quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


Lição 06

A VIÚVA DE SAREPTA

10 de fevereiro de 2013

TEXTO ÁUREO

“Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome; e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva” (Lucas 4.25-26)


VERDADE PRÁTICA


Para socorrer e sustentar os seus filhos, Deus usa os meios mais inesperados.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO


Nosso texto áureo é uma citação feita pelo Senhor Jesus do episódio ocorrido em Israel conforme relatado em 1 Reis 17.8-24, também no Novo Testamento há uma referência a esta grande seca de três anos e meio (Tg 5.17-18).

O Senhor Jesus fez essa citação na Sinagoga de Nazaré, local onde Ele passou sua infância. Após a leitura do livro do profeta Isaías na sinagoga, Ele é expulso de Nazaré (Lucas 5.14-30; Mt 4.12-17; 13.53-58; Mc 1.14-15; 6.1-6).

O Senhor Jesus ao citar o episódio ocorrido em Israel, ou seja, a ida do profeta Elias a Sarepta de Sidom, a casa de uma viúva estrangeira, demonstra que os profetas não são necessariamente chamados para realizar maravilhas ou proferir palavras apenas entre seus patrícios, haja vista, o grande profeta Elias ministrara em lugares estrangeiros, e não em sua terra natal.

No contexto do ensino ministrado pelo Senhor Jesus, Ele está apontando a ideia que “nenhum profeta é aceito na sua terra” (Lc 4.24).

Muitas viúvas em Israel passavam por privações, inanição ao ponto de morrer de fome devida a terrível seca de três anos e meio, no entanto, o profeta Elias foi a uma viúva estrangeira, em uma terra estrangeira.

Na época do Senhor Jesus, os israelitas não deferiam daquela nação israelita faminta, que preferia continuar na angústia, na inanição, na sua miserabilidade, ao invés de dar ouvidos ao profeta Elias, essa era a condição de Nazaré, eles estavam numa grande inanição espiritual, Nazaré passava fome espiritual, e mesmo assim os próprios habitantes de Nazaré lideraram uma grande oposição ao Senhor Jesus a ponto de expulsá-lo daquela localidade: “E todos, na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, o expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem, Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se” (Lc 4.28-30).  

RESUMO DA LIÇÃO 06 


A VIÚVA DE SAREPTA  

I. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA

1. A fonte de Querite.

2. Elias em Sarepta. 

II. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS

1. A soberania e a graça de Deus.

2. A providência de Deus.  

III. O PODER DA PALAVRA DE DEUS

1. A escassez humana e a suficiência divina.

2. Deus, a prioridade maior.  

IV. O PODER DA ORAÇÃO

1. A oração intercessória.

2. A oração perseverante.  

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender a humanidade do profeta Elias.
Identificar as causas e sintomas da depressão de Elias.
Detalhar o tratamento de Deus à depressão de Elias.  

COMENTÁRIO 


                                        PALAVRA CHAVE

     PROVISÃO:

Abastecimento, fornecimento, mantimentos. 

INTERAÇÃO 

Na nossa última aula estudamos sobre: Elias, um homem de Deus em depressão, hoje o assunto é: A Viúva de Sarepta. Como você pode observar esse acontecimento foi antes do profeta Elias entrar em depressão. Nossas lições deste semestre não estão, portanto, seguindo uma ordem cronológica. Hoje estudaremos a respeito do cuidado e da provisão divina para com o profeta Elias.
No decorrer da lição, procure enfatizar o cuidado de Deus para com aqueles que se dispõe a fazer sua vontade. O Senhor não mudou como um pai amoroso Ele continua a cuidar de seus filhos. Elias foi fiel ao Todo-Poderoso ao cumprir sua missão — confrontar a apostasia no reino do Norte. A sua devoção e zelo pela Palavra do Senhor, fez com que ele precisasse de um lugar seguro para refugiar-se.
O próprio Deus escolheu e preparou este lugar, em Sarepta.  Ali, uma pobre viúva seria usada como parte do plano de provisão do Senhor. Aprendemos com este episodio que o Pai Celeste e o nosso Provedor. Ele, como o Bom Pastor, supre as nossas necessidades. Confie!!
Introdução 
A visita do profeta Elias a terra de Sarepta, onde foi acolhido por uma viúva pobre, e emblemática por algumas razoes.
Primeiramente, a história revela o cuidado de Deus para com os que se dispõem a fazer sua vontade. Não importa onde estejam Deus cuida de cada um de seus filhos. Elias foi o agente de Deus para confrontar a apostasia no reino do Norte. Necessitava, pois, de um lugar seguro para refugiar-se.
Em segundo lugar, o episodio revela a soberania de Deus sobre as nações. Mesmo tratando-se de uma terra paga, Deus escolhe dentre os moradores de Sarepta, uma mulher que servira como instrumento na construção de seu proposito.
I. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA
1. A fonte de Querite. Logo apos profetizar uma grande seca sobre o reinado de Acabe, Elias recebeu a orientação divina: “Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que esta diante do Jordão” (1 Rs 1 7.3). Elias havia se tornado uma persona non grata no reinado de Acabe.
E, devido a esse fato, precisava sair de cena por um tempo. Seguindo a orientação divina, ele refugia-se primeiramente próximo a fonte de Querite. Era um lugar de sombra e agua fresca, mas não representava o ponto final de sua jornada. Ele não poderia fixar-se naquele local porque ali não havia uma fonte permanente, mas uma provisão em tempos de crise (1 Rs 1 7.7).
Quem faz de “Querite” seu ponto final terá problemas porque certamente secara! Atualmente existe um ribeiro chamado de Wadi Kelt ou Wadi Qelt (palavra árabe que indica uma corrente de água que só é ativada em tempos chuvosos e quando a neve se derrete), um riacho de águas revoltas que desagua no vale do Jordão. Wadi Qelt, segundo a tradição, é o riacho de Querite, o local onde Elias foi alimentado pelos corvos. Wadi Qelt é um desfiladeiro resultado de um riacho profundo cujas águas correm no coração do deserto da Judeia rumo ao rio Jordão.
2. Elias em Sarepta. Elias afasta-se de seu povo e de sua terra, indo refugiar-se em território fenício (1 Rs 1 7.9). A geografia bíblica informa-nos que Sarepta era uma pequena localidade situada a cerca de quinze quilômetros do sul de Sidom, na costa do mar Mediterrâneo, terra da temida Jezabel (1 Rs 16.31).
Lugar que fazia parte das terras do pai de Jezabel esposa do rei Acabe (I Rs 16.31). Cidade originalmente fenícia, a principio pertencia a Sidom; mas, após 722 a.C., passou para território de Tiro, quando as duas cidades entraram em conflito, e esta ultima se saiu vitoriosa. Isso pôs Elias em território estrangeiro, onde ele estaria em segurança dos planos de Acabe e da sua horrenda esposa,  Jezabel (I Rs 17. 10).
Às vezes o Senhor faz coisas que parece não ter logica alguma! No entanto, esse foi o único lugar no qual o rei Acabe jamais pensaria em procurar o profeta (1 Rs 18.10). Em algumas traduções, esse nome também aparece grifado como Zarepta. Sarepta significa: fornalha de fundição. O profeta Elias residiu nesta cidade durante a última grande seca (I Rs 17.1,7).
São nas coisas menos prováveis que Deus realiza seus desígnios! Sarepta parecia ser uma terra de ninguém, mas estava no roteiro de Deus para a efetivação do seu proposito. Esse lugar é comumente identificado como a aldeia moderna de Sarafand (em árabe: al-Sarafand), cerca de 14,5 quilômetros  ao sul de Sidom (Líbano).
Sarepta é mencionado pela primeira vez na viagem de um egípcio no século 14 aC ( Chabas , Voyage d'un egyptien ., 1866, pp 20, 161, 163). Obadias diz que foi o limite norte de Canaã (Obadias 1.20). Sarepta (צרפת ārĕfá, tsarfát; Σάρεπτα, Sarepta) em hebraico tornou-se o epônimo para qualquer fundição ou forja, ou metalurgia loja.
No primeiro século D.C. Sarepta, é mencionada por Josefo, em Antiguidades Judaicas (Livro VIII, XIII;  e por Plínio , em História Natural (Livro V, 17) . Sarepta no século 6 tornou-se numa pequena cidade cristã, nela havia uma igreja dedicada ao profeta Elias. O episcopatuum Notitia , uma lista de bispados feitas em Antioquia no século 6, fala de Sarepta como  ligada a Tiro, nenhum de seus bispos são conhecidos.
Após a islamização da área, em 1185, o monge grego Focas, fazendo um dicionário geográfico da Terra Santa (De Sanctis locis , 7), comenta sobre a cidade quase em sua antiga condição. Um século mais tarde, de acordo com Burchard de Monte Sião, que estava em ruínas e continha apenas sete ou oito casas. Mesmo depois do fim do Reino Latino dos cruzados na Terra Santa, a Igreja Católica Romana continuou a nomear bispos puramente titulares de Sarepta até 1378.
Sarepta e mencionada em textos ugaríticos do século XIV a.C. e em papiros egípcios do século XIII a.C junto com Biblos, Beirute, Sidom e Tiro como uma das principais cidades da costa (ANET, p. 477). “Tanto Senaqueribe como Esar-Hadom reivindicam ter tomado Sarepta de acordo com as inscrições assírias (ela foi chamada Zaribtu, ANET, p.287)” (Dicionário Bíblico Wydiffe. 1 .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1768). 
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Num momento de crise Elias se afastou do seu povo e de sua terra e refugiou-se em território fenício.
II. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS
1. A soberania e graça de Deus. Quando o Senhor ordenou ao profeta que se deslocasse até Sarepta, revelou-lhe também qual era o seu propósito: “Ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente” (1 Rs 1 7.9). Elias precisava sair da região controlada por Acabe e isso, como vim os, aconteceu quando ele se dirigiu a Sidom, na Fenícia.
O texto é bem claro em referir-se à viúva como sendo um instrumento que o Senhor usaria para auxiliar a Elias: “Ordenei ali a uma mulher viúva”. Quem era essa viúva ninguém sabe. Todavia, foi a única escolhida pelo Senhor, dentre milhares de outras viúvas, para fazer cumprir seu projeto soberano (Lc 4 .2 5 ,2 6 ). Era uma gentia que, graças ao desígnio divino, contribuiu para a construção e desenvolvimento do plano divino.
2. A providência de Deus. A providencia divina para com Elias revelou-se naquilo que Paulo, muito tempo depois, lembrou (1 Co 1.27). Um gigante espiritual ajudado por uma frágil mulher! Sim, uma mulher viúva e pobre. Muito pobre! Ficamos a pensar o que teria passado pela cabeça do profeta quando o Senhor lhe disse que havia ordenado a uma viúva que o sustentasse.
 Era de se imaginar que a mulher possuísse algum recurso. Como em toda a historia de Elias, a provisão de Deus logo fica em evidencia. A providencia divina já havia se manifestado nos alimentos trazidos pelos corvos (1 Rs 17.4-6). Agora revelar-se-ia através de uma viúva pobre.

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Pela sua soberania e graça, Deus incluiu uma estrangeira em seu plano.
III. O PODER DA PALAVRA DE DEUS
1. A escassez humana e a suficiência divina. A mulher que Deus havia levantado para alimentar Elias durante o período da seca disse não possuir nada ou quase nada: “nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepara-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.” (1 Rs 17.12).
 De fato o que essa mulher possuía como provisão era algo humanamente insignificante! A proposito, o termo hebraico usado para punhado, da a ideia de algo muito pouco! Era pouco, mas ela possuía! Deus queria operar o milagre a partir do que a viúva tinha. A suficiência divina se revela na escassez humana. O pouco com Deus torna-se muito!
2. Deus, a prioridade maior. O profeta entrega à viúva de Sarepta a chave do milagre quando lhe diz: “porem faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, faras para ti e para teu filho” (1 Rs 17.13). O profeta era um agente de Deus, e atende-lo primeiro significava colocar a Deus em primeiro lugar. O texto sagrado afirma que “foi ela e fez segundo a palavra de Elias” (1 Rs 1 7.1 5). Tivesse ela dado ouvidos a sua razão, e não obedecido as diretrizes do profeta, certamente teria perdido a benção. O segredo, pois, e colocar a Deus sempre em primeiro lugar (Mt 6.33).
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Na escassez humana vemos a suficiência divina através do poder da Palavra de Deus 
IV. O PODER DA ORAÇÃO
1. A oração intercessória. O texto de 1 Reis 17.1 traz a profecia de Elias sobre a seca em Israel. E, de fato, a seca aconteceu. Tiago, porem, destaca que a predição de Elias foi acompanhada de oração: “Elias era homem sujeito as mesmas , paixões que nos e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra" (Tg 5.17). Novamente o  profeta encontra-se diante de um novo desafio e somente a oração provara a sua eficácia. O filho da viúva morreu e Elias toma as dores da pobre mulher, pondo-se em seu lugar e clama ao Senhor (1 Rs 1 7.19,20).  Deus ouviu e respondeu ao seu servo.
2. A oração perseverante. Elias orou com insistência (1 Rs17.21). Ele estendeu-se sobre o menino três vezes! Isso demonstra a natureza perseverante de sua oração. Muitos projetos não se concretizam, ficam pelo caminho porque não são acompanhados de oração perseverante. O Senhor Jesus destacou a necessidade de sermos perseverantes na oração ao narrara parábola do juiz iniquo (Lc 18.1). E com tal perseverança que conseguiremos alcançar nossos objetivos.
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
O clamor intercessorio e perseverante confirmam o poder da oração. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A soberania de Deus sobre a história e sobre os povos e o seu cuidado para com aquele que o teme se revelam de forma maravilhosa no episodio envolvendo o profeta Elias e a sua visita a Sarepta. Não ha limites quando Deus quer revelar a sua graça e tampouco há circunstancia demasiadamente difícil que possa impedi-lo de mostrar o seu poder provedor.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
Dicionário Bíblico Wycliffe. I .ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

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