segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Lição 10 - 4º Trimestre 2018 - Não Despreze a Sua Adolescência - ADOLESCENTES.

Não Despreze a Sua Adolescência 

4º Trimestre de 2018
ESBOÇO DA LIÇÃO
SERVOS DO SENHOR
EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS
NÃO PERMITA O DESPREZO
O SOL NASCE PARA TODOS
William Douglas
Algumas pessoas costumam entender pouco sobre como acontece a intervenção de Deus no trabalho. Uns acham que há uma intervenção excessiva de Deus, outros que ela é inexpressiva. Creio que Deus nem vai atuar demais nem vai atuar de menos, mas na medida exata para que os nossos esforços funcionem. Há uma cota que fica por sua conta e uma que fica por conta de Deus. É como se fosse uma parceria. Isso funciona para quem tem fé.
Mas, será que há algum ponto comum para todos – ímpios e crentes? Será que todos se sujeitam a uma mesma regra? Sim. A Bíblia informa uma série de leis espirituais (não no sentido religioso, mas em oposição às leis físicas, como a gravidade, e tão inexoráveis quanto elas). Essas leis informam como as coisas funcionam. É uma relação de causa e efeito, plantio e colheita. Sobre o tema, a Bíblia diz: “Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom, como ao pecador; ao que jura, como ao que teme o juramento” (Ec 9.2). Jesus também falou sobre essa lei “espiritual” (Mt 7.24-27). Note que a chuva, os rios, e os ventos vêm para todos, mas algumas pessoas possuem bases e estruturas sólidas, outras não.
Esses ensinamentos de Salomão e Jesus alertam que as intempéries, as crises, as calamidades, as oportunidades, as mudanças de cenário, tudo atinge a todos. Contudo, alguns estarão com bases emocionais, intelectuais, financeiras e relacionais para suportar as “tempestades” do mercado; e outros, não. Sem prejuízo de prometer ajuda sobrenatural para quem crer nisso, o Livro dos Livros e sua figura mais proeminente preparam todos para a realidade da vida: o sol nasce para todos, e a chuva cai para todos. 
O sucesso e a felicidade não decorrem das circunstâncias, mas de como lidamos com as circunstâncias. Não decorre do que fazem conosco, mas o que fazemos com o que fazem conosco. Conhecemos pessoas que ficam reclamando da vida, ou de Deus, ou do sistema, ou de quem quer que seja o “culpado” ou o “vilão” da vez. E há pessoas que não se deixam abater, colocam toda sua fé em Deus, arregaçam as mangas e “vão à luta”!
Existem dezenas de parábolas em que Jesus mencionava servos que trabalhavam, eram prudentes, cuidavam do seu planejamento. Também falou sobre servos negligentes, insensatos, nada produtivos. Por que será que Ele deu tantos exemplos? Será que não foi uma forma de ensinar como fazer a coisa do jeito certo? 
Tenho certeza de que Deus pode agir e mudar qualquer realidade, mas você tem a sua parte a fazer que não será feita por Ele.
Milagres acontecem quando você crê em milagres e os pede. Mas o que quero alertar aqui é: não pense que só porque você é crente e sabe orar que tudo vai acontecer na sua vida de forma milagrosa, sem nenhum esforço. Não fique parado esperando os milagres acontecerem para você progredir na vida. Não seja preguiçoso ou omisso, deixando a responsabilidade de as coisas acontecerem por conta do Altíssimo. Faça a sua parte! Vá à luta! Porque se o ímpio trabalhar bem, for estudioso, honesto, qualificado, ele vai prosperar (materialmente), mesmo que não acredite em Deus. E se você que acredita em Deus trabalhar bem, for estudioso, honesto, qualificado, você também vai prosperar, entretanto, o sol que nasce para todos terá um brilho todo especial em sua vida.

Lição 10 - 4º Trimestre 2018 - A Mentira Aprisiona a Alma - Juvenis.

Lição 10 - A Mentira Aprisiona a Alma

4º Trimestre de 2018
A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma (Pv 18.7).
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A MENTIRA APRISIONA
2. DEUS CONDENA A MENTIRA
3. A VERDADE NOS LIBERTA
OBJETIVOS
Explicar que a mentira entrou no mundo através do Diabo.
Destacar que uma mentira nos aprisiona porque uma mentira nos leva a outras.
Mostrar que a verdade liberta.
    Querido (a) professor (a), tipicamente este mês de dezembro é marcado por muitas confraternizações e reflexões. É um marco no calendário ocidental encerrando um ciclo para começar um novo, o que inevitavelmente nos leva a avaliar o que passou, nossos erros e acertos, a fim de nos estruturarmos e planejarmos metas para o ano que está por vir. Sem pressão, de forma honesta e também generosa, avalie seu desempenho no ministério. O que foi bom este ano que merece ter continuidade no seguinte? E o que precisa ser mudado ou melhorado?
       Evidentemente, esta é uma reflexão que cabe para todas as áreas de nossas vidas.  E é muito benéfica quando realizada com equilíbrio – nem se cobrando ou criticando demais, nem tampouco sendo omisso ou acomodado quanto a questões que necessitam de maior empenho de nossa parte. Por isso, sugerimos que você estenda esse exercício à sua classe.
       Proponha aos seus alunos que escrevam, para si mesmos, elogios quanto ao seu próprio desempenho este ano, assim como pontos onde precisam melhorar. Peça que tragam na próxima aula, garantindo que apenas será compartilhado, o que eles mesmos desejarem e se assim desejarem. Mas frise que o compartilhamento dos pontos fortes e até mesmo dos fracos de um deles, pode ajudar e inspirar muito aos outros colegas. E este é um dos principais objetivos desta troca. Não criticar, julgar ou competir uns com ou outros, ao contrário, compreender que ninguém é melhor do que ninguém, por mais que sejam diferentes todos temos qualidades e defeitos e podemos nos ajudar para crescermos juntos! 
      A proposta desta atividade é um link perfeito para o tema da lição desta aula. Pois se dispor a enxergar e admitir verdades para si mesmo é libertador, mesmo quando esta verdade nos parecer difícil ou desagradável. É o ponto de partida para todo progresso.  E nesta lição vamos falar justamente sobre os prejuízos de mentir, tanto para si como para os outros, bem como sobre o poder libertador e construtivo da verdade.
      Seria muito interessante se você puder compartilhar com a classe uma situação pessoal em que uma mentira te gerou grandes problemas. Pode ser algo mais leve ou até engraçado, quanto mentir sobre o peso, idade, nota numa prova, a aparência de alguém que te pediu opinião, etc. Ou mesmo algo mais sério ou profundo, quanto mentir para si mesmo acerca de um defeito, ou negar que precisava de ajuda sobre determinado assunto quando precisava, etc. Que o Espírito Santo te direcione na sua escolha, pois como já dito aqui, essa troca de testemunho sincera ajuda e inspira muitos para que sejam capazes de fazer o mesmo e assim vencer falhas, erros ou consequências destes.
     Esta iniciativa da sua parte pode lembrar e provocar o desejo de seus juvenis de fazerem o mesmo acerca de situações semelhantes que eles vivenciaram. Isto enriqueceria ainda mais nossa aula, pois ilustraria com exemplos legítimos o que estamos ensinando. Portanto, deixe-os bem à vontade para, somente os que desejarem, também compartilharem. Que esta seja mais uma aula de muita troca, aprendizado e crescimento para você e toda sua classe.
O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.
Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Juvenis da CPAD

Lição 10 - 4º Trimestre 2018 - A Oração e o Jejum na Perspectiva Pentecostal - Jovens.

Lição 10 - A Oração e o Jejum na Perspectiva Pentecostal 

4º Trimestre de 2018
Introdução
I-O Que a Bíblia Fala a Respeito da Oração
II-O que a Bíblia Fala a Respeito do Jejum
III-Orando e Vigiando
Conclusão
Professor(a), a lição deste domingo tem como objetivos:
Apresentar o que a Bíblia diz a respeito da oração;
Saber o que a Bíblia trata a respeito do jejum;
Compreender a importância da oração e da vigilância.
Palavra-chave: Pentecostes.

Para ajudá-lo(a) na sua reflexão, e na preparação do seu plano de aula, leia o subsídio de autoria do pastor Alexandre Coelho:
Introdução
A oração e o jejum são descritos na Bíblia como meios que aproximam o homem de Deus. Sua prática é vista em momentos de extrema importância, tanto individual quanto coletivamente, na história de Israel e no Novo Testamento. Momentos marcantes na vida de homens e mulheres na Bíblia estão associados à oração e ao jejum, e crentes pentecostais são dados a essas duas práticas.
De que forma, efetivamente, a oração e o jejum podem fazer diferença na vida de um cristão? O Senhor Deus espera que, além de orar e jejuar, estejamos atentos às coisas que nos cercam? É isso que veremos neste capítulo. 
I – O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A ORAÇÃO 
A oração é o ato de falar com Deus, manifestando gratidão, temor, pedindo auxílio para nós mesmos ou para outras pessoas. Ela também é uma forma de estreitarmos os laços com o nosso Deus por meio da comunhão. 
No Antigo Testamento
O Antigo Testamento apresenta diversos homens e mulheres que se destacaram por serem pessoas de oração. O patriarca Abraão intercedeu a Deus por Ló, seu sobrinho que escolhera viver nas campinas de Moabe, um ambiente fértil, que proporcionava um estilo de vida aparentemente próspero, mas que se viu dentro do espaço que o Senhor havia de destruir por causa da maldade de seus habitantes. Graças à oração, o Eterno preservou a vida de Ló.
Isaque, filho de Abraão, intercedeu por 20 anos para ver cumprida em sua vida a promessa de Deus: a de ser pai. Casado com uma mulher estéril, Isaque não optou por buscar outra companheira que lhe desse um descendente, mas orou para que o Senhor desse um filho do seu casamento com Rebeca, e Deus deu-lhes gêmeos (ver Gn 25.19-26). 
Ana, também uma mulher estéril, cujo marido tinha uma esposa que lhe dava filhos, alcançou de Deus a maternidade por meio de uma oração, garantindo ao Eterno que, se fosse mãe, entregaria seu filho para servir no Tabernáculo de Deus. Ela entrou para a história sagrada não apenas por seu modo de vida e sua oração, mas também pela resposta às suas súplicas: o Senhor deu a ela um filho chamado Samuel, que foi profeta, sacerdote e juiz, além de mais cinco outros filhos.
 Até o juiz Sansão, um homem que trouxe libertação a Israel quando estava sendo oprimido pelos filisteus, foi ouvido pelo Senhor em um momento crítico de sua vida, quando escravo, cego e humilhado pelos seus inimigos por não ter guardado o concerto com Deus. Mesmo ele teve sua oração ouvida antes de morrer, e essa mesma oração trouxe livramento a Israel.
O Senhor pode ouvir um homem ímpio que demonstrou arrependimento? Cremos que sim. O Antigo Testamento mostra governantes do povo de Deus que não demonstraram fé no Eterno, e pior ainda, fizeram o povo pecar adorando outros deuses. Esse é o caso de Manassés. Antes de humilhar-se e de arrepender-se diante de Deus, Manassés foi um rei tão ímpio que fez “errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído [...]” (2 Cr 33.9). Esse monarca foi julgado por Deus e preso, mas humilhou-se e orou ao Senhor, e Ele ouviu a sua oração (2 Cr 33.13).
Por essas narrativas, vemos que o ato de orar ao Senhor não é incomum às pessoas que tinham temor de Deus, ou mesmo por aqueles que se quebrantaram por algum julgamento e arrependeram-se de seus erros. O próprio Deus chama o seu povo a orar, a quebrantar seu coração e a buscar a sua face, e essa busca acontece por meio da oração.  
No Novo Testamento
No Evangelho de Lucas, lemos que o sacerdote Zacarias orava para receber do Senhor a oportunidade de ser pai, mesmo ele e sua esposa já sendo pessoas idosas, e Deus ouviu sua oração: “[...] Zacarias, não temas, porque tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João” (Lc 1.13). Em Atos, o Senhor fala com Pedro para que vá conversar com Cornélio, um centurião romano, quando o pescador de homens está em Jope, e essa comunicação do Senhor para com Pedro aconteceu quando ele foi orar no terraço da casa em que estava. E essa orientação de Deus a Pedro veio em resposta às orações de Cornélio: “[...] As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus” (At 10.4). Mesmo não sendo um judeu, Cornélio era um homem de oração, e o Senhor encarregou-se de responder-lhes as petições.
Quando o apóstolo Pedro esteve preso, a igreja orou por ele até que o Eterno providenciou o livramento para o seu servo (At 12). O apóstolo Paulo ora com ações de graça pelos crentes que estavam em Roma (Rm 1.8-10), rogando a Deus que tivesse ele a oportunidade de ir conhecê-los. Aos coríntios, Paulo diz que rogava a Deus para que aqueles crentes não fizessem mal algum (2 Co 13.7). 
A Oração na Ótica de Jesus
Jesus é, sem dúvida, o principal personagem no Novo Testamento quando se trata de oração. Ele insistiu que seus seguidores deveriam buscar ao Pai em oração e que receberíamos respostas às nossas súplicas. Ele sabia que o desânimo poderia ser um fator determinante para que as pessoas deixassem de orar e, sendo assim, ensinou que deveriam insistir em oração para receber respostas da parte de Deus; então, Ele contou uma história sobre uma mulher viúva e um juiz que precisava julgar a causa desta mulher (Lc 18.1-8). Ele também disse que não deveríamos ficar repetindo sempre as mesmas orações, como os pagãos faziam, pois eles achavam que, por muito falarem, seriam ouvidos. Os deuses pagãos, diferentemente do Deus de Israel, não sabiam o que as pessoas pediriam, mas o Senhor sabe do que precisamos antes mesmo que peçamos a Ele (Mt 6.7,8).
João registrou o discurso de Jesus quando Ele diz que devemos orar e que temos garantia de que Deus ouve as nossas orações (Jo 14.13; Jo 14.14; 15.7; 15.16; 16.23; 16.24). Se a oração não fosse realmente importante, por que Jesus insistiu tanto em seu último discurso para seus discípulos orarem? 
II – O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O JEJUM
Na Bíblia, o jejum abrange mais do que o ato da abstenção de alimentos. Ele também deve ter reflexos na vida espiritual do praticante e nas suas relações interpessoais. Champlin disse que o jejum é “um exercício que tem perdido sua popularidade na adoração religiosa, talvez como sinal de nosso tempo, que se caracteriza pela falta de disciplina; pois acima de tudo, o jejum requer disciplina [...]” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, p. 442). 
Essa é uma triste observação, mas igualmente real, o que nos chama à reflexão: Até que ponto temos sido seletivos no tocante à realização de práticas descritas na Bíblia para o nosso próprio benefício? Até que ponto disciplinas como o jejum, associado à oração, fazem parte da nossa vida como peregrinos neste mundo?
O jejum aparece na Declaração de Fé das Assembleias de Deus, um documento que mostra como e em quê os pentecostais creem: “O jejum é uma prática frequente entre nós, na vida diária dos crentes individualmente e também em reuniões de culto, com objetivo específico, como acontecia nos tempos bíblicos” (p. 146). Essa citação mostra que, nas Assembleias de Deus, o jejum é praticado e recomendado aos seus membros.
O Jejum no Antigo Testamento
Chamamos de jejum o ato de não ingerir alimentos por um período de tempo para finalidades médicas ou espirituais. Essa abstinência é uma disciplina feita no corpo, mas que tem um alcance espiritual. A Palavra de Deus mostra-nos que, em alguns casos, o jejum é associado à prática da oração, junto a uma atitude de humilhação, arrependimento e reconhecimento de pecados.
O jejum pode ser parte do arrependimento. Quando a nação estava diante do desastre, Josafá convocou o povo para que agissem corretamente com o Senhor, abstendo-se de alimentos (jejuando) durante um período determinado. Separando-se da rotina diária de preparação e consumo de alimentos, o povo poderia dedicar esse período extra para considerar o pecado e orar pedindo ajuda de Deus. Os desconfortos da fome reforçariam o sentimento de penitência e iria lembrá-los de sua fraqueza e dependência do Senhor. O jejum pode ser útil ainda hoje quando buscamos a vontade de Deus. (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal, CPAD, p. 469)
Outras religiões também praticam o jejum. Os muçulmanos, por exemplo, jejuam no Ramadã e, nesse período, abstêm-se de comidas, de bebidas, de práticas sexuais e até do fumo. Eles alimentam-se à noite e buscam manter-se hidratados durante o dia. Hindus também adotam o jejum em certas épocas. O Didaquê orienta: “Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação”.
Na época do Exílio do povo de Deus, o jejum foi uma das práticas de pessoas que, levantadas pelo Senhor, iriam contribuir para o restabelecimento da nação. Esse foi o caso de Neemias, que, ouvindo as notícias sobre Jerusalém destruída, orou e jejuou lamentando pelos filhos de Israel terem pecado e trazido o julgamento divino. Deus fez com que Neemias fosse a Jerusalém reconstruir seus muros e restaurar as portas da cidade, e seu nome entrou na história sagrada como uma pessoa que fez a diferença na reconstrução não apenas da cidade, como também na restauração do culto ao Senhor.
Esdras, o sacerdote, também nesse período de restauração do povo de Deus, jejuou pedindo segurança para sua viagem de retorno a Jerusalém, e Deus ouviu o seu servo, fazendo-o chegar em segurança à cidade para, assim, poder realizar a reconstrução dos muros.
Para algumas pessoas, o jejum pode parecer simplesmente um momento em que se deixa de comer. O jejum, no entanto, é mais do que se abster de alimentos. Ele requer que tenhamos atitudes de humildade, disposição de obedecer a Deus e praticar a justiça. O profeta Isaías menciona um jejum que o povo fazia, mas que desagradava ao Senhor. Havia abstinência de alimentos, mas não havia a prática de atos misericordiosos com pessoas que necessitavam de ajuda. Aqueles que jejuavam coagiam seus empregados (se os tivessem) a trabalhar até nos dias do jejum. Essas pessoas também brigavam umas com as outras no dia em que jejuavam, o que só prova que, para elas, jejum era apenas deixar de comer. Deus, porém, via o jejum como um momento de arrependimento, contrição, misericórdia e busca de uma convivência saudável, chegando a dizer que gostaria que seus filhos fossem justos, que colocassem em liberdade os oprimidos e acabassem com o jugo, que a misericórdia deles fosse vista quando repartissem o seu pão com o faminto, que eles ajudassem os pobres e vestissem os nus. O mais curioso é a resposta do Senhor ao seu próprio povo (se eles assim o obedecessem): “Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui” (Is 58.8,9). O profeta fala desse tipo de jejum e ainda menciona uma imagem interessante: vamos clamar, e o Senhor é quem vai dizer: “Eis-me aqui”. Se antes Deus chamava o homem e ouvia essa resposta, agora é Ele quem nos responderá, e Ele não estava brincando quando disse isso.
Os crentes deveriam jejuar em nossos dias? Eventualmente, líderes e pregadores trazem essa pergunta com uma resposta já idealizada: não é necessário que o crente jejue, pois a Lei de Moisés não tem validade para os gentios, e isso inclui o jejum. Podemos ver, no entanto, que pessoas que não seguiam a Lei de Moisés também se utilizaram do jejum. O rei Dario, por exemplo, jejuou quando teve de colocar Daniel na cova dos leões (Dn 6.18). Os habitantes de Nínive cometiam atrocidades e foram sentenciados à destruição por Deus. Antes, porém, o Senhor deu a eles a oportunidade de ouvir Jonas, e aquelas pessoas arrependeram-se, demonstrando seu temor com arrependimento e jejum (Jn 3.6-9).
Não nos parece que essas pessoas tinham o sangue hebreu ou que cumpriam a Lei de Moisés; mesmo assim, elas observaram o jejum.Jesus nunca se referiu ao jejum como uma prática que deveria ser abolida. Ele mesmo jejuou por 40 dias após o seu batismo (Mt 4.2) e disse que haveria dias em que os discípulos iriam jejuar. Até mesmo em relação à batalha espiritual, Ele ensinou que há grupos de demônios que, quando se apossam de algumas pessoas, não saem sem uma vida de oração e jejum por parte de quem está ministrando a libertação (Mt 17.21). 
O Jejum sob a Ótica de Jesus (Mt 6.16-18)
Jesus valorizou a prática do jejum desde que fosse feita de forma discreta. Os líderes de sua época realizavam o jejum, mas faziam-no de forma pública, chamando a atenção para si, e não para Deus. Era uma forma de propaganda de piedade, um marketing pessoal de santidade e proximidade com Deus. Jesus chamou-os de hipócritas, pessoas que transpareciam uma coisa, mas viviam outra. Eles agiam de tal forma que as pessoas em redor sabiam que eles estavam jejuando. Pelas palavras de Jesus, podemos entender que nem a higiene pessoal — lavar o rosto e ungir a cabeça — eles faziam nesse período; tudo para dar meio peso à sua “espiritualidade”. Esse jejum não alcançava os céus, nem foi aprovado por Cristo. 
A orientação de Jesus foi na contramão das práticas dos seus dias. Ele ordenou aos seus ouvintes que não precedessem dessa forma por dois motivos: o primeiro, porque aqueles praticantes do jejum não tinham a intenção aparente de estarem mais próximos de Deus, e sim de serem reconhecidos pelos homens. Jesus deixa claro que essas pessoas, por esse motivo, “já receberam o seu galardão” (v. 16). Em outras palavras, Deus não tem nada a tratar com esse tipo de pessoa. Ou nosso jejum é para o Senhor ou é para os homens. E o segundo motivo é que, se fizermos o jejum com discrição e sem parecer aos homens que estamos jejuando, mas, sim, ao nosso Deus, Ele então nos recompensará. O arrependimento deve ser pessoal. A devoção deve ser pessoal. A aparência deve dar lugar à essência, e a publicidade deve dar lugar à discrição, pois é dessa forma que se agrada o Senhor.     
CONCLUSÃO
Há um interesse muito grande por parte do inimigo que os crentes sejam descuidados em práticas como a oração, o jejum e a vigilância. Quanto menos orarmos, jejuarmos e mantivermo-nos vigilantes, melhor ele vai trabalhar e mais oportunidades ele terá para atrapalhar a nossa vida espiritual. Não é à toa que Jesus deu uma ênfase na oração, no jejum e na vigilância.
Nenhuma prática que nos aproxime de Deus deve ser condenada. Pentecostais levam a sério a disciplina da oração, do jejum e da vigilância, pois sabem muito bem que um descuido em quaisquer dessas áreas pode ser danoso à vida cristã. Que Deus, por meio do seu Espírito Santo, nos ajude nessas empreitadas para a honra e glória do seu nome. 
*Adquira o livro. COELHO, Alexandre. O Vento Sopra Onde Quer: O Ensino Bíblico do Espírito Santo e sua Operação na Vida da Igreja. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
Que Deus o(a) abençoe.
Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista Lições Bíblicas Jovens 
Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Jovens. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

Lição 10 - 4º Trimestre 2018 - Precisamos de Vigilância Espiritual - Adultos.

Lição 10 - Precisamos de Vigilância Espiritual

4º Trimestre de 2018
ESBOÇO GERAL
INTRODUÇÃO
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS DOIS SERVOS
II – UM CHAMADO À VIGILÂNCIA
III – VIVENDO COM DISCERNIMENTO
CONCLUSÃO
VIVENDO COM DISCERNIMENTO
Wagner Tadeu dos Santos Gaby
Eliel dos Santos Gaby
Mateus 24.49 nos alerta para a vida de alguém que começou a se conduzir de maneira dissoluta. O servo infiel começou a espancar, e a comer, e a beber com os bêbados. Isso nos faz lembrar de um momento anterior no mesmo sermão, onde Jesus fala sobre os dias de Nóe: “Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). As pessoas viviam sem compromisso com Deus e foram pegas de surpresa. A vida dissoluta conduzirá as pessoas à um lugar onde haverá choro e ranger de dentes.
No comentário de Mateus 24.38 a Bíblia de Estudo Conselheira – Novo Testamento, destaca que “para os que não são seguidores de Jesus, porém, a vida seguirá ‘normalmente’ – tal como foi com o dilúvio de Noé – até a hora do fim, em que será tarde demais para se arrepender e crer em Jesus”.Neste comentário também destaca-se que “o arrebatamento – a retirada da terra dos salvos – será uma surpresa para toda a sociedade, mas não deve ser assim para os servos de Cristo: estes continuam sua vida de trabalho, mas podem ficar atentos e preparados, pois estão certos de que alguma hora Jesus voltará”.2
O povo de Deus é exortado desde os tempos de Moisés a uma vida de santidade: “Porque eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que se arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo” (Lv 11.44-45).
Para o povo da nova aliança, a vida de santidade também é requerida: “porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).  Precisamos viver uma vida com discernimento. Saber separar aquilo que convém fazer aos santos filhos de Deus. Hoje, mais do que em todas as gerações de cristãos, precisamos lembrar da realidade de que devemos: “Seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Henry destaca que a “paz e a santidade estão associadas; não pode haver verdadeira paz sem santidade”.3  Este autor destaca também que “pode haver prudência e consideração discreta, e uma demonstração de amizade e de boa vontade para com todos; mas essa verdadeira índole pacífica cristã nunca está separada da santidade, por isso não devemos, sob o pretexto de viver pacificamente com todos os homens, deixar os caminhos da santidade, mas cultivar a paz de forma santa”.4
Na parábola que Jesus nos conta, precisamos seguir o exemplo do servo fiel e prudente. Este é aquele que administra os bens de seu Senhor conforme a vontade do Pai. A expressão “servo” (doulous), aqui trata-se de um ministro dedicado, alguém que se sente obrigado a servir ao seu Senhor. A Bíblia nos chama de despenseiros de Deus. Como vimos acima, em 1 Coríntios 4.1,2 convém que os homens nos considerem como ministros, servos, despenseiros, administradores daquilo que Cristo coloca sob nossa responsabilidade. Mais que isso, requer de nós que sejamos bons e fiéis administradores.
Existem pessoas que estão se conduzindo de modo dissoluto e fazendo mau uso dos bens que o Senhor deixou em suas mãos. São maus servos. Correm o risco de serem pegos de surpresa e serem lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.
Por outro lado, o vigilante está preparado para a vinda de Jesus. O vigilante prega sobre a vinda de Jesus, como bom ministro e despenseiro, como mordomo de Cristo. O vigilante nunca deixa faltar o óleo da luz e da unção. O vigilante guarda o que tem exercitando seus talentos. Ele administra com fidelidade os bens de seu Senhor. Um dia ele será promovido como administrador das mansões celestiais.
O Novo Testamento compara a vinda de Jesus com o advento da chegada surpresa de um ladrão em 1 Tessalonicenses 5.2, 2 Pedro 3.10 e em Mateus 24.43, Lucas 12.39, Apocalipse 3.3 dizem que a hora de sua vinda será semelhante a de um ladrão. Em Apocalipse 16.15, Ele afirmou que virá como um “ladrão”. Estes textos destacam a vinda de Cristo de forma inesperada, por isso a necessidade da constante vigilância espiritual.
Texto extraído da obra “As Parábolas de Jesus:As verdades e princípios divinos para uma vida abundante.” 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018”.

1 Comentário de Mateus 24.36-44 da Bíblia de Estudo Conselheira – Novo Testamento. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011. p. 61.
2 Ibidem.
3 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento – Atos a Apocalipse. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p. 814.
4 Ibidem.

Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Adultos. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - A História de Jonas - Berçário 0 a 2 anos.

Lição 9 - A História de Jonas

4º Trimestre de 2018
Objetivo da lição: Levar a criança a compreender, através das atividades e exposições, que Deus não aprova a nossa desobediência.
É hora do versículo: “Jonas se aprontou, mas fugiu do Senhor [...]” (Jonas 1.3).
Nesta lição, as crianças aprenderão, através da história do profeta Jonas, que não podemos desobedecer ao Papai do Céu porque Ele não aprova essa atitude. Os filhos também não podem desobedecer ao papai e nem à mamãe; ao vovô e nem à vovó. O bebê que obedece será sempre mais feliz! Converse com as crianças que, por causa da desobediência de Jonas, coisas terríveis aconteceram, a culpa daquela imensa tempestade era do desobediente Jonas, até que ele foi engolido por um grande peixe! Depois de tudo isso, Jonas foi fazer o que o Papai do Céu mandou que fizesse. Não tinha sido melhor ter obedecido antes?
Após realizar todas as atividades propostas no manual do professor e caso haja tempo, imprima a folha abaixo e distribua para as crianças colorirem o desenho do grande peixe. A atividade é propor aos pequenos que achem onde Jonas está escondido. "Onde Jonas está escondido? Êba! Achou!" Em seguida peça que pintem o desenho bem bonito. Reforce que isso aconteceu com Jonas por causa da desobediência. E que obedecer ao Papai do Céu é sempre a melhor escolha. "Quem vai obedecer ao Papai do Céu levante a mão!"
licao9 jonas bercario
Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!
Verônica Araujo
Editora da Revista Berçário 

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Papai do Céu me Dá Saúde - Maternal 3 e 4 anos.

Lição 9 - Papai do Céu me Dá Saúde

4º Trimestre de 2018
Objetivo da lição: Que a criança compreenda que o Papai do Céu é poderoso e pode curar.

Para guardar no coração: “O Senhor [...] cura todas as minhas doenças.” (Sl 103.3)
É hora de preparar-se
“Você reparou nos dois jovens que figuram na história da cura de Naamã? Um deles é Geazi, o ajudante de Eliseu; a outra é a escrava da esposa de Naamã. Ambos igualmente jovens e pertencentes ao povo de Deus. Ele tivera o privilégio de continuar vivendo a terra de Israel, e servir, livremente, ao santo homem de Deus. Ela fora arrancada de seu lar, levada cativa a uma nação inimiga, e servia, em regime de escravidão, a uma senhora pagã, adoradora de Rimom.
Seria de se esperar que Geazi aprendesse as virtudes de seu senhor Eliseu, e recebesse porção dobrada do seu espírito, para continuar a sua obra, como sucedera a Eliseu, que antes servia a Elias. E todos estariam prontos a justificar a jovem escrava, se ela se tornasse uma pessoa amarga e egoísta, a ponto de regozijar-se com a doença do patrão. No entanto, como tudo foi diferente! A escrava hebréia conservou a fé no Deus de Israel, e manteve puro o coração, e reto, o espírito. Por isso foi capaz de perceber o propósito de Deus ao permitir que fosse levada como escrava e, fiel a Ele, anunciou o seu poder curador. Porque ela se dispôs a ser usada por Deus onde Ele a estabelecera, o general sírio não apenas obteve a cura, como converteu-se ao Deus vivo.
Geazi, que tivera sempre a santa influência do profeta, e vivia em condições favoráveis às virtudes, revelou um coração duro e apegado às coisas materiais. Teve a pretensão de barganhar com as coisas de Deus, e não se envergonhou de mentir para obter proveito pessoal. Certamente que Geazi fechara, havia muito, o coração, não permitindo que o convívio com a luz produzisse nele vida para a vida. Então o resultado foi morte para a morte.
Como canta um hino da harpa Cristã, “Deixa penetrar a luz. Que a formosa luz de Deus fulgure em ti, e serás feliz assim” (Marta Doreto).
Perfil da criança do maternal
"As crianças do maternal, principalmente as mais novas, podem sentir-se tensas e inseguras numa classe de Escola Dominical. A sua sensibilidade fica aguçada, e pode chorar por qualquer coisa. Aliás, não é incomum a classe toda pôr-se a chorar, se uma delas iniciar o choro. O professor deve tratá-las com amabilidade e propiciar-lhes um ambiente tranquilo.
Elas assustam-se facilmente. Situações e sensações novas são-lhes assustadoras. Por isso, uma criança que esteja começando a freqüentar a Escola Dominical sentir-se-á insegura ao ser separada da mãe. Não se trata de dengo, mas de um temor real. Teme que a mãe não volte mais. Neste caso, a mãe deve permanecer com ela na sala, até que se familiarize com o ambiente, os professores e os colegas” (Marta Doreto).
Oficina de ideias
“Numa folha de ofício, desenhe um rio com traços simples. Faça uma cópia para cada aluno. Distribua canudos de refresco, ensine as crianças a cortá-los em pequenos pedaços, com uma tesourinha sem ponta, e depois colá-los no “rio Jordão” que você desenhou. Converse: Como se chamava o homem doente? E qual era o nome do profeta que orou por ele? Quantas vezes o profeta Eliseu mandou Naamã mergulhar no rio? Como se chamava o rio? E o que aconteceu quando ele mergulhou sete vezes? Quem curou o dodói da pele de Naamã? Certifique-se de que as crianças entenderam que a pele de Naamã foi limpa por Deus, e não pela água do rio ou pelo profeta Eliseu. Repita que o papai do céu cura o nosso dodói e nos dá saúde” (Marta Doreto).
Hora de brincar
“Se na classe houver uma “piscina de bolinhas”, as crianças poderão brincar de mergulhar no rio Jordão. Se não houver, coloque algumas almofadas no chão, e elas farão de conta que estão pulando no rio Jordão. Não devem mergulhar de cabeça; apenas pularão sobre as almofadas” (Marta Doreto).
Até logo
Depois de repetir o versículo e o cântico do dia, encerre a aula com uma oração. Prepare as crianças para a saída. Quando os pais ou responsáveis forem buscar as crianças, recomende que, em casa, leiam a história bíblica de hoje para o(a) filho(a). Sugira que utilizem uma bíblia infantil. O texto bíblico da lição se encontra em 2 Reis 5.1-19.  
Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!
Telma Bueno
Editora Responsável pela Revista de Maternal 

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Na Casa do Meu Amigo Há Perdão - Jd. Infância - 5 e 6 anos.

Lição 9 - Na Casa do meu Amigo Há Perdão

4º Trimestre de 2019
Objetivos: Os alunos deverão compreender que se desobedecermos, não seremos abençoados e; buscar o perdão divino quando fazemos coisas erradas e nos arrependemos.
É hora do versículo: “[...] confessem agora os seus pecados ao Senhor [...] e façam o que lhe agrada.” (Ed 10.11).
Nesta lição, as crianças aprenderão que a obediência a Deus é fundamental se quisermos receber as bênçãos divinas. O povo do Papai do Céu estava fazendo muitas coisas erradas e o sacerdote Esdras pediu perdão ao Papai do Céu pelos pecados de todo o povo. Só que as pessoas deviam parar de fazer coisas erradas. Então elas foram até onde Esdras estava e ele leu a Bíblia para aquelas pessoas. Todos se arrependeram e  o Papai do Céu os perdoou.Como atividade complementar, após a realização das atividades propostas na revista do aluno e do professor, e caso haja tempo, sugerimos que imprima a atividade abaixo, uma para cada criança, e peça que pintem a imagem do sacerdote Esdras lendo a Palavra de Deus para o povo para que eles obedecessem e fossem perdoados.Inserir 
licao9 jardim
Deus abençoe a sua aula e os seus alunos!
Verônica Araujo
Editora da Revista Jardim de Infância

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Mardoqueu, um Herói Conselheiro - Primários. 7 e 8 anos.

Lição 9 - Mardoqueu, um Herói Conselheiro

4º Trimestre de 2018
Objetivo: Que o aluno entenda que dar e seguir conselhos com base na Palavra de Deus traz sucesso e alegria.
Ponto central: Quem segue os bons conselhos tem sucesso em tudo.
Memória em ação: “Quem despreza os bons conselhos acabará mal, mas quem os segue será recompensado” (Pv 13.13).
     Querido (a) professor (a), em nossa próxima aula teremos a oportunidade de ensinar, desde já, aos pequeninos o valor que têm os bons conselhos e a importância de nós os seguirmos. Afinal, o que é a própria Bíblia, se não uma coletânea de valiosos conselhos do Senhor para que nós tenhamos uma vida abundante?!
     Existem muitos talentos e muitas maneiras de servirmos a Deus fazendo o bem ao próximo, e o bom aconselhamento certamente está entre elas. Uma boa palavra e orientação podem salvar vidas, literalmente. Quantos de nós ao longo de toda a nossa trajetória já não necessitamos de um conselho que fez toda diferença?! Que nos desviou de ciladas e abismos?! Que nos poupou grandes sofrimentos e até mesmo mudou o rumo de nossa história?!
     Hoje o Senhor te dá oportunidade de “ser Mardoqueu”, esse bom conselheiro, na vida de seus alunos. Compartilhe com os seus Primários alguns de seus testemunhos. Pode ser coisas simples, até mesmo situações de sua infância em que você se meteu em problemas por não ter ouvido conselhos dos seus pais ou de pessoas confiáveis. Assim como alguns casos em que você seguiu e foi muito bom.
      Não mentir, não julgar as pessoas, tratar todos bem, obedecer aos pais... são algumas sugestões que você pode citar algum relato de sua própria experiência, mostrando como é bom seguir bons conselhos ou como pode ser ruim não segui-los.
      Contudo, uma ressalva, é muito importante frisar para as crianças que não é em todos que nós podemos confiar, seguir e obedecer. Apenas àquelas pessoas que o Senhor colocou em nossas vidas e querem o nosso bem; que são confiáveis e sábias, como foi o herói de nossa história, que ajudou Ester a salvar toda uma nação.
O Valor dos Bons Conselhos
     “Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel; Para aprender a sabedoria e o ensino; para entender as palavras de inteligência; para obter o ensino do bom proceder,a justiça, o juízo e a equidade; para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso. Ouça o sábio e cresça em prudência;
    e o instruído adquira habilidade; 6 para entender provérbios e parábolas, as palavras e enigmas dos sábios; O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”. (Pv 1.1-7)
     Desde criança somos ensinados a ouvir e atentar para os bons conselhos. Quem não se lembra, por exemplo, de uma máxima que ouviu na infância? Todas as culturas valem-se de parábolas, lendas, enigmas e máximas como veículo de transmissão dos seus valores morais, éticos e espirituais. Cresci ouvindo os mais velhos dizerem: Quem trabalha, Deus ajuda!; Mais vale uma andorinha na mão do que duas voando; Um homem prevenido vale por dez. Essas máximas sintetizam um saber popular responsável não somente pela transmissão de uma cultura, mas também funcionam como normas de conduta. “O povo, porém,não costuma escrever”, observa Ivo Storniolo, “mas reter na memória os seus achados’ de sabedoria. E por isso que resume tudo num versinho rimado, fácil de guardar de cor. Hoje em dia, os melhores lugares para encontrar a sabedoria popular são os para- choques de caminhões, os muros pichados, as portas e paredes de banheiros públicos, os joguinhos de adivinhação das crianças, os conselhos dos velhos, as piadas que correm de boca em boca etc. Tudo isso é um tesouro que revela a alma do povo, mostrando a compreensão que ele vai formando sobre a vida como resultado da sua experiência no mundo. É o que podemos encontrar no provérbio: Anel de ouro em focinho de porco é a mulher bonita, mas sem bom-senso (Pv 11.22).”
      A Bíblia como um livro cultural também é rica em provérbios, parábolas, enigmas e máximas. São pérolas usadas pelos autores bíblicos visando facilitar a transmissão cultural de uma verdade. Vale a pena destacar que esse recurso bíblico-literário não possui apenas seu valor cultural, mas também traz consigo a revelação da sabedoria divina. Muitos livros bíblicos são ricos nessas metáforas, mas o livro de Provérbios e Eclesiastes se sobressaem no uso desse recurso. Neste trabalho enfocaremos o que as obras de Salomão têm a revelar sobre esse assunto e assim podermos desfrutar do seu extraordinário valor para o viver diário. (GONÇALVES, José. Sábios Conselhos Para um Viver Vitorioso. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp.9,10).
O Senhor lhe abençoe e capacite! Boa aula.
Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Primários da CPAD 

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Felizes os Que Trabalham Pela Paz - Juniores. 9 e 10 anos.

Lição 9 - Felizes os que trabalham pela paz

4º Trimestre de 2018
Texto bíblico: Mateus 5.9; Filipenses 4.2,3.
Prezado(a) professor(a),
Na lição desta semana seus alunos estão convidados a conhecer a paz que excede todo o entendimento. Na história desta semana, seus alunos aprenderão com o exemplo de duas irmãs que, apesar de servirem ao Senhor, entraram em atrito por motivos que a Bíblia não revela (cf. Fl 4.2,3). Entretanto, o que é relevante nesta situação é o fato de que o apóstolo Paulo ressalta a importância do trabalho destas irmãs em prol do Reino de Deus e apela para que Epafrodito, seu “verdadeiro companheiro”, ajude essas irmãs a fazer as pazes. Jesus ensinou aos seus discípulos a respeito desta paz e declarou que os pacificadores serão chamados de filhos de Deus. Todo aquele que, de fato, encontrou a verdadeira paz em Jesus Cristo, sente em seu coração o desejo de transmitir esta mesma paz a seus semelhantes. Esta é uma característica marcante dos filhos de Deus. De outro modo, se alguém afirma que conhece a Deus e aborrece ao seu próximo, não está dizendo a verdade, como afirma o apóstolo João em sua carta (cf. 1 Jo 4.20). O desejo do coração de Deus é que a sua igreja preserve a harmonia, a comunhão e a paz, e todo aquele que conhece Jesus sabe da sua responsabilidade em zelar pela paz que excede todo o entendimento (cf. Rm 12.18).
A. A paz que excede todo o entendimento. O Senhor Jesus dispensou aos seus discípulos uma paz especial, não como a do mundo, mas sim a paz que somente Ele poderia oferecer (cf. Jo 14.27). A paz advinda da ação do Espírito Santo é aquela que produz no coração dos crentes a convicção de que o amor de Deus não os deixará solitários e a mercê dos problemas da vida. Sentir a paz de Deus é ter a segurança de que mesmo em meio ao caos, Deus não perdeu o controle das circunstâncias e no momento certo tudo estará em seu devido lugar. As preocupações com as necessidades materiais, com a prova do dia seguinte, com as tarefas diárias ou mesmo o medo e a ansiedade para resolver os problemas do amanhã não são suficientes para furtar a verdadeira paz proporcionada pelo Espírito Santo. No entanto, todas as nossas dificuldades devem ser depositadas diante de Deus, através da oração e súplica (cf. Fl 4.6,7). É fundamental que seus alunos aprendam desde cedo a lidar com as dificuldades e a confiar em Deus.
B. Uma paz que promove a pacificação. O sentimento que predomina no coração daquele que tem a paz não pode ser outro a não ser contribuir para que esta mesma paz se faça presente na vida do próximo. O apelo de Paulo aos irmãos da igreja de Filipos era para que permanecessem em paz uns com os outros (cf. Fl 4.5-9). Infelizmente, por razões que a Palavra de Deus não esclarece, havia certa contenda entre as irmãs Evódia e Síntique, mulheres que trabalharam intensamente com Paulo na pregação do evangelho, e com Clemente, e com outros colaboradores, mas que por um momento, não estavam sentindo o mesmo sentimento em Cristo (vv. 4,5). Este é um exemplo claro na Palavra de Deus de que a discórdia era um problema presente até mesmo na igreja do primeiro século. O apóstolo Paulo, no entanto, admoesta que este problema seja superado pela graça de Deus. Da mesma maneira, seus alunos devem ser estimulados a seguirem a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (cf. Hb 12.14). Ser um pacificador, mais do que uma compreensão do ensinamento bíblico, é um dever de todo cristão. É fundamental que seus alunos entendam que é responsabilidade dos discípulos de Cristo promover a paz em qualquer situação, seja em casa, na igreja, na escola ou entre os amigos da vizinhança.
A lição de hoje é uma oportunidade de ensinar seus alunos a serem pacificadores. Sendo assim, prepare diversos pássaros em formato de origami e distribua aos seus alunos. Eles poderão decorar os pássaros com canetinha, lápis de cor, e outros materiais. Peça para escreverem no pássaro o versículo: “Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos” (Mt 5.9). Ao final, diga que eles deverão entregar o pássaro para um amigo ou vizinho. 

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Seguindo Bons Exemplos - Pré Adolescentes. 11 e 12 anos.

Lição 9 - Seguindo Bons Exemplos 

4º Trimestre de 2018
Texto bíblico: Êxodo 23.1,2; Filipenses 4.9.
Prezado(a) professor(a),
Na lição desta semana seus alunos estudarão sobre os bons exemplos, escassos nos dias atuais. Ter boas referências nas quais podemos nos espelhar é fundamental para o nosso crescimento e amadurecimento na fé. Tratando-se dos pré-adolescentes, esta é uma necessidade maior ainda. Seus alunos estão numa fase de aprendizado intenso e de muita influência. O aprendizado deles se dá muito mais por aquilo que observam do que pelo que ouvem. Muitas vezes, o estilo de se vestir, de falar ou mesmo a popularidade de alguém serve como referência para determinar o perfil de comportamento mais aceito entre os amigos. Pré-adolescentes nesta fase se preocupam exageradamente com o que pensam da sua aparência ou de seu jeito de ser. Por esse motivo é tão comum ver seus alunos imitando o estilo dos personagens que são apresentados na televisão ou mesmo na internet. Entretanto, a Palavra de Deus também nos mostra qual o estilo de vida ideal que deve ser imitado: Jesus Cristo é o nosso maior exemplo (1 Co 11.1; 1 Jo 2.6). Embora pareça difícil para os seus alunos rejeitar os maus exemplos encontrados na sociedade, é preciso despertá-los para a verdade de que o sistema mundano está submetido ao Maligno. Sendo assim, nosso maior exemplo de conduta é o próprio Senhor Jesus Cristo. É importante que seus alunos saibam que o nosso Senhor também passou por esta fase. Ele também compartilhou das experiências normais da pré-adolescência, mas não pecou em momento algum. Mostre aos seus alunos a importância de termos bons exemplos a seguir nesta etapa da vida.
1. A necessidade de boas referências. Ter bons exemplos pelos quais podemos aprender coisas boas e que edificam é fundamental para o amadurecimento na fé. Seus alunos estão aprendendo a tomar decisões, fazer escolhas, assumir tarefas em casa e na escola. Nesta fase, é preciso muito aconselhamento, diálogo, orientação, e espaço para sanar as dúvidas sobre todo e qualquer assunto. Para tanto, seus alunos precisam de um mentor, ou seja, alguém capacitado para instruir, ensinar, exemplificar e até mesmo inspirá-los a boas ações. Alguém que esteja disposto a ouvi-los nos momentos mais difíceis da caminhada. Muitas vezes, são os pais que assumem esta responsabilidade e orientam seus filhos no bom caminho. No entanto, há muitos alunos que não têm mais seus pais por perto ou simplesmente não foram criados por eles. Neste caso, o seu papel é muito importante, caro professor, pois será em você que seus alunos vão se inspirar para tomar as maiores decisões da vida. Eles contarão com o seu exemplo, com a sua capacidade de compreendê-los, com a sua maneira de falar e de aceitá-los do jeito que são.
2. Jesus Cristo: nosso maior exemplo. Seus alunos, diariamente, são bombardeados com várias informações que não compactuam com as verdades da Palavra de Deus. De forma inconsciente, o comportamento, a maneira de falar e a forma de pensar de seus alunos passam a ser influenciados por esses modelos que são observados na sociedade. A sua missão, caro professor, é oferecer aos seus alunos outra opção para que possam observar e ter como referência para crescerem e se tornarem pessoas justas. O maior exemplo a ser seguido é o de nosso Senhor de Jesus Cristo. Ele é o modelo que devemos imitar se quisermos crescer na presença de Deus e fazer a diferença em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado (cf. Jo 17.20,21). O Mestre mostrou o seu exemplo não apenas baseado nos ensinamentos que deixou aos seus discípulos, mas também através do seu caráter. As atitudes, as ações e a forma como lidava com os pecadores confirmava que os seus ensinamentos não eram vazios, mas ensinados com coerência (cf. Mt 7.29). O Senhor praticava o que ensinava e esse deve ser o seu maior desafio como professor da Escola Dominical. Não apenas ensinar seus alunos as verdades do evangelho, mas também praticá-las de tal modo que seus alunos ficarão inspirados e motivados a praticar o evangelho.
Considere as observações apontadas neste artigo e converse com seus alunos a respeito de pessoas que eles veem na mídia e que servem como referência para uma conduta justa. Se preferir, você pode levar figuras de pessoas aclamadas pela sociedade como grandes exemplos para os dias atuais. Ao final, ainda que seus alunos possam observar coisas boas nos personagens apresentados, explique que o maior exemplo de caráter e bondade só pode ser observado em nosso Senhor Jesus Cristo. 

Lição 09 - 4º Trimestre 2018 - Cristo Vem! - Adolescentes. 13 e 14 anos.

Lição 9 - Cristo Vem

4º Trimestre de 2018
ESBOÇO DA LIÇÃO
A SEGUNDA VINDA DE JESUS
O ENCONTRO COM O SENHOR
O IMPÉRIO DA MALDADE
A DOUTRINA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Marcelo Oliveira de Oliveira*
1. Introdução
A nação brasileira nunca esteve mergulhada num vale de corrupção como se encontra hoje. As manchetes são vastas. A corrupção está entranhada nas esferas pública e privada. E as notícias do aumento da violência?! E o confronto entre as pessoas, o desejo de fazer “justiçamento” com as próprias mãos?! De um lado, um poder público acuado, atordoado; do outro, menores e adultos, agentes do crime galgando os “louros” para suas próprias vantagens. A sensação é de total insegurança: a polícia prende, mas a justiça solta.
Há a agenda do doutrinamento do Homossexualismo na tentativa de promovê-lo à normalidade, como se a heterossexualidade fosse a exceção. Igualmente, a agenda da Ideologia de Gênero empurrada à força para dentro das escolas pelos intelectuais das secretarias estaduais e municipais de Educação ― e claro, sob a tutela do Ministério da Educação, o MEC.
O mundo está perplexo com a crise dos refugiados na Síria, os desentendimentos diplomáticos entre EUA, Rússia, Israel, o caso Coreia do Norte e seu relacionamento com a China, Japão e Coreia do Sul, as ditaduras na América Latina, como a Venezuela. Cada vez mais os acordos diplomáticos são ignorados e o respeito aos pactos internacionais são completamente ignorados. Este é o quadro nada positivo do mundo hoje.
A Bíblia relata que nos dias de Ló e de Noé os acontecimentos estavam assim. Índices altíssimos de corrupção, a violência praticada em números desproporcionais, as ameaças contra os mais fracos e o predomínio da imoralidade naquelas sociedades. Como elemento surpresa, ambas as sociedades foram julgadas e destruídas pelos juízos de Deus. O Altíssimo é justo e o ato da sua justiça se mostra contra toda a injustiça. A primeira vinda de Jesus Cristo foi um “brado” da justiça de Deus contra a injustiça dos homens (Jo 1.4,5). Desde muito tempo, o ser humano se aprofunda em suas mazelas e pecados (Rm 1.18-32). A condenação injusta da pessoa de Jesus de Nazaré demonstra o quanto o ser humano é mau e capaz de cometer as maiores atrocidades ― principalmente em nome de Deus. Assim, haverá um dia em que o nosso Senhor julgará grandes e pequenos, ricos e pobres (Mt 25.31-46). O Filho retribuirá cada um conforme a verdade das suas ações. A Segunda Vinda de Jesus Cristo demonstrará a sua grandiosa justiça. Embora, ninguém saiba dia e hora.
2. O Arrebatamento da Igreja
Caro professor, prezada professora, a doutrina da Segunda Vinda do Senhor tem dois aspectos que precisam ser destacados: o secreto e o público. São duas as etapas que constituem a Segunda Vinda do Senhor. A primeira é visível somente para a Igreja, mas invisível ao mundo; a segunda etapa é visível a todas as pessoas, pois “todo olho verá”.
O termo “arrebatamento” se origina da palavra grega harpagêsometha que significa “àquilo que é frequentemente chamado”. Refere-se à ideia de se encontrar com o Senhor para vê-lo como Ele é. A ideia de nos encontrarmos com o Senhor faz um paralelo com 1 Tessalonicenses 4.15, onde a palavra parousiaaparece determinando os seguintes significados: “presença” e “vinda” do Senhor. Por isso, há algumas linhas de pensamentos distintas, em que outros irmãos em Cristo consideram que o Arrebatamento e a Vinda Gloriosa serão um só evento.
 Múltiplas Correntes Escatológicas concernentes ao Arrebatamento
Pré-Milenismo
Amilenismo
Pós-Milenismo
O Pré-Milenismo está dividido em Histórico e Dispensasionalista.
O Dispensasionalismo está dividido em:
  • Pré-Tribulacionista
  • Meso-Tribulacionista
  • Pós-Tribulacionista
O Amilenismo tem um entendimento de que na Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a Parousia estarão conectadas, isto é, serão um só acontecimento, seguindo assim o Juízo Final.
Igualmente, o Pós-Milenismo entende que na Segunda Vinda de Jesus, o Arrebatamento e a Parousia estarão conectadas, isto é, serão um só evento, seguindo assim o Juízo Final.
 As Assembleias de Deus no Brasil adotam a corrente Pré-Milenista-Dispensacionalista-Pré-Tribulacionista, onde o Arrebatamento da Igreja ocorrerá antes dos sete anos de Grande Tribulação.
Entretanto, o contexto do Arrebatamento como um acontecimento distinto à Vinda Gloriosa está nos escritos do apóstolo Paulo. Este tinha em mente o arrebatamento quando exortava os crentes do Novo Testamento a terem esperança: “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17). Textos como Colossensses 3.4; Judas 14 dão conta dos crentes voltando com Cristo para julgar os ímpios após o Arrebatamento da Igreja. 
3. O Tribunal de Cristo e os Galardões
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (1 Co 3.14). A doutrina do Tribunal de Cristo visa ensinar sobre como a Igreja prestará contas de tudo o quanto fez enquanto esteve presente no mundo. Ali, todas as obras se revelarão, desde as mais complexas às consideradas mais simples. Será um momento de julgamento divino acerca das ações e atitudes dos salvos em Cristo. Entretanto, é importante não confundir o Tribunal de Cristo com o julgamento do Trono Branco. Este será destinado aos ímpios que serão julgados no final do Milênio, e aquele se destina aos crentes vivos e mortos, que foram ressuscitados pelo Senhor no advento do Arrebatamento da Igreja, a fim de serem julgados e receberem cada um, conforme a verdade de suas ações, o seu galardão.
É importante ressaltar que no Tribunal de Cristo serão julgadas as obras dos crentes. Conquanto a salvação de Cristo seja pela graça mediante a fé, o galardão entregue a cada crente será distribuído mediante as obras. Neste aspecto, as obras do crente são essenciais para justificá-los diante do Tribunal de Cristo. O texto de 1 Coríntios 3 mostra que acerca dos líderes, mas pode ser aplicado também a toda comunidade de crentes, a maneira pela qual eles continuarão a edificar a Igreja de Cristo será julgada neste Tribunal. Aqui, se verificará que tipos de obras tais líderes fizeram: se edificaram o edifício de ouro ou se de prata ou se de pedras preciosas ou se de madeira ou feno ou palha. Então, o detalhe de cada obra será manifesto naquela oportunidade. Assim, o “fogo” provará a resistência de cada obra. Se após a provação do “fogo”, a obra permanecer, o crente receberá o seu galardão; senão, não o receberá. O texto diz que a obra padecerá sofrimento, mas isso não interferirá na salvação do crente. Este será salvo como pelo fogo, ou em linguagem mais contemporânea, “como por um triz” ou “por um fio” (1 Co 3.14).
Não há mandamento mais urgente para estarmos pronto diante do Tribunal de Cristo, que este: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mc 12.31). Ora, toda boa obra na vida do crente deve se fundamentar no princípio mandatório de nosso Senhor: a prática do amor.
4. Bodas Cordeiro
Após o episódio do julgamento das obras no Tribunal de Cristo, virá o tempo das Bodas do Cordeiro. Antes de prosseguirmos com a explicação, dê uma relembrada no caminho que já fizemos até aqui. Por intermédio do gráfico, abaixo, veja a dimensão linear dos acontecimentos, lembrando que essa imagem é apenas para fins didáticos:
ARREBATAMENTO DA IGREJA → GRANDE TRIBULAÇÃO
                                                                       Tribunal de Cristo
                                                              BODAS DO CORDEIRO
Apesar de ainda não termos visto o assunto do derramamento da Ira de Deus, estudamos um evento que ocorrerá paralelamente à Grande Tribulação, o Tribunal de Cristo. Agora, neste pouco espaço, nos deteremos ao outro evento que também ocorrerá simultaneamente à Grande Tribulação: As Bodas do Cordeiro.
A palavra “bodas” quer dizer: enlace matrimonial, casamento, festa ou banquete em que se celebram as núpcias. É um momento de festa e de alegria onde o noivo e a noiva farão um voto de casamento até que a morte os separe. Na Escatologia Bíblica, esse termo refere-se ao período que lembra o momento íntimo entre o Noivo e sua Noiva, isto é, Jesus Cristo e sua Igreja.
Em uma passagem dos Evangelhos, quando próximo da sua crucificação, na verdade em sua última Páscoa com os discípulos, nosso Senhor disse: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus” (Mc 14.25). É bem significativo que o apóstolo João escreva no livro do Apocalipse esta mensagem: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (19.9). O cumprimento dessa bem-aventurança se dá exatamente no advento das Bodas do Cordeiro.
Nesse evento glorioso, os crentes foram plenamente vestidos e adornados de atos de justiça, pois já estiveram diante do Tribunal de Cristo, foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Assim como temos um momento de intimidade com Cristo por intermédio da comunhão da Ceia do Senhor, as Bodas do Cordeiro é o momento mais íntimo de Cristo com a sua Igreja. É o tempo de refrigério, de glória, de graça e de alegria. É um tempo que marcará a consumação da redenção dos santos.
De fato, é bem-aventurado quem passa pelas Bodas do Cordeiro! O momento do nosso encontro e estada com Jesus Cristo, o Rei dos reis, é o momento além da história em que todo crente, lavado e remido no sangue do Cordeiro, anela em viver para sempre. Então, estaremos eternamente com o Rei dos Reis!
5. Grande Tribulação
Enquanto no céu estará ocorrendo o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro, na Terra, após o Arrebatamento da Igreja, dar-se-á o início da Grande Tribulação. Será um período histórico de sete anos entre o “Arrebatamento da Igreja de Cristo” e a “Segunda Vinda gloriosa de Jesus Cristo ao mundo”. O período da Grande Tribulação remonta a profecia das 70 semanas das quais falou o profeta Daniel. Veja o gráfico abaixo:
70ª Semanas de Daniel = 7 anos de Tribulação
3 anos e 1/2 – primeira metade:
3 anos e 1/2 – segunda metade:
→ Grande acordo de paz;
→ Ascensão de um grande líder;
→ Políticas que ludibriam as nações, principalmente, Israel e povo judeu.
→ Quebra do acordo;
→ Revelação da verdadeira motivação do grande líder mundial, o Anticristo.
→ Perseguição implacável aos que dizem não! ao sistema.
→ Quando as nações do mundo cercar a Israel, na cidade de Jerusalém, então, o Senhor Jesus, juntamente com a sua igreja, intervirá na injustiça tramada contra o povo, e na terra, que o Senhor escolheu (Jd 14,15) ― A Bíblia diz que a terra da Palestina não pertence a ONU ou as quaisquer nações que ouse repartir aquela terra:
“Então ajuntarei os povos de todos os países e os levarei para o vale de Josafá e ali os julgarei. Eu farei isso por causa das maldades que praticaram contra o povo de Israel, o meu povo escolhido: espalharam os israelitas por vários países e dividiram entre si o meu país” (Jl 3.2).
As Escrituras mostram que o tempo da Grande Tribulação será marcado como o tempo da “ira de Deus”, da “indignação do Senhor”, da “tentação”, da “angústia”, de “destruição”, de “trevas”, de “desolação”, de “transtorno” e de “punição” (1 Ts 1.10; Is 26.20,21; Ap 3.10; Dn 12.1; 1 Ts 5.3; Am 5.18; Dn 9.27; Is 24.1-4,20,21). Será o tempo em que o Altíssimo intensificará os seus juízos àqueles que, conscientemente, se rebelaram contra o criador. Nesse sentido, podemos dizer que os propósitos da Grande Tribulação são: (1) fazer justiça, (2) preservar um pequeno grupo de pessoas fiéis que sobreviveram aos ataques do Anticristo.
Deus derramará a sua ira na Grande Tribulação por intermédio da abertura dos selos (Ap 6), do toque das trombetas (que é o desdobramento do sétimo selo ― Ap 8 – 11) e do derramamento das taças (Ap 16). Então, a Grande Tribulação terá fim por ocasião da manifestação gloriosa do Filho de Deus nos Montes das Oliveiras (Zc 14.1-7; Mt 24.22,29,30).
6. A vinda de Jesus em Glória
Após analisarmos os elementos finais da doutrina das Últimas Coisas, tais como, o Arrebatamento, o Tribunal de Cristo, As Bodas do Cordeiro e a Grande Tribulação; a agora veremos finalmente a Vinda de Jesus em Glória.
A vinda gloriosa do Senhor é um fato pronunciado pelas Escrituras, pois há mais de 300 menções sobre isso em o Novo Testamento ― por exemplo, os capítulos 24 e 25 de Mateus e o 13 de Marcos são inteiramente dedicados ao assunto. Antes de prosseguirmos no assunto é importante você rememorar o que significa a vinda de Jesus para os principais agentes da história da Igreja de Cristo no mundo. Veja o quadro abaixo:
O PROPÓSITO DA SUA VINDA
Para a Igreja
Para Israel
Para o Anticristo
Para as Nações
Secreta e repentinamente, nosso Senhor aparecerá à Igreja para levá-la à profunda e eterna comunhão.
O Messias prometido ao povo de Israel, o libertará da tribulação, restaurando a promessa de sua antiga terra.
O Senhor virá objetivamente para destruir o Anti-Cristo e estabelecer o Milênio. Um tempo de paz e de tranquilidade.
Nesta oportunidade, nosso Senhor julgará as nações e os reinos desse mundo, fazendo todos os povos sujeitos à sua autoridade e poder.
Enquanto que para a Igreja, Jesus Cristo virá misteriosamente; para Israel, o Anticristo e as Nações, Ele virá publicamente com poder e grande glória. Ninguém poderá escapar da sua justiça. O ser humano moderno vive iludido, pensando que não precisa prestar contas a ninguém. Vive a vida a seu bel prazer, não precisando pensar no que está certo nem errado. O apóstolo Paulo diz que o dia em que o nosso Senhor vir, Deus julgará “os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Rm 2.16). Diante do Pai, não haverá quem possa dissimular ou esconder o que sempre desejou e o motivou. 
7. Conclusão
No dia em que o nosso Rei julgar os povos, todos saberão quem Ele é e contemplarão a promessa da sua vinda em pleno cumprimento. Não haverá, pois, quaisquer sentenças injustas, pois o nosso Deus é a própria justiça. Outro ponto importante que se deve deixar bem claro nesta aula é sobre alguns aspectos fundamentais a respeito da Vinda Gloriosa de Jesus:
1. Ela será de maneira pessoal (Jo 14.3).
2. Ela será literal (At 1.10).
3. Ela será visível (Hb 9.28).
4. Ela será gloriosa (Cl 3.4).
As Escrituras apresentam com clareza que o nosso Senhor virá em pessoa para julgar todo o mundo. Portanto, renovemos a nossa esperança nesta promessa!
Maranata! Ora vem Senhor Jesus!
* Redator do Setor de Educação Cristã, Bacharel em Teologia, Licenciado em Letras e pós-graduando em Educação.