabemos que enquanto vivermos em um corpo corruptível, por mais que venhamos cuidar da nossa saúde e bem-estar, estaremos sujeito as doenças e as intempéries desta vida. Somente estaremos livres, para todo o sempre, o dia em que recebermos um corpo glorificado, não mais sujeito a morte (1 Co 15.52). Essa é a nossa viva esperança!  

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

·   Explicar a origem das enfermidades.

·   Discutir a respeito das principais doenças da vida moderna.

·   Conscientizar-se do que devemos fazer diante da dor e do sofrimento.  

INTRODUÇÃO  


Na Bíblia encontramos várias referências de cura divina. Então “por que nem todas as pessoas são curadas?”.
Deus é imutável e poderoso para curar toda enfermidade, todavia, Ele é soberano e tem a hora certa para curar.
Deus não é insensível ao sofrimento dos seus filhos. Ainda no leito de dor, podemos experimentar a bondade e o amor de Deus. Nessa lição, veremos que pessoas santas e fiéis ao Senhor padeceram por causa de doenças e enfermidades, mas pela fé receberam forças para vencer o sofrimento. A Palavra de Deus garante-nos que um dia, nós os salvos em Jesus Cristo, seremos transformados, receberemos um novo corpo e nunca mais morreremos (1 Co 15.52). Todavia, enquanto estivermos nesse mundo, vivendo em um corpo corruptível, estaremos sujeitos a dores e enfermidades. Muitos cristãos, equivocadamente, acreditam que a enfermidade na vida do crente sempre é fruto de algum pecado oculto ou até mesmo obra do Diabo, mas raramente essas são as reais causas (Jo 11.4). 

Palavra Chave
Enfermidade: 
Doença, ou outra causa que produza fraqueza. 

I. A ORIGEM DAS ENFERMIDADES  

1. A queda e as enfermidades. Muitas pessoas insistem em afirmar que o crente fiel jamais pode ser acometido por enfermidades. Porém, a Bíblia menciona diversos casos de homens tementes a Deus que sofreram com as enfermidades. A pergunta então é inevitável: Qual é a origem das doenças, já que Deus não criou o homem para enfermar ou morrer? Antes da queda, Adão desfrutava de uma saúde perfeita e deveria viver eternamente em comunhão com o Criador. Mas ele pecou, desobedecendo a Deus. Como o “salário do pecado é a morte”, Adão enfermou no corpo, na alma e no espírito (Rm 6.23 cf. Gn 3.19).
A enfermidade é consequência direta desse rompimento da relação entre Deus e a humanidade, e não deve ser confundida com a vontade do Todo-Poderoso. Todavia, isso não significa que toda vez que uma pessoa adoece é porque está em pecado. Certa vez, diante de um homem cego, os discípulos de Jesus perguntaram-lhe: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). Eles acreditavam que a cegueira daquele homem era resultado de alguma desobediência específica.
Porém, Jesus lhes disse: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9.3). Pode parecer estranho aos nossos olhos, mas aquela enfermidade era para que o nome de Jesus fosse glorificado. Quem sabe você não está sendo acometido de alguma doença para que o nome do Senhor seja glorificado na sua vida? 
2. Provados pelas enfermidades. Quem não quer desfrutar de uma boa saúde? Algumas enfermidades geram limitações que nos impedem até mesmo de realizarmos a obra do Senhor. Porém, o Pai Celeste permite algumas vezes que sejamos provados para que a nossa fé cresça mediante uma maior experiência e comunhão com Ele. O corpo pode estar debilitado pela doença, mas o espírito, como resultado da confiança em Deus, está forte. Na Bíblia, temos muitos exemplos de homens fiéis que foram acometidos por enfermidades: - Ezequias (2 Rs 20.1-11); - Jó (Jó 1.1-22); -  Timóteo (1 Tm 5.23).
Nos momentos de dor e aflição, corra para os braços do Pai Celeste! Muitos pensam que chorar é sinal de fraqueza, mas não o é. Chore, e coloque diante do Senhor toda a sua dor e sofrimento (1 Pe 5.7). Deus é o dono da vida. A palavra final é sempre dEle! 
3. Enfermidades de origem maligna. Existem enfermidades cuja origem é maligna? Sim, a Bíblia relata vários casos (Mc 9.17; Lc 13.10-17). Porém, o inimigo das nossas almas não pode tocar na vida e na saúde de ninguém sem a permissão de Deus (Jó 2.6). A enfermidade física não significa necessariamente que alguém esteja experimentando alguma forma de “possessão demoníaca” (1 Jo 5.18; 2 Ts 3.3).  

SINOPSE DO TÓPICO (I) 
Deus não criou o homem para enfermar ou morrer. A enfermidade é consequência direta do rompimento da relação entre Deus e a humanidade. 

II. AS DOENÇAS DA VIDA MODERNA  

1. Depressão. É comum as pessoas confundirem depressão com tristeza. Contudo, existe uma grande diferença.
A depressão não é somente uma tristeza, embora o desalento, sem uma causa aparente, seja um dos seus muitos sintomas. A depressão é uma doença. Chegou a ser considerada por alguns especialistas como a doença do século. Vários são os fatores que podem causá-la: medicamentos, doenças físicas, período pós-parto, etc. Muitos ainda teimam em afirmar que o crente jamais fica deprimido, porém, basta ler a Bíblia para encontrar casos em que servos de Deus enfrentaram essa terrível enfermidade (1 Rs 19.4,9,10). Caso você também esteja passando por um período de depressão, não se constranja. Ore ao Senhor e não deixe de procurar ajuda médica (Mt 9.12). 

1.2-Testemunho sobre a depressão:  “A descida até a depressão
Quando sentimentos de dor e raiva, de tristeza e sofrimento vêm à tona, eles podem nos empurrar para as trevas da depressão. Julie, de novo, descreve como isso aconteceu com ela: Por anos senti uma profunda depressão. Obviamente, essa não era minha ideia de cura. Na época, senti-me como se andasse ‘para trás’, em vez de ‘para frente’.

Não podia falar, exceto para orar. Em três meses, perdi 22,5 quilos. De maneira estranha, mesmo apesar de conhecer a esperança de Cristo, meu coração estava privado de esperança. A tristeza e o sofrimento continuavam brotando em mim, e a princípio, parecia que não havia fim para isso. As pessoas que se encontram em trevas densas, com frequência, precisam ver um médico ou psiquiatra que podem prescrever antidepressivos. Em alguns casos, elas podem, até mesmo, precisar de hospitalização.
 “Acima de tudo, elas precisarão de rede de apoio — membros da família e amigos, pequenos grupos da igreja, um pastor ou conselheiro — para guiá-las, encorajá-las e, mais que tudo, amá-las ao longo do negro túnel da dor”
 (SEAMANDS, S. Feridas que Curam: Levando Nossos Sofrimentos à Cruz.1.ed., RJ: CPAD, 2006, p.132).  

2. Síndrome do pânico. A síndrome é basicamente um conjunto de sinais e sintomas que pode ser produzido por mais de uma causa. Quem padece da síndrome do pânico — um pavor repentino e incontrolável — apresenta os seguintes sintomas: taquicardia, sudorese, aumento da pressão arterial e tontura. É preciso muita oração, apoio da família e da igreja, além de tratamento médico especializado. Recitar textos bíblicos que falam a respeito da segurança em Deus ajuda aqueles que estão enfrentando o problema (Sl 3.5). Deve, porém, ficar claro que a síndrome do pânico é uma doença, logo não significa falta de fé ou covardia.  

3. As doenças psicossomáticas. As doenças psicossomáticas manifestam-se quando os desajustes do sistema emocional transformam-se em doenças físicas. Estando o sistema emocional abalado, possivelmente haverá reflexos no corpo. A pessoa emocionalmente fragilizada ou estressada pode vir a ter dor de estômago, insônia, fadiga, artrite e dores de cabeça. As causas de tais sintomas não se encontram em nosso físico, mas na mente.
A fé em Jesus Cristo e na sua Palavra é um excelente remédio para ajudar-nos a manter a saúde física e mental.
Orar e meditar na Palavra de Deus também é uma forma eficiente de cuidado com a saúde (Pv 4.20-22). 

SINOPSE DO TÓPICO (II) 
O crente fiel não está imune a depressão, síndrome do pânico ou as doenças chamadas psicossomáticas.  

III. O QUE FAZER DIANTE DA DOR E SOFRIMENTO  

1. Não culpar ou questionar a Deus. Muitos crentes ao enfrentar uma enfermidade culpam ao Senhor e, martirizando-se, questionam: “Por que Deus?”. Assim agiu o rei Ezequias, mas Deus acrescentou-lhe mais quinze anos (Is 38.5). Contudo, durante esse período de sobrevida, ele cometeu um de seus maiores erros (Is 39.1-8). Não podemos nos esquecer de que somos pó e que um dia ao pó haveremos de retornar (Gn 3.19). Diante da vontade do Todo-Poderoso, portemo-nos humildes e não autossuficientes. 

2. Confiar em meio à dor. A dor e o sofrimento não devem afastar-nos da presença do Pai Celeste; ambos devem servir para que aprendamos a confiar ainda mais no Senhor. Até mesmo diante da morte, o crente verdadeiro pode temer, todavia, não se assombra e continua a confiar: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo [...] (Sl 23.4 — ARA)”.  

3. A espera de um milagre. Deus é imutável! Ele continua a operar milagres e maravilhas. Todavia, não podemos nos esquecer da sua soberania. Ele opera quando quer e a sua maneira de agir é única. Não desista, continue a confiar no poder do Altíssimo, pois sua esperança não será frustrada (Pv 23.18).
O homem sem Deus desconhece o seu futuro, mas o crente tem a certeza da vida eterna e sabe que o Todo-Poderoso jamais nos deixará: “O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre” (Sl 37.18). 
SINOPSE DO TÓPICO (III) 
A dor e o sofrimento não devem nos afastar de Deus, mas devem servir para que aprendamos a confiar ainda mais no Senhor.  

CONSIDERANÇÕES FINAIS  

O crente não está imune as enfermidades. Mas a nossa vitória sobre as doenças está na confiança em Deus. Ele nos ama e jamais nos abandona em meio à dor e ao sofrimento. Se você tem sido assolado pelas enfermidades, não se desespere!
Confie no Senhor e ouça a sua voz: “Não temas, pois, porque estou contigo” (Is 43.5).  

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA  


JOHNSON, B. Como Receber a Cura Divina: A bênção dos que têm a Jesus como o médico da alma e do corpo. 2.ed., RJ: CPAD, 1995. HORTON, S. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996.


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