Lição
13
A VERDADEIRA
MOTIVAÇÃO DO CRENTE
23
de setembro de 2012
TEXTO
ÁUREO
“Mas tu,
quando orares, entra no teu aposento e,
fechando a tua porta, ora a teu Pai,
que vê o que está oculto;
e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mt
6.6).
VERDADE
PRÁTICA
A verdadeira motivação do crente não
está na fama ou no poder,
mas em viver para glorificar a Cristo.
COMENTÁRIO
DO TEXTO ÁUREO
“Mas tu,
quando orares, entra no teu aposento e,
fechando a tua porta, ora a teu Pai,
que vê o que está oculto;
e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mt
6.6).
O texto áureo deste domingo é uma citação do Senhor
Jesus Cristo registrado no Evangelho de Mateus 6.6, esse ensinamento do Senhor
não condena a adoração pública, mas condena a atitude de espetáculo, teatral,
envolvida nessas orações em público.
Orações sem comunhão com Deus não passa de
religiosidade teatral, é inútil e apenas perda de tempo, infelizmente no tempo
do Senhor Jesus havia muitos homens denominados “homens de oração”, mas que não
passavam de atores, eram profissionais de oração, falavam bonito, gesticulavam
com grande emoção, mas não tinham comunhão com o Senhor, era apenas para ser
vista e admirada pelos homens.
O Senhor nos convida a orarmos realmente para o
nosso Pai e não para ser visto pelos homens. Quando Ele fala de aposento, no
original grego é despensa, ou seja, o lugar onde somente o responsável pela
dispensa tinha acesso, portanto, um lugar onde jamais seria visto por alguém, a
idéia é de um lugar reservado com exclusividade entre o fiel e o Senhor.
Jesus nos convida a orarmos somente voltado ao
Senhor, sem preocupação com o público, sem rituais para ser visto pelos homens
e impressioná-los.
Embora não haja censura a oração pública, na
sinagoga, igreja, praça, ou com as porta abertas, em horários pré determinados,
mas, sim, condena o costume de orar em lugar público somente para impressionar
a atenção alheia, para que os outros fiquem admirados com a “piedade” o orador.
O Senhor nos convida a oração exclusivamente a Ele, daí a necessidade de lugar
reservado, privado, com as portas fechadas.
Portanto, a idéia explícita do nosso texto áureo
(Mateus 6.6) “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua
porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está
oculto, te recompensará”, ensina o orarmos com
humildade, com toda a atenção ao Senhor e apenas a Ele e para Ele, dessa
maneira o Senhor Jesus tirou a oração dos exageros e gestos teatrais,
tornando-as parte do santuário exclusivo a Ele.
RESUMO
DA LIÇÃO 13
A VERDADEIRA
MOTIVAÇÃO DO CRENTE
I. A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE
1. O crente fiel dispensa a vaidade.
2. O crente fiel não deseja o primeiro
lugar.
3. O crente fiel não se porta
soberbamente.
II. NÃO FOMOS CHAMADOS PARA A FAMA
1. O que é fama.
2. O problema.
III. O ANONIMATO NÃO É SINÔNIMO DE DERROTA
3. O equilíbrio.
INTERAÇÃO
A
palavra vaidade no meio evangélico, muitas vezes, é compreendida de maneira
equivocada. De
acordo com Salomão, “tudo o que passa” (Ec 1.2; 12.8);
A
palavra “vaidade” aponta para a ideia de hipervalorização pessoal: a busca
intensa de reconhecimento e admiração dos outros. É o
desejo intenso do poder pelo poder; das riquezas pelas riquezas; da fama pela
fama. Isso
sim é o pleno mundanismo batendo nas portas de muitos arraias evangélicos! Verdadeiramente,
essa não é a verdadeira motivação do crente. E
muito menos a do Evangelho de Jesus de Nazaré!
OBJETIVOS
Após
esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·
Compreender
qual deve ser a verdadeira
motivação do crente.
·
Conscientizar-se de que não fomos chamados para a fama.
·
Saber que o anonimato não é sinônimo de derrota.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Leve para a classe jornais e revistas antigos. Distribua entre os alunos e peça para pesquisarem
reportagens e figuras de pessoas “famosas” (artistas, cantores de música gospel,
pregadores, políticos, etc.) de cunho secular e evangélico. Depois, peça que os alunos comentem as figuras e em
seguida discuta com a classe as seguintes questões:
“O que é fama?”. “Qual a diferença entre ser famoso e ser
bem-sucedido?”. Conclua explicando que devemos seguir o exemplo de
Jesus. Ele nunca buscou a fama e até incentivou a prática
anônima da vida cristã. O anonimato não é sinônimo de derrota.
COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Motivação:
Ato ou efeito de motivar; motivo, causa.
Vivemos numa sociedade onde o ter sobrepõe-se ao
ser. Sofremos pressões diárias para vivermos de forma
materialista. Fama, poder e influência política procuram
atrair-nos.
No entanto, quando a pessoa acostumada à fama e ao
poder cai no anonimato, perde o total controle da situação. Ela percebe não ser mais o centro das atenções. Nesta lição, estudaremos como o crente deve lidar
com o anonimato em sua vida. Certamente não é a vontade de Deus que seus filhos
busquem o estrelato terreno, mas o verdadeiro sentido de viver à luz do exemplo
de simplicidade evidenciado na vida de Jesus de Nazaré.
I. A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE
1.
O crente fiel dispensa a vaidade. Além de significar o que é “vão” ou “aparência
ilusória”, o termo vaidade, segundo o dicionário Houaiss, designa a ideia de
“valorização que se atribui à própria aparência”. É o desejo intenso de a pessoa ser reconhecida e
admirada pelos outros. Isso é vaidade! E a motivação verdadeiramente cristã a dispensa.
Quando lemos as Sagradas Escrituras percebemos que “o buscar a glória para si” é algo absolutamente rechaçado
pela Palavra de Deus (Jo 3.30).
A Palavra revela que o servo de Cristo não deve, em
hipótese alguma, ser motivado por essa cobiça (Mc 9.30-37).
2.
O crente fiel não deseja o primeiro lugar. Ao lançar mão de uma criança e apresentá-la entre
os discípulos, ensinava o Senhor Jesus uma extraordinária lição: no coração do
verdadeiro discípulo deve haver a mesma inocência e sinceridade de um infante
(Mc 9.36). Entre os seguidores do Mestre não pode haver espaço
para disputas, intrigas e contendas. No Reino de Deus, quem deseja ser o “primeiro”
revela-se egoísta, mas quem procura servir ao próximo é chamado pelo Mestre
para ser o primeiro (Mc 10.42-45). Aqui, se estabelece a diferença entre o vocacionado
por Deus e o chamado pelo homem.
3.
O crente fiel não se porta soberbamente. O livro de Provérbios demonstra com abundantes
exemplos e contundentes palavras do que o ser humano é capaz quando o seu
coração é dominado pela soberba e pelo desejo desenfreado pela fama (Pv
6.16-19; 8.13).
Ele “se apressa em fazer perversidade”; “usa de
língua mentirosa”; “semeia contendas entre irmãos”; e, “com olhos altivos”,
assiste as consequências dos seus atos sem stanejar, arrepender-se ou
sensibilizar-se. Isso, absolutamente, não é a verdadeira motivação
do crente fiel! Pelo contrário, a motivação do discípulo do Meigo
Nazareno está em servir ao Senhor com um coração íntegro e sincero diante de
Deus e dos homens (Jo 13.34,35).
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A verdadeira motivação cristã dispensa a vaidade, não deseja o
primeiro lugar e não se porta soberbamente.
II. NÃO FOMOS CHAMADOS PARA A FAMA
1.
O que é fama. É o conceito (bom ou mau) formado por determinado
grupo em relação a uma pessoa. Para que tal conceito seja formado em relação a si,
é preciso tornar-se o centro das atenções. Lamentavelmente, a síndrome de “celebridade” chegou
aos arraiais evangélicos. Porém, é preciso refletir: O ser humano, criado por
Deus, foi feito para a fama? O homem, como o centro das atenções, é algo
cristão? Uma classe de privilegiados e outra de meros
coadjuvantes é projeto de Deus à sua Igreja? Desenvolver o poder de influência política e
midiática, segundo as categorias desse mundo, é expandir o reino divino? Uma breve meditação em poucos textos bíblicos seria
o bastante para verificarmos que a resposta a todas essas indagações é “não”
(Jo 3.30; 5.30; 8.50; Rm 12.16; 2 Co 11.30).
2.
O problema. O espaço na mídia oferece a ilusão de que podemos
obter sucesso imediato em todas as coisas, gerando em muitos corações, até
mesmo de crentes, uma aspiração narcisista pelo sucesso (2 Tm 3.1-5). Cuidado! Quando a fama sobe à cabeça, a graça de
Deus desaparece do coração! Buscar desenfreadamente a fama é a maior tragédia
na vida do crente. Este, logo perde a essência da alma e a sua verdadeira
identidade cristã. Nessa perspectiva, o Evangelho declara: “Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo,
perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?” (Lc 9.25).
SINOPSE DO TÓPICO (II)
O ser humano, criado por Deus, não foi feito para a fama.
III. O ANONIMATO NÃO É SINÔNIMO DE DERROTA
Enquanto estas o procuravam, Ele se refugiava em
lugares desérticos (Mt 14.13; Mc 1.45).
3.
O equilíbrio. No mundo contemporâneo, somos pressionados a sermos
sempre os melhores em todas as coisas. O Evangelho, entretanto, oferece-nos a oportunidade
de retirarmos de sobre nós esse fardo mundano (Mt 11.30). Você não precisa viver o estresse de ser quem não
é! Você deve tornar-se o que o Senhor o chamou para
ser. Não tente provar nada a ninguém. O Filho de Deus conhece-nos por dentro e por fora. Ele sabe as nossas intenções, pensamentos e desejos
mais íntimos. Não se transforme num ser que você não é só para
ganhar fama. A ilusão midiática não passa disso — é apenas uma
ilusão! Nunca foi a vontade de Jesus que seus filhos se
curvassem à fama, ao sucesso, à riqueza ou ao poder. Façamos o contrário, prostrando-nos aos pés de
Cristo e fazendo do Calvário o nosso verdadeiro esteio. Se há alguma coisa em que devemos gloriar-nos, que
seja na Cruz de Cristo (1 Co 2.2; Gl 6.14).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A verdadeira sabedoria cristã consiste na simplicidade
e no
equilíbrio (bom senso) das coisas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como estudamos na lição de hoje, a fama não pode
ser a motivação do crente. E o anonimato não significa derrota alguma para
aqueles que estão em
Cristo Jesus. O Meigo Nazareno chega a incentivar a prática
anônima da vida cristã (Mt 6.1-4). A pureza, a simplicidade e a sinceridade são os
valores do Reino de Deus que nem sempre são entendidos pelos incrédulos. Todavia, somos chamados a manifestar esses valores
em nossa vida. Portanto, não se preocupe com o anonimato, mas seja
o seu desejo em agradar ao Senhor que criou os céus e a terra. Pois estes manifestam a sua existência e provam que
Ele esquadrinha as intenções dos nossos pensamentos e corações.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LIMA, E. R. Ética
Cristã: Confrontando as
questões morais do nosso tempo.
1.ed.,
RJ: CPAD, 2002.
CABRAL, E. A
Síndrome do Canto do Galo: Consciência
Cristã
— Um desafio à ética dos tempos modernos. 1.ed., RJ: CPAD, 2000.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio
Bibliológico
“Os Apelos da Consciência
O apóstolo Paulo
entendeu a ligação entre uma consciência cristã e uma mente espiritual. Ele
escreveu: ‘Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é
discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo?
Mas nós temos a mente de Cristo’ (1 Co 2.15,16). O cristão que tem a mente de
Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com
uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra.
Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos
alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Ao avaliar essas várias
situações, nossa consciência acenderá sua luz verde ou vermelha, concordando ou
discordando; acusando ou defendendo. O julgamento da consciência será de acordo
com o senso de justiça que a estiver dominando, se estiver purificada, jamais
ela concordará com o erro; se contaminada, ela não conseguirá julgar
corretamente. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a
Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na
Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17)” (CABRAL, E. A
Síndrome do Canto do Galo: Consciência
Cristã — Um desafio à ética dos tempos modernos.
1.ed., RJ: CPAD, 2000, p.134).
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