quinta-feira, 21 de março de 2013

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Elizeu e a Escola dos Profetas.


Lição 12

ELISEU E A ESCOLA

DOS PROFETAS

24 de março de 2013 

TEXTO ÁUREO

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tm 2.1-2).  

VERDADE PRÁTICA

A escola de profetas objetivava a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO

                                                                                           
O contexto histórico do nosso texto áureo está na aflição de Paulo por Timóteo, exortando-o à firmeza e à constância do ministério (2 Tm 1.3 a 2.13).  
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que á em Cristo Jesus....” – A palavra “Tu, pois, meu filho” alude a Timóteo, o supervisor geral ou presbítero responsável. É a atenção do apóstolo Paulo na exortação ao jovem obreiro Timóteo para que não viesse a falhar na execução de suas funções oficiais.

Timóteo era o obreiro ou o supervisor ideal, contrastando com Fígelo e Hermôgenes, os quais se tinham voltado contra o apóstolo Paulo “Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes” (2 Tm 1.15). Também desviaram da verdadeira fé Himeneu e Fileto, deixando o bom depósito da fé e o modelo das sãs palavras, entraram no caminho das heresias e falsos ensinos: “Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns” (2 Tm 2.14-18).
Mas Timóteo diferentemente de Fígelo, Hermógenes, Himeneu e Fileto, é chamado pelo Apóstolo Paulo de “meu filho”, ou seja, era um convertido por Paulo, e portanto, um dos seus filhos na fé, ele já declarara isso em 1 Timóteo 1.2: “a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé; graça, misericórdia e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor”.
Tal expressão nos revela o carinho e a consideração do apóstolo Paulo por seu discípulo Timóteo, como um pai orienta e cuida de seu filho, assim o apóstolo Paulo fez com o jovem obreiro Timóteo. Paulo e Timóteo compreendiam que eram parte da grande família celestial, e compartilhavam da comunhão fraternal e pessoal, certamente Timóteo compreendeu o carinho de Paulo e sabedor que Paulo era testemunha fiel do Senhor Jesus Cristo, certamente ele poderia imitar seu pai na fé. Paulo o exorta a guarda o depósito da fé: “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós” (2 Tm 1,13-14) 
“Fortifica-te na graça em Cristo Jesus...” – O apóstolo Paulo exorta a Timóteo a adquirir forças, ser forte, trata-se de fortalecimento sempre renovado, fortalecimento do homem interior. Paulo sabia que somente com a força originada na graça em Jesus Cristo é que seu filho na fé Timóteo, o jovem obreiro, resistiria a terríveis forças espirituais da maldade.
As batalhas e ataques espirituais que os obreiros cristãos, servos de Jesus Cristo, sofrem são tão grandes e contínuas que exigem o contínuo fortalecimento na graça do Senhor Jesus Cristo. De acordo com a palavra de Deus o ensino da graça-fé, o Espírito Santo é dado a fim de produzir resultados espirituais desejados, pois a graça não e alguma forma nova de lei que faça exigências as pessoas, ela emana do filho unigênito, o Messias, Jesus, o cordeiro de Deus, Paulo declara: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Co 12.9).
O Espírito Santo é o nosso Consolador, ele nos confere forças através da graça do Senhor Jesus Cristo. É somente dentro e na dependência da graça é que podemos encontrar a autêntica força espiritual.
Jesus é a graça de Deus revelada, Ele é a força originária da força espiritual, através da comunhão com o Senhor Jesus recebemos o poder e forças espirituais.  A expressão “em Cristo” aparece 164 vezes nas epístolas de Paulo, isso é uma clara indicação doutrinária que a comunhão com o Senhor Jesus nos dá fortificação e nos concedeu bem estar espiritual: “Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento (Como o testemunho de Cristo foi mesmo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.3-8).  
“E o que de mim, entre muitas testemunhas ouviste, ...” – Paulo está orientando, ensinando e exortando a Timóteo ao sistema doutrinário do cristianismo, a fé ortodoxa, as sãs palavras, o bom depósito da fé.  
“...confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”  (2 Tm 2.1-2) – Ou seja, Paulo exorta o jovem obreiro Timóteo que em nada alterasse a mensagem que recebera, transmitindo a mensagem cristã conforme ouvira e aprendera.
Confia-a, ou seja, transmite-a, entregue-a, Timóteo deveria entregar a mensagem cristã pura, em todo o seu poder a homens fiéis, dignos de confiança, inspiradores de confiança. O apóstolo Paulo queria aludir a homens espiritualmente qualificados, aqueles amplamente ensinados na fé apostólica e bíblica, estão implícitos aqui os dons espirituais.
Homens idôneos, suficientemente adequados, apropriados, aptos, competentes, qualificados espiritualmente. Eles tinham uma missão ensinar a outros, veja a importância do ensino cristão, o discipulado, o ensino, preserva a igreja das falsas doutrinas dos homens e dos demônios.
O escritor Spencer declara: “As grandes verdades cristãs jamais tiveram permissão de ser manuseadas sem cuidado. Por assim dizer, havia uma escola de teológica cristã nos tempos do apóstolo Paulo. Sua ordem final orientava seu mui amado discípulo para que fizesse provisão cuidadosa para a escolha e o treinamento de mestres, nas congregações. Homens dispostos e capazes, zelosos e bem dotados, deveriam cuidar para que, antes de terminarem a sua carreira, possam entregar suas tochas, ainda queimando, a atletas que ocupem o seu lugar”.
Homens e mulheres que conheçam a pedagogia de Cristo: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11.29), a pedagogia de Jesus é compartilhada na percepção de que o ensinador deve viver o que ensina. Paulo também fala dentro destes termos pedagógicos: Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei” (1 Co 11.1-2).  

RESUMO DA LIÇÃO 12  

GRUPO DE PROFESSORES NO CONGRESSO NACIONAL DA E.B.D. NO RIO CENTRO
R.J. - OUTUBRO 2012. ASS. DEUS MIN. BELÉM - CAMPINAS - SP - BRASIL.
 
ELISEU E A ESCOLA DOS PROFETAS  
I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Noção de organização e forma.
2. Noção de organismo e função.  
II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DOS PROFETAS
1. Treinamento.
2. Encorajamento.  
III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. A escritura.
2. A experiência.  
IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS
1. Ensino através do exemplo.
2. Ensino através da Palavra.  
INTERAÇÃO  
No Antigo Testamento podemos perceber que a educação religiosa tinha um lugar de destaque entre os israelitas. As Escolas de Profetas são uma prova desta verdade. Estas instituições não tinham como propósito ensinar os alunos a profetizarem. A profecia é um dom divino, por isso, somente o Senhor pode ensinar os seus servos quanto ao profetizar.
Todavia, um dos objetivos era passar às gerações mais novas a herança cultural e espiritual da nação. Na lição de hoje, estudaremos acerca da Escola de Profetas sob quatro perspectivas: a instituição, os objetivos, o currículo e a metodologia.   

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

COMPREENDER o real propósito das escolas de profetas.
SABER a respeito do currículo da escola de profetas.
RELACIONAR alguns dos métodos utilizados nas escolas de profetas.  

COMENTÁRIO 

INTRODUÇÃO 
As Escolas de Profetas tinham como objetivo a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. Os autênticos cristãos empenham-se no estudo e no ensino das Sagradas Escrituras, pois o crente que não recebe instrução na Palavra está sujeito a ser levado por todo vento de apostasia (Ef 4.14). 
ESCOLAS DE PROFETAS 
OBJETIVOS
A transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra. 
CURRÍCULO
Em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo; aprendizado prático. 
METODOLOGIA
Ensino através do exemplo. 
                                        PALAVRA CHAVE
     ESCOLA DE PROFETAS:
Instituição de ensino do Antigo Testamento cujo objetivo era a transmissão dos valores morais e espirituais que Deus havia entregado a Israel através de sua Palavra.
Por diversas vezes, vemos a expressão “filhos dos profetas” aparecer nos livros de Reis. Os filhos, ou discípulos, dos profetas estavam radicados em Betel, Jericó e Gilgal (2 Rs 2.3,5,7,15; 4.38). O contexto dessas passagens não deixa dúvidas de que esta expressão pode ser entendida como sinônimo para escola de profetas.
O fato serve para mostrar que a educação religiosa, ou formal, já recebia destaque no antigo Israel. Ressalvamos que as escolas de profetas não tinham como propósito ensinar a profetizar. Isso é uma atribuição divina. Todavia, era um testemunho vivo de que o povo de Deus, em um passado tão distante, preocupava-se em passar às gerações mais novas sua herança cultural e espiritual. Por isso, vejamos nessa lição, a Escola de Profetas sob quatro perspectivas. 
I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
“Escolas Hebraicas
Os profetas prestaram uma assistência à instrução religiosa do povo através de suas pregações públicas. As referências a um grupo de profeta em Ramá sob o comando de Samuel, e possivelmente em Gibeá, mesmo tendo sido chamadas de escolas de profetas não devem ser consideradas como as mais recentes escolas de escribas que caracterizavam o judaísmo.
Estas foram ocasionadas em sua maior parte pelo declínio do sacerdócio sob o comando de Eli e seus filhos, e novamente durante a monarquia (1 Sm 10.5,10; 19.20), e também da necessidade que o povo tinha de receber a instrução religiosa. Estas associações de profetas não devem ser consideradas como monásticas, mas, na verdade, existiram com o propósito de trazer à tona uma maior influência religiosa sobre sua época.
Presume-se que, no tempo de Esdras, as instituições religiosas tenham sido um esforço escolástico entre os judeus (Ed 7.10). ”Associadas ao crescimento das sinagogas e outras instituições pós-exílicas, a educação primária, como um padrão de ensino, viria a tornar-se compulsória, conforme revelado no Talmude” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., RJ: CPAD, 2009, p.665). 
1. Noção de organização e forma. O texto de 2 Reis 6.1 mostra que essas Escolas de Profetas possuíam uma estrutura física. Eles viviam em comunidade e, portanto, careciam de espaço físico não somente para habitar, mas também onde pudessem ser instruídos:
 “Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali”. Observa-se nesse texto que a estrutura acabou ficando inadequada e um espaço maior foi reclamado. Para que se tenha uma educação de qualidade necessita-se de uma estrutura adequada. Não podemos educar sem primeiro estruturar! 
2. Noção de organismo e função. As escolas de profetas estavam sob uma supervisão e, portanto, possuíam um líder espiritual que lhes dava orientação. Os estudiosos acreditam que as escolas de profetas surgiram com Samuel (1 Sm 10.5,10; 19,20) e, posteriormente, consolidaram-se com a monarquia nos ministérios de Elias e Eliseu.
No texto de 2 Reis 6.1, verificamos que os discípulos dos profetas estavam sob a orientação de Eliseu e era com este profeta que buscavam instrução. Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais capaz de prever o futuro ou operar grandes milagres, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica. 
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
Eliseu não era apenas um homem com dons sobrenaturais, mas também um profeta que possuía uma missão pedagógica. 
II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. Treinamento. O texto de 2 Reis 2.15,16 mostra que fazia parte do treinamento das escolas dos profetas trabalhar sob as ordens do líder, obtendo assim permissão para a execução de cada tarefa.
 Em outras situações observamos que os filhos dos profetas, quando já treinados, podiam agir por conta própria em determinadas situações (1 Rs 20.35). Na igreja o discipulado ocorre quando aquele que foi ensinado compartilha com outro o seu aprendizado. 
2. Encorajamento. Os expositores bíblicos observam que Eliseu não limitava o seu ministério à pregação itinerante e a operação de milagres, mas agia também como um supervisor das escolas de profetas. Ele fornecia instrução e encorajamento aos jovens que ali estavam.
O contexto de 1 e 2 Reis não deixa dúvidas de que Elias e Eliseu muito se preocuparam em transmitir às gerações mais novas o que haviam aprendido do Senhor. Nessas escolas, portanto, esses alunos eram encorajados a buscar uma melhor compreensão da Palavra de Deus. Não há objetivo maior para um educador do que encorajar o educando a buscar a excelência no ensino.
3.- Eliseu e a Escola de profetas.  Os profetas não eram pessoas preguiçosas. Eles decidiram ampliar o local em que estavam vivendo, e para isso, não se puseram a orar e profetizar em nome do Senhor: eles se puseram a trabalhar.
Não é certo que uma pessoa que detenha um dom espiritual se utilize dele para não trabalhar, não ter uma vida produtiva, ou para ficar dependendo de terceiros para sua subsistência. Dons são dados para a edificação da igreja e não para estabelecer distinções entre quem tem e quem não tem.
Os profetas que cercavam Eliseu colocaram “a mão na massa” e foram trabalhar para que tivessem um espaço maior para viverem. E foi em um momento desses, em que esses homens estavam trabalhando, que Deus fez um grande milagre por intermédio de Eliseu: fez flutuar o ferro de um machado, que um dos alunos daquela escola deixou cair sem querer no rio.
Não podemos prever que tipos de adversidades podem ocorrer quando estamos trabalhando para o Senhor, mas podemos ter a certeza de que Deus estará sempre com conosco. Fazer flutuar o ferro de um machado não foi um ato de demonstração de poder com objetivos pessoais, mas uma oportunidade de mostrar o quanto Deus honra a fé de seus servos.
4.- Geazi e Eliseu. Eliseu demonstrou o poder de Deus com milagres realizados, mas também ensinou pelo seu próprio exemplo. Geazi era seu aluno, e convivia com o profeta, vendo milagres. Não é exagero dizer que Eliseu aprendeu muitas coisas com o convívio que teve com Elias, e Geazi também observou os atos de Eliseu.
Mas aqui cabe uma observação: Ao passo que Eliseu aprendeu coisas com Elias e teve um ministério frutífero, Geazi optou pelo caminho oposto. Na ocasião em que esteve com o capitão siro Naamã, Geazi demonstrou que não estava apto para o ministério profético pois foi seduzido pelos presentes que Naamã, já curado, ofereceu a Eliseu.
Nessa ocasião, vendo Geazi que Eliseu rejeitou os presentes de Naamã, cobiçou-os e foi atrás do siro, contando-lhe uma história piedosa. Porque Deus julgou Geazi de forma tão severa? Primeiro, porque ele foi um homem cobiçoso. Segundo, porque ficou indignado de ver Naamã ser curado e não pagar nada pela cura que recebeu. Terceiro, porque Geazi mentiu para obter os presentes que Naamã daria a Eliseu.
Quarto, não podemos usar os dons que Deus nos concede para lucrar de forma pessoal. Que essas observações nos sirvam de exemplo, para que não sejamos julgados por Deus por conta de tais manifestações de infidelidade. 
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
As Escolas de Profetas forneciam instrução e encorajamento aos alunos a fim de que eles buscassem uma melhor compreensão da Palavra de Deus. 
III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
1. A Escritura. Acompanhando o ministério de Elias, vemos que a Palavra de Deus fazia parte do conteúdo ensinado nas escolas de profetas. Dele, Eliseu recebeu essa herança. Quando se encontrava no monte Sinai, Elias queixou-se de que os israelitas haviam abandonado a aliança divina, destruído os locais do verdadeiro culto e matado os profetas do Senhor (1 Rs 19.10).
A Palavra de Deus, em especial o livro de Deuteronômio, especificava que princípios e preceitos regiam a aliança de Jeová com o seu povo. A Palavra de Deus era e é essa aliança! Assim como Elias, Eliseu também estava familiarizado com as implicações do concerto divino. Era a Palavra de Deus que ele ensinava aos seus discípulos. É a Palavra de Deus que nós também devemos ensinar hoje. 
2. A experiência. Elias e Eliseu eram homens experientes e partilhavam com os outros o que haviam aprendido do Senhor (2 Rs 2.15, 19-22; 4.1-7, 42-44). No entanto, no contexto bíblico, a experiência não está acima da revelação divina conforme se encontra registrada na Bíblia. A Palavra de Deus é quem julga a experiência e não o contrário.
Elias, por exemplo, afirmou que suas experiências tiveram como fundamento a Palavra de Deus (1 Rs 18.36). Os mais jovens devem ter a humildade de aprender com os mais experientes e os mais experientes não devem desprezar os saberes dos mais jovens. O aprendizado se dá através do processo de interação e a experiência faz parte desse processo. 
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
O currículo da Escola de Profetas era em especial o livro de Deuteronômio, pois especificava os princípios e preceitos que regiam a aliança de Jeová com o seu povo. 
IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS
1. Ensino através do exemplo. As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação. Havia uma relação entre professor e aluno na comunidade onde viviam. A educação acontecia também na sua forma oral e o exemplo era um desses métodos adotados no processo educativo.
Não há como negar que Eliseu ensinava através do exemplo. Há vários relatos sobre os milagres de Eliseu, nos quais se percebe que o aprendizado acontecia através da observação das ações do profeta. Geazi, discípulo de Eliseu, sabia que seu mestre era um exemplo de honestidade. Em o Novo Testamento, Jesus Cristo colocou-se como o exemplo máximo a ser seguido e Paulo se pôs como um modelo a ser imitado (Mt 9.9; 1 Co 11.1). 
2. Ensino através da Palavra. Eliseu não deixou nada escrito. O que sabemos dele é através do cronista sagrado. Mas esse fato não significa que o profeta não usasse a Palavra de Deus em sua vida devocional e também como instrumento de instrução nas Escolas de Profetas.
A forma como Eliseu julgava o comportamento dos reis, aprovando-os, ou reprovando-os, não deixa dúvidas de que usava a Palavra de Deus escrita para discipular os alunos das Escolas de Profetas. Eliseu, por exemplo, mediu a iniquidade de Acabe através da piedade de Josafá. Acabe era um rei mau porque não andava conforme a Palavra de Deus, enquanto Josafá era estimado por fazer o caminho inverso. 
SINÓPSE DO TÓPICO (4)
As Escolas de Profetas seguiam o idealismo hebreu concernente à educação. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através do ministério de Eliseu, observamos que as Escolas de Profetas eram dedicadas ao ensino formal. Ali era ensinada a Palavra de Deus. Esse fato, por si só, é de grande relevância para nós, porque demonstra a preocupação do homem de Deus em passar a outros o conhecimento correto sobre o Deus único e verdadeiro.
Os tempos mudam e a cultura também. Hoje, sabemos que a educação secular possui grande importância e, infelizmente para muitos, é a única forma de educação existente. Não podemos negligenciar a educação secular, mas não podemos de forma alguma perder de vista a dimensão espiritual do conhecimento divino, que se encontra na Bíblia Sagrada. 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
LEBAR, L. E. Educação que é Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2009. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Maternal 3 e 4 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2012
A criação de Deus - A proteção e o cuidado de Deus
  • Lição 12 - FAMÍLIA.

    I. Leitura Bíblica Gênesis 2.18-25;4.1,2

    II. De professor para professor
    Prezado professor, o objetivo da lição deste domingo é fazer com que a criança compreenda que a família é uma dádiva de Deus.

    • Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.

    • A palavra-chave é “FAMÍLIA”. Durante o decorrer da aula diga às crianças que o Papai do céu criou a família. A família é uma presente do Papai do céu para você.

    III. Para refletir
    “O primeiro casamento foi estabelecido pelo próprio Deus”
    Antes da entrada do pecado no mundo, o Criador fez Eva para ser a companheira de Adão. Assim podemos crer que foi o Senhor mesmo quem permitiu ao homem e à mulher o relacionamento e a liberdade conjugal, baseados em princípios santos e puros, como parte do seu propósito para com eles. Ao trazer a mulher para Adão, Deus estabeleceu as normas para o casamento. O Senhor Jesus ratificou esse conceito: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6).

    Deus sempre se agrada quando seus princípios a respeito do casamento são seguidos. Essa obediência resulta em satisfação real e verdadeira felicidade — experiência testada por milhões de pessoas felizes nessa área. Enfim, ao agir de acordo com os padrões divinos, o homem e a mulher são agraciados por Deus, e os filhos se sentem no lugar adequado e no ambiente mais aprazível que poderiam desejar.
    (Extraído do livro E fez Deus a família, CPAD.)
    IV. Conversando com o professor
    Professora, as crianças do maternal, principalmente as mais novas, podem sentir-se tensas e inseguras numa classe de Escola Dominical. A sua sensibilidade fica aguçada, e pode chorar por qualquer coisa. Aliás, não é incomum a classe toda pôr-se a chorar, se uma delas iniciar o choro. O professor deve tratá-las com amabilidade e propiciar-lhes um ambiente tranqüilo.

    Elas assustam-se facilmente. Situações e sensações novas são-lhes assustadoras. Por isso, uma criança que esteja começando a freqüentar a Escola Dominical sentir-se-á insegura ao ser separada da mãe. Não se trata de dengo, mas de um temor real. Teme que a mãe não volte mais.

    Neste caso, a mãe deve permanecer com ela na sala, até que se familiarize com o ambiente, os professores e os colegas.

    (Extraído Maternal Mestre 3/4, Marta Doreto, CPAD).
    V. Sugestões
    Sente-se com as crianças em círculo no tapete da classe. Providencie uma família de fantoches. Eles vão “conversar” com as crianças sobre a família.

    Enfatize o fato de ser preciso obedecer ao papai e a mamãe para que a família viva feliz. Pergunte às crianças:

    Sua mãe diz: “Faça isso”. Você obedece?

    Seu pai diz: “Ajude-me nisso”. Você obedece?

    Jesus diz: “Ame as pessoas seus pais. Ame seus irmãos”. Você vai obedecer?

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - JD Infância - 5 e 6 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
Por que Deus é bom? O que posso fazer para Deus?
  • Lião 12

    Leitura Bíblica: Juízes 13—16

    I. De professor para professor

    Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é que a criança compreenda que é Deus quem nos faz fortes para vencer as dificuldades.

    • É importante fazer uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.

    • A palavra-chave da aula de hoje é “FORÇA”. Durante o decorrer da aula diga: “Deus nos dá força e coragem”.

    II. Saiba Mais
    Sansão era um líder de Israel, no tempo em que a nação achava-se dominada pelos inimigos. Esses inimigos eram chamados filisteus, e havia muitos deles. Mas nenhum deles podia derrotar Sansão. Sempre que os filisteus ameaçavam os israelitas, Sansão dava um jeito neles. Os filisteus odiavam Sansão.

    Bem, a arrogância e a valentia acabaram pondo Sansão em dificuldade.

    Ele gabou-se de sua força e deixou o orgulho subir-lhe à cabeça. Então, acabou contando aos inimigos o segredo da tal força. Finalmente... bem, você pode ler o que aconteceu em Juízes 16. 4-31. Portanto, não sejam arrogantes nem exiba valentia, mesmo que você seja grande e valente.

    Deus é o único que pode nos fazer fortes, e Ele não gosta quando nos envaidecemos. A Bíblia afirma “As pessoas revoltadas gostam de brigas, e quem vive se gabando está correndo para a desgraça” (Pv 17.19).

    (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD.).


    III. Conversando com a professora
    Lembramos, mais uma vez, que a criança do jardim de infância acha-se numa fase em que come muito, e cresce ininterrupta e rapidamente.

    Resultado: é uma criança cheia de energia.

    E toda energia sem controle é desastrosa, como bem explica o Pr. Antônio Gilberto, ao falar dos dons espirituais. Explica ele que, “a eletricidade, quando domada nas subestações, torna-se apropriada ao consumo doméstico, mas nas linhas de alta tensão é letal e destruidora”. O mesmo princípio aplica-se à energia física acumulada nas crianças. Se ela for bem canalizada e distribuída em atividades diversas, ao longo da aula, resultará em melhor aproveitamento do ensino por parte do aluno, e satisfação sem estresse para o professor.

    Frisamos que o aprendizado dessa “turma enérgica” dá-se principalmente por meio do olhar as coisas, do gesticular, repetir falas, pular, correr, atirar coisas, etc. Tenha isto sempre em mente, e não caia no erro de esperar, muito menos de exigir, que os seus alunos fiquem sentados passivamente, ouvindo-o contar uma história ou explicar um conceito.

    Permita-lhes participar ativamente da aula, repetindo as falas dos personagens, imitando-lhes os movimentos, e “conversando” com eles, ao dirigir-lhes cumprimentos, elogios, palavras de consolação, repreensão, etc.
    (Marta Doreto)


    IV. Sugestão
    Cole os visuais da lição em pedaços de papelão. Corte o mesmo em quatro partes, montado um quebra-cabeça. Sente-se com as crianças no chão da classe. Peça que os alunos formem dois grupos. Dê para cada grupo um quebra-cabeça para que montem em conjunto. Enquanto montam as peças, relembre as partes principais da história bíblica.

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Primários 7 e 8 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
Uma família abençoada - tempo de mudanças
  • Lição 12- Tema: Um encontro emocionante

    Texto Bíblico: Gênesis 32.1-32; 33.1-20

    Crescendo na graça e no conhecimento
    “Da última vez que Jacó tinha visto Esaú, este estava pronto para matá-lo, pois Jacó lhe roubara a bênção familiar (25.29 — 27.42). Furioso, Esaú decidiu matar o irmão assim que seu pai, Isaque, morresse (27.41). Por temer este encontro, Jacó enviou um mensageiro adiante com presentes.

    Sua intenção era comprar a proteção de Esaú.

    É um alívio ver a mudança no coração de Esaú quando os dois irmãos se reencontram. A amargura pela perda do direito à primogenitura e à bênção (27.36-41) parece ter desaparecido e Esaú está satisfeito com o que possui. Jacó até exclamou que era bom ver seu irmão, obviamente contente com ele (33.10). A vida pode trazer-nos alguns momentos ruins.

    Podemos nos sentir enganados, como Esaú, mas não temos de permanecer ressentidos. A amargura pode sair da nossa vida ao expressarmos os nossos sentimentos honestamente a Deus, perdoando os que nos causaram mal e estando satisfeitos com o que temos.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD. p.56-57).

    ATIVIDADE
    Querido professor, pela graça de Deus, estamos aqui novamente para dar prosseguimento ao projeto pedagógico interdisciplinar sobre a família. Se você não teve a oportunidade de iniciá-lo ainda, dê uma olhada em nosso site nos subsídios anteriores.

    Reserve um momento da aula, de preferência o início, para conversar com as crianças a respeito do seu dia-a-dia em casa. Que horas acordam? O que fazem pela manhã? O que fazem à tarde? Se os pais trabalham? A que horas chegam do trabalho? Se costumam jantar juntos? Se oram juntos? A que horas vão dormir? Essas informações revelarão um pouco a respeito da relação familiar de seus alunos e são importantes para você identificar possíveis problemas.

    Convide os pais para participarem da festa de encerramento do trimestre.

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Juniores 9 e 10 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
Deus realiza sonhos, Deus escolhe líderes
  • Lição 12- Tema: Um sonho que parece impossível.

    Texto Bíblico: Gênesis 45.1-28; 46.28-34; 47.1-12

    Crescendo na graça e no conhecimento
    “Deus usou até as más ações dos irmãos de José para cumprir seu plano definitivo. Ele enviou José adiante para preservar vidas, salvar o Egito e preparar o caminho para o início da nação de Israel. Deus é soberano. Seus planos não são ditados por ações humanas. Quando outros intentarem mal contra você, lembre-se que eles são apenas ferramentas de Deus. Como disse José a seus irmãos: ‘Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande’ (50.20).

    A fidelidade de José teve influência sobre toda a sua família. Quando estava na cova e na prisão, José deve ter questionado a respeito do seu futuro.

    Entretanto, ao invés de desesperar-se, ele fielmente obedeceu a Deus e fez o que era certo. Nestes versículos vemos um dos fascinantes resultados. Nem sempre podemos ver os efeitos de nossa fé, mas podemos estar certos de que Deus honrará a nossa fidelidade.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.

    CPAD. p.74-76).
    ATIVIDADE
    Aproveitando que a lição deste domingo traz muitas notícias para José e sua a família, estaremos dando algumas dicas de como elaborar um jornal com seus alunos a respeito da vida de José.

    Defina as equipes e estipule funções básicas para cada uma delas.

    Quem será o responsável geral pelo jornal (o editor), aqueles que devem escrever as reportagens, os que devem criar os desenhos para ilustrar as reportagens, e os irão rever tudo que os outros fizeram para ver se não está faltando nada, se não existe algo errado.

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Pré-Adolescentes 11 e 12 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
A Bíblia e a ciência
  • Lição 12- A ciência e a sabedoria

    Texto Bíblico: Isaías 44. 6-8; Daniel 2.

    Informações complementares para a lição

    Prezado professor da classe de pré-adolescente
    Nesta semana estamos trazendo para você mais informações para acrescentar o seu conhecimento acerca do estudo da próxima lição, relacionando a ciência e a sabedoria.

    CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO
    Sabemos que na sociedade pós-moderna em que vivemos, a ciência vem se expandido de forma intensa. O avanço tecnológico apareceu em vários campos do conhecimento, trazendo inovações de procedimentos, fórmulas, ou seja, novas informações e descobertas. A ciência, quando usada adequadamente para beneficiar a vida humana é, sem dúvida alguma, muito proveitosa e tida com bênção para todos. A descoberta da penicilina, a internet, a fibra ótica, as vacinas, dentre outras inovações são de grande valor para humanidade. Entretanto, não há descoberta alguma que possa se comparar com a sabedoria de Deus. As verdades divinas são inquestionáveis e a Bíblia afirma que um dos atributos de Deus que devem ser considerado é que Ele é sábio.

    O cristianismo — religião ou doutrina que defende a fé em Jesus Cristo e a sua moral e promessa de redenção — não se opõe à ciência. Muito pelo contrário! A ciência se desenvolveu devido à capacidade de inteligência dada ao homem por Deus. Além disso, a religião incentivou e influenciou a revolução científica.

    O renomado escritor Charles Colson em seu livro “Respostas às dúvidas de seus adolescentes” ao responder uma pergunta: “Você tem certeza traz alguns exemplos e argumentos práticos que reforçam a idéia de que o cristianismo não é contra a ciência.

    “ Você tem certeza de que o cristianismo não é contra a ciência?

    Eu tenho certeza, mas muitos defensores contemporâneos da ciência querem, claramente, dar a impressão de que o cristianismo se opõe à ciência.

    Muito em breve, ‘a religião deve ser considerada como uma prática anticientífica’, escreveu John Maddox, editor da Nature, o jornal científico de maior prestígio no mundo. A maioria dos primeiros cientistas — Copérnico, Newton, Lineu — eram cristãos. Na verdade, os historiadores nos dizem que o cristianismo realmente ajudou a inspirar a revolução científica.

    Considere alguns exemplos. Nas culturas pagãs, o mundo parecia estar vivo com suas deusas dos rios, divindades astrais e seus deuses do sol. Porém Gênesis 1 se coloca como um forte contraste a tudo isto. A natureza não é divina; ela é obra das mãos de Deus. O sol e Lua não são deuses; são meramente luminares colocados no céu para servir aos propósitos de Deus.

    Uma outra pressuposição crucial para a ciência é que a natureza é ordenada. Esta pressuposição também foi um resultado de crenças cristãs.”

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Adolescentes 13 e 14 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
O relacionamento entre o crente eo mundo
  • Lição 12: Comunique-se!

    Texto Bíblico: Mateus 6.5-13

    Informações complementares para a lição

    CRESCENDO NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO

  •        “Mantenha as linhas abertas”
    “Talvez o maior desafio da comunicação eficaz seja o fato de ser um bom ouvinte. Como professor você está acostumado a ter respostas, não só em sua área de especialização, mas também quando se trata das questões gerais em torno da educação.

    Afinal, há ocasiões em que você tem a sua cota de comunicação — o dia todo interagindo com os alunos, depois de uma reunião do corpo docente, conferências com os pais, e não esqueçamos do comitê do seu departamento a fim de melhorar a comunicação. É um pouco sufocante, e o resultado final pode se recorrer a respostas triviais para economizar tempo. Quando a sua sanidade está em jogo, isso é compreensível, mas o desafio é não deixar que se torne um hábito.

    A fim de alcançar as pessoas com o evangelho, Paulo fez de seu objetivo principal ser um servo e esforçou-se para entender as pessoas em qualquer situação de suas vidas. Ele percebeu que, além da comunicação, existia uma mensagem de paz, verdade e amor que tinha o poder e capacidade de atravessar todos os limites e formas de resistência de uma forma que ele mesmo nunca poderia fazer. Era uma mensagem de Deus que Paulo estava proclamando, mas era através da sua vida, sua fala, seu ouvir, seus hábitos, que Deus se comunicava.

    Quando aqueles que estão à sua volta virem que você é uma pessoa que não está escondida atrás da matéria que ensina, que você ouve e passa por bons e maus momentos assim como eles, as linhas de comunicação serão abertas de um modo que você jamais imaginou, e Deus poderá usar as suas palavras para falar aos corações que esperam ouvir algo que lhes ajude e edifique.”

    “As palavras do Senhor são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes” (Salmos 12.6).

    (Graça diária para professores. CPAD.2007).

Lição 12 - 1º Trim. 2013 - Subsídios - Jovens Adultos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
Elias e Eliseu - Um ministério de poder para toda a igreja
  • Lição 12- Eliseu e a escola dos profetas

    INTRODUÇÃO
    I. A INSTITUIÇÃO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
    II. OS OBJETIVOS DAS ESCOLAS DE PROFETAS
    III. O CURRÍCULO DAS ESCOLAS DE PROFETAS
    IV. A METODOLOGIA DA ESCOLA DE PROFETAS

    CONCLUSÃO

    ENSINO CRISTÃO: DECRETO DE DEUS

    “Ele parece não fazer algo de Si mesmo que possivelmente possa delegar às Suas criaturas. Ordena-nos que façamos lenta e desajeitadamente o que Ele poderia fazer perfeitamente e num piscar de olhos. [...] Talvez não percebamos o problema em sua inteireza, por assim dizer, de permitir que vontades finitas coexistam com a Onipotência.

    Parece envolver em cada momento quase que uma espécie de abdicação divina”.

    (C.S.Lews)

    Certo cartum retratava um senhor Brown e uma senhorita Smith. Era óbvio que a moça, munida das provas e dos resultados de entrevistas, candidatava-se a um cargo pedagógico.

    “Sinto muitíssimo, mas não podemos aceitá-la. Notamos que você é recém-formada de uma escola de educação, e exigimos um professor com experiência em sala de aula de, no mínimo, cinco anos. Além disso, você só tem grau de bacharel e preferimos alguém com o mestrado”.

    O olho do leitor então passa para o quadro seguinte, onde o senhor Brown, agora irmão Brown e superintendente da Escola Dominical, entrevista a irmã Smith, a qual rebate o pedido que ele lhe fez para ser professora: “Irmão Brown, sou nova-convertida e, na verdade, não sei muita coisa sobre a Bíblia”.

    “Ora, isso não é problema”, responde ele. “A melhor maneira de aprender a Bíblia é ensina-la”.

    “Mas, irmão Brown, eu nunca ensinei aos juniores”, ela objeta.

    “Oh, não deixe que isso a coíba, irmã Smith. Tudo o que exigimos é alguém com o coração disposto”, vem a resposta.

    O cenário é mais do que um desenho caricatural; é um comentário de nosso baixo nível de discernimento em relação ao ensino cristão. Se você planeja ensinar que 2 + 2 são 4, precisa de cinco anos de experiência pedagógica. Se espera ensinar as crianças a dizer, “Eu trouxe”, em vez de, “Eu truce”, provavelmente lhe exijam o mestrado. Mas, para ensinar o currículo da vida cristã, qualquer coisa é boa o bastante para Deus.

    Que contraste com o desígnio para o ensino, apresentado no Novo Testamento. Segunda Timóteo 2.2 informa-nos que o ensino não é um ministério da mediocridade, mas da multiplicação. Nenhum ser humano está completamente cônscio do poder residente no ensino. Toda vez que alguém ensina, desencadeia um processo que, idealmente, nunca acaba.

    Duas razões atuam para formar um argumento convincente: a Igreja tem de ensinar. Não se trata de opção, mas de uma característica indispensável; não é difícil de contentar; mas necessário. A denominação evangélica que não educa, deixa de existir como Igreja do Novo Testamento. Para que o Cristianismo seja perpetuado, precisa ser propagado.

    É ordem de Jesus Cristo
    Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencialmente para estratégia de nosso Senhor.

    O mandato “Fazei discípulos” (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, “guardar [obedecer] todas as coisas” que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar.

    Lucas 6.40 fornece mais apoio ao objetivo de Jesus no que se refere aos Seus ensinamentos, quando Ele diz: “Mas todo o que for perfeito será com o seu mestre”. A verdade de Deus não foi revelada para satisfazer nossa curiosidade, mas para nos conformar à imagem de Cristo.

    Foi praticada pela Igreja Primitiva
    Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento?

    A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles “perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos” (2.42).

    Este era o padrão contínuo; não uma exceção.

    A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: “Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]” (Ef 4.11). O propósito? “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para ministério da multiplicação e não da adição.

    Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo “dom de ensino” com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1).

    Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata.

    As evidências bíblicas acima devem ser constrangedoras o bastante para atrair o sério e abortar o superficial.

    Texto extraído da obra “Manual de Ensino Para o Educador Cristão”. Rio de Janeiro: CPAD.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Reflexão: Formando Filhos para Deus.

PERFIL

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especiallização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de vinte e cinco anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o "Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional" e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados” e “Amor e Disciplina para criar filhos felizes”, todos títulos da CPAD.                        14/02/2013 11:03

Formando filhos para Deus (primeira parte)

Educar um filho é muito mais do que ensinar regras básicas de educação, pagar os estudos e dar comida e moradia
Os filhos são bênçãos de Deus para os casais a fim de preenchê-los e complementá-los. Os filhos alegram uma casa, trazem plenitude ao casamento e estendem o nome e a memória dos pais. São, na verdade, o grande empreendimento de um casal, mais do que casa ou bens, pois além de serem fruto do dom divino de gerar vida outorgado ao casal, ainda são indivíduos a quem podemos chamar de “nossos”.

Contudo, por mais gratificante que seja ser pai ou mãe, gerar um filho é só o primeiro ato da paternidade ou maternidade. A partir da fecundação, da vida criada ainda no útero materno, há um ser a formar, uma pessoa a construir, uma responsabilidade a considerar. Filho é uma pedra preciosa bruta e rara que Deus entrega aos pais, e o dever deles é esculpir, limpar e moldar o novo ser de forma a torná-lo único, para posteriormente devolvê-lo a Deus na forma de um adulto feliz, íntegro e temente a Deus.

Educar um filho, portanto, é muito mais do que ensinar regras básicas de educação, pagar os estudos, e dar comida e moradia. Educar um filho é formar uma pessoa, moldar seu temperamento, construir seu caráter e direcionar sua vida espiritual para Deus.
Família
1) Espaço social – É na família que aprendemos nossos direitos e deveres, expressos verbalmente ou não, e que estabelecemos nossos primeiros vínculos com as coisas e as pessoas. A família faz a intermediação das nossas primeiras relações com o mundo, e nos acolhe com afeto ou desafeto, bem como com ações positivas (cuidado, carinho, diálogo etc) ou negativas (rejeição, abandono, abuso de poder, maus-tratos etc). É o primeiro espaço social que uma criança encontra ao nascer, e funciona como uma escola que nos ensina sobre relacionamentos. Isso é importante porque o ser humano só pode conhecer e reconhecer adequadamente o mundo e a si mesmo a partir de suas relações com os demais.

2) Espaço múltiplo – A família é uma instituição complexa, onde diferentes relações se formam e se influenciam mutuamente. Além da relação parental (entre pais e filhos), nela ainda perspassam a relação filial (entre irmãos) e a relação conjugal (entre marido e mulher). Isso explica o porquê de filhos se tornarem as causas das maiores alegrias de um casamento, como também o motivo para grandes discussões e conflitos. Quando educamos um filho, depositamos nele todas as nossas expectativas e vivências, e cada cônjuge educa sob o seu modelo particular de ser e de entender a realidade.
Vale ressaltar que todo casal precisa priorizar a vida conjugal, já que é a relação humana mais importante depois da conversão (1Co 7.32-34 e 1Pd 3.7). Além disso, quanto mais saudável é um casamento, mais saudáveis serão os filhos (Pv 17.6; 20.7). Afinal, o casamento gera filhos, os forma e mais tarde os libera para gerarem suas próprias famílias e filhos – enquanto a vida conjugal deve perdurar até que a morte separe os cônjuges.

3) Espaço em transformação – A família, mais do que qualquer outra instituição social, sofre e adapta-se às mudanças constantes na vida civil, política e ideológica. Questões de ordem financeira e histórica promovem mudanças na estrutura da família e nas suas formas de educar filhos. Antigamente, com as famílias numerosas, era comum os pais dividirem a responsabilidade de cuidar dos filhos menores com os filhos mais velhos, de modo que o irmão maior tomava conta do irmão mais novo. Hoje, consideramos grande uma família com mais de quatro crianças, e com a ênfase na educação multidisciplinar, onde as crianças desde cedo têm que aprender línguas, praticar esportes e estudar música e artes, há uma sobrecarga sobre os pais com jornada dupla, que trabalham fora e dentro de casa.

Há ainda questões de ordem psíquica que também interferem no modo como se dá a relação parental. Buscamos reproduzir ou negar a educação do nosso lar de origem, que certamente é diferente e até inversa à do cônjuge, o que interfere na forma como educamos nossos próprios filhos. Conciliar as experiências e os conceitos diferentes de duas pessoas sobre os valores e regras a serem ministradas aos filhos não é tarefa fácil, já que nossos conceitos de vida também evoluem e amadurecem com o passar dos anos.

4) Espaço dialógico – Sendo a família um espaço em constante transformação, é importante ressaltar a importância do diálogo (entre os cônjuges e destes com os filhos) para que as ações não se tornem desconexas e confusas. O casal precisa dialogar sobre regras práticas para o dia a dia, sobre finanças, sobre valores a serem ensinados aos filhos e sobre planejamento familiar. Precisam discutir sobre o tipo de instrução que será dada aos filhos, a saída ou não da mulher para o mercado de trabalho e o número de filhos desejável.

Há homens que sonham com um time de futebol e se casam com uma moça que só quer dois. Há mulheres que não querem filhos e se casam com homens ansiosos para serem pais. Há casais que pela sua atividade não podem ter muitos filhos. Há mulheres e homens que a julgar pelo seu temperamento não conseguem educar e manter sob domínio mais do que dois ou três filhos.

Em segundo lugar, é fundamental uma unidade na forma de pensar a função paterna ou materna. A Bíblia diz que os pais são privilegiados e abençoados (Sl 128.3-4; 127.3), mas há homens que não desejam ser pais, mulheres que têm medo de ficarem feias ou atarefadas se tiverem filhos, homens possessivos que não querem dividir a atenção da esposa com os filhos ou mulheres que não se sentem competentes para exercer a maternidade.

Reflexão: Novela não é para Cristão.


PERFIL

Silas Daniel é pastor, jornalista, chefe de Jornalismo da CPAD e escritor. Autor dos livros “Reflexão sobre a alma e o tempo”, “Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos”, “História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil”, “Como vencer a frustração espiritual” e “A Sedução das Novas Teologias”, todos títulos da CPAD, tendo este último conquistado o Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (Asec) como Melhor Obra de Apologética Cristã no Brasil em 2008.                        14/02/2013 11:28

Novela não é programa para crente

Estudo do BID comprova influência negativa das novelas na vida das famílias
As novelas brasileiras – não só da Rede Globo de Televisão, mas de qualquer canal hoje – são já há décadas uma verdadeira praga na disseminação e instigação de imoralidades, influenciando as pessoas (principalmente jovens, mas não só eles) a um estilo de vida e a comportamentos que se chocam frontalmente com os valores da Palavra de Deus. Isso é um fato, comprovado, inclusive, cientificamente.

Pra quem não se lembra, vamos lá: em janeiro de 2009, pesquisadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revelaram um estudo que mostrava a ligação concreta entre as novelas e o aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos dos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Rede Globo de Televisão pelo país, que chegou a 98% dos municípios brasileiros em meados da década de 1990.

De acordo com os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, o estudo mostra que “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumentou significativamente depois que o sinal da Globo se tornou disponível nas cidades do país”. A pesquisa também descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local. Os resultados mostram claramente que as áreas onde o sinal das novelas chegava pela primeira vez apresentavam em seguida um aumento na porcentagem de mulheres de 15 a 49 anos divorciadas ou separadas. “O aumento é estatisticamente significativo”, afirmou Chong em matéria publicada na BBC Brasil à época. Simplesmente, nas últimas décadas, a taxa de divórcios aumentou enormemente no Brasil. Segundo a ONU, os divórcios pularam de 3,3 para cada 100 casamentos em 1984 para 17,7 em 2002 em nosso país!

Os pesquisadores do BID lembraram ainda no estudo que “o enredo das novelas frequentemente inclui críticas a valores tradicionais e, desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas nas novelas não refletia os papeis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade. A exposição das telespectadoras a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e também a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”.

Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infieis a seus parceiros.

Sim, novelas afetam as pessoas. Comprovadamente, afetam até a moda – tanto no que diz respeito a roupas como a novas gírias e motes populares. Afeta comportamentos. Esfria as pessoas espiritualmente. Faz com que elas comecem a aceitar paulatinamente como normal atitudes e pensamentos que são absolutamente reprováveis, que não condizem com um cristão.

Pois bem, de lá para cá, o cardápio das novelas brasileiras não ficou só em apologias à infidelidade conjugal, à prática da mentira, a separações e a divórcios. Nas últimas novelas, tem havido, conforme divulgado exaustivamente nos órgãos de comunicação, homossexualismo e poligamia, além de sempre haver uma chacotinha em relação a certos valores cristãos e a personagens que são verdadeiras caricaturas de cristãos, estereótipos. Sem falar da já tradicional propagandinha espírita e esotérica.

Agora, há até novela com título que saúda uma entidade do baixo espiritismo. Que bom ler que, pelo menos até o final de dezembro, estava com baixíssima audiência para os padrões Globo. Seria um boicote dos crentes? Se for, essa é uma boa e uma má notícia ao mesmo tempo. Boa porque muitos crentes não estão assistindo essa porcaria; e má porque isso significa que muitos deles assistiam essas porcarias anteriores. Enfim, se é resultado do tal boicote, então que esse boicote seja permanente, isto é, para todas as novelas daqui para frente!

Já dizia o salmista Davi: “Não porei coisa má diante dos meus olhos; nada se me pegará” (Sl 101.3). Fiquemos com a Palavra de Deus. Novela não é programa pra crente.

terça-feira, 12 de março de 2013

Lição 11 - 1º Trim. 2013 - Os Millagres de Elizeu.


Lição 11

OS MILAGRES DE ELISEU

17 de março de 2013 

TEXTO ÁUREO 


“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito”  (2 Rs 8.4).  

VERDADE PRÁTICA 


Os milagres realizados por Eliseu não visaram à glorificação pessoal do profeta, mas demonstraram o amor e a graça de Deus.  

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO  

“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito” (2 Rs 8.4).
O contexto histórico do nosso texto áureo aborda dois  diálogos,  o primeiro entre o profeta Eliseu e a mulher cujo filho o profeta o vivificara (2 Rs 8.1). O segundo diálogo é especificamente o nosso texto áureo, que é a fala do rei Jorão, que era irmão de Acazias e também filho de Acabe (2 Reis 3.1; 8.16; 8.25-29) com  Geazi, o auxiliar do profeta Eliseu.

Geazi era um criado, um mensageiro, um auxiliar, um discípulo e possível sucessor do profeta Eliseu. Geazi na língua hebraica significa “vale da minha visão” ou “vale da visão”. Do diálogo entre o rei Jorão e Geazi,  decorre a restituição dos bens da sunamita (2 Rs 8.4- 6).  

RESUMO DA LIÇÃO 11 


OS MILAGRES DE ELISEU 

I. OS MILAGRES DE PROVISÃO

1. A multiplicação dos pães.

2. Abundância de viveres. 

II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO

1. A ressurreição do filho da sunamita.

2. O machado que flutuou. 

III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO

1. A cura de Naamã.

2. As águas de Jericó. 

IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO

1. Maldição dos rapazinhos.

2. A doença de Geazi.  

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Elencar os milagres de Eliseu.
Entender o que motivou os milagres de Eliseu.
Compreender os propósitos dos milagres de Eliseu.  

COMENTÁRIO


                                        PALAVRA CHAVE

     MILAGRE:

Segundo a Bíblia, é uma suspensão temporária das leis da natureza, visando a operação sobrenatural de Deus.

INTRODUÇÃO  

“Você acredita em milagres?”; “Qual o verdadeiro objetivo de um milagre?”. Ouça os alunos com atenção e diga que Deus não mudou. Ele continua operando milagres e maravilhas. Todavia, os milagres são para aqueles que creem. Quem tem um coração duvidoso jamais poderá experimentar dos milagres divinos. 
  
Elizeu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel, quando foi chamado a exercer o ministério profético (1 Rs 19.19-21). Este abnegado servo de Deus foi um dos sete mil que não se dobraram diante de Baal. Nem todos os milagres operados por Eliseu serão estudados aqui, mas os que analisarmos servirão para ilustrar os propósitos divinos na vida de seu povo.
As intervenções sobrenaturais, realizadas por intermédio de Eliseu, são muitas, o que torna impossível tratar de todas em uma única lição. Todas essas intervenções divinas operadas por Eliseu demonstram o poder de Deus. Os milagres tinham como único propósito evidenciar a graça e a glória do Todo-Poderoso. A intenção não era jamais exaltar as virtudes do profeta. As narrativas de seus milagres foram divididas em quatro grupos, tornando o ensino mais didático: milagres de provisão, restituição, restauração e julgamento.
I. OS MILAGRES DE PROVISÃO
1. A multiplicação dos pães. Esse é um milagre de provisão.  Eram cem os discípulos dos profetas e só havia vinte pães para alimentá-los (2 Rs 4.42-44). A lei da procura era maior do que a da oferta! O que fazer diante da situação? O profeta Eliseu não olha as evidências naturais, mas seguindo a direção de Deus, profetiza que todos comeriam e ainda sobrariam pães! Como? Não havia lógica nenhuma nessa predição. Todavia, milagres não se explicam, aceitam-se pela fé!
Muito tempo depois encontramos o Novo Testamento detalhando como Jesus Cristo operou um milagre com a mesma dinâmica, mas em maior proporção (Jo 6.9). Em ambas as histórias, a graça de Deus em prover o necessário para os carentes fica em evidência.
2. Abundância de víveres. Jorão, filho de Acabe, estava assentado no trono do reino do Norte e, a exemplo de Jeroboão, foi mau governante (2 Rs 3.1-3). A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria promovida por Ben-Hadade II.
Com a cidade sitiada, a consequência natural foi a escassez de alimentos. Vendia-se desde cabeça de jumento até mesmo esterco de pombo na tentativa de amenizar a fome. Pressionado pela crise, o rei procurou o profeta Eliseu e o responsabilizou pela tragédia.
Sempre o Diabo querendo culpar Deus! Todavia, o Senhor demonstra, mais uma vez, a sua graça, e orienta Eliseu a profetizar o fim da fome! Como nos outros milagres, esse tem seu cumprimento de forma inteiramente sobrenatural e inexplicável.
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
Milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Aqueles que duvidam não recebem nada de Deus.
II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO
1. A ressurreição do filho da sunamita. Mesmo havendo deixado o filho morto em casa, a rica mulher de Suném demonstra uma fé inabalável (2 Rs 4.18-37). Quando a caminho, é interrogada por Geazi, servo de Eliseu, sobre como iam as coisas, ela respondeu: “Tudo bem!”.
Nada está fora de controle quando Deus está no comando. A sequência da história mostra o profeta Eliseu orando ao Senhor sobre o corpo inerte do garoto (2 Rs 4.33,34). Os gestos do profeta parecem não ter sentido, mas sem dúvida refletem a orientação divina (2 Rs 4.34,35). O Senhor responde a oração do profeta e a vida volta novamente ao filho da sunamita (2 Rs 4.35-37).
2. O machado que flutuou. Um dos discípulos dos profetas perdera a ferramenta que tomara emprestada (2 Rs 6.1-7). Naqueles dias, os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos. Daí o seu desespero. Duas coisas observamos nesse texto: primeiramente, a motivação do milagre que está bem expressa no lamento daquele que perdera o machado.
O que nos faz lamentar? A nossa motivação está correta? Em segundo lugar, vemos o profeta procurando identificar o local onde a ferramenta havia caído. O Senhor está pronto a restituir o que perdemos, mas temos de ter consciência disso.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Nada está fora de controle quando Deus está no comando. Ele é soberano!
III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO
1. A cura de Naamã. Algumas coisas nos chamam a atenção no relato desse milagre (2 Rs 5.1-19). Em primeiro lugar, observamos que o general sírio fica indignado quando o profeta não age da forma que ele imaginou (2 Rs 5.11).
Deus não faz shows, nem tampouco opera para satisfazer nossa curiosidade. Em segundo lugar, vemos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã (2 Rs 5.11,12), mas apenas em sua obediência. Em terceiro lugar, Naamã recebe a cura quando desce ao Jordão (2 Rs 5.14). Ninguém será restaurado se não descer!
Naamã desceu e foi curado. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). Em quarto lugar, Naamã tentou recompensar o profeta pelo milagre recebido (2 Rs 5.15,16). Eliseu recusou! A graça não aceita pagamento por aquilo que faz.
2. As águas de Jericó. O texto de 2 Reis 2.19-22 narra o episódio das águas amargas de Jericó que se tornaram saudáveis através da ação de Eliseu. Aqui, o profeta pede um prato novo e, que neste, se coloque sal. Feito isso, ele profetiza que aquelas águas tornar-se-iam potáveis segundo a palavra do Senhor.
Tais exigências possuíam um valor simbólico, pois o sal representa um elemento purificador (Lv 2.13; Mt 5.13). O prato novo simboliza um instrumento de dedicação especial ou exclusiva a Deus para aquele momento. Em todo caso, foi o poder de Deus que purificou as águas e não o poder desses objetos e ingredientes.

SINÓPSE DO TÓPICO (3)
Deus não faz shows e não se agrada daqueles que se utilizam dos seus milagres para se promoverem. O Senhor não opera para satisfazer nossa curiosidade.
IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO
1. Maldição dos rapazinhos. Certa vez, uns jovens debocharam de Eliseu, dizendo-lhe: “Sobe, calvo, sobe, calvo!”. Reagindo à situação, o profeta invoca o julgamento divino sobre os zombadores, amaldiçoando-os em nome do Senhor (2 Rs 2.23-25). O efeito foi devastador. Apareceram duas ursas selvagens, que se investiram contra os rapazes, matando quarenta e dois deles. Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.
2. A doença de Geazi. No relato de 2 Reis 5.20-27, observamos as razões pelas quais Geazi foi julgado. Ele supunha que a recusa de Eliseu em aceitar os presentes de Naamã era apenas uma questão pessoal do profeta (2 Rs 5.20). Por isso, resolveu tirar partido da situação.
Usou o nome de Eliseu para validar sua cobiça, procurando tornar aceitável o que Deus havia abominado (2 Rs 5.22). Ele deveria saber que Deus não vende suas bênçãos, mas as dá gratuitamente. E, assim, o cobiçoso Geazi trocou o arrependimento pelo fingimento e ainda trocou a bênção pela maldição (2 Rs 5.25,27). Em consequência, teve de conviver com a lepra pelo resto da sua vida!
SINÓPSE DO TÓPICO (4)
Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os milagres operados por Eliseu demonstram o poder divino. Todos tiveram um propósito específico; evidenciar a graça e a glória de Deus nas mais diferentes situações. Em nenhum momento, essas intervenções exaltam as virtudes do profeta.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010. ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bibliográfico
“Deus cura a lepra de Naamã”
O poder divino, o qual se manifestou através da cura da lepra de Naamã, tinha o propósito de demonstrar que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria. O milagre aconteceu em benefício dos israelitas e também dos sírios. Os israelitas entenderam que Deus desejava fazer deles o seu instrumento para conquistar outros povos. Também está aqui evidente o ponto de vista profético de que o reino do Norte, assim como o de Judá, estava essencialmente relacionado com o cumprimento de Deus para seu povo.
O desespero de Naamã, causado pela impureza do rio Jordão, pode ter sido provocado em parte pela correta comparação que fez com os rios Abana e Farpar. Entretanto, a questão verdadeira era a sua má vontade em se humilhar adequadamente, e obedecer à ordem de Deus para obter a cura.
O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura de leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma — um grande homem... porém leproso; (2) O testemunho da fé de uma escrava; (3) Um pedido inesperado e humilde; (4) A obediência e a cura completa” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.349).  
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliográfico
▪ “A fama de Eliseu (2 Rs 6.12) — Vários eventos claramente mostram que os milagres de Eliseu foram realizados com a intenção de produzir fé tanto fora como dentro dos limites de Israel. A cura de Naamã (2 Rs 5), a reputação conseguida expondo os planos dos sírios (2 Rs 6.12) e o livramento da unidade militar que veio para capturá-los (2 Rs 6.12,13) todos testemunham o poder de Deus. Sirvamos à igreja de Cristo. Porém, nunca percamos a visão daqueles fora de seus limites” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010, p.247). 
▪ “Geazi é atacado de lepra (2 Rs 5-20-27) — Naamã havia oferecido um presente a Eliseu; porém, o profeta o recusou. No entanto, sua gratidão era tão grande que ele prontamente deu dois talentos de prata a Geazi supostamente para dois jovens profetas necessitados. Eliseu transferiu a lepra de Naamã para Geazi, não só porque ele havia mentido por razões pessoais, mas o que é ainda pior, seu interesse egoísta por dinheiro havia diminuído a eficiência do ministério de Eliseu para Deus. Esse incidente se apresenta como uma impressionante advertência a todos os servos do Senhor que colocam os interesses pessoais à frente da causa do Mestre” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.350).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Os milagres de Eliseu
Deus confirmou o ministério de Eliseu não apenas com poder, mas também com a manifestação de milagres. De forma geral, esses milagres foram manifestos em momentos de angústia, onde apenas Deus poderia intervir, como foi o caso da predição de abundância de alimentos para a Samaria sitiada e faminta. Eliseu também trouxe de volta da morte o filho da Sunamita, que havia morrido. 
Observe que nesse caso, especificamente, Deus não disse nada a Eliseu sobre o filho da Sunamita, que estava morto: “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou”.
O Deus que revelou a Eliseu os planos do exército inimigo fez com que o homem de Deus fosse verificar o que estava acontecendo na casa daquela mulher. Eliseu sabia que quando a revelação divina não se manifesta, Deus deseja que tenhamos sabedoria para resolver problemas. Ele não foi apenas um homem de milagres, mas também um homem prudente e sensível.
Uma palavra sobre milagres e a vida pessoal. Milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física. Podem ser visto na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os milagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que creem, conforme Marcos 16.17.
Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã. E a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. O povo que estava no Egito viu as manifestações de Deus de forma poderosa, mas logo se rebelaram contra Ele.
O povo que viu o Jordão se abrir para que entrassem na terra prometida e viu Jericó cair diante de si anos depois escolheu servir a outros deuses. As manifestações poderosas conduzidas por Elias não fizeram de Acabe um rei temente a Deus. Geazi presenciou muitos milagres realizados por Eliseu, mas perdeu o temor e a saúde por causa de alguns presentes oferecidos por Naamã.
Claro que esses casos não invalidam o poder de Deus e a sua soberania, e em sua presciência, o Senhor sabia que alguns de seu povo seriam rebeldes e mesmo assim não deixou de operar. Mas devemos aprender que precisamos ter comunhão com Deus quando Ele manda milagres e quando Ele não manda. E acima de tudo, ser fiéis a Ele sempre.

 

Lição 11 - 1º Trim. 2013 - Maternal 3 e 4 anos .

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 4º Trimestre de 2012
  • Lição 11- A criação de Deus - A proteção e o cuidado de Deus

    I. Leitura Bíblica Gênesis 1.24-31

    II. De professor para professor
    Prezado professor, o objetivo da lição deste domingo é fazer com que a criança compreenda que Deus nos criou de modo especial; somos a coroa da criação.

    • Faça uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.

    • As palavras-chave são “ADÃO E EVA”. Durante o decorrer da aula diga às crianças que o Papai do céu criou o homem e a mulher. O primeiro homem criado chamava-se Adão e a primeira mulher, Eva. Deus também criou você. Ele é o nosso Criador.
    III. Para refletir
    “Em que sentido fomos feitos à imagem de Deus?”

    Obviamente Deus não nos criou exatamente como Ele, porque Deus não possui corpo físico. Em vez disso somos reflexos da sua glória. Alguns pensam que nossa razão, criatividade, discurso ou autodeterminação são a imagem de Deus. Nunca seremos totalmente como Deus, pois Ele é o Criador supremo, porém temos a capacidade de refletir seu caráter através do amor, perdão, da paciência, bondade e fidelidade.

    Saber que fomos criados à imagem de Deus e compartilhar muitas de suas características provê uma base sólida para a imagem própria. O autovalor do homem não está baseado em posses, conquistas, atrativos físicos ou aclamação pública. Ao contrário, está baseado no fato de ser criado à imagem de Deus. Porque fomos feitos à imagem dEle, podemos nos sentir bem a respeito de nós mesmos. Criticar ou depreciar o que somos é criticar o que Deus fez e as habilidades que Ele nos tem dado.

    Saber que você é uma pessoa de valor ajuda-o a amar a Deus, conhecê-lo pessoalmente e prestar uma valiosa contribuição às pessoas ao seu redor. (Extraído da Bíblia de Estudos Aplicação Pessoas, CPAD.).
    IV. Conversando com o professor
    Você tem a oportunidade ímpar de orientar a criança do maternal a conhecer sobre Deus, o grande Criador. Muitos se admiram ao ouvir que podemos ensinar verdades bíblicas as crianças do maternal. Mas isso é possível, pois são muito inteligentes e estão prontas a aprenderem.

    As crianças do maternal aprendem através da música, com o olhar, através do ouvir ou simplesmente por imitar os adultos.

    V. Sugestões
    A preparação da sala não é trabalho para o professor realizar sempre sozinho. Pelo contrário, os alunos devem ter liberdade de sugerir, criar, colaborar na escolha de alguns motivos, pois assim se estará efetivando a verdadeira integração das crianças no ambiente da classe.

    Paredes repletas de cartazes mal selecionados e mal distribuídos dão à sala de aula um aspecto desagradável e não atingem aos objetivos, dispersando a atenção dos alunos do assunto que se deseja focalizar.

    Você poderá sugerir que as crianças decorem a sala de aula com desenhos sobre a criação de Deus.

Lição 11 - 1º Trim. 2013 - JD Infancia 5 e 6 anos.

Conteúdo adicional para as aulas de Lições Bíblicas

Subsídios para as lições do 1º Trimestre de 2013
  • Lição 11- Por que Deus é bom? O que posso fazer para Deus?

    Leitura Bíblica 2 Samuel 6.12-23

    I. De professor para professor

    Prezado professor, neste domingo o objetivo da lição é que a criança compreenda que na presença de Deus há a verdadeira alegria.

    • É importante fazer uma recapitulação da aula anterior. Pergunte qual foi a palavra-chave estudada e qual o versículo aprendido.

    • A palavra-chave da aula de hoje é “ALEGRIA”. Durante o decorrer da aula diga: “Só Deus pode nos dar a verdadeira alegria”.

    II. Saiba Mais
    “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

    Parece estranho que um homem encarcerado pudesse estar pedindo a uma igreja que se regozijasse. Mas a atitude de Paulo nos ensina uma importante lição. Nossa atitude interior não precisa refletir nossas circunstâncias exteriores. Paulo estava cheio de alegria por saber que, a despeito daquilo que lhe viesse a acontecer, Jesus estava ao seu lado. Nesta carta, Paulo inúmeras vezes insiste que os filipenses deveriam estar alegres, provavelmente por ser o que estavam precisando ouvir. É fácil nos sentirmos desencorajados perante circunstâncias desagradáveis ou tratarmos com excessiva seriedade os assuntos de menor importância. Se você não tem se sentido muito alegre ultimamente, é possível que não esteja contemplado a vida sob a perspectiva correta. (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD.).
    IV. Sugestão

    Para ajudar no ensino da lição, sente-se com as crianças em círculo no chão da classe. Depois pergunte para elas: O que deixa vocês felizes? O que vocês gostariam de fazer para deixar seus pais mais felizes? Explique aos alunos que somos mais felizes quando agradamos a Jesus.