sábado, 21 de setembro de 2019

Lição 11 - 3º Trimestre 2019 - Ética Cristã no Mundo Virtual e Tecnológico - Juvenis.

Lição 11 - Ética Cristã no Mundo Virtual e Tecnológico 

3ºTrimestre de 2019
Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios” (Ef 5.15).
OBJETIVOS
Citar exemplos de violência no mundo virtual;
Conversar acerca da obsolescência dos itens tecnológicos;
Refletir sobre os meios de uso inteligente da tecnologia.
ESBOÇO DA LIÇÃO
1. A MÍDIA VIRTUAL, A TECNOLOGIA E A PRIORIDADE DA VIDA
2. O PERIGO DA VIOLÊNCIA NA MÍDIA VIRTUAL
3. O PERIGO DO CARÁTER DESCARTÁVEL DA TECNOLOGIA
4. USANDO A MÍDIA VIRTUAL E A TECNOLOGIA COM INTELIGÊNCIA
Querido (a) professor (a), o tema de nossa próxima aula é extremamente atual e urgente de se conversar sob a ótica da ética cristã, especialmente na idade de seus juvenis, em que o mundo e virtual e tecnológico têm muito mais espaço. 
Devido ao cyberbullying muitos jovens têm chegado à depressão, inúmeros problemas emocionais, isolamento social e até mesmo ao suicídio – que já é a segunda principal causa de morte em todo o mundo para pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos de idade. Portanto, veja como é crucial preparar-se intelectual e espiritualmente para esta lição. 
Devido a este problema mundial, em 2014 nasceu a campanha "Setembro Amarelo", este ano ainda mais propagada e aderida. Você já deve ter ouvido falar sobre esse movimento em alguma matéria de jornal ou mesmo em suas redes sociais. 
Esta ação foi criada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida / Prevenção ao Suicídio), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com o objetivo de conscientizar a população sobre a seriedade de doenças como a depressão que acabam levando ao suicídio. Para prevenir este mal, precisamos nos informar e debater a respeito.
Nesta terça-feira, dia 10 de setembro, foi o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e é um ótimo gancho com esta próxima aula. Pergunte a seus juvenis sobre o assunto, o que sabem a respeito, suas opiniões sobre esta estatística fatídica de suicídio, o que acham de campanhas e ações como esta do “Setembro Amarelo”, o que nós como cristãos podemos fazer para ajudar, etc. 
Para te deixar ainda mais informado sobre este assunto, separamos uma matéria publicada pelo nosso portal de notícias CPAD News que você pode acessar clicando AQUI. 
Abaixo você também pode ler um trecho da nossa revista de ED de Jovens sobre os perigos do universo digital, cyberbullying, legislação e etc.
OS MALES DO BULLYING VIRTUAL
1. O que é bullying virtual? Também chamado de cyberbullying, consiste na intimidação sistemática de outra pessoa, por meio de insultos, humilhação, depreciação e agressão verbal, de modo a provocar constrangimento perante os outros. Em virtude da facilidade do anonimato, a internet é um meio veloz de propagação de imagens e comentários depreciativos sobre a vida de alguém. É um problema grave, pois as palavras, não raro, ferem mais que a dor física (Pv 12.18). Assim como a língua, que serve para proferir palavras de bênção ou maldição (Tg 3.10), as publicações na rede de computadores podem devastar vidas como o fogo (Tg 3.6).
2. Brincadeira sem graça. Na maioria dos casos essa prática inicia como uma brincadeira de péssimo gosto para divertimento dos envolvidos. Mas, vale aqui a advertência de Provérbios 26.18,19. Não há qualquer graça em tal brincadeira maligna e odiosa, afinal as consequências do bullying virtual são sérias; afeta os sentimentos e a imagem do ofendido perante a sociedade. Pesquisas indicam que esse tipo de agressão pode acarretar trauma psicológico, isolamento social, desenvolvimento de problemas relacionados à depressão, e até mesmo levar a vítima ao suicídio. Não é algo para rir, mas chorar!
3. A conduta do jovem cristão. Em meio a uma cultura de “zoação” e escárnio (2Pe 3.3), em que muitos encaram com naturalidade as brincadeiras e piadas que expõem a vida dos outros no ambiente virtual, o jovem cristão é instado a mostrar o diferencial pelo testemunho online, com conduta exemplar na palavra, no comportamento, no amor, no espírito, na fé e na pureza (1Tm 4.12).
O ponto de partida é seguir a recomendação do salmista: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1,2). Aquele que medita na Palavra de Deus não perde tempo com brincadeiras inúteis e destrutivas, compartilhando conteúdo produzido pelos escarnecedores virtuais.
Além de não praticar o bullying, o crente em Cristo deve intervir quando alguém, cristão ou não, estiver sendo vítima de intimidação virtual. Quebrar as correntes da maledicência e aconselhar seus autores para que cessem o desrespeito, são práticas que exprimem o amor divino.
A LEI E A PUNIÇÃO DOS CRIMES CIBERNÉTICOS
1. Crimes contra a honra. Englobam as ações que ofendem a honra e a moral de uma pessoa: calúnia, difamação e injúria. A calúnia é a afirmação falsa de que alguém cometeu um determinado crime; difamação é associar uma pessoa a um fato que ofende sua reputação e injúria refere-se à ofensa que atinge a dignidade e o decoro do ofendido. A defesa da verdade e da honra das pessoas se fundamenta nas Escrituras (2Co 13.8; Ef 4.25), por isso o servo de Deus não deve disseminar informações inverídicas e caluniosas que trafegam no mundo digital.
2. Crimes de pedofilia. A troca de informações, imagens e vídeos envolvendo a sexualidade de crianças e adolescentes caracteriza o crime de pedofilia. Infelizmente, há no mundo virtual redes malignas de indivíduos sem afeição natural que aliciam menores e espalham conteúdo pornográfico. Tais atos são abomináveis para Deus, uma vez que expõem os frágeis pequeninos amados do Senhor (Mt 18.10). É dever do cristão denunciar essa prática pecaminosa e desumana.
3. Crimes informáticos. Referem-se aos delitos de invasão de dispositivos informatizados, roubo de dados e fraudes financeiras por meios tecnológicos. Tais atos delinquentes normalmente são praticados mediante a disseminação de vírus e outras pragas virtuais. Devemos ter em mente que todo usuário da rede de computador é um alvo em potencial para essa espécie de crime. Assim, utilizar mecanismos de segurança, acessar páginas seguras e não compartilhar informações pessoais na internet são ações básicas para evitar ser vítima de ataques virtuais. 
O Senhor te abençoe e capacite. Boa aula!
Paula Renata Santos
Editora Responsável pela Revista Juvenis da CPAD 

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